Conectado com
OP INSTAGRAM

Notícias Dubai

Paraná e Câmara de Comércio Árabe-Brasileira formalizam acordos para intensificar a parceria

O evento acontece em paralelo à Expo Dubai e reúne empresários e representantes comerciais do Estado e do mundo árabe para estabelecer novas parcerias e formas de cooperação.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação

O segundo dia do Paraná Business Experience em Dubai foi marcado pela assinatura de memorandos de entendimento entre a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) e instituições paranaenses (governamentais e privadas). O evento acontece em paralelo à Expo Dubai e reúne empresários e representantes comerciais do Estado e do mundo árabe para estabelecer novas parcerias e formas de cooperação.

O memorando de entendimento é um acordo formal entre duas ou mais partes. Sinaliza a vontade das partes de avançar com um contrato. Os documentos foram costurados após um primeiro encontro entre as delegações, no sábado.

Dois memorandos estabeleceram um novo acordo entre a Câmara, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e a Invest Paraná, agência do Estado de prospecção de investimentos. Assinaram os documentos o presidente da Câmara, Osmar Vladimir Chohfi, o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, a gerente de Relações Governamentais da Fiep, Letícia Yumi de Rezende, e o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

Um terceiro, de caráter técnico, foi assinado pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira com a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). O objetivo deste acordo é desenvolver atividades e ações que promovam inovação, com integração de startups de diversas áreas, além de promover a geração de negócios dessas startups com investidores. As instituições se comprometeram a realizar rodadas de negócios temáticas nos próximos meses.

Além de Chofhi, assinaram esse acordo o secretário-geral da Câmara de Comércio, Tamer Mansour, o diretor Administrativo Financeiro do PTI, Flaviano da Costa Masnik, e o chefe de Negócios em Inovação do PTI, Rodrigo Régis de Almeida Galvão.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou da cerimônia. Ele disse que os memorandos representam a vontade do Paraná de ampliar as parcerias com o mundo árabe. “O Paraná Business Experience foi criado justamente para que as ideias se transformem em negócios, empregos, tecnologia. Temos muito a oferecer, mas também muito a aprender. O evento dá sinais de que essa relação vai se aprofundar nos próximos anos”, ressaltou.

 

PARCERIA SÓLIDA – Segundo Osmar Chohfi, os documentos têm o objetivo de apoiar o Estado na sua projeção internacional e no mundo árabe. “Essa missão internacional é muito importante porque apresenta o Paraná a investidores e empresários do mundo árabe, um mercado muito promissor para o Brasil e especialmente para o Paraná”, explicou.

A Câmara completa 70 anos em 2022 e projeta crescimento na relação comercial entre os países do Golfo Pérsico e o Brasil. “O Paraná é um dos principais responsáveis pela segurança alimentar do mundo árabe. Só em 2020, foi o quarto estado brasileiro que mais exportou para este mercado, atingindo a marca de US$ 1,32 bilhão. De janeiro a setembro deste ano, este número já teve um aumento de 7%, mesmo com todos os problemas econômicos trazidos pela pandemia”, disse. “O que mostra que estamos caminhando para aumentar a parceria”.

Ele completou que a missão da Câmara agora é trabalhar para incentivar a vinda de pequenas e médias empresas brasileiras para estes países. “O mundo árabe se moderniza com uma rapidez extraordinária. O nosso objetivo agora é aproveitar esse ambiente de oportunidades para promover um intercâmbio de startups e atrair ainda mais investimentos em tecnologia”, finalizou Chohfi.

Fundada em 1952 por empresários brasileiros de origem árabe, a CCAB é um instrumento de promoção do comércio exterior no mundo árabe. A entidade representa 22 países árabes. Atualmente, os três principais parceiros do País na região são Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos.

 

ESCRITÓRIO – Também foi anunciada a abertura do escritório da Invest Paraná e da Fiep em Dubai. Ele ficará na sede da Rockland Group, empresa com atividades em mais de 15 países, nos segmentos de comércio, imóveis, petróleo/gás, energia renovável, telecomunicações/cibersegurança, entretenimento, entre outros. A ideia é que um representante do Estado trabalhe para dar apoio estratégico a empresas paranaenses que queiram fortalecer suas relações comerciais com a região.

Fonte: Agencia Estadual de Noticias
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

oito + 4 =

Notícias COMÉRCIO EXTERIOR

Exportações do agronegócio batem recorde para setembro, com US$ 10,1 bilhões

O complexo soja e as carnes foram destaques nas exportações do mês, registrando aumento de US$ 1,91 bilhão no valor exportado

Publicado em

em

Foto: Divulgação

As exportações do agronegócio foram de US$ 10,10 bilhões em setembro, atingindo o recorde da série histórica no mês. O valor foi 21% superior exportado em setembro de 2020. O complexo soja e as carnes foram destaques nas exportações do mês, registrando aumento de US$ 1,91 bilhão no valor exportado.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a alta deve-se à forte elevação das cotações internacionais dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil (+27,6). A quantidade de produtos exportados teve redução de 5,1%, comparado a setembro de 2020.

Apesar do recorde nas exportações do agronegócio em setembro, a participação do setor na balança comercial caiu de 45,8% em setembro de 2020 para 41,6% em setembro de 2021. O resultado é explicado pelo forte crescimento das exportações dos demais produtos na balança comercial brasileira (+43,5%), que também observaram elevação dos valores exportados pelo crescimento dos preços internacionais de commodities.

As importações de produtos do agronegócio alcançaram US$ 1,25 bilhão em setembro de 2021 (+19,2%). Estes valores também foram impactados pela alta dos preços médios de diversos produtos, como nos casos do trigo (+24,7%) e óleo de palma (+77,7%).

 

Setores

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja, responsável por quase um terço do valor exportado no mês. As exportações do setor tiveram aumento de 50%, subindo de subiram de US$ 2,13 bilhões em setembro de 2020, para US$ 3,19 bilhões em setembro de 2021. A forte demanda chinesa pela soja brasileira foi responsável pelo recorde de embarque do mês de setembro.

As exportações de carnes (bovina, suína e de frango) também bateram o recorde na série histórica: o Brasil nunca havia exportado mais de US$ 2 bilhões em meses de setembro. Em 2021, as vendas externas de carnes no mês foram de US$ 2,21 bilhões, com expansão de 62,3% em relação a setembro de 2020. As exportações de carne bovina tiveram a maior contribuição nas vendas externas do setor, subindo de US$ 668,20 milhões em setembro de 2020 para US$ 1,19 bilhão em setembro de 2021 (+77,7%). Houve recordes no valor e no volume exportados (212 mil toneladas), além de alta expressiva no preço médio de exportação (+39,3%).

Em setembro de 2021, cinco setores alcançaram 80,6% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio: complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro, cereais, farinhas e preparações. Estes setores aumentaram a participação nas exportações brasileiras em relação a setembro de 2020, que foi de 79,0%.

 

 

Fonte: MAPA
Continue Lendo

Notícias Grãos

Clima impacta produção mundial de trigo na safra 2021/22

Webinar promovido pela Abitrigo destaca a influência das secas, altas temperaturas e chuvas no cultivo do cereal em diversos países

Publicado em

em

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) reuniu na tarde da quinta-feira, 14 de outubro, representantes da cadeira tritícola mundial no webinar “Safra Internacional 21/22”. O evento on-line traçou um panorama sobre as perspectivas da safra, qualidade, volume, estoques e comportamento de preços na Argentina, Canadá, Estados Unidos, Paraguai, Rússia/Ucrânia/Lituânia, União Europeia e Uruguai.

O moderador do webinar e gerente de relacionamentos da hEDGEpoint Global Market, Roberto Sandoli Jr, destacou que a safra mundial do cereal acabou sendo bem menor do que se esperava no início do ano, devido à influência de fatores climáticos, mas os preços devem permanecer firmes no mercado internacional.

“A seca foi um dos principais fatores de redução da safra, especialmente para os produtores do Hemisfério Norte. Por outro lado, o excesso de chuva em alguns países também impactou negativamente, nesse caso em relação à qualidade do trigo”, explicou.

Argentina

O trigo argentino conseguiu abastecer plenamente o programa de exportação para o Brasil, durante todo o ano, segundo o presidente da Ciara-CEC, Gustavo Idigoras, além de também ter conseguido diversificar os destinos da produção nacional. “O Brasil recebe, aproximadamente, 46% do trigo exportado pela Argentina. Porém, há uma presença cada vez maior de países asiáticos e africanos entre os compradores do cereal argentino, com destaque para Indonésia, Bangladesh e Quênia”, destacou Idigoras.

As projeções para a safra 2021/22 da Argentina são positivas, de acordo com o presidente da Ciara-CEC. A produção estimada é de 19,2 milhões de toneladas de trigo, numa área de 6,6 milhões de hectares. “Isso fará com que o país tenha uma capacidade de exportação, se não superior, muito semelhante à da safra 2020/21”, detalha.

O trigo geneticamente modificado (GM) foi um dos tópicos abordado durante o webinar. Idigoras relembrou que a comercialização ainda permanece ilegal em território argentino e exibiu um parecer do Ministério da Agricultura do país, que reforça essa mensagem. “O trigo HB4 não estará autorizado para ser comercializado na Argentina até que seja formalmente aprovado pelo Brasil”, finaliza.

Canadá

De acordo com o diretor de Análise de Mercado e Política Comercial da Cereals Canada, empresa que representa toda a cadeia do setor no país, Daniel Ramage, a seca e as altas temperaturas, principalmente após o período de semeadura, impactaram negativamente a qualidade e as condições do trigo plantado em solo canadense. “O cultivo teve um bom início nas regiões produtoras, mas as condições climáticas de seca e altas temperaturas do verão afetaram a safra e resultaram em colheita acelerada em algumas áreas”, comenta.

Em 2021, foram produzidas 21,7 milhões de toneladas de trigo, quantidade 33% inferior à média dos últimos cinco anos. A produtividade também foi prejudicada pela seca, sendo registradas 2,4 toneladas de trigo por hectare, quando se esperava uma média de 3,5 toneladas por hectare de produtividade para o trigo de primavera.

Estados Unidos

A safra estadunidense de trigo também foi influenciada pela seca e pelas altas temperaturas, mas, mesmo assim, apresentou recuperação da baixa histórica da área plantada, que ocorreu no último biênio, segundo o vice-presidente de operações estrangeiras da U.S. Wheat Associates, Michael Spier.

“Tivemos um crescimento de 5% da área plantada de trigo em solo norte-americano. Porém, as secas extremas impactaram a produção por todo o país, que caiu 10% em relação ao ano anterior”, explica.

O ritmo de vendas do trigo dos Estados Unidos sofreu redução de 21% no início da safra 2021/22, que já atingiu metade da meta de exportação estimada pelo USDA nos primeiros quatro meses do novo ano comercial. Para o Brasil, houve um aumento de 33% na exportação de trigo hard red winter no ano passado.

Paraguai

As geadas ainda continuam determinando os rumos e a qualidade da safra de trigo paraguaia, de acordo com o presidente da União de Cooperativas do Paraguay – UNEXPA S.A., Ruben Zoz. Esse fator climático provocou a perda de 31% de toda a produção de trigo no país.

“A safra sofreu uma perda de 332,5 mil toneladas de trigo, o que representa 33% da produção total do Paraguai. É esperado que o estoque final do cereal também apresente queda significativa, pois tanto o consumo quando a oferta de trigo estão em baixa no país”, destaca Zoz.

Também foi verificada uma alta dos preços do cereal no país, que tem como principais departamentos produtores Alto Paraná e Itapuã, ambos banhados pelo rio Paraná, e como principais destinos de exportação o Brasil e o Uruguai.

Rússia, Ucrânia e Lituânia

Apesar da quebra de safra, a qualidade do trigo russo e a disponibilidade do cereal produzido na Lituânia e na Ucrânia foram os destaques trazidos pelo Head Wheat da Sodrugestvo, Douglas Araújo, durante o webinar.

“Os trigos russo e lituano possuem total liberação para serem utilizados no Brasil. O ucraniano também é liberado, mas uma série de limitações impedem que o cereal da Ucrânia se converta em negócios em solo brasileiro”, explica.

O solo naturalmente fertilizado é um dos diferenciais da produção russa. O país é o maior exportador mundial do cereal e, mesmo com diminuição de 13% da safra 2021/22, o trigo do país continua apresentando a mesma qualidade dos anos anteriores.

União Europeia

O aumento das áreas plantadas é a marca do trigo na União Europeia atualmente, segundo o trader da Grain Merchant Wheat – Soufflet Négoce, Victor Buczynski. Países como Romênia e Bulgária apresentaram bom rendimento de safra, enquanto que França, Alemanha e os países bálticos tiveram perdas em relação às expectativas do verão.

“O potencial de exportação total da União Europeia apresenta aumento, que pode ir de 25,6 até 32 milhões de toneladas de trigo, devido à maior área de plantio de trigo pelo continente, com destaque para França e Reino Unido”, afirma.

A China tem gerado boa demanda de trigo para a Europa, principalmente para a França. Além disso, o cereal europeu tem concorrência do trigo produzido na Rússia e nos países ao norte da União Europeia no mercado argelino, historicamente o maior comprador de trigo francês, mas que mudou as especificações para as compras do cereal no último ano.

Uruguai

A nova safra uruguaia de trigo ocupa uma área 6% maior em relação ao cultivo anterior, destaca a representante do Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca do país, Catalina Rava. Ela afirma que o estado sanitário do cereal é excelente, apesar da escassez hídrica impactar a produção.

“Nós esperamos um bom rendimento da nova safra de trigo no país, mesmo com a redução de 4% na expectativa de produção no Uruguai, que passa a ser de 900 mil toneladas. O potencial continua intacto, apesar de estarmos entrando no período em que o risco de contaminação da safra por Fusarium é maior e por sofrermos um déficit hídrico”, ressalta.

Fonte: Assessoria Abitrigo
Continue Lendo

Notícias Exportações

Santa Catarina bate recorde nas exportações de carne suína em setembro

O resultado se deve, principalmente, ao aumento nos embarques para mercados importantes como a China, Chile e Filipinas

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O agronegócio catarinense segue ampliando sua participação no mercado internacional. Em setembro, Santa Catarina bateu o recorde com o maior volume de carne suína embarcado em um único mês: foram 57,7 mil toneladas comercializadas com mais de 65 países. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Notícia positiva para o agronegócio catarinense. Santa Catarina tem muito a comemorar com a força do agro, com a produção, com a sanidade, com o comprometimento das nossas agroindústrias e cooperativas e principalmente dos suinocultores, que tem feito um trabalho extraordinário, melhorando permanentemente a sua atividade. Por isso, Santa Catarina comemora resultados de excelência”, destacou o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

O faturamento com as exportações de carne suína em setembro chegou a US$ 136,3 milhões, com uma alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A quantidade embarcada também teve um aumento expressivo de 34%.  Segundo o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl, em termos de receita, no último mês registrou-se o terceiro melhor resultado da série histórica, iniciada em 1997.

Acumulado do ano

De janeiro a setembro deste ano, Santa Catarina exportou 438,3 mil toneladas de carne suína – 12,6% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento com os embarques passa de US$ 1 bilhão – crescimento de 26,4%.

O resultado se deve, principalmente, ao aumento nos embarques para mercados importantes como a China, Chile e Filipinas. “Merece destaque o crescimento das exportações para as Filipinas, que já ocupam a quarta colocação no ranking deste ano, com 5,6 mil toneladas de carne suína catarinense adquirida em 2021, alta de 254,1% em relação ao mesmo período de 2020”, explicou Alexandre Giehl.

Diferenciais da produção catarinense

O estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC
Continue Lendo
SBSBL

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.