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Pamplona Alimentos produz composto com resíduos orgânicos
Iniciativa faz parte do projeto de transformação de resíduos agroindustriais, por meio do sistema de compostagem, e trata aproximadamente 200 toneladas mensais de resíduos.

A Pamplona Alimentos, empresa especializada no segmento de carne suína, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), idealizou um projeto de transformação de resíduos agroindustriais em fertilizantes, por meio do sistema de compostagem. A partir da iniciativa, é possível tratar aproximadamente 200 toneladas mensais de resíduos orgânicos.
Nesse processo são absorvidos os resíduos dos abatedouros das plantas de Rio do Sul e Presidente Getúlio, assim como da fábrica de ração e das granjas próprias de suínos, todas em Santa Catarina. O tratamento aplicado transforma os materiais recolhidos em um composto orgânico de alta qualidade, livre de contaminação e com alto valor agronômico. Tal resultado permite o registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como fertilizante Classe A, o que amplia a utilização em cultivos orgânicos como hortaliças, frutas e grãos.
Com a iniciativa, a Pamplona reforça seu compromisso de responsabilidade ambiental, e com a sociedade em que está inserida, ainda gera a oportunidade de disponibilizar um fertilizante orgânico sustentável de elevada qualidade que propicia a melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo. Além disso, torna disponível um fertilizante regional fortalecendo também a produção orgânica.
A Unidade de Compostagem fica localizada na cidade de Trombudo Central, estado de Santa Catarina e leva o nome do patriarca da família, Lauro Pamplona. “Como esse também era o sonho do meu pai, que fundou a Pamplona Alimentos ao lado da minha mãe, nós colocamos o nome dele no projeto para prestar essa homenagem. Ficamos felizes em ver que hoje se tornou uma realidade e que já conseguimos reaproveitar 100% dos nossos resíduos industriais orgânicos, sem precisar enviar para aterros sanitários especiais. Nós acreditamos que a empresa precisa produzir e ser sustentável ao mesmo tempo, para que possamos trilhar um futuro melhor para todos”, ressalta Irani Pamplona Peters, Diretora Presidente da Pamplona Alimentos SA.
Sistema de compostagem
O sistema é realizado em um galpão, que é subdividido em quatro células, no qual ocorre a compostagem. Os resíduos são adicionados nas células de compostagem mantendo uma proporção adequada entre os seus diferentes tipos. Uma máquina faz o revolvimento do material obedecendo a uma rotina semanal.
Após os 90 dias, o composto é retirado das canchas e acondicionado nos compartimentos do depósito por mais 60 dias. Após esse período o composto está pronto, permitindo a utilização deste como fertilizante agrícola em solo.
Desde o início do projeto, já foram tratados e reciclados mais de 8.000 toneladas de resíduos orgânicos e produzidos mais de 4.000 toneladas de composto.
O processo de compostagem completo pode ser visto no canal da Epagri no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=DgnGhKaSw8o.

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Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% e soma US$ 17,3 bilhões
Relatório aponta avanço das exportações brasileiras e superávit britânico impulsionado pelo setor de serviços.

O comércio entre o Brasil e o Reino Unido cresceu 10,5% e somou US$ 17,3 bilhões de setembro de 2025 a setembro de 2024.. As exportações do Reino Unido para o Brasil alcançaram cerca de US$10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 6,9 bilhões, um avanço de 13,3% em 12 meses. Os números fazem parte do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

De acordo com a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

Como resultado dessa dinâmica, o Reino Unido manteve um superavit comercial com o Brasil estimado em cerca de US$3,5 bilhões, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança bilateral.
Na avaliação da Britcham, apesar de o Brasil ocupar a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento indica uma intensificação das trocas e maior diversificação da pauta comercial.
Segundo o documento, o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade do total exportado pelo Reino Unido e avançou 10,9% em 12 meses, com destaque para serviços empresariais e técnicos, além de serviços financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens cresceram em ritmo mais moderado, de 6,5%.
Em relação às exportações brasileiras, o crescimento foi puxado principalmente pelos bens, cujas vendas aumentaram 15,4%, com destaque para bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços brasileiros também cresceram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.
O presidente da Britcham Fabio Caldas destaca que também houve avanço nos estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido, indicando que a expansão do comércio ocorre em paralelo a um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado.
“Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avalia Caldas.
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Família, sucessão e agricultura definem trajetória de produtor em Mato Grosso
Cláudio Schons relembra dificuldades da migração do Sul, aposta na carreira solo desde 2020 e envolve os filhos na lida no campo.

Mato-grossense de coração, o gaúcho Cláudio Luís Schons encontrou em Lucas do Rio Verde uma oportunidade de continuar exercendo o ofício repassado pelo pai. Em 1988, com 11 anos, ele chegou ao estado e a família deu início à vida na agricultura com a fabricação de farinha de mandioca e erva-mate. Após alguns anos, migraram para o cultivo da soja e do milho. Associado à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Schons ressaltou a importância da agricultura para o mundo e destacou o orgulho em ser produtor rural.
No início, Mato Grosso foi marcado por resistência dos que vieram buscar novos horizontes para trabalhar. Com Cláudio Schons não foi diferente, ele destacou algumas das principais dificuldades enfrentadas naquela época.
“Na mudança do Rio Grande do Sul para cá, a maior dificuldade que encontramos foi que não tinha energia elétrica no interior, lá no sul já era um advento comum. Além disso, onde eu morava, eu podia escolher duas ou três escolas, morava bem no entroncamento, podia escolher as escolas e aqui em Mato Grosso teve essa dificuldade da educação”, relembrou.

Foto: Gilson Abreu
O produtor rural administrou uma propriedade com o pai e a irmã, por 22 anos, mas em 2020 que surgiu uma oportunidade de gerenciar uma fazenda com a esposa, Lucimeire Mattos Schons. “De 2020, devido à pandemia, nós repensamos e resolvemos tocar a carreira solo. Então, desde 2020, minha esposa, que era concursada na prefeitura, largou o concurso e veio me ajudar na parte fiscal da fazenda e eu fiquei com a parte prática aqui do dia a dia. E conseguimos interagir com os filhos, trazendo os filhos junto”, contou.
Mesmo com a mudança, a família Schons seguiu contribuindo com o crescimento local através da agricultura. Ao olhar para toda a sua trajetória na agricultura, Cláudio destacou o orgulho de estar contribuindo com o desenvolvimento de Mato Grosso e também de estar fornecendo alimentação ao mundo.
Após a “carreira solo” na agricultura, Cláudio começou a introduzir mais os filhos nos cuidados com a propriedade, ele explicou que o filho mais novo, Vitor de Mattos Schons, vai herdar os cuidados com a lavoura, já que a filha mais velha, Maria Eduarda Mattos Schons, seguiu carreira na área da Saúde.
Durante a conversa, Cláudio também falou sobre a importância da Aprosoja MT em divulgar de forma responsável as informações aos produtores rurais. A associação colabora com a prevenção de problemas, ajudando a superar possíveis obstáculos. “A Aprosoja MT com esses eventos anuais, reuniões, passa um conhecimento amplo do que acontece no estado ou algum problema que tenha que a gente pode estar prevenindo. Então, foi bom se associar porque foi um ponto positivo que é trazer a notícia mais rápido”, destacou.
Histórias como a de Cláudio Luís Schons fazem com que a Aprosoja MT siga acreditando na força da produção rural do estado e busque fortalecer ainda mais o setor.
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Suprema Corte dos EUA reafirma que Congresso detém poder exclusivo sobre tarifas
Ao derrubar o tarifaço global imposto por Trump, tribunal delimita alcance da autoridade presidencial.






