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Paraná está entre os três Estados que mais realizam exportações do agronegócio brasileiro
Estado exportou entre janeiro e maio de 2022 cerca de US$ 6,7 bilhões e representou mais de 10% das exportações brasileiras de produtos agropecuários.

O Paraná alcançou, em maio, o montante de US$ 1,54 bilhão em exportações do agronegócio, representando 10,2% das vendas externas brasileiras no mês. Os números fizeram com que o Estado ficasse atrás apenas de Mato Grosso, que chegou a US$ 3,38 bilhões, e São Paulo, que atingiu US$ 1,94 bilhões.
As exportações do agronegócio brasileiro tiveram alta de 14,2% em relação a maio de 2021, chegando ao valor de US$ 15,11 bilhões. A maioria das Unidades da Federação apresentou variação positiva nos valores. O levantamento foi realizado com base nas informações do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A carne de frango e a soja em grãos foram as principais commodities exportadas pelo Paraná. Os dois produtos juntos corresponderam a 44,1% de todas as exportações realizadas pelo estado entre janeiro e maio de 2022.
O volume de produtos do agronegócio exportados pelo Brasil teve uma queda de 13,4% em maio, na comparação com o mesmo período de 2021. O crescimento do valor exportado pelo Brasil em 2022 ocorreu devido à alta do índice de preços das commodities, que foi de 27,5%.
Exportações em 2022
As exportações do agronegócio brasileiro somaram, de janeiro a maio de 2022, US$ 63,62 bilhões, com uma alta de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor é recorde para o período, ultrapassando a melhor marca anterior, registrada entre janeiro e maio de 2021, com US$ 49,33 bilhões.
O Paraná, no acumulado do ano, ficou na terceira posição entre os estados que mais exportaram no país, responsável por 10,5% e alcançando a somatória de US$ 6,66 bilhões. O estado ficou novamente atrás apenas do Mato Grosso, com a cifra de US$ 13,94 bilhões, representando 21,9% e do estado de São Paulo, com participação de 14,7% e montante de US$ 9,34 bilhões.
Os cinco maiores setores exportadores do agronegócio entre janeiro e maio de 2022 foram: complexo soja (46,7% de participação); carnes (15,5% de participação); produtos florestais (10,7% de participação); café (6,1% de participação); e complexo sucroalcooleiro (5,1% de participação).

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






