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Paraná avança no mercado mundial de carnes

O estado está elevando seu status sanitário para avançar ainda mais no mercado mundial de carnes, aproveitando a boa sintonia entre os setores público e privado

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Nos últimos anos, o Paraná tem buscado elevar seu status sanitário para acessar novos mercados no exterior, que melhor remuneram os produtos de origem animal. É visível o melhoramento progressivo da situação sanitária do rebanho paranaense e isso em muito se deve à forte atuação do serviço de defesa agropecuária paranaense e da boa sintonia entre os setores público, através da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), e no caso do setor privado, das entidades que representam a classe produtora de proteína animal.

Aguarda-se, para maio de 2021, que seja apreciado o pedido do Paraná já formalizado junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), da sua nova condição sanitária como área livre de febre aftosa sem vacinação, fato já reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Com isso, a produção de carne do Paraná se tornará ainda mais competitiva, principalmente em mercados internacionais mais exigentes.

Mas para que isso ocorra, muito esforço foi dispendido até o momento pelos setores público e privado, que seguem sintonizados e com empenhos mútuos para que o Paraná consiga ocupar o lugar que lhe cabe no mercado mundial de proteína animal.

Após duas auditorias do MAPA, o estado conseguiu comprovar que seu serviço de defesa agropecuária está estruturado e robusto, e isso permitiu antecipar em dois anos a retirada da vacina contra aftosa, algo que ocorreu em 2019. Na sequência, o Paraná se credenciou para solicitar o reconhecimento internacional da OIE do seu novo status, como área livre de febre aftosa sem vacinação. O pedido nesse sentido foi formalizado em setembro deste ano, e deve ser submetido à aprovação na próxima Assembleia Geral da entidade, em maio do ano que vem.

Sabe-se que a febre aftosa é um indicador que mede a qualidade do serviço veterinário oficial, deixando subentender ao mercado internacional que, ao se vacinar o rebanho, é porque existe a doença, e isso não corresponde à condição sanitária dos planteis do Paraná, livres da doença há muitos anos.

Apesar da espécie vacinada contra a febre aftosa ser a bovina, os impactos positivos de comercialização se refletirão em todas as cadeias de proteína animal, principalmente na avicultura e na suinocultura, possibilitando a abertura de novos mercados para a agropecuária paranaense.

Nesse contexto, ao longo das últimas décadas o Paraná foi se estruturando, o que incluiu a criação dos Conselhos de Sanidade Agropecuária (CSA), que atuam nos municípios para promover a sanidade, e também o Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec), o qual administra os recursos financeiros para emergências sanitárias.

Reflexos na suinocultura

Para o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Jacir Dariva, “a suspensão da vacina contra a febre aftosa ocorrida no ano passado, e o consequente reconhecimento nacional dessa nova condição do Paraná, agora só falta o selo internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. E isso trará amplos benefícios para todo o setor agropecuário paranaense”. Dariva destaca que a suinocultura já tem um peso significativo na socioeconomia do Paraná, mas o novo status sanitário permitirá que ao serem acessados mercados que são mais exigentes, mas pagam mais, serão gerados valores mais expressivos pela atividade, ajudando a alavancar o setor também no mercado interno.

De fato, o novo status sanitário permitirá ao Paraná ampliar grandemente as exportações de carne suína e até já se pode projetar um cenário em que o estado conquiste boa parte do mercado potencial liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que paga mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária.

Atualmente, o Paraná possui o segundo maior rebanho suíno do Brasil e é também o segundo maior produtor nacional de carne suína, concentrando cerca de 23% dos abates, sendo o terceiro maior exportador de produtos de origem suína no ranking nacional de exportação.

O rebanho suíno comercial paranaense é estimado em quase 6 milhões de cabeças, distribuídas em 5731 granjas cadastradas e georreferenciadas pelo serviço veterinário oficial. A maior concentração da atividade está nas regiões oeste, sudoeste e centro-oriental, também conhecida como “Campos Gerais”. Nessas regiões, os sistemas de produção predominantes são os cooperados e integrados, mas também há uma boa fatia de produtores independentes.

Biosseguridade nas granjas

A suinocultura do Paraná tem fortalecido as medidas de biosseguridade nas granjas, o que garante cada vez mais a produção de carne suína de qualidade, com total controle no que diz respeito à sanidade animal. E aí que entra em ação a boa sintonia entre o serviço veterinário oficial da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) e os setores que compõem a iniciativa privada ligada à produção animal, com participação da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), assim como também da Organização das Cooperativas do Paraná (OCEPAR), do Sistema Faep Senar Paraná e o Sindicato da Indústria de Carnes do Paraná (SINDICARNES/PR).

Na prática, o serviço veterinário oficial do Paraná mantém parceria público-privada com a cadeia de produção de suínos no estado, interagindo a partir do Comitê Estadual de Sanidade Suína (COESUI-PR), que congrega suinocultores representados pela Associação Paranaense de Suinocultores (APS), pelos profissionais representados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PR) e pelos representantes de instituições também vinculadas à suinocultura paranaense, como a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (OCEPAR e técnicos das agroindústrias), e a Câmara Técnica de Suínos, mantida pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).

Nos municípios, o serviço veterinário oficial interage com os produtores, principalmente através dos 112 Comitês Municipais de Sanidade Agropecuária (CSAs). É nesses comitês que ocorre a discussão com os produtores rurais, incluídos os de subsistência familiar, envolvendo questões como fomento da atividade, sanidade dos rebanhos, bem-estar animal e meio ambiente.

Um serviço veterinário forte e eficiente

As ações de defesa sanitária animal executadas pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) têm sido decisivas para garantir o excelente status sanitário dos rebanhos paranaenses. Isso inclui a execução dos programas nacionais de saúde animal compartilhada entre o serviço veterinário oficial e o setor privado. O destaque é o Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS).

Todos os dados e informações epidemiológicas e de saúde animal de diferentes fontes no território paranaense são coletados pelas chamadas Unidades Veterinárias Locais (UVLs) e, posteriormente, o que é captado acaba sendo consolidado, analisado e encaminhado para instâncias regionais, depois para a unidade central da ADAPAR, que repassa ao nível nacional para o MAPA.

A regulamentação da ADAPAR, juntamente com investimentos financeiros e aprimoramento das atividades técnicas, permitem que ocorram ao longo do tempo muitos avanços na estrutura e na qualidade do serviço veterinário no estado.

A ADAPAR dispõe de estrutura adequada, bem como um quadro de veterinários, equipe técnica e administrativa compatível com os sistemas produtivos no estado. Mas é o constante aprimoramento das atividades de vigilância e inspeção e registros de propriedades e rebanhos o fator determinante para o reconhecimento internacional pela OIE do status sanitário do Paraná, seja no caso da erradicação e controle da PSC, ou das demais doenças que afetam o rebanho animal.

Controle total da PSC nos planteis do Paraná

Em 1992, o Paraná havia suspendido a vacinação contra a Peste Suína Clássica (PSC), em conjunto com os outros dois estados do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Porém, em 1997, registrou-se o que viria a ser o último foco de PSC no Paraná. Foi na região oeste, nos municípios de São Pedro do Iguaçu, Céu Azul e Toledo. O foco índice foi representando por um estabelecimento comercial de suínos em São Pedro do Iguaçu, onde foi observada manifestação clínica em animais de dois a três meses de idade.

Investigações realizadas em um raio de 10 km traçado a partir do foco inicial identificaram mais seis focos, relacionados com uma unidade produtora de leitões. As medidas profiláticas adotadas durante aquela emergência sanitária incluíram o abate de 1779 suínos.

Um total de 165 propriedades foram inspecionadas pela autoridade sanitária na zona de proteção, delimitada por um raio de 3 km a partir dos focos, e mais 63 estabelecimentos de criação foram vistoriados para vigilância na faixa compreendida entre 3 e 10 km de raio. Nos focos, após a eliminação dos suínos existentes, foram utilizados leitões sentinelas, com no máximo 60 dias de idade, para confirmação da efetividade do vazio sanitário para eliminação da circulação viral. Esses animais foram testados sorologicamente aos 21 e 42 dias pós ingresso nos focos despovoados, comprovando-se o encerramento da emergência sanitária em janeiro de 1998.

Estratégia adotada

O zoneamento foi uma estratégia usada para erradicar a PSC no Paraná, tendo em vista as estruturas do serviço veterinário oficial dos Estados envolvidos, as relações existentes na organização dos sistemas de produção e a interdependência desses sistemas no que diz respeito ao comércio de animais, seus produtos e subprodutos, bem como a prova da não circulação do vírus da PSC. Na ocasião, foram adotadas as principais estratégias de erradicação da PSC, incluindo o fortalecimento e manutenção do serviço veterinário oficial.

Fonte: Assessoria
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Notícias Tecnologia

Soja brasileira tem tecnologia para aumento de produção sem pressão por áreas de florestas

Brasil tem sistematicamente projetado vários cenários internacionais de demanda do mercado de soja

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Cleverson Beje

O desenvolvimento de tecnologias próprias permite ao Brasil, líder mundial na produção de soja, produzir o grão com sustentabilidade e sem pressionar as áreas de florestas, mesmo considerando os cenários de aumento de demanda do grão nos próximos anos. A análise apresentada em 2019 por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) continua válida e responde parte dos questionamentos internacionais sobre o sistema produtivo brasileiro. Com o título “O aumento da produção brasileira de soja representa uma ameaça para a floresta amazônica?”, o estudo analisa se as perspectivas de aumento de demanda global, poderiam causar maior pressão sobre a floresta amazônica, como tem sido sugerido no ambiente internacional.

O Brasil, líder na produção mundial de soja, produziu na safra 2019/20, 125 milhões de toneladas com grão. A soja ocupa aproximadamente 37 milhões de hectares e o aumento da demanda global e consequentemente da produção de soja é um desafio para o Brasil, que vai requerer engajamento de toda a cadeia produtiva. “A Embrapa e parceiros têm uma agenda ampla de tecnologias e pesquisas que garantem o crescimento sustentável da produção de soja brasileira, a principal fonte de proteína para o mundo¨, destaca Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

“A aplicação de alta tecnologia e práticas sustentáveis, como o plantio direto na agricultura brasileira, têm permitido o incremento da produção por unidade de área. A recuperação de áreas, como por exemplo, pastagens degradadas, também tem permitido o aumento de produção. Existe muito espaço ainda para o Brasil continuar ajudando a alimentar o planeta sem pressionar áreas de preservação ambiental. A preservação de florestas nativas também é estratégica para o agronegócio brasileiro no aspecto social, econômico e ambiental”, explica Nepomuceno.

De acordo com Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja, e um dos autores do estudo, o Brasil tem sistematicamente projetado vários cenários internacionais de demanda do mercado de soja para as próximas décadas e desenvolvido estratégias para alcançar esses cenários de uma maneira sustentável. “O cultivo da soja no bioma Amazônico está absolutamente fora de qualquer cenário de expansão do volume de soja produzido no país, não apenas pelas questões ambientais e restrições legais, mas também por questões econômicas, de logística, técnicas e financeiras”, aponta Gazzoni.

Além de preservar a floresta como patrimônio nacional, o Brasil detém domínio tecnológico para dobrar a produção atual nas áreas que já cultivam soja ou recuperando áreas de pastagens degradadas. “Os incrementos da produção brasileira nos últimos anos estão diretamente associados às novas recomendações de manejo da cultura, ao potencial genético de cultivares e às novas perspectivas abertas pela combinação de áreas de pastagens degradadas em sistemas mais eficientes por meio da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF)”, explica. “O crescimento do volume de produção está muito mais baseado no incremento de produtividade do que no aumento da área plantada”, destaca.

O estudo conduzido pelos pesquisadores da Embrapa também comparou dados de desmatamento na região amazônica e a expansão da área usada para produção de soja no período de 2005 a 2018. De acordo com os autores do estudo, além do país possuir uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo, a própria iniciativa privada estabeleceu rigorosos compromissos com a preservação do bioma amazônico. “A exploração dessas áreas para soja não são adequadas nem ambientalmente e nem economicamente”, explica Gazzoni.

O estudo exemplifica também como, nas últimas décadas, o Brasil incrementou sua produção agrícola.  Entre os exemplos apontados pelo crescimento sustentável da produção, estão as tecnologias que permitiram melhoria das pastagens pela inserção da agricultura na recuperação do solo, entre eles o iLPF, estimado em  11,5 M de ha em 2016. Outra inovação da agricultura tropical foi o processo de intensificação agrícola, ou seja, o uso de dois, às vezes três, ciclos de cultivo por ano, na mesma área (safra e safrinha), o que implica reduzir a área necessária para a mesma produção agrícola, também chamado de “efeito poupa-terra”.

O pesquisador Marco Nogueira, também autor do estudo, ressalta que o sistema de produção brasileiro está ancorado em tecnologias que são ambientalmente favoráveis. “Entre elas estão a fixação biológica do nitrogênio (que dispensa adubo nitrogenado e por isso diminui as emissões de gases de efeito estufa e a contaminação de lençóis freáticos com nitratos), o plantio direto (que conserva o solo, retém água e fixa carbono), técnicas de manejo integrado de pragas e doenças, que formam um conjunto de tecnologias que reduzem, inclusive, a emissão de carbono na atmosfera”, exemplifica.

Fonte: Embrapa Soja
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Notícias Santa Catarina

Altair Silva é novo secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC

Altair Silva assume a vaga ocupada por Ricardo de Gouvêa desde janeiro de 2019

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Doia Cercal/Secom

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina tem um novo gestor. O deputado estadual Altair Silva, que passa a coordenar as políticas públicas e ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio catarinense, foi empossado pelo governador Carlos Moisés, em solenidade nesta segunda-feira, 18, em Florianópolis.

“Temos grandes avanços pela frente.  Por meio da secretaria da Agricultura, desenvolvemos ações importantes em todos os municípios e queremos tornar o Estado cada vez mais competitivo no agronegócio, que é uma de suas principais vocações. Santa Catarina é grande não em território, mas pela capacidade das pessoas que aqui trabalham”, disse o governador. Carlos Moisés também ressaltou ter a certeza que o novo secretário preenche todos os requisitos para efetuar um excelente trabalho frente à pasta.

Altair Silva assume a vaga ocupada por Ricardo de Gouvêa desde janeiro de 2019. Entre os maiores desafios de sua gestão, o novo secretário destaca as ações para reduzir os impactos da estiagem em Santa Catarina e a melhoria na energia elétrica disponível no meio rural.

“É uma importante missão. Vamos fazer um trabalho de sinergia muito forte, principalmente na assistência rural, com ações voltadas à parte hídrica com preservação e recuperação de nascentes, poços artesianos, entre outros. Também, com parcerias, um programa de energia elétrica trifásica para o interior. Precisamos estimular e fortalecer cada vez mais o setor produtivo. O nosso agronegócio é um exemplo para o mundo. Investir em quem trabalha e produz é gerar empregos, renda e qualidade de vida”, pontuou Altair Silva.

A Secretaria de Estado da Agricultura possui três empresas vinculadas – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina S/A (Ceasa/SC) – e investe mais de R$ 620 milhões por ano nas atividades de pesquisa agropecuária, extensão rural, defesa sanitária animal e vegetal, inovação, comercialização e fomento agropecuário.

A cerimônia de posse contou com a presença da vice-governadora Daniela Reinehr; chefe da Casa Civil, Eron Giordani; presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia; senador da República, Esperidião Amin; deputado federal, Celso Maldaner; além de deputados estaduais, prefeitos, integrantes do colegiado do Governo do Estado e lideranças ligadas ao setor produtivo.

O governador Carlos Moisés também agradeceu pelos serviços prestados pelo ex-secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, em prol do desenvolvimento do setor em Santa Catarina.

Sobre o novo secretário

O novo secretário é natural de Major Gercino (SC), tem 54 anos, é técnico agrícola e formado em direito, com MBA em Agrobusinness pela Fundação Getúlio Vargas. Ao longo de sua trajetória profissional, Altair Silva sempre teve forte ligação com o agronegócio catarinense, com passagem pela Secretaria Municipal da Agricultura de Chapecó e contribuição em diversas entidades envolvidas com o setor. Em 2018, foi eleito deputado estadual com mais de 30 mil votos.

Agronegócio catarinense

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, palmito, aves, pera, pêssego, alho e arroz;  quarto maior produtor de uva, cevada e leite. O agronegócio responde por 70% das exportações catarinenses em 2020 e por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

As lavouras são livres de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura. Santa Catarina também é o único estado do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Cepea

Concentrados são o principal fator de aumento dos custos em 2020

Preços dos alimentos concentrados subiram 2,34% em dezembro, apesar das desvalorizações das matérias-primas utilizadas na produção

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Arquivo/OP Rural

O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira registrou aumento de 1,13% em dezembro de 2020 na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). No acumulado do ano, a alta, nos principais estados produtores foi de 23,24%. O fator que mais influenciou a elevação dos custos foi a valorização das rações e concentrados e dos suplementos minerais. No acumulado de 2020, o aumento nos preços deste grupo de insumos foi de 44,13% na “média Brasil”. Os suplementos minerais, insumo indispensável para nutrição dos rebanhos, também se valorizaram em dezembro, registrando aumento de 1,19% no mês e de 13,24% no acumulado do ano.

Os preços dos alimentos concentrados subiram 2,34% em dezembro, apesar das desvalorizações das matérias-primas utilizadas na produção. O Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA Paranaguá da soja recuou 7,53% de novembro para dezembro, e o Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA do milho, 6,2% no mesmo período. Os estados que registraram os maiores aumentos nos custos do concentrado em dezembro foram Minas Gerais (5,09%) e Goiás (1,71%). A suplementação mineral teve alta de 1,19% em dezembro na “média Brasil”, com destaque para São Paulo e Paraná, onde as elevações foram de 2,22% e de 1,93%, respectivamente.

Diante do aumento de 4,05% no preço do leite na “média Brasil” e da desvalorização do milho em dezembro, a relação de troca entre esses produtos se tornou mais favorável ao produtor no último mês do ano, após dois meses seguidos de perda no poder de compra. Em dezembro, uma saca de 60 kg de milho valia 35,43 litros de leite, contra 39,30 litros por saca em novembro.

No ano de 2020 a média dos doze meses para a relação de troca foi de 34,34 litros de leite para a aquisição de uma saca de milho de 60kg, 21,82% maior que em relação ao ano de 2019 demonstrando a perda do poder de compra do produtor frente ao milho durante esse período. Essa redução do poder aquisitivo por parte dos pecuaristas se deu diante do aumento do preço, do milho em 48,79% na média de 2020 em relação à média de 2019 (Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA do milho) apesar da elevação de 22,60% no preço do leite líquido pago ao produtor (CEPEA/ESALQ (R$/l) no mesmo período.

Após um 1º semestre de pouca variação nos preços de sementes forrageiras em 2020 (+2,61%), as cotações tiveram aumento significativo na segunda metade do ano, de 32,54%. Além das sementes, os valores dos fertilizantes utilizados na implementação e no cultivo das pastagens e das lavouras de milho para silagem subiram 12,62% no segundo semestre de 2020. Com a elevação dos custos da dieta devido ao aumento nos preços dos concentrados e na produção do volumoso, é indispensável que os produtores continuem primando pela eficiência técnica de suas propriedades para garantir margens positivas na atividade leiteira em 2021.

Fonte: Cepea
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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