Avicultura
Panorama da Influenza aviária e seus impactos nos Estados Unidos
Desde o início do atual surto, em fevereiro de 2021, até o início de julho, a doença causou a morte de 58,8 milhões de aves em mais de 300 granjas comerciais em 47 estados, representando o pior desastre de saúde animal já registrado no país norte-americano.

Maior produtor mundial de frango de corte e de perus, os Estados Unidos vivem atualmente uma emergência sanitária no setor avícola. O atual surto de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP – H5N1) assola o país e já provocou consequências devastadoras para a cadeia produtiva, que já estima prejuízos superiores a US$ 1 bilhão.

Presidente da United Egg Producers, Chad Gregory – Foto: Divulgação/United Egg Producers
Desde o início do atual surto, em fevereiro de 2021, até o início de julho, a gripe aviária já havia causado a morte de 58,8 milhões de aves em mais de 300 granjas comerciais em 47 estados, representando o pior desastre de saúde animal já registrado no país norte-americano, cenário esse que impactou na alta dos preços de ovos, frangos e perus. “Essa situação coloca uma pressão adicional sobre os produtores, que já estão lidando com as perdas econômicas e os desafios impostos pelo vírus”, frisou Chad Gregory, presidente da United Egg Producers, uma cooperativa agrícola que atua de forma colaborativa para lidar com questões legislativas, regulatórias e de defesa que impactam a produção de ovos norte-americana, durante sua participação online na 4ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul Ovos), realizada entre os dias 18 e 20 de junho, em Gramado, na serra gaúcha.
Apenas Havaí, Louisiana e Virgínia Ocidental ainda não haviam relatado focos de gripe aviária. Iowa, o maior produtor americano de ovos, lidera o surto no país com cerca de 16 milhões de aves abatidas.
Para mitigar os efeitos e lidar com essa crise, o governo estadunidense já destinou US$ 793 milhões em resposta ao surto, incluindo a eliminação de aves mortas, implementação de quarentenas, implementação de estratégias de prevenção, controle e vigilância a fim de evitar uma propagação ainda maior do vírus e para minimizar danos futuros. Em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou mais US$ 502 milhões para garantir uma resposta rápida a possíveis futuros casos de gripe aviária, mesmo que o pior surto da história do país esteja se estabilizando. “Esses recursos são cruciais para financiar medidas de controle, pesquisa, diagnóstico e possíveis indenizações aos produtores”, destacou Gregory, acrescentando: “É necessário investir cada vez mais em medidas de biossegurança nas granjas avícolas e fortalecer a capacidade de resposta das autoridades sanitárias”.
De acordo com Gregory, ao contrário dos anos anteriores, o vírus H5N1 encontrou uma maneira de sobreviver ao calor do verão, provocando um aumento nos casos relatados durante o outono norte-americano. “Em comparação com o surto de 2014/2015, quando o primeiro caso positivo foi registrado em 02 de abril, a disseminação atual da IAAP é mais ampla. Há oito anos, o surto afetou mais de 36 milhões de poedeiras e seis milhões de frangos nos estados do Centro-Oeste, sendo controlado no final de junho daquele ano. Enquanto que no surto atual a disseminação está muito mais ampla, agravando a situação e os desafios enfrentados pelos produtores avícolas”, analisou, ampliando: “A capacidade do vírus de resistir ao calor do verão e continuar se espalhando durante o outono indica uma maior adaptabilidade e persistência em comparação com os surtos anteriores”.
Segundo o USDA, desde 19 de abril não houve novos registros da doença em lotes de aves comerciais, nem em lotes de criação doméstica desde 18 de maio.
Preços
No início deste ano, os preços dos ovos chegaram a atingir US$ 4,82 por dúzia, em comparação com US$ 1,93 no ano anterior. Nos meses seguintes apresentou queda, passando a US$ 4,20 no começo de julho, redução de US$ 0,62 por dúzia.
Enquanto que o preço de meio quilo de peito de frango em janeiro era comercializado a US$ 4,32; e o peru aumentou de US$ 1,29 por libra para US$ 1,72 por libra. “Esses números refletem um aumento considerável nos custos para os consumidores, impactando seus orçamentos e opções alimentares. A variação nos preços dos ovos, peito de frango e peru reflete a complexa interação entre fatores como a demanda, a oferta e as condições de mercado”, pontua Gregory.
Mitigações dos impactos econômicos
Com base nas informações fornecidas pelo USDA, a experiência adquirida desde o surto ocorrido há oito anos destacou a importância de fortalecer a biossegurança, intensificar a vigilância e melhorar os testes e a presença in loco de profissionais do Serviço de Inspeção Sanitária Animal para uma resposta ágil aos casos, controle e prevenção da disseminação da doença. Com isso, durante o atual surto, o USDA conseguiu obter uma economia significativa de custos, com uma redução estimativa em quase 50% em comparação ao surto anterior. “Ao mesmo tempo, o USDA trabalhou para garantir acordos de regionalização e manter os mercados abertos com os principais parceiros comerciais. Essas medidas foram fundamentais para mitigar os impactos econômicos e proteger a indústria avícola durante a crise”, expôs Gregory.
Durante uma mesa redonda que reuniu líderes da indústria avícola e representantes de vários estados para discutir a estratégia atual e futura de combate à gripe aviária, a subsecretária de Agricultura para Programas Regulatórios e de Marketing do USDA, Jenny Moffitt, enfatizou as lições aprendidas que influenciaram a estratégia atual de eliminação e erradicação dos focos da doença. “No surto de gripe aviária ocorrido em 2015, cerca de 70% dos casos foram atribuídos à disseminação lateral, propagação essa que foi reduzida para 15% no atual surto. Mas precisamos permanecer vigilantes, especialmente porque as aves selvagens continuam a representar riscos de doenças. Todos nós devemos reconhecer o importante papel desempenhado pela biossegurança como limitadora do impacto ocasionado por aves selvagens em granjas e suas instalações”, salientou.
Produção de ovos
A produção de ovos norte-americana está concentrada em apenas seis estados, representando 47% do total produzido. Essa concentração geográfica destaca a importância dessas regiões na oferta nacional de ovos. Com o surto de IAAP houve uma perda significativa no plantel de poedeiras, com 43,3 milhões de poedeiras abatidas, com 30,7 milhões entre fevereiro e junho e 12,6 milhões ainda entre setembro e dezembro de 2022.
Essa perda de plantel impactou a disponibilidade de ovos no mercado, com o setor registrando picos de preço durante os períodos festivos, devido à alta demanda combinada com baixos estoques, que registraram uma queda de 29% em dezembro. Os preços dos ovos orgânicos e livres de gaiolas atingiram o valor de US$ 11,49 nesse período. “As mudanças no consumo também impactaram a indústria de ovos norte-americana e muitos restaurantes tiveram que alterar seus cardápios, buscando opções mais diversificadas, situação essa que tem influenciado a demanda de consumidores e as estratégias de produção atual”, comentou a médica-veterinária e gerente de Inteligência de Mercado da DSM-firmenich, Stephanie Hajaj, que participou do Painel Novos Mercados e Novos Horizontes na 4ª Conbrasul Ovos.
Exportações

Médica-veterinária e gerente de Inteligência de Mercado da dsm-firmenich, Stephanie Hajaj – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
A exportação de carne de frango dos Estados Unidos se manteve estável nos 12 meses encerrados em abril de 2023, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo USDA. Neste período, 3,327 milhões de toneladas de carne de frango foram exportadas, apenas três mil toneladas a menos em comparação entre maio de 2021 e abril de 2022, representando uma queda de 0,01%. Também houve um resultado negativo em relação ao total acumulado nos 12 meses encerrados em abril de 2021.
Em abril passado, o volume de exportação foi de aproximadamente 275 mil toneladas, o que representa um aumento de quase 2% em relação ao ano anterior. No acumulado do quadrimestre, o total exportado foi um pouco acima de 1,123 milhão de toneladas, um aumento de 2,34% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Essas exportações representaram cerca de dois terços do total exportado pelo Brasil no mesmo período, que foi um pouco mais de 1,710 milhão de toneladas. No entanto, o USDA não inclui as exportações de pés/patas de frango em seus levantamentos, produtos esses que vêm sendo vendidos em volumes bastante significativos.
No que diz respeito às exportações de ovos, algumas nações importantes reduziram suas compras dos Estados Unidos. A Coréia do Sul interrompeu os embarques em janeiro, seguida pelos Emirados Árabes em abril e pela Malásia posteriormente. Além disso, as exportações para o Canadá diminuíram em 83%, para o México em 29% e para Hong Kong em 98%. Esses três países representavam 80% das exportações totais.
Com isso, os embarques de ovos totais tiveram uma queda significativa de 47%, passando de três bilhões de unidades em 2021 para 1,6 bilhão em 2022. Além disso, as exportações de produtos derivados de ovos diminuíram em 33% em comparação com o ano anterior. “Essas tendências e mudanças na indústria de ovos têm impactado produtores, consumidores e o mercado internacional, que buscam estratégicas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades futuras”, mencionou Stephanie.
Biossegurança
As medidas de biossegurança implementadas pela indústria comercial tiveram um impacto significativo na redução do número de focos no setor. Um exemplo disso é o registro de apenas sete casos em aves comerciais no terceiro mês deste ano frente aos 51 focos encontrados em março de 2022, representando uma queda de 85% em comparação ao ano anterior. “O Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal do USDA continua a colaborar com parceiros estaduais e da indústria para realizar uma vigilância ativa para erradicação rápida de lotes positivos. Esses esforços são particularmente intensificados durante os meses mais quentes, quando os casos tendem a aumentar. O objetivo é identificar prontamente os focos de infecção e tomar as medidas necessárias para controlar e erradicar o vírus”, evidencia Gregory.
Essas medidas de biossegurança incluem práticas como a implementação de barreiras físicas (cercas e telas, para impedir o acesso de animais selvagens e vetores ao local); controle rigoroso do tráfego de pessoas e veículos; protocolos estritos de higiene pessoal e desinfecção de equipamentos; monitoramento regular de aves para detecção precoce de qualquer sinal de doença; e restrição do contato entre aves comerciais e aves migratórias. “Por meio dessas ações, a indústria comercial está trabalhando para garantir a saúde e o bem-estar das aves, proteger a segurança alimentar e reduzir o risco de propagação de doenças. A colaboração contínua entre o Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal, parceiros estaduais e da indústria é essencial para manter a eficácia dessas medidas e garantir a segurança do setor avícola”, reforça o presidente da United Egg Producers.
Desenvolvimento de vacinas
O Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal é o órgão regulador responsável pela avaliação e aprovação de produtos biológicos veterinários, incluindo vacinas para animais. A agência realiza uma análise cuidadosa das vacinas candidatas para garantir sua segurança, potência, pureza, eficácia e compatibilidade com a genética da cepa atual do vírus.
Em abril, o Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA iniciou os testes de vacinação contra a gripe aviária. Os pesquisadores estão atualmente conduzindo estudos com várias candidatas a vacinas, com previsão de divulgação dos resultados dos testes vacinais com duas doses ainda este ano.
Caso os testes sejam bem-sucedidos e o USDA decida dar continuidade ao desenvolvimento, o próximo passo será identificar fabricantes interessados na produção das vacinas. Após a identificação de um ou mais fabricantes, serão necessárias 20 etapas distintas antes da entrega da vacina. Essas etapas incluem avaliação de viabilidade do fabricante e finalizam com o envio e revisão do rótulo do produto. Em geral, o processo leva entre dois anos e meio a três anos. No entanto, em situações de emergência, os fabricantes podem acelerar o desenvolvimento, resultando em prazos menores para o licenciamento.
Desde o desenvolvimento da vacina até a produção em larga escala e distribuição para os lotes, há diversos fatores que tornam a implementação de uma estratégia de vacinação um desafio e requer tempo para fornecer uma vacina eficaz. O USDA estima que, na melhor das hipóteses, levará de 18 a 24 meses para ter uma vacina disponível em quantidades comerciais, que corresponda à cepa viral atualmente circulante e possa ser facilmente administrada na avicultura comercial.
Estratégias de vacinação
De acordo com os dados mais recentes do USDA, os Estados Unidos estão considerando a possibilidade de implementar uma estratégia de vacinação contra a gripe aviária, concentrando-se especificamente em perus e nos estados com maior concentração de granjas com esses animais.
No entanto, segundo a vice administradora do programa de Serviços Veterinários do USDA, Rosemary Sifford, essa abordagem busca equilibrar os custos e benefícios envolvidos. “Ainda não temos uma decisão final em relação à vacinação, mas defendemos que qualquer estratégia de vacinação precisa estar muito focada. Estamos olhando para um alvo muito específico, potencialmente geográfico e orientado para as espécies, que talvez se concentre em certos perus de uma determinada área. Esses são os cenários sobre os quais estamos conversando”, frisou.
A regionalização e compartimentação por granjas ou espécies são permitidas pelas regras da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que geralmente resulta na redução do risco de enfrentar barreiras comerciais em todo o país.
Estimativas do USDA apontam que a carne de peru represente cerca de 10% da produção total de aves nos Estados Unidos em 2023, enquanto as exportações desse tipo de carne devem corresponder em torno de 7% da produção total de peru. Em contraste, as exportações de carne de frango são estimadas em aproximadamente 16%.
O atual surto de gripe aviária tem levado alguns governos a reconsiderar a estratégia de vacinação para frangos de corte. No entanto, outros países, como os Estados Unidos, ainda apresentam relutância devido às possíveis restrições comerciais que essa medida acarretaria. “Essas preocupações comerciais são um fator importante a ser considerado na tomada de decisões, juntamente com outros aspectos relacionados à eficácia e aos impactos econômicos da vacinação”, informou Rosemary.
Aprendizados

Vice administradora do programa de Serviços Veterinários do USDA, Rosemary Sifford – Foto: Divulgação/USDA
Dentre os inúmeros aprendizados que a IAAP proporcionou ao setor avícola, Stephanie cita que a colaboração entre o governo e a indústria se fortaleceram, gerando uma melhora significativa na comunicação e na coordenação de esforços para mitigar os efeitos causados pelo surto. “A agilidade nas ações e processos de tomada de decisão foi aprimorada, permitindo uma resposta mais rápida diante de surtos da doença. Além disso, as medidas de biossegurança foram aperfeiçoadas, visando prevenir a disseminação de doenças avícolas”, frisou.
Esses avanços na gestão da gripe aviária resultaram em uma redução nos desembolsos necessários para lidar com surtos futuros, além de fortalecer a segurança e a saúde das aves de criação.
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Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

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A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.




