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Paraná conclui ciclo de vigilância sanitária em quase 500 granjas e reforça monitoramento contra Influenza aviária

Resultados das análises irão compor o conjunto de evidências utilizado para manutenção do status sanitário do Estado, condição estratégica para as exportações de carne de frango.

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Foto: Divulgação/Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) concluiu nesta semana uma das principais etapas do monitoramento sanitário da avicultura estadual ao encaminhar a última remessa de amostras do ciclo 2025/2026 da Vigilância Ativa de Aves para análise laboratorial. O material foi enviado aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), responsáveis pelos exames que investigam a presença de enfermidades de relevância sanitária, entre elas a Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e a Doença de Newcastle.

Foto: Divulgação/Adapar

A conclusão do ciclo ocorre em um momento de atenção permanente à biosseguridade avícola mundial. O monitoramento realizado pelo Paraná integra as estratégias nacionais voltadas à detecção precoce de enfermidades e à manutenção das condições sanitárias exigidas pelos mercados consumidores.

Ao longo do ciclo 2025/2026, equipes da Adapar realizaram ações de vigilância em 488 propriedades avícolas distribuídas em diferentes regiões do Estado. Durante as visitas, médicos-veterinários fiscais e assistentes de fiscalização coletaram amostras biológicas e levantaram informações epidemiológicas utilizadas para avaliar a situação sanitária dos plantéis.

O trabalho faz parte do Programa de Sanidade Avícola e tem como objetivo gerar evidências técnicas capazes de demonstrar a ausência de circulação de agentes causadores de doenças que podem comprometer a produção, provocar restrições comerciais e gerar prejuízos econômicos à cadeia produtiva.

Foto: Divulgação/Adapar

Além da coleta de material para exames laboratoriais, as equipes verificaram informações relacionadas ao manejo, às condições de biosseguridade e aos fatores de risco para introdução e disseminação de enfermidades.

Ferramenta estratégica para preservar mercados

A vigilância ativa é considerada uma das principais ferramentas de defesa sanitária porque permite identificar rapidamente alterações no status sanitário dos plantéis e subsidiar medidas de contenção caso haja suspeitas de doenças de notificação obrigatória.

Segundo a chefe da Divisão de Sanidade Avícola (Disav), Pauline Sperka, os dados obtidos durante o monitoramento fortalecem a capacidade de atuação do serviço veterinário oficial. “Além de garantir a segurança sanitária da produção, as ações de vigilância são fundamentais para assegurar a confiança dos mercados consumidores nacionais e internacionais, contribuindo para a manutenção das exportações e da competitividade do setor avícola paranaense”, afirma.

O Paraná lidera a produção e as exportações brasileiras de carne de frango, condição que torna a manutenção do status sanitário um dos pilares da competitividade do setor. A comprovação

Foto: Divulgação/Adapar

contínua da ausência de enfermidades é requisito para acesso e permanência em diversos mercados internacionais.

Resultados passam por análise técnica

Com a conclusão da etapa de campo, os resultados laboratoriais serão consolidados e avaliados pela equipe técnica da Adapar. As informações obtidas integram o conjunto de evidências sanitárias utilizadas para embasar programas de certificação, ações de defesa agropecuária e estratégias de prevenção de doenças.

A Agência destaca que os resultados refletem uma ação conjunta envolvendo equipes técnicas dos escritórios regionais e locais, servidores da sede da instituição, profissionais do Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME) e produtores rurais participantes do programa.

Foto: Divulgação/Adapar

A participação das granjas monitoradas é considerada essencial para ampliar a cobertura da vigilância e fortalecer os mecanismos de prevenção adotados pela cadeia produtiva.

Vigilância ocorre durante todo o ano

Embora o envio das amostras marque o encerramento do ciclo 2025/2026, o trabalho de vigilância sanitária não é interrompido. A atividade é permanente e integra a rotina da defesa agropecuária paranaense.

Por meio desse sistema, a Adapar acompanha a ocorrência de doenças de notificação obrigatória, fortalece sua capacidade de resposta a emergências sanitárias e produz informações que sustentam as ações de controle e prevenção.

A vigilância também funciona como instrumento de aproximação entre o serviço veterinário oficial e os produtores rurais. Durante as visitas técnicas são reforçadas orientações sobre biosseguridade, reconhecimento de sinais clínicos, comunicação de suspeitas e adoção de boas práticas de produção.

Mais do que gerar dados laboratoriais, o programa busca consolidar uma cultura de prevenção sanitária compartilhada entre produtores, agroindústrias e órgãos oficiais, considerada fundamental para preservar o patrimônio avícola do Paraná e a posição do Estado entre os principais exportadores mundiais de carne de frango.

Fonte: AEN-PR

Avicultura

Ministério da Agricultura monitora duas suspeitas de gripe aviária no Brasil

Os casos em investigação foram registrados em aves silvestres nos municípios de Remanso (BA) e São João da Barra (RJ).

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém duas investigações em andamento para Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN), ambas envolvendo aves silvestres. A síndrome é monitorada pelo Serviço Veterinário Oficial por abranger suspeitas de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e da Doença de Newcastle (DNC), enfermidades de notificação obrigatória.

Um dos casos em investigação é de uma aves avoante, no município de Remanso, na Bahia – Foto: Divulgação

As informações constam no painel oficial de vigilância epidemiológica do ministério, que consolida as investigações realizadas a partir de 2022.

Desde o início do monitoramento, foram abertas 5.396 investigações de suspeitas da síndrome em todo o país. Destas, 1.457 avançaram para a coleta de amostras e análise laboratorial após serem classificadas como casos prováveis por médicos-veterinários oficiais.

No momento, apenas duas investigações permanecem em andamento. Uma delas envolve uma avoante, em Remanso, na Bahia. A outra ocorre em São João da Barra, no Rio de Janeiro, onde está sendo monitorado um trinta-réis-de-bico-vermelho.

Influenza aviária soma 191 focos confirmados
Desde a confirmação do primeiro caso de influenza aviária no Brasil, em maio de 2023, o país contabiliza 191 focos da doença.

O segundo foco é em São João da Barra, no Rio de Janeiro, onde está sendo monitorado um trinta-réis-de-bico-vermelho – Foto: Divulgação

A ampla maioria dos registros ocorreu em aves silvestres, com 174 confirmações. Outros 16 focos foram identificados em aves de subsistência ou não comerciais. Apenas um caso atingiu uma granja comercial: o foco confirmado em 15 de maio de 2025.

O primeiro registro da doença em aves silvestres foi confirmado em 15 de maio de 2023. Pouco mais de um mês depois, em 27 de junho, ocorreu a primeira confirmação em aves não comerciais.

Apenas um foco de Newcastle
O painel do Mapa registra apenas um foco de Doença de Newcastle no período monitorado. O caso foi confirmado em 17 de julho de 2024 em uma criação comercial.

Como funciona a investigação
O Ministério da Agricultura esclarece que nem toda suspeita resulta na coleta de material para exames laboratoriais. Em diversas situações, a investigação é encerrada após avaliação clínica e epidemiológica realizada pelo médico-veterinário oficial.

Quando a suspeita apresenta características compatíveis com influenza aviária ou doença de Newcastle, a coleta de amostras passa a ser obrigatória. Caso os exames descartem ambas as enfermidades, a investigação é encerrada.

O painel também informa que focos envolvendo aves silvestres podem permanecer abertos mesmo após a confirmação do diagnóstico e a destinação adequada das carcaças. Segundo o ministério, esse procedimento é adotado em áreas com elevada concentração de aves silvestres para permitir o registro de novos casos relacionados ao mesmo evento epidemiológico, conforme critérios técnicos.

Os dados são atualizados continuamente pelo Serviço Veterinário Oficial e podem ser revisados à medida que novos resultados laboratoriais são concluídos.

Fonte: O Presente Rural
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Ovos acumulam queda de até 16% e chegam ao menor preço real do ano

Férias escolares reduzem consumo, oferta segue elevada nas granjas e compradores ampliam pressão por descontos.

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Foto: Giovanna Curado

Os preços dos ovos registraram forte queda em julho e atingiram, em termos reais, o menor patamar desde janeiro deste ano. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, na parcial do mês até o dia 22, as cotações recuaram em todas as regiões acompanhadas pelo instituto, refletindo um mercado marcado por demanda enfraquecida e dificuldade de escoamento da produção.

Foto: Divulgação

Segundo o Cepea, o movimento já era esperado pelo setor em função das férias escolares, período em que diminui a demanda destinada à merenda escolar. No entanto, a oferta permaneceu elevada durante todo o mês, impedindo um reequilíbrio do mercado e ampliando a pressão sobre os preços.

Com estoques elevados nas granjas e menor ritmo de compras, os compradores passaram a negociar com maior poder de barganha, intensificando os pedidos por descontos. Como resultado, as cotações recuaram até 15% em relação a junho e até 16% na comparação com julho de 2025, considerando os valores reais, ou seja, corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI de junho de 2026.

Foto: Divulgação

Na avaliação dos pesquisadores do Cepea, a combinação entre consumo mais fraco e elevada disponibilidade de produto criou um ambiente de excesso de oferta, dificultando o escoamento da produção e reduzindo o poder de negociação dos produtores.

O fato de os preços terem alcançado as menores médias reais desde janeiro evidencia a perda de sustentação do mercado ao longo de julho. Em termos práticos, os produtores passaram a receber menos pelos ovos em um cenário de comercialização mais lenta e necessidade de liberar os estoques acumulados nas granjas.

A evolução do mercado nas próximas semanas dependerá principalmente da retomada do consumo após o período de férias e da capacidade de ajuste da oferta. Enquanto a disponibilidade permanecer elevada e a demanda seguir abaixo do esperado, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Poder de compra do avicultor paulista cai 16% em um ano

Demanda mais fraca por carne de frango nas férias escolares reduz procura pelo animal vivo, enquanto milho e farelo de soja sobem com oferta menor em Campinas (SP).

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Foto: Shutterstock

O poder de compra do avicultor paulista frente aos dois principais insumos da atividade – farelo de soja e milho – voltou a cair em julho, reforçando o aperto sobre as margens da produção de frango. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na comparação com julho de 2025, o produtor perdeu 16% de capacidade de compra em relação ao farelo de soja e 12% frente ao milho.

Foto: Shutterstock

Na prática, isso significa que a receita obtida com a venda do frango vivo compra hoje uma quantidade menor desses insumos do que há um ano.

Os pesquisadores do Cepea atribuem parte desse movimento à desaceleração da demanda por carne de frango na ponta final do mercado ao longo de julho. O período de férias escolares reduziu o consumo em alguns canais, o que acabou diminuindo também a procura pelo animal vivo nas granjas.

Com menor demanda, os preços recebidos pelos avicultores perderam sustentação justamente em um momento de avanço dos custos de alimentação, que representam a maior parcela das despesas da atividade.

Do lado dos grãos, os preços do milho e do farelo de soja negociados no mercado de lotes de Campinas (SP) registraram alta entre junho e julho. De acordo com a

Foto: Divulgação

equipe de grãos do Cepea, a oferta mais restrita nos dois mercados tem sido o principal fator de sustentação das cotações.

O cenário combina dois movimentos desfavoráveis ao produtor: queda no valor do frango vivo e encarecimento dos insumos. A relação de troca, indicador usado para medir o poder de compra do avicultor, piora quando a receita da venda do frango não acompanha a valorização do milho e do farelo.

Embora o Cepea não detalhe os preços absolutos dos produtos nesta parcial de julho, o recuo de até 16% no comparativo anual indica uma deterioração relevante das condições econômicas da avicultura paulista ao longo dos últimos 12 meses.

A expectativa do setor agora se volta para o comportamento do consumo no segundo semestre e para a evolução da oferta de grãos. Uma eventual recuperação da demanda por carne de frango poderia dar suporte aos preços do animal vivo, mas a continuidade da restrição de oferta de milho e farelo tende a manter pressão sobre os custos de produção.

Fonte: O Presente Rural
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