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Paraná amplia fiscalização do uso do solo agrícola
Com o sistema conservacionista do solo comprometido ou deficiente, aliado ao elevado índice de precipitação pluviométrica ocorrido nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de denúncias formalizadas na Agência de Defesa Agropecuá
Nos últimos anos, as áreas agrícolas do oeste do Estado do Paraná veem sofrendo com o retorno de processos erosivos do solo ocasionado por vários fatores, entre eles, confiança excessiva no sistema de plantio direto, aumento na compactação do solo, falta de manutenção, rebaixamento e até retirada dos terraços que possuem a importante função de conter, infiltrar e reter a água da chuva no solo, evitando a erosão e consequentemente danos em estradas e propriedades rurais.
Com o sistema conservacionista do solo comprometido ou deficiente, aliado ao elevado índice de precipitação pluviométrica ocorrido nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de denúncias formalizadas na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) envolvendo erosão de solos em áreas agrícolas.
De acordo com o fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anderson Lemiska, de Marechal Cândido Rondon, após formalizada a denúncia e constatado in loco que o uso inadequado do solo agrícola está causando erosão, a Adapar emite notificações contra os responsáveis pelos danos que deverão apresentar em um prazo de até 30 dias um planejamento conservacionista de solo e água elaborado por profissional legalmente habilitado contendo a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART – e informando como serão sanados os problemas erosivos na área notificada.
Este planejamento contempla técnicas e métodos detalhados que o notificado deverá realizar em sua propriedade, ou seja, contempla, muitas vezes, a correta alocação dos terraços, a sua manutenção no decorrer dos anos, métodos para descompactação do solo, rotação de culturas, semeadura em nível, capacidade e aptidão do uso do solo agrícola da propriedade, entre outros aspectos relacionados ao uso do solo agrícola, bem como estabelece o prazo final para a execução completa das obras.
Geralmente, as notificações são lavradas no momento em que a área com problemas conservacionistas apresenta-se com cultura instalada. No período entre a emissão da notificação, fim da colheita e antes do novo plantio, o notificado dispõe de tempo suficiente para contratar um profissional para elaboração do projeto conservacionista, providenciar outros detalhes, como por exemplo, o agendamento de maquinários, bem como executar as obras planejadas.
Diante disso, no período da entressafra desse ano (2017) estão programas pela Adapar ações fiscalizatórias intensivas para o cumprimento das notificações vigentes, bem como para a execução dos projetos conservacionistas apresentados pelos notificados para sustar os processos erosivos.
“O trabalho da Adapar na região (Oeste) tem sido preventivo, por meio de palestras, divulgação em meios de comunicação e contato com diversos profissionais da área, pois entendemos que cada profissional, cada entidade que trabalha no campo deve atuar conjuntamente como agente multiplicador das boas práticas no manejo do solo agrícola”, destaca Lemiska. Nos casos extremos e que haja resistência do causador do dano, a Agência tomará as medidas administrativas necessárias, bem como aplicações das penalidades impostas pela Lei Estadual n°8014/1984´´, frisa Lemiska.
Prossolo
Na data de 30 de agosto de 2016 foi publicado o Decreto Estadual n°4966 que institui o Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná. Os principais objetivos do programa são integrar instituições públicas e privadas nas ações de conservação de solo, formar e capacitar profissionais, bem como sensibilizar os produtores rurais em busca do equilíbrio entre a conservação do solo e água e a produção agropecuária.
A adesão do agricultor ao Programa é voluntária e deverá ocorrer até 29 de agosto de 2017, comparecendo ao Emater mais próximo de sua propriedade. Em síntese, após a adesão ao Programa, o agricultor apresentará ao Emater, no prazo máximo de um ano, um projeto conservacionista de solo e água de sua propriedade que poderá ser executado em um prazo máximo de até três anos. Durante o período de execução, conforme cronograma do projeto, não incidirão as penalidades impostas pela Lei Estadual n°8014/1984.
De acordo com o fiscal da Adapar, os agricultores notificados antes ou depois da publicação do Decreto Estadual n°4966 poderão aderir ao Programa e ter seu processo administrativo ou a execução das penalidades a ele cominadas por infração a legislação do uso do solo agrícola suspensos.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes
Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.
No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.
Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.
Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.
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Finep destina R$ 220 milhões para inovação na agricultura familiar
Editais vão apoiar o desenvolvimento de tecnologias em parceria com cooperativas rurais e da aquicultura.

Dois editais públicos, lançados na terça-feira (30) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do Plano Safra voltado a agricultores familiares. 

Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.
Política pública

Foto: AEN
Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores.
Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.
Ciência e desenvolvimento

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.
O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar.
A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep.
Crédito

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.
Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.
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Produção recorde de soja deve manter mercado pressionado em 2026/27
De acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos pode limitar a recuperação dos preços.

A perspectiva de produção elevada no Brasil e nos Estados Unidos deve ampliar a oferta global de soja na safra 2026/27 e manter pressão sobre os preços internacionais. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, uma eventual recuperação das cotações dependerá principalmente das condições climáticas e do ritmo das compras chinesas.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
No relatório divulgado em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou a produção brasileira em 186 milhões de toneladas na safra 2026/27. Para os Estados Unidos, a projeção é de 121 milhões de toneladas, volume 4% superior ao da temporada anterior.
O USDA também prevê esmagamento recorde de soja nos Estados Unidos, estimado em 74,8 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda por óleo destinado à produção de biocombustíveis. Em nível global, a expectativa é de um aumento de aproximadamente 14 milhões de toneladas no processamento em comparação com a safra 2025/26.
Apesar da demanda aquecida, o mercado acompanha a capacidade da China de absorver simultaneamente o aumento da oferta de soja produzida por Brasil e Estados Unidos. Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o acordo comercial anunciado em maio amplia o potencial de compras da soja norte-americana, mas seus efeitos ainda são limitados e dependem de confirmação oficial por parte do governo chinês.

Foto: Aprosoja MT
Nos Estados Unidos, as condições climáticas permanecem favoráveis no Meio-Oeste, e as previsões para o trimestre entre junho e agosto indicam bom desenvolvimento das lavouras. Ao mesmo tempo, a ausência de novas compras chinesas da soja norte-americana e a redução das apostas dos fundos em altas na Bolsa de Chicago (CBOT) continuam influenciando as cotações no curto prazo.
Segundo a consultoria, o cenário para 2026/27 ainda é de pressão sobre os preços diante da possibilidade de produção recorde no Brasil e de uma safra cheia nos Estados Unidos, caso o clima de verão confirme o potencial produtivo das lavouras.
Uma mudança nesse quadro poderá ocorrer caso haja problemas climáticos na produção norte-americana ou na próxima safra brasileira. Além disso, um El Niño de forte intensidade poderá provocar impactos negativos sobre a produção na América do Sul. A Consultoria Agro Itaú BBA também destaca que um aumento das compras chinesas de soja dos Estados Unidos tende a favorecer a valorização dos contratos negociados na Bolsa de Chicago.
