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Avicultura

Paraná inicia novo ciclo de vigilância para Influenza Aviária e Doença de Newcastle

Monitoramento deve abranger 482 propriedades comerciais e de subsistência, com coletas previstas até junho de 2026.

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Fotos: Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciou o novo ciclo de Vigilância Ativa de Influenza Aviária e Doença de Newcastle (DNC). A iniciativa engloba a coleta de amostras biológicas, como soro sanguíneo e suabes de cloaca e traqueia, em aves de diferentes sistemas de criação. Ao todo, serão monitoradas 346 propriedades comerciais, incluindo estabelecimentos de corte, postura e reprodução, além de 136 propriedades de subsistência. A previsão é que os trabalhos continuem até junho de 2026.

Segundo a chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, a vigilância ativa é fundamental para a manutenção do status sanitário do Paraná. “As atividades de vigilância ativa têm o objetivo de comprovar a ausência destas enfermidades na avicultura industrial e de subsistência e, além disso, evidenciam a robustez do sistema de defesa sanitária, a capacidade de detecção precoce de casos suspeitos e a transparência do status sanitário do Paraná e do Brasil”, afirma a médica veterinária.

A presença das equipes técnicas nas propriedades também fortalece a orientação aos produtores quanto às boas práticas de biosseguridade, promovendo a prevenção de doenças, incentivando a participação ativa da comunidade e consolidando uma cultura de responsabilidade sanitária.

A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, podendo gerar sérios impactos sanitários, econômicos e ambientais. A forma de alta patogenicidade caracteriza-se por elevada mortalidade, associada a sinais clínicos respiratórios, digestivos e nervosos, como dificuldade respiratória, diarreia, torcicolo e incoordenação motora.

Economia

A avicultura paranaense possui papel estratégico na econômica do Estado, sendo uma das principais cadeias produtivas do agronegócio estadual e nacional. O Paraná é destaque entre os maiores produtores e exportadores de carne de frango do Brasil. Até o terceiro trimestre de 2025, o Estado liderou frequentemente o ranking nacional de abates e exportações, sendo responsável por 34% da produção nacional.

A atividade apresenta forte capilaridade territorial, presente em grande parte dos municípios paranaenses, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte do Estado.

Histórico

Como parte do fortalecimento das ações de prevenção e resposta a emergências zoossanitárias, a Adapar realizou, em outubro e novembro de 2025, capacitação específica voltada à vigilância e ao atendimento de emergências avícolas. O treinamento contou com a participação de 261 servidores da Agência.

Atualmente, o Paraná mantém o status sanitário de livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e de Doença de Newcastle, condição estratégica para a proteção da cadeia produtiva, do abastecimento interno e do comércio internacional.

Fonte: AEN-PR

Avicultura

Alta do diesel e das embalagens eleva custos da avicultura brasileira

Alta simultânea do combustível e das resinas plásticas pressiona logística, processamento e competitividade da avicultura, especialmente no Rio Grande do Sul.

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Foto: Ari Dias

A combinação de aumento no preço do combustível e encarecimento de insumos industriais começa a pressionar uma das cadeias mais relevantes do agronegócio brasileiro: a produção de proteína animal. Nas últimas semanas, produtores e agroindústrias passaram a enfrentar um novo ciclo de custos impulsionado pela alta do diesel e das resinas plásticas utilizadas na indústria de alimentos.

O Diesel S10 acumulou alta de 24,3% nos últimos 30 dias, alcançando preço médio nacional de aproximadamente R$

Foto: Divulgação

7,57 por litro em março de 2026. No mesmo período do ano passado, o combustível custava cerca de R$ 6,20 por litro, uma variação anual que pode chegar a 22% dependendo da região.

A elevação reflete fatores como a valorização do petróleo no mercado internacional, a desvalorização do real frente ao dólar e reajustes aplicados nas refinarias brasileiras.

Foto: Shutterstock

Para a cadeia avícola, produção de carne de frango e ovos, altamente dependente de logística rodoviária, o impacto é direto. O combustível está presente em praticamente todas as etapas da produção: transporte de ração, deslocamento de aves entre granjas e frigoríficos e distribuição da carne para o mercado interno e exportações.

Ao mesmo tempo, a indústria de alimentos enfrenta outro fator de pressão: o encarecimento das embalagens plásticas. Insumos como Polietileno e Polipropileno registraram aumentos próximos de 30% no último mês, impulsionados pelo custo da matéria-prima petroquímica e pela elevação da tarifa de importação dessas resinas no Brasil. Atualmente, a alíquota de importação de resinas plásticas está em 20%, enquanto a média global gira em torno de 6,5%, ampliando a diferença de custos em relação a outros mercados.

Na indústria de alimentos, as embalagens representam entre 15% e 25% do custo total de diversos produtos,

Foto: Divulgação

especialmente carnes resfriadas, congeladas e processadas.

Quando somados, os dois fatores, combustível e embalagens, geram um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva.

Setor acompanha cenário com atenção

Para o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o momento exige atenção do setor produtivo. “A avicultura brasileira é uma das cadeias mais eficientes do agronegócio, mas também extremamente sensível a oscilações em insumos estratégicos. Quando diesel e embalagens sobem ao mesmo tempo, isso gera uma pressão importante sobre a logística, o processamento e a estrutura produtiva”, ressalta.

Presidente da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Quando diesel e embalagens sobem ao mesmo tempo, isso gera uma pressão importante sobre a logística, o processamento e a estrutura produtiva” – Foto: Divulgação/Asgav

Segundo ele, a competitividade construída pelo setor depende de equilíbrio no ambiente econômico. “O Brasil conquistou protagonismo global na produção de carne de frango. Para manter essa posição, é fundamental garantir previsibilidade de custos e um ambiente que preserve a competitividade das cadeias produtivas”.

Cadeia estratégica para o Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul está entre os principais polos da avicultura brasileira, com forte integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias. O setor gera milhares de empregos e tem papel relevante tanto no abastecimento do mercado interno quanto nas exportações de proteína animal.

Em um cenário global de demanda crescente por alimentos, o acompanhamento das variáveis de custo se torna decisivo para garantir sustentabilidade econômica e continuidade do crescimento da cadeia avícola.

Fonte: Assessoria ASGAV/SIPARGS
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Chile suspende exportações de frango após caso de gripe aviária

Primeiro caso em uma granja industrial da região Metropolitana leva autoridades a acionar protocolos sanitários e negociar com mercados importadores.

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Foto: Shutterstock

O Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) confirmou o primeiro caso de influenza aviária em aves de postura em um plantel industrial em Talagante, na região Metropolitana. Após a detecção, foram acionados protocolos sanitários e o país suspendeu temporariamente a certificação para exportações de produtos avícolas.

O caso foi comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e o SAG iniciou articulações com países importadores para retomar os embarques o mais rápido possível. O órgão informou que o abastecimento interno de carne de frango e ovos está garantido e que o consumo não oferece risco à saúde.

A ocorrência integra um surto já registrado em diferentes regiões do país, com casos em aves silvestres e de subsistência. O SAG reforça a adoção de medidas de biossegurança e orienta que suspeitas da doença sejam comunicadas imediatamente. Também segue disponível o seguro para indenização em casos de abate sanitário.

Fonte: O Presente Rural com Serviço Agrícola e Pecuário (SAG)
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Avicultura

Cotação dos ovos oscila pouco e mantém estabilidade no país

Levantamento do Cepea indica variações moderadas entre regiões produtoras e consumidoras.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

Os preços médios dos ovos registraram variações discretas nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em 31 de março de 2026.

Em Bastos (SP), referência nacional na produção, o ovo branco foi cotado a R$ 163,71, com leve recuo de 0,14% no dia, enquanto o vermelho chegou a R$ 187,34. Na região da Grande Belo Horizonte (MG), os preços foram de R$ 174,34 para o branco e R$ 198,74 para o vermelho, sem variação informada.

Em Santa Maria de Jetibá (ES), outro importante polo produtor, o ovo branco teve queda de 1,25%, sendo negociado a R$ 175,29. Já o ovo vermelho apresentou alta de 1,48%, alcançando R$ 198,34.

Na Grande São Paulo (SP), os valores ficaram em R$ 171,76 para o ovo branco e R$ 191,17 para o vermelho. Em Recife (PE), os preços foram de R$ 160,48 e R$ 177,24, respectivamente, também sem variações registradas no período.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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