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Paraná assina acordo com estado alemão sobre energia renovável e tecnologias ambientais
Documento refere-se principalmente a ações de energias renováveis, tecnologias ambientais e economia circular. Também abrange questões relacionadas à educação, cultura, esportes e parcerias entre municípios paranaenses e alemães.

O Paraná assinou nesta quinta-feira (4) um acordo de cooperação bilateral com o estado alemão de Meckenburg-Vorpommen, da região Nordeste do país europeu. A cooperação é na área de sustentabilidade, principalmente em ações de energias renováveis, tecnologias ambientais e economia circular. O acordo também abrange questões relacionadas à educação, cultura, esportes e parcerias entre municípios paranaenses e alemães.
O tratado foi assinado virtualmente pelo vice-governador Darci Piana, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, e pelo chefe da chancelaria do estado alemão, Patrick Dahlemann, na cidade de Rostock, na Alemanha.
O acordo bilateral é resultado da visita da comitiva alemã ao Paraná em janeiro. Na ocasião, empresários do país europeu vieram conhecer oportunidades de negócios na área de energia renovável em Toledo, Sudoeste do Estado, uma das maiores criadoras de frangos e suínos do Brasil.
“Os representantes do estado de Meckenburg-Vorpommen estiveram conosco em Toledo em uma proposta de se montar um consórcio para atender a questão de dejetos da produção de frangos e suínos em 17 municípios daquela região. Esse foi o primeiro passo de um grande investimento que os empresários desse estado alemão vão fazer aqui no Paraná”, afirmou o vice-governador.
Piana explica que do acordo assinado nesta quinta virão não só investimentos, mas também soluções para questões ambientais referentes à destinação dos dejetos na produção de frangos e suínos.
“O Paraná já é o estado mais sustentável do Brasil. E com esse acordo vamos evoluir ainda para resolver o problema dos dejetos. O Estado abate hoje cerca de 10 milhões de frangos por dia. Só o frigorífico inaugurado recentemente em Assis Chateubriand abate 18 mil suínos por dia. Esses dejetos não podem ir para o solo. Por isso é importante firmar parcerias com as empresas alemãs para transformar todo esse dejeto em energia”, ressaltou o vice-governador.
O chefe da chancelaria de Meckenbur-Vorpommen, Patrick Dahlemann, destacou a capacidade de as empresas alemãs e brasileiras cooperarem entre si em acordos comerciais que beneficiem ambos os lados. “Estamos muito felizes em assinar esse acordo, resultado das conversas que tivemos em janeiro na visita ao Paraná. O acordo vem acompanhado de uma série de conversas que estamos tendo agora aqui na Alemanha com cerca de 40 empresas brasileiras que vieram ao fórum”, comemorou.
Biodigestores
O presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, enfatiza que a Alemanha é referência mundial na utilização de biodigestores na produção de gás. Esses equipamentos aceleram a decomposição orgânica, extraindo dos dejetos gases que podem ser usados na indústria e outras atividades.
“Vimos oportunidade de juntar o know how da Alemanha com a produção de matéria prima do Paraná, principalmente na região de Toledo, grande produtora de suínos do Brasil”, destacou Bekin.
Ele afirma que a partir do acordo bilateral, empresas alemãs poderão fazer parcerias com cooperativas e outras empresas do agronegócio paranaense para reduzir o impacto ambiental na produção de proteína animal.
“Com esse acordo, o Governo do Paraná está sendo o grande indutor para que os suinocultores do Estado e as empresas alemãs fechem parcerias para a destinação correta dos dejetos, gerando não apenas gases, mas também fertilizantes, evitando assim que esse material orgânico deteriore o meio ambiente”, apontou o presidente da Invest Paraná.
Internacionalização
A assinatura do acordo bilateral com Meckenburg-Vorpommen também reforça o processo de internacionalização da economia do Paraná planejada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É mais um passo importante nesse processo de internacionalização. A cada dia a marca Paraná se torna mais forte no mercado internacional, o que é importante para colocar valor na nossa produção”, argumentou Bekin.
Nesta quinta-feira o Paraná inicia a segunda missão internacional do ano da Invest Paraná, no Canadá. A agência de negócios, vinculada à Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Seviços (Seic), levou empresários paranaenses para participar da Sial Food em Toronto, a maior feira de alimentos da América do Norte.
Em março, o Estado obteve bons resultados na primeira missão internacional do ano, ao Japão e Coreia do Sul. A comitiva paranaense voltou do Leste Asiático com um investimento de R$ 1 bilhão da multinacional japonesa Sumitommo Rubber na fábrica de pneus da marca Dunlop em Fazenda Rio Grande, além do acordo de instalação de uma fábrica da empresa sul-coreana de suplementos alimentares Phycoil Biotechnology em Ivaiporã. A missão ainda abriu a negociação para venda de proteína bovina e suína aos dois países asiáticos.
Presenças
Representando o governo alemão, participaram da cerimônia o cônsul-geral adjunto em São Paulo, Joseph Weiss, e o cônsul honorário em Curitiba, Andreas Hoffrichter. Pelo Governo do Paraná estiveram presentes a diretora-geral da secretaria estadual de Desenvolvimento Sustentável, Louise da Costa e Silva Garnica. A assinatura foi acompanhada, ainda, por empresários brasileiros que estão na Alemanha, no III Fórum de Desenvolvimento de Novas Parcerias Sustentáveis entre Meckenburg-Vorpommen e Brasil.

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Dia de Campo Copacol apresenta tecnologia de ponta e tendências de mercado
Tradicional evento técnico da Cooperativa será realizado nesta quinta (07) e sexta-feira (08), no Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) em Cafelândia, com início às 7h30.

O Dia de Campo de Verão da Copacol é um evento focado em apresentar inovações, tecnologias e manejos para as culturas de verão (principalmente soja e milho), com palestras, vitrines de cultivares e pesquisas para melhorar a produtividade e a rentabilidade dos cooperados, com o foco em tecnologias de ponta e tendências de mercado. “É um evento que vai trazer muita informação técnica de qualidade para contribuir com o dia a dia nosso produtor. Estamos com os campos demonstrativos prontos, bem conduzidos, onde serão abordados temas tradicionais, como painel de cultivares, palestras técnicas nas estações a campo, vamos falar de milho para a safa que já começa, demonstrativos de manejos de doenças, manejos de plantas daninhas e o principal desafio da atual safra, que são as reboleiras em soja, entre outros temas relevantes”, destaca o gerente técnico, João Maurício Roy.Outro assunto a ser abordado será a palestra sobre o mercado com as tendências para soja, milho, e as questões geopolítica. “Contamos com a participação do nosso cooperado para mais esse momento de informação e tecnologia para o campo”, finaliza.Nota Fiscal Eletrônica
Depois de adiar por várias vezes a obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica por parte do produtor rural, o governo do Estado passou a cobrar nesta segunda-feira a emissão do documento para transporte de cereais.
Desde de 2023, a Copacol vem orientado o cooperado sobre a emissão deste documento, e emitindo o certificado digital, para que por meio do Aplicativo o cooperado possa fazer a emissão da nota na propriedade, no momento em que o caminhão sai com a produção para a Cooperativa.De acordo com a supervisora de planejamento tributário, Rosiani dos Santos, o produtor que ainda não emitiu o certificado digital deve procurar uma Unidade da Cooperativa para fazer o procedimento, pois sem o certificado não é possível fazer a emissão da Nota Fiscal Eletrônica. “Como estamos prestes a iniciar a colheita e a obrigatoriedade da emissão da nota já entrou em vigor é importante que o produtor procure e faça o certificado digital. Sem a emissão da Nota Fiscal Eletrônica o cooperado poderá ter problemas com a legislação”.Notícias
Sindirações divulga agenda 2026 dos cursos on-line para profissionais da alimentação animal
Capacitações abordam segurança dos alimentos, Boas Práticas de Fabricação, Assuntos Regulatórios e Uso de Medicamentos, alinhadas às exigências do Mapa e do Codex Alimentarius.

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) anuncia a agenda 2026 de cursos on-line ao vivo, voltada à capacitação técnica e regulatória de profissionais que atuam na cadeia de alimentação animal. A programação contempla temas estratégicos para a indústria, como APPCC/HACCP, Boas Práticas de Fabricação (BPF), Assuntos Regulatórios e Utilização de Medicamentos na Alimentação Animal, com turmas distribuídas ao longo de todo o ano.
Com foco na atualização frente às exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), às diretrizes do Codex Alimentarius e às tendências regulatórias e de mercado, os cursos são direcionados a gestores, técnicos, profissionais da qualidade, recém-formados e demais colaboradores do setor industrial e produtivo de alimentação animal.
A agenda tem início com o curso APPCC – versão Codex Alimentarius 2020, que aprofunda a aplicação do sistema HACCP a partir da publicação mais recente do Codex, com abordagem científica e estruturada para identificação e controle de perigos ao longo da cadeia produtiva. O treinamento terá carga horária de 16 horas (2 dias seguidos, das 8h30 às 17h30) e turmas previstas para 28 e 29 de janeiro; 01 e 02 de abril; 29 e 30 de julho e 05 e 06 de novembro, com investimento de R$ 2.375,00 (associados Sindirações), R$ 2.640,00 (associados ASBRAM), ou R$ 2.890,00 (não associados).
Também em janeiro iniciam as turmas para o treinamento sobre Utilização de Medicamentos na Alimentação Animal, alinhado à Portaria SDA nº 798/2023, que estabelece requisitos mínimos para a fabricação de alimentos medicamentosos. O curso aborda validação de limpeza, controle de processo e medidas para prevenção de contaminação cruzada, com turmas ao longo do ano. Com carga horária de 8 horas (1 dia, das 8h30 às 17h30), as turmas estão programadas para 30 de janeiro; 30 de abril; 31 de julho; e 13 de outubro, com investimento de R$ 1.020,00 (associados Sindirações), R$ 1.160,00 (associados ASBRAM), ou R$ 1.250,00 (não associados).
O curso de Boas Práticas de Fabricação (BPF), com 32 horas de duração (4 dias seguidos, das 8h30 às 17h30), é voltado às exigências do Mapa para estabelecimentos fabricantes de produtos para alimentação animal. O conteúdo é baseado na Instrução Normativa nº 4/2007 e na Orientação Normativa nº 03/2020, atualizada em 2024, e contempla prevenção, segurança dos produtos, auditorias internas e fortalecimento do Programa de Garantia da Qualidade. As turmas começam a partir de 23 a 26 de fevereiro; 06 a 09 de abril; 25 a 28 de maio; 20 a 23 de julho; 21 a 24 de setembro; e 23 a 26 de novembro, com investimento de R$ 2.890,00 (associados Sindirações), R$ 3.230,00 (associados ASBRAM), ou R$ 3.560,00 (não associados).
Completa a agenda o curso de Assuntos Regulatórios, que aborda qualidade, comércio exterior, registro e pós-registro de estabelecimentos e produtos, além de atualidades e tendências regulatórias. Com 12 horas de duração (3 manhãs seguidas, das 8h30 às 12h30), a capacitação atende à crescente demanda do setor por profissionais com domínio técnico das normas vigentes, com turmas programadas para 16 a 18 de março; 18 a 20 de maio; 17 a 19 de agosto; e 16 a 18 de novembro, e investimento de R$ 1.240,00 (associados Sindirações), R$ 1.420,00 (associados ASBRAM), ou R$ 1.490,00 (não associados).
As vagas são limitadas e as inscrições já estão disponíveis no site do Sindirações.
Com a agenda 2026, o Sindirações reforça seu papel na qualificação técnica da indústria, na promoção da segurança dos alimentos e no fortalecimento da competitividade do setor de alimentação animal, pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.
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Com ajustes finos, StoneX projeta maior colheita de soja da história
Produção cresce 5,2% em um ano, enquanto milho enfrenta riscos climáticos e pressão sobre estoques.

A StoneX revisou para cima, em janeiro, sua estimativa para a safra brasileira de soja 2025/26, projetada agora em 177,6 milhões de toneladas, uma alta marginal de 0,2% frente ao relatório de dezembro. Na comparação anual, o crescimento é mais significativo, com avanço de 5,2% em relação ao ciclo anterior.
A única alteração relevante ocorreu na produtividade esperada para o Mato Grosso, que subiu 0,8%, alcançando 46,9 milhões de toneladas. Apesar da revisão positiva, o estado ainda deve registrar queda de 7,1% frente ao ciclo passado. O clima, que foi favorável em dezembro, apresentou irregularidade nas chuvas e agora exige atenção devido ao calor intenso.
De forma geral, as perspectivas seguem otimistas, indicando produção recorde. Contudo, áreas de ciclo tardio dependem de boas condições meteorológicas até meados de março. A colheita já começou, mas está concentrada em regiões irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico.

Milho: corte na primeira safra e atenção à janela da safrinha
Para o milho verão, houve redução de 0,5% na estimativa de produção, agora em 26 milhões de toneladas. O ajuste foi motivado pela queda de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina, reflexo das irregularidades climáticas. Mesmo assim, o estado deve colher cerca de 2,27 milhões de toneladas, mantendo relevância para o consumo interno, especialmente na produção de ração.
Assim como na soja, o clima pode alterar os números do milho primeira safra, essencial para abastecimento doméstico. Já a safrinha 25/26 permanece com projeção de 105,8 milhões de toneladas, queda de 5,2% frente ao ciclo anterior. Considerando as três safras, a produção total deve atingir 134,3 milhões de toneladas, praticamente estável em relação à estimativa anterior.
Oferta e demanda: estoques maiores para soja e ajustes no milho

Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN
No lado da demanda, não houve mudanças para a soja, com o mercado atento à relação comercial entre EUA e China. Com o leve aumento da produção e consumo estável, os estoques finais da safra 25/26 foram ajustados para 4,6 milhões de toneladas.
Para o milho, o corte na produção impactou os estoques finais, enquanto as variáveis de demanda permanecem inalteradas. Destaque para o aumento das exportações do ciclo 24/25, estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro, reduzindo os estoques iniciais da próxima temporada.



