Notícias
Paraná diversifica mercados e exporta para 189 países
Mercados como da Holanda, Itália, Espanha e Bangladesh tiveram crescimento superior a 70% nos primeiros quatro meses do ano
No primeiro quadrimestre de 2018, o Paraná ampliou a diversificação de mercados e exportou mercadorias para 189 países diferentes, número que supera os 183 registrados no mesmo período do ano passado. As exportações tornaram-se menos concentradas em grandes países compradores.
Os três maiores destinos das mercadorias paranaenses, China, Argentina e Estados Unidos, responderam por 44,3% do valor total em dólares das exportações do Estado nos primeiros quatro meses, abaixo da participação de 46,4% observada no primeiro quadrimestre de 2017.
“É possível verificar significativo aumento das exportações para alguns países, destacando-se os casos da Holanda, Itália, Espanha e Bangladesh, todos com crescimento superior a 70% no primeiro quadrimestre deste ano”, comentou o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Julio Suzuki Júnior. O número total de itens diferentes exportados pelo Estado aumentou de 2.449 para 2.497.
O levantamento foi realizado pelo Ipardes com base em informações apontadas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O Ipardes é uma instituição de pesquisa vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral.
Ranking
Entre os principais mercados, a Espanha foi o país que mais aumentou as importações de produtos paranaenses. Nos quatro primeiros meses de 2018, as vendas do Estado para a Espanha somaram US$ 82,5 milhões, o que representou crescimento de 147,7% em relação aos US$ 33,3 milhões contabilizados em igual período do ano passado.
A segunda maior variação foi registrada por Bangladesh, que aumentou em 108,6% o valor das importações de bens produzidos no Paraná, passando de US$ 35 milhões para US$ 75,1 milhões. No ranking também aparece com destaque a Holanda, com uma variação de 94,5% do valor das compras de mercadorias paranaenses, registrando salto de US$ 128,3 milhões para US$ 249,5 milhões.
Produtos
No primeiro quadrimestre de 2018, os produtos paranaenses que lideram as exportações foram: soja em grão (24,5%), carne de frango in natura (12,5%), farelo de soja (7,4%) e automóveis (4%). O valor total de exportações no período foi de US$ 5,56 bilhões.
Fonte: AEN/Pr

Notícias
Copagril recebe honraria da Assembleia de Mato Grosso do Sul por atuação no cooperativismo
Cooperativa foi uma das seis representantes do ramo agropecuário reconhecidas pela contribuição ao desenvolvimento econômico e social sul-mato-grossense.

A Copagril foi uma das cooperativas homenageadas com a Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo Sul-Mato-Grossense, durante sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), na última quarta-feira (1º) , em Campo Grande (MS). A homenagem integrou a programação da Semana do Cooperativismo e reconheceu pessoas, instituições e cooperativas que contribuem para o fortalecimento do movimento cooperativista e para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Homenagem reconheceu a contribuição da Copagril para o cooperativismo sul-mato-grossense – Foto: Divulgação/Copagril
A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Cooperativismo (Frencoop/MS), que destacou a importância do setor para Mato Grosso do Sul. Atualmente, o cooperativismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, reunindo mais de 138 cooperativas, aproximadamente 668 mil cooperados e cerca de 15,5 mil empregos diretos.
Entre as cooperativas do ramo agropecuário, apenas seis receberam a honraria, evidenciando o protagonismo da Copagril no desenvolvimento do cooperativismo sul-mato-grossense. A cooperativa foi representada na cerimônia pelo diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, e pelo diretor-secretário, Ademir Luis Griep.
O reconhecimento reforça a trajetória construída pela Copagril no Estado, onde atua desde a década
de 1980. Nos últimos anos, a cooperativa intensificou seu plano de expansão, ampliando sua presença em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul. De 2025 a 2026, foram inauguradas seis novas unidades, consolidando a estratégia de crescimento e de proximidade com os produtores rurais.
Para o diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, a homenagem demonstra que o trabalho

Diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, com o diretor vice-presidente Cesar Luiz Petri representaram a Copagril na cerimônia realizada em Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação/Copagril
desenvolvido pela cooperativa vem gerando resultados concretos para o desenvolvimento regional. “Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para a Copagril. É o reconhecimento de uma trajetória construída com seriedade, compromisso com os cooperados e investimentos constantes no Mato Grosso do Sul. Seguiremos trabalhando para fortalecer o agronegócio e levar cada vez mais oportunidades aos produtores da região”, destaca Petri.
O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, ressalta que a expansão da cooperativa no Estado está diretamente ligada aos princípios do cooperativismo. “Esse reconhecimento pertence a todos que fazem parte da Copagril. Nossa missão é estar cada vez mais próximos do produtor, oferecendo soluções, assistência técnica e segurança para que ele possa produzir com eficiência. É gratificante ver esse trabalho sendo valorizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul”, afirma Griep.
Para a Copagril, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho pautado nos princípios do cooperativismo, na geração de oportunidades para os cooperados e no compromisso com o desenvolvimento regional. A expansão da cooperativa no Mato Grosso do Sul reafirma esse propósito, levando soluções, tecnologia, assistência técnica e fortalecendo o agronegócio em um dos estados mais promissores do país.
A Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo foram instituídos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para reconhecer pessoas e instituições que contribuem de forma significativa para o fortalecimento do cooperativismo, um modelo de negócio que segue impulsionando o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Estado.
Notícias
Veto ao Projeto dos Safristas mantém impasse sobre contratação de temporários no campo
Texto aprovado pelo Congresso previa preservar o acesso a programas sociais para trabalhadores contratados durante a safra. Cooperativas e setor produtivo defendem derrubada do veto.

Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento.

Foto: Gilson Abreu
De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita.
Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. “A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar”, afirma.
Cooperativas defendem mudança
O Projeto dos Safristas conta com apoio do Sistema OCB e de cooperativas agropecuárias, que afirmam enfrentar dificuldades recorrentes para formar equipes durante os períodos de colheita.
Segundo a entidade, a escassez de mão de obra formal afeta diferentes cadeias produtivas e tem levado produtores e cooperativas a buscar alternativas para atender à demanda sazonal de trabalhadores.

Foto: Divulgação
Dados do Sistema OCB indicam que o ramo agropecuário reúne 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e responde por mais de 257 mil empregos diretos no país.
Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a proposta cria um mecanismo para aproximar políticas de assistência social e de geração de emprego. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, afirma.
Próximo passo depende do Congresso
Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que decidirá, em sessão conjunta de deputados e senadores, se mantém ou derruba a decisão do Executivo. Caso o veto seja rejeitado, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor.
A discussão ocorre em um momento em que produtores rurais e cooperativas relatam dificuldades para preencher vagas temporárias durante as safras, especialmente em atividades que exigem grande número de trabalhadores em períodos concentrados. O Projeto dos Safristas foi apresentado como uma tentativa de reduzir esse gargalo por meio de incentivos à contratação formal, sem impacto imediato sobre os benefícios sociais recebidos pelos trabalhadores.
Notícias
Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado
Campanha “Cooperativas por um mundo pacífico” reúne ações simultâneas em 18 estados para aproximar a população do cooperativismo e destacar o impacto do modelo na sociedade.

O cooperativismo brasileiro celebra neste sábado (04) o Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) com uma mobilização nacional que levará a campanha Cooperativas por um mundo pacífico para diferentes regiões do país. A iniciativa reúne o Sistema OCB e as Organizações Estaduais em ações simultâneas para aproximar a sociedade do cooperativismo e destacar o impacto positivo do modelo de negócio na vida das pessoas.

Foto: Shutterstock
Ao longo do dia, as unidades estaduais promoverão blitzes em parceria com emissoras de rádio que farão ativações em espaços públicos com distribuição de brindes. A proposta é aproveitar momentos de grande circulação de pessoas para apresentar, de forma leve e interativa, os valores do cooperativismo e ampliar o alcance da campanha. A iniciativa integra o conceito Time que Coopera, que utiliza a paixão nacional pelo esporte para reforçar a mensagem de que, no cooperativismo, ninguém joga sozinho.
Para a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, o Coops Day é uma oportunidade de levar a mensagem do cooperativismo para além das cooperativas. “O Coops Day é a oportunidade de levar para a rua aquilo que defendemos todos os dias: que cooperar é a forma mais eficiente de chegar mais longe. Cada conversa e cada ação realizada nesse dia carregam essa mensagem de um jeito simples e direto para quem ainda não conhece o cooperativismo”, menciona.
Neste ano, a mobilização conta com a participação de organizações estaduais de 18 unidades da Federação, entre elas Alagoas, Amapá, Amazonas,

Foto: Divulgação
Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Embora cada estado tenha programação própria, todas as ações compartilham a mesma identidade visual e a mensagem da campanha nacional.
O tema de 2026, Cooperativas por um mundo pacífico, reforça o papel das cooperativas na promoção do diálogo, da inclusão, da solidariedade e do desenvolvimento sustentável. Em um cenário marcado por desafios sociais e conflitos, o movimento cooperativista destaca que a cooperação é um caminho para fortalecer comunidades e construir soluções coletivas.
Coops Day
Celebrado sempre no primeiro sábado de julho, o Coops Day reúne cooperativas de todo o mundo desde 1923 e, desde 1995, também integra o calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). Cooperados e cooperadas podem consultar a Organização Estadual do Sistema OCB em sua região para conferir a programação e participar das atividades preparadas para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo.
