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Paraná é o primeiro do mundo na produtividade de soja
Estado alcança uma colheita de 3,6 toneladas por hectare, superando em 4% a média norte-americana
A produtividade média da soja no Paraná será a mais alta do mundo nesta safra. Com a produção de 3,6 toneladas por hectare, o Estado supera em 4% a média colhida nos Estados Unidos, maior produtor do planeta, que atingiu 3,5 ton/hectare. O volume médio paranaense também é 11% superior à média brasileira, que alcança 3,2 ton/hectare.
A estimativa é que o Paraná produza 19 milhões de toneladas de soja na atual safra – uma alta de 13% sobre o volume registrado na colheita passada. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o clima e a capacitação do agricultor contribuíram para a evolução da produção.
O Deral também destaca que a safra de verão deve alcançar 24,2 milhões de toneladas neste ano – 19% a mais do que no ano passado. Além da soja, entram nesta soma as lavouras de milho e de feijão. “Estes números confirmam a eficiência dos produtores rurais paranaenses, que ano a ano, buscam aprimorar o desenvolvimento tecnológico como forma de melhorar a produtividade e a rentabilidade das lavouras”, afirma o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.
Marcelo Garrido, técnico do Deral, reforça que a capacidade técnica do agricultor e os serviços de assistência mantidos no Paraná garantem ao Estado o segundo posto na produção de grãos no Brasil. “Neste ano, o clima beneficiou a produção”, disse ele. “Mas, junto com isso, sempre há investimento em tecnologia e no bom manejo das lavouras”, destaca.
A estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) é que o PIB do agronegócio paranaenses suba 1,5% neste ano, contra uma queda de 2,4% projetada para 2016 (os números oficiais ainda não estão disponíveis). “Quando maior a produção, mais dinheiro circula. Com isso a economia segue rodando”, comemora Garrido.
Fonte: AEN/Pr

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Estoques globais redesenham as perspectivas para o milho
Oferta elevada limita ganhos nas cotações, enquanto exportações e clima seguem no foco do mercado.

O mercado de milho deve permanecer influenciado, no curto prazo, pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil e pelas perspectivas de uma produção elevada nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores tendem a manter pressão sobre as cotações, enquanto o comportamento das exportações seguirá sendo um dos principais indicadores acompanhados pelo setor.

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural
No cenário internacional, a expectativa é de uma safra norte-americana superior a 400 milhões de toneladas, o que mantém o balanço global de oferta e demanda em uma situação considerada confortável. Apesar disso, a consultoria aponta que a menor produção dos Estados Unidos em relação ao ciclo anterior deve contribuir para uma redução dos estoques globais ao longo da safra 2026/27.
Para o mercado brasileiro, a principal atenção está voltada ao avanço da colheita da segunda safra e aos rendimentos das lavouras, especialmente diante dos relatos de perdas provocadas pela seca em áreas do Centro-Sul. O volume final da produção será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.
As exportações também seguem no radar. Entre fevereiro e maio, os embarques brasileiros de milho somaram 3,3 milhões de toneladas, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os principais destinos foram Egito, Vietnã e Malásia, impulsionados pela demanda dos países asiáticos.

Foto: Divulgação
Mesmo com o bom desempenho recente, a Consultoria Agro Itaú BBA projeta desaceleração das exportações brasileiras ao longo da safra 2025/26, em razão da maior participação da Argentina no mercado internacional. A estimativa é que o Brasil exporte 40 milhões de toneladas de milho, abaixo das 41,6 milhões de toneladas embarcadas na safra 2024/25.
Outro fator acompanhado pelo mercado é a confirmação do fenômeno El Niño. Segundo a consultoria, a possibilidade de um evento de forte intensidade acende um alerta para a segunda safra de 2027, já que anos com esse padrão climático costumam registrar redução da produção nas principais regiões produtoras do país.
Apesar da pressão de curto prazo provocada pela ampla oferta e pelas condições favoráveis às lavouras norte-americanas, a expectativa de redução dos estoques mundiais pode dar sustentação aos preços em um horizonte mais longo.
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Formação internacional reúne executivos de cooperativas do Paraná para discutir liderança e os desafios do agro global
Programa promovido pelo Sescoop passou por Brasil e México, reuniu representantes de 23 cooperativas paranaenses e abordou gestão, geopolítica, tecnologia e estratégias para o futuro do cooperativismo.

Representantes de 23 cooperativas paranaenses participaram de uma formação internacional voltada ao desenvolvimento de lideranças e à gestão do cooperativismo, em uma programação realizada em São Paulo, Guadalajara e Cidade do México. Promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), o programa reuniu 30 executivos indicados pelas cooperativas, além de representantes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e do Sescoop Paraná, para discutir temas como comércio internacional, inovação, geopolítica, governança e os desafios do agronegócio contemporâneo.

Coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi: “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro” – Foto: Divulgação
Entre os participantes estiveram o gerente de Recursos Humanos da Coopavel, Aguinel Waclawovsky, e o coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi. “Aprimorar e agregar novos conhecimentos à formação profissional é uma grande oportunidade, principalmente em uma época de mudanças em que antigas e novas habilidades são determinantes no exercício da liderança”, afirma Aguinel.
Para Rizzardi, a programação reforçou o compromisso das instituições com o desenvolvimento do cooperativismo. “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro”, comenta.
Imersão no México
Entre os dias 25 e 29 de maio, os participantes participaram de uma imersão no Ipade Business School, na Cidade do México. Segundo Aguinel, um dos principais aprendizados foi compreender a aplicação do método de casos, modelo de ensino baseado na análise e discussão de situações reais enfrentadas por empresas. “Cada participante analisa múltiplas perspectivas e, por meio do contraste de experiências, critérios e julgamentos, desenvolve uma maneira melhor de liderar”, explica.
Durante essa etapa, foram discutidos temas como agricultura de precisão e inovação no campo mexicano, avaliação de iniciativas de negócios, direção comercial, o ecossistema digital desenvolvido pela Bayer para o setor agrícola mexicano e o processo de expansão do Grupo Britt na América Latina.
Além das atividades na capital mexicana, o grupo esteve em Guadalajara, uma das principais cidades do país. A programação incluiu encontro com representantes da

Foto: Divulgação
Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Consumo Animal do México (Anfaca), visita às instalações da Bayer e uma reunião com a adida agrícola brasileira no México, a médica-veterinária Luna Lisboa Alves.
Etapa brasileira discutiu comércio internacional e geopolítica
Antes da programação no México, os executivos participaram de dois dias de atividades no ISE Business School, em São Paulo.
Nessa etapa foram debatidos temas como desafios do comércio internacional, tendências macroeconômicas, cadeias agroalimentares, decisões de investimento, impactos da política sobre os investimentos e tendências geopolíticas.
A programação também foi estruturada sobre quatro pilares considerados estratégicos para a gestão das cooperativas: área comercial, ambiente político, política de empresas (governança) e análise de decisões.
Tecnologia precisa gerar resultado para o produtor
Segundo a Coopavel, a experiência internacional permitiu compreender aspectos considerados fundamentais para o cooperativismo e o agronegócio contemporâneo. Entre eles, a necessidade de aproximar estratégia e execução, eliminando a separação entre planejar e agir.
Outro ponto destacado foi que o desenvolvimento tecnológico deve estar alinhado à realidade econômica do produtor rural. Conforme as discussões promovidas durante o programa, a adoção de tecnologias sofisticadas só faz sentido quando há viabilidade econômica para quem está no campo.
Também foram ressaltadas a importância da mudança de mentalidade nas organizações, da integração da cadeia produtiva e do uso de dados e tecnologias com propósito.
Formação amplia visão estratégica
Mesmo com formação acadêmica em liderança, cultura organizacional, preparação para expansão e estruturação de equipes estratégicas, Aguinel afirma que participar de uma imersão internacional desse nível amplia significativamente a capacidade de gestão.
Segundo ele, entre os principais ganhos estão a ampliação da visão estratégica, o amadurecimento na tomada de decisões, uma compreensão mais abrangente do mercado e a construção de uma rede de relacionamentos voltada ao desenvolvimento do cooperativismo e do agronegócio.
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El Niño aumenta incertezas para o clima no segundo semestre
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, fenômeno já está estabelecido e pode ganhar intensidade até o fim do ano, enquanto Brasil e EUA mantêm perspectivas favoráveis para as safras.

A confirmação do fenômeno El Niño amplia as incertezas para o clima no segundo semestre de 2026, embora as condições atuais ainda sejam favoráveis para as principais culturas agrícolas no Brasil e nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a atenção do mercado está voltada para a intensidade que o fenômeno poderá atingir e seus impactos regionais nos próximos meses.

Foto: Roberto Zito
No Brasil, a consolidação da estação seca deve favorecer o avanço da colheita de milho e algodão entre junho e julho. Por outro lado, o período encerra a possibilidade de recuperação das lavouras de segunda safra mais tardias em Goiás, Minas Gerais e na região do MAPITO.
Nos Estados Unidos, a previsão para o início de junho indica temperaturas acima da média no Meio-Oeste, com possibilidade de irregularidade nas chuvas. Ainda assim, os mapas climáticos para o trimestre entre junho e agosto apontam condições predominantemente favoráveis no cinturão produtor de grãos, mantendo a expectativa de uma safra cheia.

Foto: Divulgação/Freepik
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o comportamento do clima nos próximos meses será determinante para confirmar as projeções de produção divulgadas pelo USDA para soja, milho e algodão. Apesar do bom desenvolvimento das lavouras até o momento, o desempenho da safra continuará dependente das condições climáticas durante o verão norte-americano.

Foto: Gilson Abreu
A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou, em sua atualização mais recente, que o El Niño já está estabelecido. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas superficiais do Oceano Pacífico e sua ocorrência já era esperada pelos meteorologistas.
De acordo com a NOAA, há 63% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre novembro e janeiro, com potencial para figurar entre os eventos mais intensos registrados desde 1950. Apesar desse cenário, ainda não é possível afirmar se o fenômeno evoluirá para um “super El Niño”, classificação atribuída apenas aos episódios de maior intensidade, como os registrados em 1982/83, 1997/98 e 2015/16.
