Empresas
Papel da genética é essencial para o desenvolvimento do trigo
Comemorada no dia 10 de novembro, data relembra a importância do trigo, um dos alimentos mais antigos da história
Na propriedade de Luciano André Seefeld, em Campo Novo/RS, são mais de 80 hectares ocupados com trigo. O cereal se encaixa num programa de rotação de culturas e, em 2016, chegou a render mais de 80 sc/ha. Dez anos atrás, porém, a média variava entre 25 e 35 sc/ha. A evolução de apenas uma década já é notável. Entretanto, o cereal vem evoluindo há muito mais tempo. A história do trigo se confunde com a própria história da humanidade. O trigo estava lá quando o homem começou a plantar e a criar animais. O cidadão do Neolítico já cultivava o trigo nos entornos de 7000 antes de Cristo, na região da Mesopotâmia, junto aos rios Eufrates e Tigre. Da Mesopotâmia, o trigo se espalhou pelo mundo. Hoje, faz parte da alimentação de mais de 7 bilhões de pessoas, do café da manhã ao jantar.
No Brasil, o trigo chegou em 1534, na capitania de São Vicente. O clima quente dificultou a expansão da cultura e foi no Rio Grande do Sul, na segunda metade do século XVIII, que o cereal começou a se desenvolver. A partir da década de 40, as plantações de trigo se expandiram para o Paraná, que se transformou no principal Estado produtor do Brasil. Pesquisas com sementes permitiram aumentar a área plantada e o rendimento da cultura. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 1977 colhia-se em média 11 sc/ha de trigo no Brasil. Em 2016 esse número passou para 53 sc/ha em média, um aumento de quase 400%. O desenvolvimento da cultura passou pelo melhoramento genético para chegar ao patamar que está hoje. Para o presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), Marcelo Vosnika, esse aumento na produtividade deve-se às melhorias na genética do trigo, aos trabalhos de fertilização, correção de solo e avanços nos tratamentos fitossanitários. “A pesquisa em genética é de grande relevância no progresso alcançado, nos ganhos de produtividade e qualidade industrial”. A opinião de Luciano, que viu de perto a produtividade da sua propriedade mais do que dobrar em menos de 10 anos, é a mesma. “Os rendimentos vêm aumentando devido ao melhoramento genético, manejo da cultura e aumento da fertilidade do solo”.
Evolução agronômica
Segundo Lorenzo Mattioni Viecili, engenheiro agrônomo e gerente comercial da Biotrigo Genética, o melhoramento genético proporcionou uma evolução significativa na estrutura das plantas. “Hoje são plantas com estatura mais baixa, com melhor porte, mais firme e com características de maior perfilhamento, objetivando uma melhor formação de componente de rendimento”. Essa evolução no tipo agronômico possibilita melhor resistência ao acamamento, o que garante mais segurança para o rendimento e qualidade do grão a ser colhido. A melhora das cultivares quanto a adaptação por região também é um avanço. “Temos as mesmas cultivares sendo semeadas no Rio Grande do Sul e em Goiás. Essas cultivares com ampla adaptação estão sujeitas a mais estabilidade produtiva independentemente da variação ambiental”. A pesquisa no trigo, também conseguiu resultados na parte fitossanitária, hoje tendo cultivares já em produção nas lavouras com ótimas resistências as principais doenças do trigo, como manchas foliares, giberela e a brusone. Com a pesquisa genética, conseguimos minimizar a pressão destas doenças e trazendo mais estabilidade produtiva.
Na opinião do Superintendente Técnico da Cooperativa Coamo, de Campo Mourão/PR, Aquiles Dias, praticamente todos os problemas agronômicos da cultura foram resolvidos por meio da pesquisa. “Temos potencial para concorrer com quase toda a triticultura internacional. Sem o esforço e o investimento em pesquisa genética não teríamos este avanço na cultura. Pena que o mercado ainda seja o maior entrave para o desenvolvimento do trigo”.
Desafios para o futuro
As frustrações com a cultura e a consequente diminuição na área plantada são os grandes desafios para a continuidade da cultura. Para Maurício Ghiraldelli, diretor da Correcta Alimentos, nos últimos anos, com a profissionalização da pesquisa, o produtor começou a trabalhar da "porteira para fora", visando produzir trigos que atendam o mandante da cadeia, ou seja, o consumidor final. “Acredito que a grande evolução da pesquisa foi equilibrar os interesses dos principais agentes: o produtor e a indústria. O produtor visa uma boa produtividade com baixa suscetibilidade às doenças, e a indústria visa ter um trigo homogêneo e de boa qualidade para atender aos seus clientes”. ?
Para Daniel Osório, diretor comercial do Moinho Dona Alda, de Bom Sucesso do Sul/PR, o trigo é um dos principais alimentos e continuará tendo sua grande relevância. Ele afirma que os avanços em produtividade são notórios e que o desafio hoje é homogeneizar a qualidade, com direcionamento em variedades, como trigo pão/melhorador. As novas cultivares presentes hoje no mercado já atendem a essa demanda.
De acordo com Lorenzo, a qualidade do trigo produzido no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, principalmente, sofreu uma evolução graças às ofertas de melhores materiais para o cultivo. “Hoje, podemos encontrar lotes de trigo produzidos com qualidade igual ou superior aos trigos importados que têm referência em qualidade de farinha. Essa evolução aconteceu porque a pesquisa está alinhada com a indústria moageira, ou seja, em trabalho conjunto lançamos cultivares com aptidões de qualidade que atendam às demandas industriais e dos consumidores”, finaliza Lorenzo.
Fonte: Ass. de Imprensa

Empresas
COOASGO acelera a transição para a suinocultura de baixo carbono com inovação, ciência e geração de valor no campo
Com apoio e patrocínio de players do agronegócio, como a Cargill Nutrição e Saúde Animal, a cooperativa lidera uma nova etapa da suinocultura sustentável.

A Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) está liderando um movimento inédito na suinocultura do Centro-Oeste ao implementar o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono, uma iniciativa estruturada em parceria com Cargill Nutrição e Saúde Animal, Instituto BioSistêmico (IBS) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
O programa reúne ciência aplicada, gestão ambiental, tecnologia e capacitação para transformar a forma como os dejetos da suinocultura são manejados, abrindo caminho para um modelo produtivo mais eficiente, sustentável e economicamente vantajoso para os cooperados.
Segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul (Semadesc), a cadeia suinícola do Estado ocupa a 6ª posição nacional no efetivo de rebanho e registra uma produção anual de 315 mil toneladas de carne suína.
Os dados demonstram que o Estado avança como polo estratégico do setor. Isso torna ainda mais urgente a adoção de práticas que reduzam impactos ambientais e permitam ganhos de produtividade, competitividade e reputação, exatamente o que o projeto tem objetivo de entregar.
Pilares do projeto “Suinocultura de baixo carbono”
A iniciativa é fundamentada em três pilares centrais que envolvem, inicialmente, o estudo e definição de rotas seguras para o tratamento de resíduos líquidos, com foco em conformidade ambiental, redução de custos, reaproveitamento de nutrientes e potencial de geração de biogás ou metano.
Considerada uma das iniciativas mais inovadoras da agenda ambiental do Centro-Oeste, o estudo foi liderado pelo IBS e investiga como a produção de biogás na suinocultura pode se transformar em créditos de carbono. A partir de critérios internacionais (como VCS e Gold Standard), a investigação identifica elegibilidade, riscos, volume potencial de créditos e estratégias de certificação, criando uma nova fronteira de oportunidades para produtores e para a cooperativa.
Na área de pesquisa científica, o projeto conta com a parceria de pesquisadores da UFGD. Este eixo estabelece diagnósticos, coletas periódicas, análises laboratoriais e diretrizes técnicas para aplicação correta dos dejetos como biofertilizantes.
É importante reforçar que o objetivo do projeto é reduzir riscos ambientais, ampliar produtividade, diminuir custos com insumos e baixar a pegada de carbono com segurança científica e adaptação à realidade local.
Na avaliação do gerente de produção da COOASGO, Marcos Piaia,”a Suinocultura de Baixo Carbono representa uma virada de chave para nossos cooperados. “Estamos unindo inovação, ciência e responsabilidade ambiental para construir um modelo produtivo mais eficiente, limpo e competitivo”, explica.
Sustentabilidade como impulsionador de produtividade
A proposta da Suinocultura de Baixo Carbono integra produtividade e responsabilidade socioambiental, permitindo que os dejetos deixem de ser um passivo e se tornem um ativo com valor econômico, energético e ecológico.
O reaproveitamento de nutrientes via fertirrigação, a produção de biogás e a possibilidade de créditos de carbono contribuem para a redução na emissão dos gases de efeito estufa. Além disso, há economia com energia e insumos, diminuição de passivos ambientais e maior competitividade e reputação da suinocultura sul-mato-grossense no mercado.
Para Flávia Tayama, diretora de Responsabilidade Corporativa Latam da Cargill, iniciativas como o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono demonstram como a sustentabilidade pode ser integrada de forma concreta aos modelos produtivos do agronegócio.
“Acreditamos que a sustentabilidade no campo precisa estar conectada à geração de valor real para produtores, cooperativas e para toda a cadeia. Ao apoiar projetos baseados em ciência, inovação e gestão ambiental, contribuímos para reduzir impactos, aumentar eficiência produtiva e fortalecer a competitividade do agro de forma responsável”, pontua.
Sobre o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono
O Projeto Suinocultura de Baixo Carbono é uma iniciativa inédita no Centro-Oeste brasileiro, desenvolvida pela Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) em parceria com a Cargill, o Instituto BioSistêmico (IBS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Com foco em inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva, o programa integra ações estratégicas em três pilares: manejo e valorização dos resíduos da suinocultura (Resíduos UPL), desenvolvimento de boas práticas de fertirrigação e estudo de viabilidade para geração de créditos de carbono por meio da produção de biogás.
Estruturado a partir de diagnóstico técnico realizado em 2024, o projeto iniciou sua implementação em 2025 em 62 propriedades cadastradas na região de São Gabriel do Oeste e entorno e mantém, com protocolos técnicos e governança estruturada, suas atividades ao longo de 2026, consolidando um modelo de suinocultura de baixo carbono ambientalmente responsável, produtivo e economicamente viável para os cooperados.
Sobre a Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO)
Fundada em 1993, a Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) é uma das mais representativas do agronegócio em Mato Grosso do Sul, reunindo atualmente mais de 1.000 cooperados e aproximadamente 460 colaboradores.
Com atuação diversificada nas áreas de suinocultura, industrialização, insumos agrícolas, cereais, varejo e serviços, a cooperativa possui uma das maiores estruturas produtivas do setor no Estado, com unidades próprias e volumes anuais que superam 800 mil suínos destinados ao abate, consolidando-se como referência regional em produção, gestão e desenvolvimento sustentável.
Empresas Visão de longo prazo
Agrifirm destaca soluções sustentáveis durante a IPPE 2026
Quem visitar o estande da empresa poderá conversar com a equipe local, junto a especialistas globais da empresa sobre tendências de mercado com uma equipe qualificada e conhecer, em detalhes, as soluções do portfólio da companhia.

Eficiência produtiva com sustentabilidade aplicada. Durante a IPPE 2026, a Agrifirm, cooperativa global de nutrição animal, reforça que sustentabilidade não é um conceito isolado, mas uma prática contínua e estratégica que orienta o desenvolvimento do seu portfólio. Entre eles, os ácidos graxos de cadeia média e linha de adsorventes de micotoxinas estarão em destaque.

Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM
De acordo com Rodrigo Miguel, 47% da receita da Agrifirm LATAM já vem de soluções ligadas à sustentabilidade ambiental.
“São soluções responsáveis, que conectam desempenho produtivo, cuidado com o meio ambiente e viabilidade econômica, gerando valor real para o produtor”, afirma.
Segundo o executivo, quando bem aplicada, a sustentabilidade não representa custo adicional nem compromete a rentabilidade. Pelo contrário, contribui para o uso mais eficiente dos recursos, aumenta a segurança de renda e torna os sistemas produtivos mais resilientes ao longo do tempo.
Esse compromisso também se reflete nas operações internas. Nos últimos seis anos, a Agrifirm reduziu em 73% as emissões de CO₂ nas próprias atividades, adotando critérios rigorosos de rastreabilidade e verificação da origem das matérias-primas.
Soluções Responsáveis e o futuro do agro
A construção de um portfólio voltado ao futuro do agro está no centro da estratégia da companhia. As chamadas Soluções Responsáveis da Agrifirm são desenvolvidas a partir de critérios integrados, que combinam eficiência nutricional com foco em desempenho animal consistente, redução de impactos ambientais como emissões, perdas nutricionais e desperdícios, além de segurança alimentar, com atenção à saúde intestinal, qualidade dos ingredientes e controle de riscos, como micotoxinas.

Mariane Pfeifer, Diretora Técnica da Agrifirm Brasil
Para Mariane Pfeifer, Diretora Técnica da Agrifirm Brasil, esse direcionamento é ainda mais relevante no contexto brasileiro.
“O mercado nacional é diverso, competitivo e exposto a desafios específicos, como clima tropical, variabilidade de matérias-primas, pressão por eficiência de custos e maior exigência por práticas sustentáveis. Por isso, nossas Soluções Responsáveis precisam ser mensuráveis, aplicáveis e rentáveis, sempre conectadas à realidade do campo”, destaca.
IPPE 2026
A IPPE 2026 acontece de 27 a 29 de janeiro, no Georgia World Congress Center, em Atlanta. No estande da Agrifirm, os visitantes poderão conhecer em detalhes como o portfólio da companhia integra performance produtiva, responsabilidade ambiental e visão de longo prazo para a cadeia de proteína animal.
Para mais informações, acesse o site da Agrifirm.
Empresas
DanBred Brasil anuncia nova Geneticista
Com uma sólida formação acadêmica e experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, Cassiane traz uma visão técnica e paixão pela genética animal

A DanBred Brasil anuncia Cassiane G. Santos, como a nova geneticista da empresa. Mestre em Zootecnia pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e doutoranda em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Cassiane possui sólida trajetória acadêmica, experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, além de vivência internacional na Purdue University (EUA).
Com uma sólida formação acadêmica e experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, Cassiane traz uma visão técnica e paixão pela genética animal que vai fortalecer ainda mais o time da DanBred Brasil e sua dedicação e excelência profissional com certeza contribuirá para o desenvolvimento da suinocultura brasileira como um todo.
