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Para CNA, Brasil precisa agregar mais valor em produtos exportados

Durante Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio superintendente de Relações Internacionais da CNA defendeu que o país precisa diversificar produtos para conquistar novos mercados e facilitar acesso de pequenos e médios produtores ao mercado ex

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O grande potencial que o Brasil possui no agro não é segredo para ninguém. Um dos maiores exportadores e com produtos de qualidade comprovada, o país é um gigante em ascensão. O produtor brasileiro já percebeu isso e o mundo também. Para mostrar um pouco sobre a situação atual do país, a superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lígia Dutra Silva, falou durante o 2° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que aconteceu em outubro, em São Paulo, SP.

Ela conta que o agronegócio é a estrela da balança comercial brasileira, representando 46% no comércio exterior. “Ano passado nós exportamos US$ 84 bilhões. Este é o valor em dólares que entrou no Brasil e ajudou o país em um ano que foi bastante difícil”, diz. No mesmo período, o país importou US$ 10 bilhões. “A balança comercial brasileira teve uma média de US$ 70 bilhões em saldo positivo por conta do agronegócio”, destaca Lígia.

A superintendente destaca que o Brasil mostra bastante competitividade. Ela conta que 24% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vem do agro. “É um valor significativo. Somos um setor que gerou empregos em um momento difícil que o país passava”, afirma. Entre outros dados positivos apresentados por Lígia é que o Brasil representa cerca de 1,2% nas exportações mundiais. “Se pegarmos todos os países e vermos o que cada um vende, o Brasil representa somente este montante”, conta. Agora, se separar os setores e destacar somente o agro, o país representa 6,7%. “Somos o quarto maior exportador mundial no agronegócio. E ainda temos muito no que crescer”, afirma.

Brasil Competitivo

Lígia informa que o principal exportador é a União Europeia, porém destaca que eles não têm mais muito espaço para crescer. “São grandes exportadores, mas principalmente porque eles têm condições muito diferentes do produtor brasileiro, porque têm uma série de subsídios e benefícios que o próprio governo da comunidade europeia paga para o produtor”, conta. A superintendente reforça que esta é uma realidade bem diferente do produtor brasileiro. “Aqui nós não temos apoio, não temos o pagamento direto de dinheiro público para o produtor como existe na UE e nos Estados Unidos, que é o segundo maior exportador. Então, nós competimos no mercado internacional porque somos realmente bons no que fazemos, esta é a realidade”, afirma.

União Europeia e Estados Unidos, que são os dois primeiros maiores exportadores mundiais, são competitivos, mas que têm grande ajuda do setor público, destaca Lígia. “E isto é um detalhe importante diferente do Brasil. Aqui vemos a força que temos e o porquê dos outros países temerem a nossa concorrência. Porque se sem ajuda nós já somos o quarto maior produtor mundial, imagina se tivéssemos 55 bilhões de euros, que foi o que os produtores europeus receberam no ano passado, de ajuda do governo”, diz.

Já sobre os destinos dos produtos brasileiros, o principal mercado é o chinês, depois vem a União Europeia, Estados Unidos, Irã e Japão. “Os nossos principais produtos que exportamos são o café, açúcar, frango, carne bovina, milho, carne suína e os derivados de soja e algodão”, diz. Lígia ainda acrescente que os pontos que tornam o Brasil líder no agro são por conta de os produtos serem saudáveis, ecologicamente sustentáveis, rastreáveis e socialmente responsáveis.

Oportunidade

Para ela, o Brasil tem um papel protagonista para produzir alimentos para o mundo. “Isso não vai ser fácil, porque precisamos agregar valor no que fazemos”, diz. Lígia reitera que não é ruim exportar commodities, basta olhar como está a balança comercial brasileira hoje, porém, não é somente isso que o país pode oferecer. “Nós podemos e devemos diversificar. Precisamos agregar valor ao nosso produto, porque é nestes nichos que damos oportunidade para o pequeno e o médio produtor” afirma. De acordo com Lígia, atualmente o grande produtor é o que mais exporta no país, e esta é uma realidade que precisa ser mudada. “Temos alternativas, porque o mundo precisa cada vez mais dos nossos alimentos. Precisamos promover acesso ao mercado, fazer acordos comerciais que sejam bons para o nosso setor e aproveitar as nossas vantagens de competitividade”, diz.

Lígia confessa que o caminho para isto é longo e difícil, porém é preciso que seja percorrido para que o país não fique à mercê do comércio internacional. “É preciso que façamos mudanças, melhoremos a qualidade dos nossos produtos, diversifiquemos mercado, investindo e buscando a nossa maior capacidade de produção para atender ao mercado externo e vencer a grande burocracia que existe no nosso país quanto às exportações. É um longo caminho que precisamos percorrer para facilitar o acesso dos pequenos e médios produtores também a este mercado”, crava.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de novembro/dezembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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