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Paraná é modelo de agronegócio moderno para o Brasil, diz Ratinho Junior
A vocação na produção de alimentos e o bom ambiente de negócios que as empresas têm para investir são fatores fundamentais para o desenvolvimento do Estado. A projeção atual do Departamento de Economia Rural é que a agricultura do Paraná produza 45,3 milhões de toneladas na safra de 2024/2025.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quinta-feira (22) os índices e resultados que fazem do Paraná uma referência para o agronegócio brasileiro, no AgroForum Cuiabá, evento organizado pelo banco BTG Pactual para profissionais e investidores do setor. Durante o painel de abertura do encontro, que também contou com a presença do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, Ratinho Junior afirmou que a estratégia do Estado de incentivo à agroindustrialização, aliada a uma produção sustentável, é um modelo para o agronegócio moderno.
“O Paraná é o segundo maior produtor do Brasil em grãos e o maior produtor de proteína animal. Nós estamos ampliando o ambiente de negócios que fomente a industrialização da produção de alimentos, acabando com o extrativismo agrícola. Isso multiplica o valor faturado e a renda que fica no estado. O Brasil tem que seguir este caminho. Por isso, hoje o Paraná é um modelo para o agronegócio moderno”, disse o governador.
De acordo com Ratinho Junior, a vocação na produção de alimentos e o bom ambiente de negócios que as empresas têm para investir são fatores fundamentais para o desenvolvimento do Estado. Do ponto de vista regional, a estratégia gera empregos e renda.
No tabuleiro global, o Paraná assume uma posição importante na garantia da segurança alimentar do planeta. “A discussão mais central em todo o mundo pelas próximas décadas é a segurança alimentar. Serão 10 bilhões de habitantes no mundo até 2050, e boa parte da comida para estas pessoas vai sair daqui do Brasil. O papel do Governo do Estado é criar políticas públicas para facilitar a vida de quem produz, para dar conta de atender a todo esse crescimento”, afirmou.
Os dados do setor mostram o protagonismo paranaense na produção de alimentos. A projeção atual do Departamento de Economia Rural (Deral) é que a agricultura do Paraná produza 45,3 milhões de toneladas na safra de 2024/2025, com crescimento de 19% em relação ao ano anterior.
Em relação à proteína animal, o Paraná liderou o crescimento nacional da produção de frangos e suínos, com um aumento de 53,3 milhões de frangos e de 281,4 mil cabeças de suínos ao longo de 2024, em relação ao ano anterior. Com isso, o Estado produz mais de 2,2 bilhões de aves e 12,4 milhões de porcos, por ano.
O crescimento das agroindústrias, inclusive, tem puxado os índices de empregos do Paraná. Com mais de R$ 300 bilhões de investimentos privados recebidos desde 2019, o Estado atingiu no início de 2025 a menor taxa histórica de desocupação para o 1º trimestre do ano, com 4%.
Mauro Mendes destacou o papel do agronegócio brasileiro para a segurança alimentar global. “Além de uma atividade importante em si, o agronegócio é importante pelas cadeias que ele impacta. Apesar das incertezas globais, é um setor que está protegido economicamente, já que muitas regiões do planeta dependem destes alimentos produzidos aqui no Brasil. Temos uma liderança importante, portanto, em assuntos-chave para o mundo, que é a produção de alimentos e a sustentabilidade”, disse.
Sustentabilidade
O governador também defendeu as iniciativas sustentáveis desenvolvidas no Paraná, conduzidas em parceria com o setor produtivo. “Os nossos produtores protegem as matas ciliares, as bacias e microbacias existentes. O setor produtivo entendeu que se não tem água, não tem agronegócio. O caminho é ter regulações ambientais que não sejam apenas restritivas, mas que fomentem uma produção sustentável”, disse Ratinho Junior.
Baseado nisso, o Paraná foi eleito o estado mais sustentável do Brasil pelo Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Entre os principais índices estão a redução de 64% do desmatamento ilegal de Mata Atlântica entre 2023 e 2024, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, e o aumento de 13% das matas ciliares nos últimos anos com programas de plantio de mudas e proteção de nascentes.
Infraestrutura e educação
Durante o painel, o governador também apresentou os avanços do Paraná nas áreas de educação e infraestrutura, apontadas como áreas fundamentais para o desenvolvimento do Estado no médio e no longo prazo.
O Estado, por exemplo, tem a melhor nota do Brasil no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) tanto no ensino médio, quanto no ensino fundamental. O avanço tem sido marcado por aumento nos investimentos na área e adequação dos currículos escolares para uma educação voltada à tecnologia e inovação, com aulas de programação e robótica.
Na infraestrutura, o governador destacou o programa de concessões rodoviárias, com obras em mais de 3,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais, e com investimentos previstos de quase R$ 60 bilhões. Assim como os investimentos previstos para o Porto de Paranaguá, como o Moegão, sistema de descarregamento de cargas com aportes de quase R$ 600 milhões.
Presenças
Participaram do evento do BTG Pactual o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, e o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, e demais autoridades e executivos do banco.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



