Notícias Mesmo com mercado desafiador
Paraná atinge 2° maior patamar de exportações da história em 2025
De janeiro a dezembro, Paraná comercializou para fora US$ 23,6 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Apesar de 2025 ter sido um ano desafiador no cenário internacional, as exportações paranaenses cresceram 1,2% na comparação com 2024. De janeiro a dezembro, foram comercializados US$ 23,6 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). É o segundo melhor resultado da série iniciada em 2019, atrás apenas de 2023, quando foram US$ 25,3 bilhões enviados ao Exterior.
O ano de 2025 foi marcado por embargos sanitários à agropecuária brasileira após a ocorrência de casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, elevação de tarifas de importação pelos Estados Unidos e a queda das cotações internacionais de commodities. Mesmo assim, o Paraná superou o volume de mercadorias enviadas ao exterior em 2024, que alcançaram naquele ano US$ 23,3 bilhões.
O aumento de um ano para o outro pode ser atribuído à ampliação das vendas de cereais, carne suína e automóveis. No primeiro produto, o incremento na balança de exportações do Paraná foi de 106%, saltando de US$ 574 milhões em 2024 para US$ 1,2 bilhão em 2025. Os cereais responderam por 5% do total enviado ao mundo pelo Estado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
A venda de carne suína registrou um crescimento de 41,7%, passando de US$ 404 milhões para US$ 573 milhões, enquanto as exportações paranaenses de automóveis passaram de US$ 667 milhões para US$ 823 milhões. Juntos, eles representaram 5,9% das exportações paranaenses em 2025, crescimento de 1,3 ponto percentual em relação aos 4,6% de 2024.
De acordo com o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados comprovam a competência das empresas exportadoras paranaenses, superando as adversidades impostas no âmbito internacional. “Apoiadas pelo Governo do Estado, essas empresas não somente conseguiram, em muitos casos, ampliar participação em mercados tradicionais, como também estabeleceram novos negócios em países emergentes, o que explica o desempenho positivo observado em 2025”, analisou.
No topo dos produtos mais exportados pelo Paraná em 2025 estão a soja em grão e a carne de frango. O primeiro chegou a US$ 4,6 bilhões e uma participação equivalente a ⅕ de tudo o que foi comercializado com o mercado internacional. Já o segundo item representou 15% de tudo que foi vendido ao exterior, alcançando US$ 3,5 bilhões.
Considerando que as importações estaduais de mercadorias produzidas no exterior atingiram US$ 20,2 bilhões, foi alcançado um superávit comercial de US$ 3,5 bilhões pelo Paraná em 2025. É o terceiro ano consecutivo de saldo comercial positivo. Os itens mais importados no Estado foram adubo e fertilizantes (US$ 3 bilhões), óleos e combustíveis (US$ 1,3 bilhão) e produtos químicos (US$ 1,3 bilhão).
Destinos
Em relação aos mercados que receberam os itens produzidos localmente, os principais aumentos foram do Irã, que registrou incremento de 66% em 2025, Argentina (50,5%) e Índia (24%). No caso do Irã, houve crescimento de US$ 496 milhões para US$ 823 milhões, ao passo que as exportações do Paraná para a Argentina subiram de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,8 bilhão. As vendas para a Índia contabilizaram US$ 546 milhões no ano passado, ante US$ 440 milhões em 2024.
A China continua como principal parceiro comercial do Estado, chegando a US$ 5,3 bilhões e uma participação de 22,5% no total exportado em 2025. A Argentina é a segunda, com 7,7% de participação e os Estados Unidos aparecem em terceiro lugar, com US$ 1,2 bilhão comercializado e 5,1% de representatividade na lista de parceiros comerciais do Paraná.
o informativo do comércio exterior paranaense com dados de 2025 e 2024.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





