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Paraná fecha acordo com empresa referência em energia renovável para desenvolver mercado de hidrogênio verde
Uma das grandes apostas na transição energética dos combustíveis fósseis para energias sustentáveis, o hidrogênio verde é obtido por meio de eletrólise, processo químico em que as moléculas da água (H2O) são quebradas a partir de energias renováveis de baixa emissão de carbono, gerando energia sustentável.

A Invest Paraná – agência de captação de negócios do Governo do Paraná, vinculada à Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SEIC) – assinou nesta quinta-feira (6) um Memorando de Intenções com a Engie Brasil, empresa catarinense referência mundial em energia de baixo carbono. Só no Brasil, o grupo opera 10 GW de energia 100% proveniente de fontes renováveis. O acordo tem objetivo de desenvolver no Paraná projetos para produção em grande escala de hidrogênio verde.
Uma das grandes apostas na transição energética dos combustíveis fósseis para energias sustentáveis, o hidrogênio verde é obtido por meio de eletrólise, processo químico em que as moléculas da água (H2O) são quebradas a partir de energias renováveis de baixa emissão de carbono, gerando energia sustentável.
“A busca por energias renováveis, não poluentes, é uma determinação do governador Carlos Massa Ratinho Jr para que o Paraná se torne referência em sustentabilidade. Esse acordo firmado entre a Invest Paraná e a Engie, portanto, conduz o Estado nesse sentido”, afirma o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros.
“Entendemos que essas parcerias são fundamentais para acelerar a transição energética e queremos ser protagonistas nas soluções para a descarbonização de diferentes setores”, aponta o diretor-presidente e de Relações com Investidores da Engie Brasil, Eduardo Sattami. “A estratégia global da Engie é criar uma posição forte em hidrogênio verde e o Brasil é fundamental para isso, dada a relevância das operações do grupo no país, a matriz elétrica majoritariamente renovável e a abundância de recursos naturais para possibilitar o crescimento do setor elétrico”, complementa o executivo da empresa de energia.
O acordo com a Engie envolve um grupo do Governo dedicado a desenvolver o mercado de hidrogênio verde no Paraná. Participam desse grupo, além da SEIC por meio da Invest Paraná, as secretarias de Planejamento (SEAPL), da Agricultura e Abastecimento (Seab), além das Companhias Paranaenses de Energia (Copel) e de Saneamento (Sanepar).
“Nosso objetivo é trazer para este projeto de estado todos os parceiros que tem no radar investimentos em hidrogênio. Fomentando esta relação, acreditamos que será estratégico para desenvolver este mercado”, afirmou o secretário estadual de Planejamento, Guto Silva.
O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, explica que o hidrogênio verde já é muito procurado pelo mercado como fonte renovável para exportação. Por isso, a partir da parceria com a Engie Brasil, a agência paranaense vai incrementar os estudos para saber qual é a vocação do Estado na produção do hidrogênio verde.
“Essa é uma parceria estratégica, porque a Engie é líder nesse mercado de energia sustentável, com braços estendidos pelo mundo todo. Esse acordo, portanto, vai permitir que o Paraná busque parceiros internacionais. E no mercado nacional, podemos direcionar, por exemplo, a produção dessa energia renovável para o nosso agronegócio”, aponta Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná.
Bekin destaca ainda que a Engie já tem uma parceria forte com a Copel e os municípios paranaenses. Por isso, acredita o diretor-presidente da Invest Paraná, a parceria com a empresa de energia vai também ajudar a iniciativa privada no Estado. “Esse acordo vai trazer mais segurança ao mercado, além de velocidade na tomada de decisões e na busca por outros parceiras, bem como de tendências nesse setor de energia renovável”, reforça o diretor-presidente da Invest Paraná.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento







