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Paraná fortalece produtores de leite com novas políticas e investimentos
Lei contra reidratação de leite importado, expansão do programa Leite das Crianças e melhoria de estradas rurais visam aumentar renda e segurança alimentar no campo.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, participou nesta terça-feira (21) da audiência pública “Crise no Preço do Leite”, realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O encontro teve como objetivo debater mecanismos para valorizar os produtores de leite e a agricultura familiar, além de combater a concorrência desleal do leite reconstituído de origem estrangeira, que vem impactando diretamente o preço pago ao produtor.
Durante a audiência, o presidente da Alep, deputado Alexandre Curi, anunciou que a lei que proíbe a reidratação de leite em pó importado para comercialização como leite fluido deve ser votada e sancionada ainda nesta semana. A medida é uma das principais reivindicações do setor e foi comemorada pelos participantes.

Foto: Fernando Dias
Para o secretário Marcio Nunes, a iniciativa é um passo essencial, mas precisa ser acompanhada de outras políticas públicas. “É um passo importante. A lei que a Assembleia e o deputado Corti conseguem junto com o Governo do Estado implementar no Paraná é muito relevante. Só que eu nunca acreditei em uma bala de prata, em uma solução única que resolva todos os problemas. É um arsenal, um conjunto de ações que vamos desenvolver daqui para frente. Este não é o fim da linha, é o começo”, destacou.
Nunes ressaltou que o fortalecimento da renda no campo é prioridade da Secretaria da Agricultura. “Se tem uma coisa que nós temos que fazer e estamos discutindo aqui é o combate à fome e a segurança alimentar. E isso começa com renda no bolso do produtor rural”, afirmou.
Entre as medidas em andamento, o secretário lembrou do investimento de R$ 1,5 bilhão na aquisição de 2.063 máquinas da linha amarela para melhoria das estradas rurais em todos os municípios paranaenses. “Cada município recebeu R$ 3,7 milhões para cuidar das estradas rurais. E, segundo o presidente do Sindileite, Elias Zidek, se a estrada estiver em boas condições, o produtor pode receber até oito centavos a mais por litro de leite”, observou.
Leite das crianças
Outra frente de ação é a ampliação do programa Leite das Crianças, que será reformulado para aumentar o público atendido e facilitar o acesso das famílias. “Hoje atendemos crianças de até três anos. Vamos ampliar para quatro anos de idade, além de eliminar burocracias. Quem estiver inscrito no CadÚnico terá acesso automático ao benefício. Também vamos fazer uma grande campanha de divulgação do programa”, explicou o secretário.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
Com as mudanças, o governo espera elevar a compra diária de leite de 90 mil para 150 mil litros, fortalecendo a demanda interna e beneficiando diretamente os produtores paranaenses.
No âmbito da assistência técnica, o secretário anunciou que todos os municípios do Paraná contarão com profissionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). “A partir da próxima semana, nenhum município ficará sem técnico local. Contratamos 173 novos profissionais para garantir assistência técnica e extensão rural de qualidade”, informou.
Ao encerrar sua fala, Nunes destacou o compromisso do governo com o fortalecimento da cadeia leiteira. “Estamos vivendo um novo momento. Com essas ações, vamos construir uma produção de leite muito mais forte no Paraná e, principalmente, garantir que sobre dinheiro no bolso do produtor rural”, concluiu.

Notícias Cooperativismo
Lar Cooperativa celebra 62 anos
Evento comemorativo contou com Santa Missa em Ação de Graças e homenagem a São José

A Lar Cooperativa celebrou, na manhã de quinta-feira (19), 62 anos de fundação com uma Santa Missa em Ação de Graças realizada no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR). A celebração reuniu associados, funcionários e a comunidade em um ato de espiritualidade e gratidão. O momento também homenageou São José, patrono dos trabalhadores e padroeiro da cooperativa, reafirmando o compromisso com os valores do trabalho e da fé.
“A Lar está celebrando 62 anos em um bom período, apesar das dificuldades externas advindas de grandes guerras. Então, temos muito que agradecer e fazemos isso com a celebração da missa, que nos trouxe reflexão e muitos ensinamentos. Esses momentos são importantes para seguirmos com o nosso propósito de cooperar para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.
A cerimônia foi marcada por orações, cânticos e reflexões que envolveram o público do início ao fim. Conduzida pelo Padre Leandro Blasius, a celebração destacou a importância da fé e da resiliência diante dos desafios globais, estabelecendo um paralelo entre a dedicação de São José e a trajetória da Lar.
“Foi um momento especial para reunir a família e a equipe de trabalho para agradecer por toda a trajetória vitoriosa da cooperativa. Quando olhamos para a figura de São José e a história da Lar, recebemos muitos ensinamentos, mas a grande mensagem que reforçamos é que aprendamos, a cada dia mais, a ser perseverantes e justos, vivendo com fidelidade a Deus, evitando conflitos e sendo mais ouvintes”, destacou o Padre Leandro Blasius.
A celebração religiosa faz parte das tradições da Lar e reafirma suas raízes históricas. Fundada no dia de São José, em 19 de março de 1964, a cooperativa nasceu sob a liderança do Padre José Backes, primeiro presidente da associação e pioneiro na colonização da “Gleba dos Bispos” (atual Missal). Ao se conectar com esse legado, a cerimônia une fé e cooperativismo em um único ato de profunda gratidão e espiritualidade.
Sob as bênçãos de São José e impulsionada pela força do cooperativismo, a Lar segue sua trajetória com solidez e resiliência. A cooperativa projeta o futuro com foco em crescimento sustentável, sem perder suas raízes e a fé presente desde a fundação.
“Vamos continuar com o nosso trabalho. É claro que, nesse caminho, precisamos superar desafios internos e externos, mas com resiliência e pessoas cada vez mais capacitadas, não temos dúvidas de que o melhor está por vir”, finalizou Irineo da Costa Rodrigues.
Notícias
Nova plataforma da Embrapa integra dados sobre produção e mercado do trigo
Solução traz mapas, cenários e estimativas inéditas para o setor.
Notícias
Justiça reconhece atribuições exclusivas de auditores no Vigiagro
Decisão envolve fiscalização em pontos de entrada no país; sindicato defende ajuste com governo para evitar impacto nas operações.

Uma decisão da Justiça Federal da 1ª Região, na Seção Judiciária do Distrito Federal, reconheceu que parte das atividades de fiscalização no Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) é de atribuição privativa dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs). A ação foi proposta em 2019, em meio a questionamentos sobre o cumprimento da legislação que define as competências da carreira, especialmente em operações nos pontos de entrada de produtos agropecuários no país.
Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) informou que irá conduzir diálogo com o Ministério da Agricultura e Pecuária para tratar dos desdobramentos da decisão. A entidade defende a construção de uma solução que permita a implementação do entendimento judicial sem comprometer a continuidade e a eficiência das atividades de fiscalização.

Foto: Mapa
As discussões devem envolver a coordenação do Vigiagro, o Departamento de Serviços Técnicos (DTEC) e a ANTEFFA, entidade que representa os técnicos da fiscalização agropecuária. Um dos pontos em análise é a adequação das atribuições atualmente exercidas por diferentes carreiras dentro do sistema.
O sindicato também admite a possibilidade de ajustes normativos ou alterações legislativas, caso sejam necessários para compatibilizar a decisão judicial com a operação cotidiana do Vigiagro. A avaliação será feita em conjunto com a assessoria jurídica da entidade, uma vez que a sentença ainda pode ser objeto de recurso.
O Vigiagro atua na inspeção e fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos e fronteiras, sendo considerado um dos principais instrumentos de proteção sanitária e de controle do comércio internacional do agronegócio brasileiro.





