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Paraná busca parcerias na Ásia com foco em ciência e tecnologia aplicadas ao agro

Estado integra missão brasileira que participa de evento em Shandong , na região Leste da China. Paraná busca oportunidades de cooperação em setores prioritários, com destaque para a inovação tecnológica no agronegócio para potencializar matriz produtiva.

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Fotos: Divulgação/SETI-PR

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), integra a comitiva do Brasil que participa da Semana de Cooperação e Intercâmbio entre Cidades Amigas Internacionais de Shandong 2025, na cidade de Jinan, localizada na região Leste da China. O evento, que começou na última terça-feira (27), reúne delegações de 47 países para dialogar sobre temas relacionados a tecnologias, sustentabilidade e desenvolvimento econômico, entre outras áreas, com foco em parcerias globais de alto impacto.

A Província de Shandong estabeleceu 702 cooperações com 106 países nas últimas quatro décadas, abrangendo educação, agricultura, comércio e saúde. Reconhecida como importante polo agrícola e terceira maior economia da China, a região registrou um produto interno bruto (PIB) de 1,3 trilhão de dólares em 2024, equivalente a R$ 7,3 trilhões, na cotação atual. Nesse cenário, o Paraná busca oportunidades de cooperação em setores prioritários, com destaque para a inovação tecnológica no agronegócio.

O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, que representa o governo estadual na comitiva brasileira, destaca a cooperação científica internacional para potencializar a matriz produtiva. “A ideia é que possamos estreitar essa rede de relacionamento e colaboração em pesquisa, para validação de metodologias e de processos produtivos para incrementar a produção de grãos no território paranaense, a fim de atender, sobretudo, ao crescente mercado chinês e à demanda por alimentos no mundo”, afirma.

Consolidado pela diversidade agrícola, além de ser um importante centro de exportação, o Paraná integra uma delegação em conjunto com o Governo da Hungria, país da Europa que desenvolve pesquisas aplicadas ao processo de pré-colheita de grãos e frutas, voltadas para técnicas de manejo sustentável. O intuito é expandir esses estudos para o Brasil, a partir de uma parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), empresa pública vinculada à Seti, que é referência em transferência de tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras.

Novas oportunidades

Para além da área de ciência e tecnologia, essa missão internacional pretende prospectar novas oportunidades para as cooperativas e produtores paranaenses, com ganho nas exportações de grãos do Brasil para China. A Seti fará a ponte com os demais órgãos de governo, incluindo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e a Invest Paraná, agência de promoção e atração de investimentos ligada à Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Seic).

Agenda

A agenda oficial do Governo do Paraná na China, nesta semana, contempla visitas a instituições de pesquisa em diferentes cidades da Província de Shandong. Na última segunda-feira (26), o secretário Aldo Bona e o assessor Paulo Schmidt estiveram na cidade de Taian para a assinatura de um memorando com a Universidade Agrícola de Shandong, instituição de ensino superior centenária, reconhecida pelos estudos científicos nas áreas de biotecnologia e mecanização agrícola.

Em Jinan, foi firmado um memorando de entendimento com a Academia de Ciências Agrícolas da Província de Shandong, uma das principais instituições chinesas dedicadas ao avanço científico e tecnológico no campo do desenvolvimento agrário. Nesta quarta-feira (28), os representantes do Paraná estarão na cidade de Zibo, onde serão recebidos pelos vice-reitores da Universidade de Tecnologia de Shandong e do Instituto Vocacional Zibo, para discutir possibilidades de acordos de cooperação.

A programação será finalizada em Qingdao, cidade portuária localizada na Península de Xantum, sede de importantes centros de pesquisa e inovação da China. O secretário Aldo Bona visitará o Grupo Shandong Port, que administra e opera os três principais terminais portuários da Província de Shandong: Porto de Qingdao; Porto de Rizhao; e Porto de Yantai. Como último compromisso da agenda está prevista uma reunião no Grupo Hisense, multinacional chinesa especializada em eletrônicos, líder na fabricação de televisores.

Japão

No sábado (31), o assessor Paulo Schmidt, que atua na área de Relações Institucionais e Cooperação Internacional da Seti, embarca para Osaka, na região de Kansai, no Centro-Sul da ilha principal do Japão. O objetivo é dar continuidade às tratativas de acordos bilaterais com a Universidade de Tsukuba e o Centro Internacional de Pesquisa em Ciências Agrárias do Japão (Jircas). Em março deste ano, representantes dessas instituições estiveram em comitiva no Paraná para conhecer as estruturas acadêmicas das universidades estaduais.

A agenda se estende até 4 de junho, com previsão de encontros com representantes de outros centros de pesquisa japoneses. Estão previstas reuniões com a Organização Nacional de Pesquisa em Agricultura e Alimentos (Naro) e a Universidade de Utsunomiya, além de uma visita às plantas de compostagem da empresa Kyowa Kako, referência em processos de tratamento de resíduos orgânicos.

No ano passado, o Governo do Paraná formalizou um memorando de entendimento com essa empresa japonesa para o uso de biotecnologia incorporada ao processo de compostagem. Como resultado dessa parceria, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está estruturando uma rede de pesquisa com o apoio da Seti para transformar compostos orgânicos, como o lodo de esgoto, em fertilizante organomineral. O material poderá ser utilizado como insumo na agricultura e na agroindústria, reduzindo a dependência de fertilizantes importados.

Fonte: AEN-PR
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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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