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Paraná desenvolve teste nacional para diagnóstico da leucose bovina

Projeto do Tecpar em parceria com o IBMP busca reduzir a dependência de kits importados, fortalecer a pecuária brasileira e abrir caminho para novos insumos veterinários produzidos no País.

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No Tecpar, o projeto de nacionalização do kit para diagnóstico de leucose bovina está sendo desenvolvido pela pesquisadora Rossana Baggio Simeoni - Fotos: Hedeson Alves/Tecpar

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou um projeto de pesquisa para desenvolver, validar e registrar um teste nacional para diagnóstico de leucose enzoótica bovina (LEB), doença viral que afeta bovinos em todo o mundo, sendo o rebanho de leite o mais atingido. O estudo está sendo conduzido em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

A intenção é de que o Tecpar passe a produzir e comercializar o kit do método conhecido como Elisa – Ensaio de Imunoabsorção Enzimática, para diagnóstico na nova Planta Produtiva de Insumos Veterinários do Tecpar, que está sendo construída em Curitiba. Atualmente o Brasil conta com apenas duas opções de kit Elisa aprovados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que são importados dos Estados Unidos e da França. “Esse kit representará um avanço importante na área da saúde animal, contribuindo para a nacionalização de insumos essenciais à pecuária brasileira, especialmente ao gado leiteiro e gado para exportação. Este é um passo importante para que o Brasil possa ser independente dos insumos importados e para que o Paraná assuma o protagonismo nesse mercado”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

Pesquisadora Rossana Baggio Simeoni: “Este projeto envolve não somente o desenvolvimento de um produto para diagnóstico, mas uma plataforma tecnológica de um método de diagnóstico muito utilizado no meio veterinário”

A parceria entre o IBMP e o Tecpar nessa importante contribuição para a saúde animal valoriza a tecnologia e produção nacionais, segundo o diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IBMP, Fabricio Marchini. “O desenvolvimento de produtos brasileiros e a troca de conhecimento entre as instituições de pesquisa e inovação são fundamentais para o fortalecimento da ciência e da soberania do País”, destaca.

Padrão ouro

O teste Elisa é uma alternativa precisa para detecção da infecção por retrovírus em rebanhos bovinos, contribuindo de forma eficiente para o controle e erradicação da doença. Devido a sua eficiência e sensibilidade, capaz de identificar até animais infectados sem sintomas, é um dos métodos diagnósticos recomendados pela Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) como padrão ouro.

No Tecpar, o projeto de nacionalização do produto está sendo desenvolvido pela pesquisadora Rossana Baggio Simeoni, que é farmacêutica com pós-doutorado em Ciências da Saúde e especialista em microbiologia, com a colaboração do Instituto Pasteur de Montevideo (Uruguai). “Este projeto envolve não somente o desenvolvimento de um produto para diagnóstico, mas uma plataforma tecnológica de um método de diagnóstico muito utilizado no meio veterinário, que proporcionará a criação de outros kits, abrindo um novo mercado para o Tecpar”, diz Rossana.

Infectocontagiosa

A leucose enzoótica bovina é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus da leucose bovina, podendo ser transmitida de forma vertical (da mãe para o feto), ou horizontal, entre indivíduos da mesma espécie. A transmissão acontece por contato direto ou indireto – através do leite, placenta, secreções, saliva ou contato com sangue infectado.

A erradicação e o controle da doença são baseados no diagnóstico precoce e no isolamento dos animais infectados.

Foto: Luiz Pfeifer

Na maioria dos casos a LEB se apresenta de forma assintomática, sendo identificada somente pelo aumento dos linfócitos no sangue. Já a forma maligna está presente em 1% a 10% dos animais infectados, com a formação de tumores, e pode ser fatal. Sem um controle eficaz, a doença pode ocasionar redução na produtividade, perdas econômicas e restrições comerciais.

Embora a Organização Mundial de Saúde Animal classifique a LEB como doença de notificação obrigatória, o diagnóstico ainda não é indicado em programas sanitários no Brasil. No Paraná, a ocorrência da leucose bovina deve ser comunicada à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

No cenário internacional, o diagnóstico da LEB passou a ser exigido nos certificados zoosanitários de exportação de gado vivo de certos países, como Japão, Coreia do Sul, Turquia, Emirados Árabes, China, Israel e União Europeia.

Nova planta

Para apoiar o setor veterinário, o Tecpar está em fase de aprimoramento da capacidade de produção de antígenos para diagnóstico. Inicialmente, o novo Centro de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que está sendo construído no câmpus CIC do Tecpar, em Curitiba, fabricará insumos para a pesquisa da brucelose, tuberculose e leucose bovina.

Foto: Ana Maio

A área total do laboratório será de cerca de três mil metros quadrados e a projeção é que, quando pronta, a unidade tenha capacidade produtiva de 40 milhões de doses ao ano. O investimento para a construção, feito pelo Governo do Estado, é de R$ 41,5 milhões.

Colaboração

Para aprimorar o produto em desenvolvimento, o Tecpar solicita a colaboração de profissionais da classe veterinária de todo o país para a coleta de informações sobre o diagnóstico diferencial da leucose enzoótica bovina. O questionário está disponível neste link.

Fonte: AEN-PR

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Preços do boi devem se manter firmes nos próximos meses

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de demanda externa forte e oferta ajustada sustenta o mercado, mas a gestão da cota chinesa será determinante para evitar oscilações.

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Fotos: Shutterstock

A combinação de demanda externa robusta e oferta ajustada deve manter os preços do boi sustentados nos próximos meses, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA. No entanto, a gestão da cota chinesa será crucial para evitar oscilações bruscas e impactos negativos sobre a demanda no segundo semestre.

O fluxo de exportações segue intenso, ainda mais forte que no ano passado, e pode receber impulso adicional com embarques para a China dentro da cota. A menos que a oferta de gado terminado aumente de forma significativa, cenário diferente do observado neste início de ano, os preços tendem a permanecer firmes, podendo até manter o movimento de alta mesmo durante o período de safra.

Ainda há dúvidas sobre a utilização da cota chinesa após a imposição das medidas de salvaguarda. A Abiec solicitou apoio do governo para coordenar o processo, enquanto permanece a incerteza sobre cargas que já estavam em trânsito e chegaram à China a partir de 1º de janeiro, estimadas em 350 mil toneladas, que podem ficar fora da cota. Uma coordenação inadequada pode gerar pressão altista temporária nos preços, seguida de possível queda nas cotações.

Em 2025, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China em agosto. Com uma maior corrida por embarques neste ano, esse volume pode ser alcançado mais cedo. Por outro lado, se houver moderação na oferta ao longo do ano, o impacto negativo sobre os preços tende a ser suavizado. De toda forma, a atenção permanece voltada à demanda externa no segundo semestre, caso a decisão chinesa sobre a cota não seja alterada.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Acrimat em Ação 2026 leva conhecimento técnico sobre bovinos ao interior do Mato Grosso

Segunda rota percorrerá oito polos produtivos, abordando gestão de pessoas e práticas para aumentar a eficiência das fazendas.

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Foto: Acrimat

Depois do sucesso da primeira etapa, o Acrimat em Ação 2026 segue fortalecendo a presença da entidade no interior do estado com o início da segunda rota, a partir do dia 19 de fevereiro. A expectativa é manter o alto nível de participação e engajamento dos produtores, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas itinerantes da pecuária mato-grossense.

Nesta nova etapa, o projeto percorrerá oito importantes polos produtivos: Paranatinga, Canarana, Ribeirão Cascalheira, Vila Rica, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças e Rondonópolis. Municípios estratégicos que representam a força e a diversidade da pecuária nas regiões médio-norte, nordeste e sudeste do estado.
A segunda rota chega embalada pelos números históricos da primeira etapa, que registrou recorde de público em todas as cidades visitadas. O resultado reforça a importância do contato direto com o produtor rural, levando informação técnica, debates relevantes e conteúdo voltado à realidade de quem está no campo.

Neste ano, a palestra será ministrada por Ricardo Arantes, que abordará o tema liderança e gestão de pessoas no agro. A proposta é provocar reflexões práticas sobre o papel do líder dentro da propriedade, a formação de equipes mais engajadas e a importância da gestão estratégica de pessoas para alcançar melhores resultados no campo. O conteúdo busca ir além da teoria, trazendo aplicações diretas para o dia a dia das fazendas e para a construção de negócios rurais mais eficientes e sustentáveis.

Em 2026, o Acrimat em Ação percorrerá 32 municípios, divididos em quatro rotas estratégicas, ampliando o alcance da entidade e garantindo que a informação chegue a todas as regiões do estado. A segunda rota reafirma esse compromisso: ouvir o produtor, levar conhecimento e fortalecer a representatividade da pecuária de Mato Grosso.

O presidente da Acrimat, Nando Conte, destacou que o crescimento da primeira rota reforça a credibilidade do projeto e aumenta a responsabilidade para as próximas etapas. “Tivemos um aumento de 20% no público e recorde de participação em todas as cidades da primeira rota. Isso mostra que o produtor quer estar próximo da entidade, quer informação e quer participar das discussões. Para a segunda rota, a nossa meta é a mesma: manter esse crescimento, bater novos recordes e fortalecer ainda mais a pecuária mato-grossense”, afirmou.

Nesta edição, o evento itinerante conta com a parceria de Senar, Imac, Fs Bioenergia, Grupo Canopus, Sicredi e Fortuna Nutrição Animal.

Fonte: Assessoria Acrimat
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Embrapa abre inscrições para a 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto

Iniciativa realizada no CTZL, em Brasília (DF), vai avaliar novilhas Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos ao longo de 12 meses.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Proprietários de novilhas das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi e cruzamentos têm nova oportunidade de atestarem o potencial genético de seus animais para a produção de leite a pasto com a chancela da Embrapa e da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP). Realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, em Brasília (DF), a Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto chega à 12ª edição e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o incremento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.

Coordenador da Prova pela Embrapa Cerrados, o pesquisador Carlos Frederico Martins explica que serão identificadas, dentro de um grupo de animais contemporâneos de cada raça, as novilhas que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado, se destacarem na produção de leite, na reprodução (intervalo entre o parto e a concepção), na idade ao parto (precocidade), na qualidade do leite, na persistência de lactação e na avaliação morfológica. As características têm diferentes pesos e compõem o Índice Fenotípico de Seleção, pelo qual os animais serão classificados ao final das avaliações.

São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas da raça Guzerá, 20 para novilhas Sindi e 20 para cruzamentos. Cada criador proprietário poderá inscrever até três animais de cada raça. Para participar da Prova, as novilhas devem estar registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias de Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA); também devem estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação no CTZL.

A Prova terá a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir no período de 02 de dezembro a 15 de fevereiro de 2027, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Assim, deverão ser inseminadas ou cobertas entre os dias 02 de março a 10 de abril. Os animais deverão dar entrada no CTZL (DF 180, Km 64 s/n, em Brasília) a partir do dia 03 de novembro e permanecer até janeiro de 2028. Os resultados da 12ª prova serão divulgados a partir de abril de 2028.

As inscrições dos animais poderão ser realizadas até o dia 30 de outubro na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. Para uma novilha inscrita, será cobrado o valor de R$ 3 mil, divididos em cinco vezes mensais; para duas novilhas inscritas, R$ 2,4 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais; e para três novilhas inscritas, R$ 2 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais.

Acesse o regulamento e veja todos os detalhes sobre a Prova e as inscrições.

Para mais informações, entre em contato no CTZL, com Adriano de Mesquita, Carlos Frederico Martins e Fernando Peixoto (61-3506-4063; adriano.mesquita@embrapa.brcarlos.martins@embrapa.brfernando.peixoto@embrapa.br😉 ou na ACZP, com Marcelo Toledo (61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).

A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e da Alta Genetics.

Para informações sobre as edições anteriores da Prova, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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