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Paraná, a força que impulsiona a avicultura brasileira

Avicultura paranaense é, acima de tudo, uma história de trabalho coletivo. De gente que acorda cedo, investe, arrisca, cuida e acredita. Uma história que não para de ser escrita com suor no campo, precisão nas fábricas, inteligência nas decisões e orgulho no peito.

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Artigo escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe do Jornal O Presente Rural

O Brasil é, com justiça, uma potência mundial na produção e exportação de carne de frango. Esse status é resultado de décadas de trabalho conjunto entre produtores, cooperativas, agroindústrias, técnicos e entidades representativas espalhadas por todo o território nacional. Cada estado tem suas características, suas histórias e seus méritos, mas é impossível falar sobre avicultura no Brasil sem reconhecer o protagonismo do Paraná.

Com uma base produtiva sólida, organizada e altamente integrada, o estado lidera o ranking nacional tanto na produção quanto nas exportações de carne de frango. São milhões de aves abatidas diariamente em dezenas de unidades industriais espalhadas pelo interior paranaense, abastecendo o mercado interno e chegando a mais de 150 países em todos os continentes. O que sustenta essa performance, no entanto, vai além dos números.

A avicultura paranaense é marcada por uma combinação de fatores estratégicos: solo fértil, produtores tecnificados, estrutura cooperativista eficiente, mão de obra qualificada, mentalidade empreendedora e uma cultura de inovação que permeia toda a cadeia. Soma-se a isso o comprometimento com práticas sustentáveis, o investimento contínuo em biosseguridade e bem-estar animal, e o alinhamento com os mais exigentes padrões internacionais de qualidade.

Nesse cenário, o papel das cooperativas e das empresas integradoras tem sido decisivo. Elas organizaram o setor, deram suporte técnico aos produtores, agregaram valor à produção e impulsionaram o desenvolvimento de regiões inteiras. Entidades representativas, como o Sindiavipar e a ABPA, têm atuado como pontes institucionais, garantindo voz e defesa para o setor em momentos decisivos.

É importante reconhecer que outros estados brasileiros também desempenham papéis relevantes na avicultura, contribuindo para que o país mantenha sua posição de liderança global. No entanto, o que o Paraná construiu nas últimas décadas é um modelo que inspira e movimenta o Brasil – e que projeta a imagem de uma avicultura moderna, responsável e altamente competitiva.

A avicultura paranaense é, acima de tudo, uma história de trabalho coletivo. De gente que acorda cedo, investe, arrisca, cuida e acredita. Uma história que não para de ser escrita com suor no campo, precisão nas fábricas, inteligência nas decisões e orgulho no peito.

Paraná, terra do frango. Terra de quem faz, alimenta e transforma.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na avicultura de corte e postura do Brasil acesse a versão digital de Avicultura Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Bem-estar animal deixa o campo técnico e vira critério de mercado na avicultura

Práticas de manejo passam a influenciar produtividade, sanidade e retenção de clientes, com impacto direto na competitividade e na permanência das empresas no mercado.

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A incorporação do bem-estar animal à estratégia das empresas deixou de ser restrito à área técnica e passou a influenciar diretamente decisões de investimento, posicionamento de mercado e sobrevivência dos negócios na avicultura. Mais do que uma exigência ética, o tema ganha peso econômico ao impactar produtividade, sanidade e, sobretudo, a capacidade de retenção de clientes em um ambiente de consumo em transformação.

Na avaliação do doutor em Administração, mestre em Engenharia de Produção e professor do Instituto COPPEAD da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Celso Funcia Lemme, a inserção do bem-estar animal na avicultura atua como vetor de inovação nos sistemas produtivos. “Se você olhar ao longo dos anos como se produziu automóveis, vestuário ou qualquer outro bem, vai ver que os modelos de negócio mudam. Na produção de alimentos não é diferente, e o bem-estar animal passa a ser um fator de motivação para essa inovação”, afirma.

Segundo ele, no caso da avicultura, há evidências técnicas de que práticas associadas ao bem-estar contribuem para ganhos produtivos e sanitários. “O setor tem desafios de produtividade e sanidade. O aumento dos níveis de bem-estar animal está associado a ganhos produtivos e à redução de doenças, inclusive de ocorrência generalizada”, pontua Lemme, que vai analisar o tema sob a perspectiva econômica, relacionando exigências de mercado, inovação e sustentabilidade dos negócios durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro no 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que acontece de 07 a 09 de abril, em Chapecó (SC).

Perfil do consumidor

Além dos ganhos operacionais, o especialista destaca que a incorporação do bem-estar animal responde a uma mudança no perfil de consumo, especialmente entre as gerações mais jovens, que passam a considerar critérios éticos nas decisões de consumo, investimento e estilo de vida, o que amplia o conceito tradicional de qualidade. “Essa consciência moral dos consumidores sobre a forma como os animais são tratados se reflete no que podemos chamar de qualidade ética do produto. Assim como ninguém compraria um produto mais barato sabendo que envolve trabalho escravo ou infantil, a sociedade passa a questionar também o tratamento dado aos animais”, enfatiza o doutor em Administração

Na prática, essa mudança impõe às empresas o desafio de alinhar eficiência produtiva a padrões mais elevados de manejo. “O objetivo primário de um negócio é reter o cliente. É isso que gera desempenho financeiro e garante a capacidade de se manter no mercado”, reforça.

Saúde única conecta produção, ambiente e consumidor

Embora a abordagem da palestra seja centrada na economia, Lemme destaca que o conceito de saúde única atua como eixo integrador entre bem-estar animal, saúde humana e ambiente de produção. “Se você cuida do alimento de forma saudável, cuida das pessoas e do ambiente. Essas dimensões são inseparáveis. Não é possível evoluir em uma sem dar atenção às outras”, salienta.

De acordo com Lemme, essa interdependência reforça a necessidade de modelos produtivos mais consistentes do ponto de vista sanitário, ambiental e social, com impactos diretos sobre a competitividade do setor.

Custo da transição é menor que risco de ficar para trás

Doutor em Administração, mestre em Engenharia de Produção e professor do Instituto COPPEAD da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Celso Funcia Lemme: “Sustentabilidade é capacidade de sustentar no tempo. É, em última análise, uma discussão sobre sobrevivência dos negócios”

Um dos principais entraves à adoção de práticas mais alinhadas ao bem-estar animal ainda é a percepção de aumento de custos. Para o especialista, essa análise é incompleta quando desconsidera o risco de não adaptação. “É muito comum ouvir que a transição tem custo. Mas maior do que o custo de mudar pode ser o risco de não mudar e não sobreviver”, enaltece Lemme.

Ele recorre a exemplos históricos para ilustrar o argumento. “A sociedade avisou por décadas que o modelo baseado na escravidão não tinha futuro. O mesmo ocorreu com direitos trabalhistas e rotulagem de validade. No início, tudo foi visto como custo. Hoje, são práticas indispensáveis”, ressalta.

De acordo o mestre em Engenharia de Produção, o mesmo raciocínio se aplica às inovações tecnológicas. “Os primeiros celulares, computadores e televisões tinham custos extremamente elevados. Isso não impediu que esses equipamentos se tornassem essenciais. A inovação começa com investimento, ganha escala e reduz custo unitário ao longo do tempo”, evidencia.

O que define permanência no mercado

Durante o SBSA, o especialista pretende provocar o setor com duas mensagens centrais. A primeira é a necessidade de acompanhar as transformações sociais e tecnológicas. “O novo sempre vem. As empresas são o braço econômico da sociedade e precisam acompanhar essa evolução. Ignorar sinais de mudança é um risco para a sobrevivência”, enfatiza

A segunda envolve a construção de soluções coletivas. “É fundamental fortalecer parcerias entre produtores, equipes de campo, pesquisa, organizações e reguladores. Cada um tem um papel e nenhum é dispensável”, assegura.

Na avaliação de Lemme, a adaptação a novos padrões de produção não é apenas uma resposta a pressões externas, mas um movimento necessário para manter competitividade e acesso a mercado. “Sustentabilidade é capacidade de sustentar no tempo. É, em última análise, uma discussão sobre sobrevivência dos negócios”, frisa.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Quando o vazio sanitário vira ficção

Especialistas alertam que redução do intervalo entre lotes compromete biosseguridade e favorece avanço de agentes sanitários.

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Não é uma decisão formal. Não está escrita em manual. Mas, na prática, o vazio sanitário vem sendo comprimido e, em alguns casos, praticamente eliminado dentro de sistemas produtivos que operam no limite da capacidade.

A lógica é conhecida. O frigorífico não pode parar. A escala precisa ser mantida. O fluxo de produção exige regularidade. O intervalo entre lotes, que deveria funcionar como uma das principais barreiras sanitárias, passa a ser tratado como variável ajustável.

Durante a produção desta edição, ouvimos mais de um especialista em sanidade alertar para esse movimento. Em diferentes entrevistas, o diagnóstico foi convergente: o vazio sanitário está menor do que o recomendado – e, em algumas realidades, já não cumpre sua função. Houve relato de intervalos reduzidos a poucos dias. Em um dos casos mencionados, ciclos sendo retomados em cerca de oito dias.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O problema não está apenas no número. Está no que ele representa. O vazio sanitário não é um tempo “ocioso” entre lotes. É o período em que o sistema deveria ser resetado. É quando se interrompe o ciclo de agentes presentes na granja, reduzindo a carga microbiana e, consequentemente, a pressão de infecção sobre o lote seguinte. Encurtar esse intervalo não significa apenas ganhar tempo e dinheiro – significa carregar risco.

Salmonella, E. coli, Clostridium, vírus entéricos e agentes imunossupressores não desaparecem por inércia. Eles persistem no ambiente, na cama, em superfícies, equipamentos e até em pontos de difícil acesso do galpão. Sem tempo adequado para limpeza, desinfecção e descanso estrutural, o que se faz, na prática, é transferir o problema de um lote para o outro, muitas vezes ampliado.

E esse efeito não é imediato. O sistema pode seguir operando, com desempenho aparentemente dentro do esperado, enquanto a pressão sanitária cresce silenciosamente. Quando ela se manifesta, já não é mais pontual. É sistêmica.

A consequência direta é conhecida por quem está no campo: maior variabilidade de resultado, aumento do uso de intervenções corretivas, perda de eficiência zootécnica e, principalmente, maior dificuldade de controle de agentes como a Salmonella – justamente aqueles que dependem de redução contínua da carga ambiental para serem mantidos em níveis baixos.

Não se trata de apontar culpados. A pressão por produção é real e atravessa toda a cadeia. Mas é preciso reconhecer o limite técnico do sistema. Existe um ponto a partir do qual ganhar um ciclo significa perder controle.

O vazio sanitário sempre foi uma das medidas mais simples e mais eficazes dentro dos programas de biosseguridade. Não exige tecnologia complexa. Exige tempo. E, sobretudo, decisão. Reduzi-lo pode parecer um ajuste operacional. Mas, do ponto de vista sanitário, é uma mudança estrutural. E estrutura, quando cede, não avisa antes de romper.

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Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Chapecó reúne lideranças da avicultura para discutir desafios e rumos do setor nesta semana

Simpósio Brasil Sul começa amanhã (07) e coloca em debate temas estratégicos como mercado, sanidade, gestão e sustentabilidade.

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Chapecó receberá o 26º SBSA, que será realizado de 7 a 9 de abril - Foto Arquivo MB Comunicação

Discutir os desafios e as transformações da avicultura é fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor. Com esse propósito, Chapecó receberá o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que será realizado de 07 a 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, reunindo especialistas do Brasil e do exterior.

Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o Simpósio contará com uma programação científica estruturada em painéis temáticos e a realização simultânea da 17ª Brasil Sul Poultry Fair, espaço voltado à geração de negócios, networking e apresentação de soluções para o setor.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O terceiro lote está disponível, com investimento de R$ 890 para profissionais e R$ 500 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 200. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Reconhecido como referência na disseminação do conhecimento técnico e científico, o SBSA reúne médicos-veterinários, zootecnistas, produtores, pesquisadores, técnicos e empresas para debater temas estratégicos para a avicultura moderna. A programação de 2026 foi organizada para contemplar áreas essenciais como gestão de pessoas, mercado, nutrição, manejo, sanidade, abatedouro, sustentabilidade e cenários globais, sempre com foco na aplicação prática no campo.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o Simpósio mantém seu propósito de conectar conhecimento técnico com as demandas reais do setor. “O SBSA é um espaço de atualização profissional e troca de experiências. Buscamos construir uma programação que integre o que há de mais atual, mas principalmente que leve aplicabilidade ao dia a dia da produção, contribuindo para a evolução da avicultura”, afirma.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que a construção da programação foi pensada para atender aos principais desafios enfrentados pela cadeia produtiva. “Estruturamos uma jornada técnica que dialoga diretamente com a realidade do setor. São temas que envolvem desde gestão e mercado até sanidade, nutrição, abatedouro e sustentabilidade, sempre com foco na aplicação prática e na tomada de decisão no campo. Nosso objetivo é proporcionar conteúdo que realmente faça diferença no dia a dia dos profissionais”, destaca.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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