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Notícias Produção

Paraná ampliou a produção e o protagonismo na cadeia de carnes em 2020

Levantamento feito pelo IBGE mostra avanço de 11% em suínos e 3,9% em frangos

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Divulgação/AENPr

O Paraná confirmou o bom desempenho habitual no mercado de proteínas animais no ano passado. Os destaques foram na produção de carne suína e frango, que apresentaram variação positiva de 11% e 3,9%, respectivamente, na comparação com 2019, segundo dados da Estatística da Produção Pecuária, divulgada na quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esses números, o Estado se consolida como o primeiro produtor de carne de frango, responsável por 33% da produção nacional, e segundo maior produtor de carne suína, com 21% da produção brasileira. O Paraná também é líder em piscicultura e mantém a vice-liderança na produção de leite (13,6%) e ovos (9%).

Somadas, as carnes de frango, suíno e bovino do Paraná totalizaram 5.789.525 toneladas, representando 22,3% do total do Brasil. “O trabalho das cooperativas e agroindústrias do nosso Estado, aliado às demandas interna e externa, ajudou a evitar perdas mais severas da economia em um ano de grandes desafios”, diz o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Colaboraram para impulsionar o desempenho paranaense a demanda internacional, devido a problemas sanitários no exterior; a taxa de câmbio, que melhorou a competitividade do produto; e o crescimento do consumo de frangos e suínos, alternativas mais baratas que a carne bovina.

Suíno

No ano passado, foram produzidas no Paraná 936 mil toneladas de carne suína, um aumento de 11,1% comparativamente a 2019. O Estado fica atrás apenas de Santa Catarina, responsável por 29% do total nacional, que apresentou crescimento de 16,3%, produzindo 1,3 milhão de toneladas. Já o Brasil produziu 4,5 milhões de toneladas de carne suína, volume 8,5% superior ao de 2019.

Segundo o analista de suinocultura do Departamento de Economia Rural (Deral), Edmar Gervásio, o resultado se deve a fatores como o crescimento do consumo interno, especialmente devido à pandemia, além da demanda internacional, que impulsionou as exportações, principalmente para países asiáticos, e pela substituição de proteínas mais caras, como a bovina.

Outro ponto do levantamento do IBGE que o técnico destaca é o peso médio por cabeça abatida no Brasil, de 90,7 quilos, alta de 2% com relação a 2019. O Paraná foi o que apresentou maior peso de abate entre os cinco principais estados produtores de carne suínam (que detêm 85% da produção nacional). O abate aconteceu com peso médio de 94 quilos, alta de 3% em relação ao ano de 2019.

Frango

A pesquisa mostra, ainda, que em 2020 o Paraná continuou liderando amplamente a lista de estados que mais abateram frangos, com 33,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (13,6%). No último trimestre de 2020, o Paraná foi o que mostrou maior variação positiva na quantidade de abates com relação ao mesmo período do ano passado, com 6,3%.

A produção total de carne de frango em 2020 foi de 4,49 milhões de toneladas, um crescimento de 3,9% na comparação com 2019. Na avaliação do Deral, entre os fatores principais para esse desempenho está a qualidade da carne, que também é mais acessível em termos de preços. Além disso, o Paraná, que lidera o ranking nacional nas vendas externas do setor, teve um crescimento de 1% na exportação sobre o ano de 2019, somando 1,6 milhão de toneladas.

Bovinos

A produção de carne bovina também teve um pequeno aumento, de 0,64%, somando 358,3 mil toneladas, embora a atividade tenha registrado queda de 0,6% no número de abates de 2019 para 2020, seguindo a tendência nacional.

De acordo com o técnico do Deral, Fábio Mezzadri, há alguns anos, com a elevação nos valores de cereais como soja e milho, e a estabilidade nos valores da arroba, os produtores rurais vinham abatendo suas matrizes em alta escala e liberando os campos para o plantio de soja, em busca de melhor rentabilidade.

No último ano, com a alta expressiva no valor da arroba e valorização do bezerro, os produtores passaram a segurar suas matrizes. “Este fato, aliado à estiagem prolongada, que resultou em falta de alimentos para o gado, e a alta nos custos de produção, foram a receita para a redução na quantidade de abates”, explica.

Expectativa

Além dos bons índices de desempenho, a pecuária paranaense ainda tem perspectivas positivas para os próximos anos, que já o Estado recebeu, neste mês, o parecer favorável do comitê técnico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e deu mais um passo para o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. A avaliação final deve vir em maio, em uma assembleia dos delegados da entidade.

Com o reconhecimento, o setor vai garantir a abertura de novos mercados e atrair investimentos para as cadeias de suínos, peixe, frango, leite e pecuária bovina de corte. O status sanitário internacional permitirá ao Paraná praticamente dobrar as exportações de carne suína e alcançar mercados como Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias

Aurora Coop Premia os destaques da suinocultura

Cooperativa Central Aurora Alimentos responde por 14,7% do abate nacional de suínos

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Coolacer conquistou o primeiro lugar como Cooperativa Destaque.- Fotos: Assessoria

Os produtores rurais que bateram recordes de produção e eficiência, técnicos e cooperativas filiadas foram homenageados, nesta semana, pela Cooperativa Central Aurora Alimentos. O evento, realizado anualmente, visa incentivar a melhoria da eficiência da cadeia de produção de suínos, buscando competitividade nos aspectos social, ambiental e econômico.

O ato, realizado na sede da Matriz em Chapecó, foi conduzido pelo diretor presidente Neivor Canton, pelo diretor vice-presidente de agronegócio Marcos Zordan, pelo gerente de suinocultura Luiz Carlos Giongo e pelo assessor de suinocultura Sandro Luiz Tremea. Participaram os empresários rurais homenageados, dirigentes cooperativistas, técnicos, supervisores e representantes das cooperativas filiadas e da Aurora Coop.

Marcos Zordan destacou o grande aperfeiçoamento que a suinocultura industrial experimentou nos últimos 10 anos em razão dos fortes investimentos realizados em duas frentes. De um lado, a permanente capacitação dos criadores e a oferta constante de treinamentos. De outro, os investimentos em instalações, genética, nutrição, manejo e equipamentos, entre outros aspectos.

A assistência técnica prestada aos produtores pela equipe de campo da Aurora Coop e das cooperativas filiadas foi essencial para a melhoria da atividade e a qualificação da produção. A busca da eficiência permitiu reduzir em 30 kg o volume de alimentação necessário para a terminação de um suíno. “Se considerarmos que a Aurora abate 27 mil animais por dia, teremos uma ideia do que significou esse avanço em termos de redução de custos totais”, apontou Zordan.

O diretor destacou, ainda, que a Cooperativa Central Aurora Alimentos responde por 14,7% do abate nacional de suínos, o que equivale também a 17,9% do abate da região sul do Brasil, 33% do abate de Santa Catarina, 13% do Rio Grande do Sul e 42% do Mato Grosso do Sul.

O diretor presidente Neivor Canton complementou que a Aurora Coop está em constante crescimento e evolução, preza por melhorias e aperfeiçoamento com os cuidados no campo. Segundo Canton, os resultados são conquistados a cada dia porque os desafios são enfrentados com união. “Grandes exemplos de toda essa evolução são os programas Propriedade Rural sustentável, Leitão Ideal e Suíno Ideal. Esses projetos são desenvolvidos com foco na melhoria contínua e na interação entre todo o sistema e envolvem profissionais capacitados, reconhecimento e assistência ao produtor. Os resultados são expressivos e, sem dúvida, são essenciais para que tenhamos uma suinocultura de excelência”.

 

CONHEÇA OS EMPRESÁRIOS RURAIS HOMENAGEADOS

Produtor Destaque Creche Aurora – Vandenir Scussel (Cooperalfa, Aratiba/RS)

Vandenir Scussel conquistou o Prêmio Produtor Destaque Creche Aurora.

 

Produtor Destaque Suicooper

1º lugar: Eder Antonio Mohr (Cooperalfa, Aratiba/RS)

2º lugar: Vilson Pedro Pompermaier (Cooperalfa de Xaxim SC)

3º lugar: Gilmar Antonio Demartini (Cooperalfa, Quilombo Santa Catarina)

 

Produtor Destaque Suicooper Mato Grosso Do Sul

Nelson de Carvalho ganhou o Prêmio como Produtor Destaque Suicooper Mato Grosso Do Sul.

 

CONHEÇA OS TÉCNICOS HOMENAGEADOS

Técnico Destaque dos Destaques – Elizeu Elias Padilha (Coolacer região de Lacerdópolis)

Técnico Destaque Creche Aurora – Henrique Burin  (Aurora RS)

 

Técnico Destaque Suicooper

1º lugar: Jeferson Casarotto (técnico Copérdia)

2º lugar: Tiago Dassoler (Aurora RS)

3º lugar: Marivaldo Capitanio (Cooperalfa, região de Santa Catarina)

 

CONHEÇA AS COOPERATIVAS DESTAQUES

1º lugar:  Coolacer

2º lugar: Cooperalfa

3º lugar: Coopervil

 

Cooperalfa foi reconhecida com o segundo lugar como Cooperativa Destaque.

Coopervil obteve o terceiro lugar na categoria Cooperativa Destaque.

 

Fonte: Assessoria
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Notícias Frango

Competitividade da carne de frango frente à suína cresce mais de 40%

Segundo pesquisadores do Cepea, a carne de frango se valorizou de forma consecutiva de maio a setembro deste ano

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Foto: O Presente Rural

Após três meses consecutivos registrando perda de competitividade, a vantagem da carne de frango frente à suína voltou a crescer em outubro. Esse cenário é resultado das recentes desvalorizações do frango e das altas nos preços da carcaça especial suína.

Segundo pesquisadores do Cepea, a carne de frango se valorizou de forma consecutiva de maio a setembro deste ano, o que acabou limitando a liquidez do produto agora em outubro, visto que os elevados patamares dos preços afastaram parte dos demandantes das compras.

Já para a carne suína, a maior demanda por novos lotes de animais para abate impulsionou os valores da proteína. Assim, a diferença entre os preços da carcaça especial suína e do frango resfriado ampliou-se de setembro para outubro, garantindo um expressivo aumento de 42,5% na competitividade da carne de frango frente à suína na parcial do mês.

Fonte: Fonte: Cepea
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Notícias Bovinocultura de Leite

Estratégias de manejo para reduzir estresse calórico será tema de palestra no SBSBL

Doutora em Biologia Animal, Grazyne Tresoldi, explanará sobre o assunto no dia 11 de novembro.

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Divulgação/Nucleovet

O estresse causado pelo calor em bovinos leiteiros tem influência na produtividade de leite e impactos econômicos relevantes. Para aliviar os efeitos do estresse calórico, podem ser utilizadas estratégias de manejo ambiental, como provisão de sombra, resfriamento pela água, ventilação e ar refrigerado em casos de confinamento total. As técnicas e tecnologias a serem adotadas devem levar em consideração o clima em cada região, sendo realizadas com adaptações para as condições de cada localidade, visando o bem-estar animal.

Esse tema será abordado na palestra “Estratégias de manejo ambiental para reduzir os impactos negativos do estresse calórico” pela doutora em Biologia Animal Grazyne Tresoldi no dia 11 de novembro, às 16h35, durante o 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), no Painel “Instalações e Ambiência”. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e está programado para o período de 9 a 11 de novembro deste ano, com transmissão a partir de Chapecó (SC). Paralelamente ocorrerá a 5ª Brasil Sul Milk Fair virtual.

Grazyne Tresoldi é professora assistente em Ciência Animal na Escola de Agricultura da Universidade do Estado da Califórnia, no campus de Chico (California, State University, EUA), onde pesquisa temas relacionados ao bem-estar animal e sustentabilidade da indústria leiteira. É doutora em Biologia Animal pela Universidade da Califórnia, no campus de Davis (University of California, EUA), mestre em Agroecossistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina e médica veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Além de pesquisar estratégias para mitigação de estresse por calor, atua como auditora de bem-estar de vacas leiteiras. É auditora certificada pela Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO).

O presidente da comissão científica do 10º SBSBL, Airton Vanderlinde, ressalta que a bovinocultura de leite está crescendo e o Simpósio contribui com conhecimento técnico. “Buscamos assuntos atuais que tenham impacto nas atividades práticas dos profissionais envolvidos com a cadeia de produção”, frisa, ao acrescentar que os temas das palestras acompanham a evolução do setor. “Instalações, ambiência e manejo sempre são aspectos importantes e que podem ser aprimorados para impulsionar a produção e contribuir para o bem-estar dos animais”.

Inscrições

A comercialização do primeiro lote dos ingressos encerra neste sábado (23). Os valores são: R$ 360 para profissionais; R$ 260 para estudantes; R$ 300 para agroindústrias e órgãos públicos; e R$ 250 para universidades. Os valores serão reajustados para inscrições do segundo lote (24 de outubro a 6 de novembro) e para o terceiro lote (7 a 13 de novembro). Pacotes – a partir de dez inscrições – têm o benefício de inscrições bonificadas, cujas regras podem ser consultadas no site.

As inscrições podem ser feitas no site https://nucleovet.com.br.

O 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa Gado de Leite, do Icasa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó, do Sistema FAESC/SENAR-SC, do Sindirações, da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc) e da Unochapecó.

Fonte: Nucleovet
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ABPA – PSA

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