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Paraná deverá produzir 41,2 milhões de toneladas de grãos

Se os números totais se confirmarem, esta será a segunda maior safra de grãos da história do Paraná, atrás apenas da safra 16/17

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A primeira estimativa da safra de inverno divulgada na sexta-feira (27) pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento aponta que a produção total de grãos no Paraná poderá chegar a 41,2 milhões de toneladas. Esse volume é 14% superior ao da safra 18/19, quando foram produzidas 36,2 milhões de toneladas. Os dados são do Departamento de Economia Rural (Deral).

O relatório mostra uma evolução significativa da colheita da soja, que alcançou 85% da área estimada. Já a perspectiva de produção chegou a 20,7 milhões de toneladas, um recorde histórico para o Paraná, 28% maior do que o volume produzido na safra anterior. Com a evolução do milho safrinha, a área pode ter redução de 2%, porque houve atraso na colheita da soja, o que retardou a semeadura. Ainda assim, a produção deve superar 12 milhões de toneladas. “Mesmo na crise que estamos enfrentando, os trabalhos no meio rural continuam. Estamos recomendando a todos os agricultores e trabalhadores do setor o máximo de cautela e proteção”, diz o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara.

Se os números totais se confirmarem, esta será a segunda maior safra de grãos da história do Paraná, atrás apenas da safra 16/17, quando o Estado colheu 41,7 milhões de toneladas. “O recorde da safra 16/17 de grãos pode ser superado caso o Paraná apresente boas estimativas para a safra de trigo, que ainda não foi plantada”, explica o chefe do Deral, Salatiel Turra. A primeira avaliação da safra de inverno mostra que os cereais de inverno retomaram o crescimento de área, com um aumento de 4%.

Ortigara ressalta que todas as providências estão sendo tomadas para buscar um bom desempenho nesta safra. “Neste momento, há uma normalidade no quadro de abastecimento de insumos, sementes, fertilizantes, rações, na recepção das safras, e no abate e transporte de animais. Temos uma boa perspectiva de safra combinada com preços interessantes, tendo diz.

Soja

Os números do levantamento deste mês mostram que os produtores paranaenses já colheram mais de 85% da área total estimada para o ciclo 19/20. Foram colhidos aproximadamente 4,67 milhões de hectares da área total, estimada em 5,47 milhões. No mesmo período do ano passado, haviam sido colhidos cerca de 80% da área semeada. Na média das últimas três safras, o índice foi de 87%. A produção esperada para a safra 19/20 é de aproximadamente 20,7 milhões de toneladas, um volume 28% superior à de 18/19 e que, caso se confirme, será recorde.

Mesmo com atraso no início do plantio, o clima colaborou para manter a produtividade acima da média inicialmente estimada. Os números apontam para uma produtividade média de 3,8 mil kg por hectare. Esse volume é aproximadamente 27% superior ao da safra 18/19, severamente atingida por adversidades climáticas como a seca.

No mês de março, o clima mais seco contribuiu para acelerar a colheita da soja no Paraná. Mas a escassez de chuvas preocupa uma parcela dos produtores, pois pode interferir na produtividade final de algumas regiões

Com relação aos preços, neste mês os produtores receberam, em média, aproximadamente R$ 83 pela saca de 60 kg de soja, valor cerca de 6% superior aos R$ 78 recebidos em fevereiro. Este é o maior preço médio nominal mensal recebido pelos produtores no Paraná. Entre os fatores que explicam esse cenário está principalmente a demanda maior da China, basicamente nos EUA e no Brasil. Além disso, com relação ao Brasil, outro fator que contribui é a relação cambial. “O dólar na casa de R$ 5 tem tornado a soja brasileira cada vez mais atraente para o mercado internacional”, explica o economista do Deral, Marcelo Garrido.

Outro destaque deste relatório é a comercialização, que até agora atingiu 54% da produção estimada para esta safra. No mesmo período do ano anterior, o índice era de 35%. Na média das últimas três safras, o volume comercializado no período foi de 39%.

Milho primeira safra

A colheita da primeira safra de milho avançou no Paraná e nesta semana atingiu 76% de uma área total de 352 mil hectares. A produtividade média obtida está superior ao inicialmente esperado, chegando a mais de 10 mil quilos por hectare. Assim espera-se uma produção em torno de 3,5 milhões de toneladas.

Milho segunda safra

A segunda safra de milho caminha para a conclusão do plantio. O percentual plantado atingiu, neste mês, 95% de um total de 2,2 milhões de hectares. O restante de área a plantar concentra-se na região Norte do Estado, que naturalmente planta mais tarde.

A produção esperada inicialmente para esta safra é de 12,5 milhões de toneladas, e as condições gerais da lavoura de milho no campo são boas para 90% da área plantada. “Situações pontuais como a ausência de chuva por vários dias causaram certa apreensão.

Contudo, neste momento a maioria das lavouras tem seu potencial produtivo mantido e produção esperada dentro do intervalo inicial”, explica o técnico Edmar Gervásio.

Segundo o técnico do Deral, a condição de mercado para o milho é estável e neste momento apresenta preços superiores a R$ 40 a saca de 60 quilos. Entretanto, a incerteza do cenário econômico para próximos meses pode gerar restrições comerciais com outros países, refletindo na exportação paranaense. Com isso, existe a possibilidade de pressão nos preços no mercado doméstico, que terá um maior volume disponível do cereal.

Trigo

O trigo confirmou o aumento de área esperado nesta primeira estimativa, de 1,03 para 1,07 milhão de hectares. Caso a produtividade mantenha-se próxima da normalidade, a produção pode chegar a 3,5 milhões de toneladas, 63% acima dos 2,1 milhões produzidos no ano passado, quando as lavouras foram prejudicadas pelas geadas.

O aumento de 5% na área justifica-se pela cotação atual – R$54 a saca de 60 kg na média de março, o maior patamar em termos nominais da história, um crescimento de 7% no último mês. Este preço tem sido impulsionado especialmente pelo dólar alto, pelo período de entressafra e, mais recentemente, pela preocupação mundial em estocar alimentos por causa da pandemia de Covid-19. Por outro lado, os mesmos fatores levaram o milho a preços muito competitivos, o que limitou o incremento da área do trigo. “Isso fica claro na regionalização das variações. No Oeste, onde a janela de plantio do milho foi perdida com o atraso do plantio da soja, houve incremento da área do trigo. A área cresceu também no Sul, já que as geadas impedem um cultivo mais significativo do milho. Por outro lado, no Sudoeste, onde predominou o plantio de milho, o trigo teve redução de área”, afirma o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Winckler Godinho.

Na comparação com março de 2019 (R$ 48,32), o preço da saca subiu 12%. O valor também está acima dos custos variáveis, estimados em aproximadamente R$ 46 por saca em fevereiro de 2020. O preço do Paraná é bastante competitivo em relação aos países de onde o estado importa trigo, especialmente a Argentina, o que deixa o consumidor em alerta, já que até setembro, quando iniciar a colheita, o Paraná estará comprando trigo em patamares recordes em Real. “Isso já mostra os primeiros reflexos no preço do pão, que valorizou 7% no período de março de 2019 a março de 2020, chegando a 8,81 o kg do francês. No entanto, vale dizer que não só o trigo colaborou com essa valorização, mas também o aumento do custo da energia elétrica”, explica o engenheiro agrônomo.

Cevada

O primeiro levantamento da cultura da cevada para a safra de 2020 mostra uma área de 62,6 mil hectares, 3,6 % maior em comparação a 2019. Já a produção, estimada de 286,6 mil toneladas, representa um crescimento de 17,5 %. “O aumento da produção nesta safra deve-se a uma pequena quebra em 2019, quando a seca prejudicou a cultura”, diz o engenheiro agrônomo Rogério Nogueira. Na região de Guarapuava, principal região produtora no Estado, a área de 35 mil hectares é 6,7% superior a 2019. Neste núcleo, onde está localizada a cooperativa Agrária, principal compradora da cevada do Paraná, 50% da produção já está comercializada. E na região de Ponta Grossa, segunda maior produtora de cevada do Paraná, a previsão é de 17 mil hectares da cultura, área semelhante a de 2019.

Fonte: AEN/Pr

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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná

Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

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Foto: Anderson Gibathe/Itaipu Binacional

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.

O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.

Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.

A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.

O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.

Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.

No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.

Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.

Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.

Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.

A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.

Fonte: Agência Brasil
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Acordo leva dados do campo ao Judiciário e muda análise de recuperação rural

Ferramenta com inteligência artificial e dados geoespaciais permitirá verificar produção, safra e atividade em tempo real para embasar decisões judiciais.

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Imagem criada por ChatGPT

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria Nacional de Justiça, celebrou o Acordo de Cooperação Técnica, voltado a viabilizar e fomentar o uso da Infraestrutura de Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos (VMG) como instrumento de auxílio técnico nos processos de recuperação judicial de produtor rural.

Foto: Carlos Silva/Mapa

A oficialização foi feita na última terça-feira (14), na sede do CNJ, em Brasília, pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin; e pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.

Durante a cerimônia de assinatura, o ministro André de Paula avaliou a assinatura do ACT como um passo relevante no fortalecimento da segurança jurídica e da eficiência do Estado brasileiro. Para ele, o desafio não é restringir o acesso à Justiça, mas assegurar que ela opere com base em informação qualificada e critérios técnicos. “A integração da Infraestrutura de Verificação Agrícola, a VMG, permitirá ao Judiciário acessar dados objetivos e auditáveis sobre a atividade rural, oferecendo aos magistrados informações concretas sobre produção, safra e funcionamento das propriedades rurais. Isso permitirá maior precisão à análise dos casos concretos, viabilizando decisões mais seguras, mais rápidas e mais transparentes”, explicou o ministro.

André de Paula enfatizou, ainda, que a iniciativa ajuda a proteger o produtor que realmente enfrenta dificuldades financeiras, ao mesmo tempo em que contribui para identificar possíveis casos de uso indevido da recuperação judicial.

O atestado digital VMG, é uma ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais capaz de verificar a correta aplicação de recursos disponibilizados aos produtores rurais por

Foto: Carlos Silva/Mapa

meio das linhas de financiamentos que tem como requisito de liberação pelos agentes financeiros a apresentação de um projeto técnico.

Em seu discurso, o ministro Edson Fachin ressaltou que a celebração do acordo permitirá avançar no fortalecimento da prestação jurisdicional e na segurança jurídica. Segundo Fachin, a medida contribuirá para dar mais integridade ao sistema, proteger o produtor rural que atua de forma adequada e resguardar os interesses legítimos dos credores, desestimulando o uso indevido da recuperação judicial. “Hoje damos uma resposta a esses desafios, reconhecendo o papel estratégico do agronegócio na economia nacional e a necessidade de enfrentar tensões climáticas, econômicas e estruturais, que têm impactado, inclusive, o aumento da judicialização, especialmente na recuperação judicial do produtor rural. Por isso, a incorporação da VMG representa um avanço significativo, ao aproximar a decisão judicial da realidade empírica”, disse.

Foto: Carlos Silva/Mapa

O que diz o ACT

Segundo o documento, o Acordo de Cooperação Técnica abrangerá, sobretudo, o fornecimento de dados para subsidiar a constatação prévia da Corregedoria Nacional de Justiça, incluindo a verificação das reais condições de funcionamento do devedor, a análise da perspectiva de safra e a identificação de indícios de fraude; o monitoramento contínuo da atividade rural durante o processamento da recuperação judicial; a verificação de conformidade socioambiental das propriedades rurais; e a análise da viabilidade econômica da atividade rural do devedor.

Dessa forma, o acordo estabelece três metas principais: a implantação de um projeto-piloto em comarca selecionada, no prazo de até 30 dias; a capacitação integral de magistrados e servidores da unidade participante, também no prazo de até 30 dias; e a disponibilização do acesso à plataforma de Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos (VMG) a todos os Tribunais de Justiça do país, no prazo de até 120 dias.

Por fim, compete ao Mapa disponibilizar ao Poder Judiciário o acesso a dados, relatórios e atestados da plataforma; promover, em conjunto com o CNJ, a capacitação de magistrados, servidores, administradores judiciais e peritos; assegurar a operação contínua, a atualização e a evolução da infraestrutura; prestar suporte técnico ao CNJ e aos Tribunais de Justiça; e designar a equipe do Grupo Técnico de Trabalho responsável pela avaliação do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (GTT-VMG), instituído por portaria, para atuar como interlocutora permanente.

O acordo terá vigência de cinco anos e poderá ser renovado automaticamente por igual período.

Fonte: Assessoria Mapa
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Programa seleciona 113 projetos e amplia investimentos no cooperativismo da agricultura familiar no Paraná

Volume aprovado chega a R$ 170 milhões e supera orçamento inicial, com foco em modernização, infraestrutura e acesso a mercado para cooperativas e associações.

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Foto: Divulgação/Seab

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) publicou, na sexta-feira (17), o resultado final das avaliações do Edital de Chamamento Público Seab/Deagro nº 001/2025, vinculado ao Programa Coopera Paraná. Após a conclusão das etapas de análise técnica, classificação preliminar e o julgamento de recursos, dos 220 projetos de negócios inscritos, 113 foram formalmente selecionados para receber investimentos que visam modernizar o cooperativismo da agricultura familiar no Estado. Confira aqui o resultado

Foto: Divulgação

Os 113 projetos selecionados e classificados somam aproximadamente R$ 170 milhões, ultrapassando o valor R$ 100 milhões reservado para este chamamento público e, marcando esta edição como a maior desde a criação do Programa Coopera Paraná, em 2019.

O edital em curso estabeleceu o teto de repasse de recursos financeiros em R$ 2,20 milhões por projeto de negócio, maior valor já viabilizado em um edital do Coopera Paraná, desde o início do programa. No edital anterior, os valores eram de até R$ 300 mil para associações e R$ 720 mil para cooperativas. A iniciativa se firma como uma das principais políticas públicas de apoio à agricultura familiar no Estado

Avaliação rigorosa

Esta etapa encerra o ciclo de avaliação rigorosa conduzido pela coordenação do Coopera Paraná. As propostas aprovadas representam o que há de mais estratégico em termos de viabilidade econômica e sustentabilidade socioambiental, conforme as regras do edital, abrangendo diversas cadeias produtivas das 10 macrorregiões do Paraná.

Foto: Valdelino Pontes

Para a coordenadora do Coopera Paraná, Julian Mattos, chegar ao número final de 113 projetos foi um desafio gratificante para toda a equipe técnica. “O critério de seleção não foi apenas o volume de investimento, mas a sustentabilidade real de cada proposta. Avaliamos detalhadamente, dentro das regras do edital, a capacidade de gestão e o impacto econômico, social e ambiental que esses recursos terão na ponta, garantindo que o dinheiro público seja aplicado em negócios que realmente tenham perenidade no mercado e que tenham cumprido os quesitos eliminatórios, contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável”, disse.

Próximos passos

Os interessados já podem consultar a lista final detalhada com a pontuação e a classificação de cada cooperativa e associação diretamente no site oficial da Seab. O documento apresenta a hierarquização das propostas com base nos critérios técnicos estabelecidos no edital, refletindo o esforço das organizações da agricultura familiar em profissionalizar sua gestão, buscar novos mercados para seus produtos, preservar o meio ambiente e promover a inclusão socioprodutiva. Confira aqui o resultado final do Coopera Paraná.

Com a divulgação do resultado final, as organizações proponentes dos projetos selecionados agora seguem para a fase de habilitação, em que será verificada a sua regularidade fiscal e jurídica.

Na sequência, as associações e cooperativas formalmente habilitadas e cujos projetos tenham sido selecionados serão convocadas para apresentação de plano de trabalho, seguindo-se as etapas de formalização dos termos de fomento.

Os recursos serão destinados, por exemplo, à aquisição de máquinas agrícolas, infraestrutura de processamento e logística, além de ao suporte técnico e gerencial que permite às pequenas

Foto: José Fernando Ogura/AEN

cooperativas competirem com grandes players do mercado.

Coopera Paraná

Criado em 2019, a iniciativa chega à quarta edição e está no eixo central da Política Agrícola de promover o desenvolvimento rural sustentável. Desde o lançamento, a Seab já repassou por meio do programa em torno de R$ 94 milhões para cooperativas e associações da agricultura familiar.

No edital de 2019 o repasse foi de quase R$ 30 milhões, em 2021 foram R$ 42 milhões e em 2023 R$ 21,5 milhões. Ao todo, foram atendidas 116 cooperativas e 75 associações.

O programa tem parceiros importantes como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), bem como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Paraná) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).

Fonte: AEN-PR
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