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Paraná investe R$ 6,8 milhões e moderniza colégios agrícolas da rede estadual

Novos equipamentos chegam a 26 unidades, ampliam ensino técnico com tecnologia de campo e reforçam estratégia de formar lideranças para o agro paranaense.

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Foto: Divulgação

O Governo do Paraná entregou nesta semana R$ 6,85 milhões em novos equipamentos para os colégios agrícolas da rede estadual de ensino. A entrega foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior durante sua participação no Show Rural Coopavel, em Cascavel, um dos maiores eventos do agronegócio da América Latina.

Governador Ratinho Junior: “Nós transformamos os colégios agrícolas em verdadeiras cooperativas-escola” – Foto Roberto Dziura Jr/AEN

O governador enfatizou que os investimentos reforçam a formação técnica dos estudantes e fortalecem o papel estratégico da educação profissional para o futuro do agronegócio paranaense. “Nós transformamos os colégios agrícolas em verdadeiras cooperativas-escola. A ideia é que esses jovens saiam preparados tecnicamente, mas também com a cabeça cooperativista, que é o DNA do Paraná, prontos para assumir funções de liderança no campo e nas cooperativas”, afirmou Ratinho Junior.

Segundo o governador, a qualificação dos estudantes está diretamente ligada ao crescimento do setor produtivo. “O Paraná sempre foi um grande produtor de alimentos, mas avançamos muito na industrialização e na agregação de valor. Para isso, precisamos de jovens preparados, com acesso à tecnologia e à educação de qualidade, para dar continuidade a esse processo”, completou.

Os investimentos beneficiam 26 colégios agrícolas localizados em diferentes regiões do Estado e têm como objetivo fortalecer a educação profissional rural, modernizando a estrutura utilizada nas atividades práticas e no ensino técnico voltado ao campo.

Maquiários variados

Entre os equipamentos entregues estão 29 carretas basculantes para trator, com investimento de quase R$ 549 mil, 19 enxadas rotativas,

Foto: Ari Dias/AEN

no valor de R$ 350,9 mil, 30 perfuradores de solo, que somam R$ 26.550, e cinco conjuntos de levante hidráulico, com aporte de R$ 270 mil. Também foram destinados dois caminhões basculantes para os colégios de Castro e Clevelândia, com investimento de R$ 1,24 milhão.

A entrega inclui ainda 29 kits de equipamentos de agroindústria, no valor de R$ 281.648, 300 armários roupeiros, que totalizam R$ 231 mil, e 13 composteiras elétricas, com investimento de R$ 3,9 milhões. No total, os equipamentos somam R$ 6.850.184.

O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, ressaltou que a ampliação e modernização dos colégios agrícolas fazem parte de uma política estruturante do Estado. “Quando o governador assumiu, o Paraná tinha 21 colégios agrícolas e florestais. Hoje temos 30 em funcionamento e vamos chegar a 32. É o maior investimento já feito nesses colégios, com foco no ensino profissionalizante que transforma a realidade do nosso Estado”, disse.

Acesso a novas tecnologias

De acordo com Miranda, além da infraestrutura, a proposta é preparar os estudantes para dominar as novas tecnologias aplicadas ao campo. “Esses alunos aprendem a operar drones, equipamentos de precisão e agora contam com máquinas desenvolvidas especialmente para a realidade dos colégios e dos pequenos produtores, levando inovação também para fora da escola”, acrescentou.

O coordenador dos Colégios Agrícolas do Paraná, Renato Hey Gondin, explicou que parte dos equipamentos atende a uma demanda técnica identificada dentro das próprias instituições. “Nós precisávamos de máquinas com tecnologia embarcada, mas que fossem adequadas a áreas menores e a diferentes tipos de terreno. A ideia é que o aluno tenha acesso a essa tecnologia no dia a dia, como parte da rotina de aprendizagem, e não apenas em visitas técnicas ou feiras”, explicou.

Gondin destacou ainda o impacto das composteiras elétricas entregues nesta etapa. “Na prática, são pequenas fábricas de adubo. As escolas vão transformar resíduos orgânicos em fertilizante de alta qualidade, que pode ser usado no campo. É um aprendizado aplicado, que prepara o jovem para a realidade do mercado e para gerar renda”, afirmou.

Foto: Ari Dias/AEN

Para os estudantes, os novos equipamentos representam um diferencial na formação. É o caso de Vitor Hemerich, de 17 anos, aluno do Colégio Agrícola de Guarapuava, que está no último ano do Ensino Médio e pretende seguir carreira na área de Medicina Veterinária. Para ele, os novos equipamentos são uma oportunidade de ter contato direto as tecnologias agrícolas mais recentes ainda na escola. “Ter acesso a esses maquinários é muito importante porque a gente já sai do colégio preparado para o mercado de trabalho. A tecnologia está dominando tudo, e estar em contato com isso desde agora faz muita diferença”, comentou.

Colégios no Show Rural

Além da entrega dos equipamentos, a presença do Paraná no Show Rural Coopavel também evidencia o protagonismo estudantil na educação profissional. Alunos dos colégios agrícolas da rede estadual participam do evento no estande do Sindicato Rural de Cascavel, onde apresentam trabalhos de automação voltados ao campo.

Os projetos foram desenvolvidos no âmbito da educação profissional e levados à feira por intermédio da FAEP, envolvendo aproximadamente 1.500 alunos.

Fonte: AEN-PR

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MP cria programa para renegociar dívidas de produtores rurais

Texto estabelece critérios de adesão, limites de valores e taxas diferenciadas conforme o perfil do produtor e o nível das perdas.

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O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que institui um programa de renegociação de dívidas do setor agropecuário. A proposta construída em conjunto entre o Ministério da Fazenda e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com participação do Sistema Faep, busca atender produtores rurais afetados por perdas provocadas por fatores climáticos e/ou de mercado entre 2019 e 2025. Na prática, a MP começa a valer após a publicação das resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN).

CONFIRA A MEDIDA PROVISÓRIA 1.376 AQUI

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa representa um avanço ao permitir que milhares de produtores recuperem o acesso ao crédito e reorganizem suas atividades. No entanto, o dirigente ressalta que a medida não contempla toda a realidade enfrentada pelos agricultores e pecuaristas paranaenses e brasileiros.

“A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos. Porém, não alcança todos aqueles que precisam desse apoio”, afirma Meneguette. “Vamos continuar trabalhando para uma solução mais ampla e permanente, para que nenhum produtor fique de fora e o setor possa recuperar plenamente sua capacidade de investir e produzir”, complementa.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Segundo o presidente do Sistema Faep, a entidade seguirá trabalhando para que, após o recesso, o Projeto de Lei 5.122/2023 volte à pauta do Congresso Nacional. A proposta, construída com participação do setor produtivo, prevê mecanismos mais abrangentes para a renegociação das dívidas rurais.

Segundo dados do Banco Central, até maio, o Brasil acumulava R$ 202 bilhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural ultrapassava R$ 14 bilhões.

Como funciona a MP

Para aderir ao programa, será necessário comprovar perdas em pelo menos duas safras e redução mínima de 30% da renda bruta. Nos casos considerados mais graves, o produtor deverá comprovar perdas em três ou mais safras, com redução de pelo menos 40% da renda bruta.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Os financiamentos poderão ser renegociados em até oito anos para a regra geral e em até dez anos para os produtores enquadrados nos critérios de maiores perdas. Em ambos os casos, haverá carência de até dois anos, período em que será exigido apenas o pagamento dos juros, sem necessidade de entrada.

Poderão ser renegociadas operações de crédito rural contratadas até 31 de maio de 2026. Para contratos inadimplentes, a medida contempla financiamentos com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026.

Os limites de renegociação variam conforme o enquadramento do produtor. Na regra geral, chegam a R$ 400 mil para beneficiários do Pronaf, R$ 2 milhões para operações do Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, esses valores poderão alcançar R$ 500 mil, R$ 2,5 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente, observadas as condições previstas na medida.

As taxas de juros também serão diferenciadas. Na regra geral, serão de 6% ao ano para operações do Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, as taxas caem para 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.

Foto: Divulgação

A medida provisória estabelece que os recursos para a renegociação poderão vir de linhas obrigatórias e livres de crédito rural, além do Fundo Social e de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. A MP também autoriza a reutilização das garantias já vinculadas às operações originais, adequando-as ao novo saldo renegociado.

Outra previsão é a prorrogação automática, por até 30 dias, das operações que estavam inadimplentes em 14 de julho de 2026, enquanto os pedidos de renegociação estiverem sendo analisados pelas instituições financeiras.

O texto ainda destaca que as instituições financeiras poderão substituir as Cédulas de Produto Rural (CPRs) inadimplentes por novas operações com prazo de reembolso de até oito anos.

A MP também autoriza a criação de um fundo garantidor para financiamentos de médio e longo prazo destinados ao setor agropecuário, com possibilidade de aporte de até R$ 2 bilhões pela União, além da participação em um fundo voltado à cobertura de perdas provocadas por eventos climáticos extremos.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Créditos de carbono ampliam possibilidades de renda para produtores rurais

Práticas como captura de carbono no solo, bioenergia e tratamento de dejetos podem gerar ativos ambientais para comercialização.

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Foto: Jonathan Campos

A criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, abre caminho para que o Brasil amplie sua participação no mercado de créditos de carbono. Um estudo da PwC Brasil, divulgado em 2024, estima que o país tenha potencial para gerar cerca de 370 milhões de toneladas em créditos de carbono, movimentar R$ 1 trilhão e criar aproximadamente 3 milhões de empregos.

Foto: Divulgação

O sistema prevê a participação dos produtores rurais na geração de créditos de carbono, reconhecendo o papel da agropecuária na captura de carbono e na redução das emissões de gases de efeito estufa. Durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional, o texto passou por alterações que incluíram a produção rural entre as atividades aptas a participar desse mercado.

Os créditos de carbono são certificados que representam a redução ou a remoção de gases de efeito estufa da atmosfera. Cada crédito corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) evitada ou capturada. Para serem comercializados, os projetos precisam seguir metodologias reconhecidas e passar por processos de certificação.

Foto: Shutterstock

No campo, diferentes práticas podem gerar esses créditos, como a captura de carbono no solo, projetos de bioenergia, o tratamento de dejetos animais e a conservação de áreas além das exigidas pela legislação ambiental.

A expectativa é que o mercado regulado de carbono esteja plenamente operacional até 2030. Até lá, o governo ainda precisa regulamentar pontos como as regras de monitoramento, certificação dos projetos e os limites para utilização dos créditos pelas empresas obrigadas a compensar suas emissões.

Enquanto a regulamentação avança, produtores interessados em ingressar nesse mercado deverão acompanhar a definição das metodologias e dos critérios que darão validade aos créditos de carbono gerados em suas propriedades.

Fonte: O Presente Rural
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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia

Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

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A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.

Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik

O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.

Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.

Aviação na Amazônia

A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.

O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.

Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.

Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.

Fonte: O Presente Rural
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