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Paraná abre nova chamada para fundos do agro e amplia acesso a crédito com juros reduzidos

Propostas devem ser apresentadas por cooperativas e agroindústrias. Fomento Paraná investirá até R$ 80 milhões por fundo como cotista sênior.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A Fomento Paraná, instituição financeira do Governo do Estado, publicou nesta semana um novo edital de chamada pública para selecionar projetos de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) cujos créditos sejam originados pela cadeia produtiva do agronegócio no Estado.

Foto: Albari Rosa/AEN-PR

O objetivo com esta iniciativa é prosseguir com o projeto estadual para abertura de novas oportunidades de investimentos no campo, considerando-se que o agronegócio desempenha um papel extremamente importante na economia paranaense. “Fizemos um primeiro movimento em 2024 para chamamento de gestores, para modelos de FIDCs, que apresentamos na Bolsa de Valores B3. Agora, a partir do modelo estabelecido pela Fomento Paraná e Governo do Estado, foi aberta uma nova chamada pública em busca de interessados em apresentar propostas de participação em novos fundos”, explica o diretor-presidente da instituição, Claudio Stabile.

“Desta vez, junto com as novas propostas, os proponentes poderão apresentar também os prestadores de serviços necessários para funcionamento do fundo, que são os gestores, administradores e agentes de análise de crédito, que cada proponente achar pertinentes para o modelo e para seus negócios”, completa Stabile.

Condições

Podem integrar os novos FIDCs direitos creditórios autorizados pela Resolução CMN nº 2907/2001 e regulamentados na forma da Resolução CVM nº 175/2022. A Fomento Paraná poderá investir nos novos FIDCs como única cotista sênior com valores entre R$ 30 milhões e R$ 80 milhões — são percentuais entre 14% e 20% do patrimônio líquido de cada fundo — que deverão ser integralizados em chamadas de capital.

Nessa condição, a Fomento Paraná espera um retorno anual mínimo de 4% pelo investimento em cota sênior. “Essa proposta demonstra o interesse do Governo do Paraná em oferecer uma linha de financiamento com juros mais baixos que o mercado, com taxas equivalentes ao Plano Safra, visando estimular o investimento e o fortalecimento do setor, o que deve render muitos empregos, renda no campo e mais à frente, tributos”, avalia Mayara Puchalski, diretora Administrativa e Financeira da Fomento.

Cada proponente (empresa ou grupo econômico) poderá figurar como cotista subordinado ou mezanino em apenas um FIDC constituído no âmbito desta nova chamada pública ou de outras chamadas anteriormente publicadas pela Fomento Paraná.

As propostas de projetos de FIDCs para esta chamada pública deverão obrigatoriamente ser protocoladas por cooperativas agrícolas, agroindústrias e demais fornecedores relacionados com a cadeia produtiva do agronegócio no estado do Paraná. Todos os proponentes deverão ter sede no Brasil e ao menos uma unidade instalada no Paraná. Da mesma forma, a respectiva gestora de cada fundo, com sua equipe e sua base operacional, deverão estar sediadas no Brasil.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Os FIDCs a serem apresentados pelos proponentes deverão estar em fase pré-operacional ou em fase de constituição. Ou seja, não será aceita proposta cujo FIDC já contenha outros cotistas, assim como FIDCs que já contenham patrimônio constituído com direitos creditórios. “A proponente deverá indicar, sob sua própria responsabilidade, os prestadores de serviços essenciais e não essenciais que atuarão no FIDC e para isso terão que assinar um termo de responsabilidade no edital, o que vai exigir uma boa avaliação prévia desses prestadores”, detalha o gerente Financeiro, Eduardo Bassi Murro.

Os novos FIDCs deverão ser constituídos sob a forma de condomínio fechado, com prazo determinado e limitado a dez anos. Os fundos deverão ser estruturados para a cadeia produtiva do agronegócio, contemplando a possibilidade de aquisição de crédito com pessoas físicas ou jurídicas na posição de sacado, em projetos de investimentos localizados, exclusivamente, no território paranaense.

A Fomento Paraná será a única cotista sênior de cada FIDC a ser estruturado e a cota subordinada será formada por aportes de recursos da própria proponente. Em relação à cota mezanino, cabe a proponente avaliar a necessidade conforme estratégia de estruturação do Fundo.

Os parâmetros indicados na chamada pública servem como referência para elaboração de uma Proposta de Fundo. A estratégia final será construída de forma conjunta, em parceria com a gestora, a proponente e a Fomento Paraná, de modo que os parâmetros indicados poderão sofrer alterações posteriores.

Fonte: AEN-PR

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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