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Paloma Venturelli será a primeira mulher a presidir Sinditrigo-PR

Sindicato paranaense, responsável por 30% da farinha produzida no Brasil, terá gestão voltada à integração da cadeia e à modernização dos moinhos.

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Paloma Venturelli: "Nosso objetivo é oferecer informação e suporte técnico para que as empresas atravessem esse processo de forma organizada e saudável" – Foto: Wesley Manini

A empresária Paloma Venturelli, presidente do Moinho Globo, foi eleita para comandar o Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo-PR). A posse está marcada para o dia 23 de novembro e marca um feito inédito na entidade fundada em 1952: pela primeira vez, uma mulher ocupará a presidência do sindicato.

Com longa trajetória no setor, Paloma já havia quebrado outro tabu em 2021, ao se tornar a primeira mulher a presidir um moinho de trigo no país. No Sinditrigo, ela atuou por 12 anos como vice-presidente e, desde abril, vinha exercendo o cargo interinamente após a renúncia de Daniel Kümmel, que passou a integrar o Conselho Deliberativo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

Herdeira de uma tradição no setor

O sobrenome Venturelli tem história na moagem paranaense. O pai de Paloma, Mário Venturelli (in memoriam), foi uma das lideranças que consolidaram o sindicato nos anos 1960, em meio à intervenção federal no setor, quando a compra e venda de trigo passaram a ser controladas pelo governo.

A articulação de Mário e outros dirigentes, como Roland Guth e Romeu Massignan, foi decisiva para fortalecer a representação da indústria no estado.

Desafios e prioridades

O Sinditrigo-PR reúne atualmente 35 associados, entre moinhos e empresas colaboradoras, e representa o maior parque moageiro do país. O Paraná responde por cerca de 30% da produção nacional de farinha, com mais de 50 moinhos em operação e 4 milhões de toneladas moídas por ano.

À frente da nova gestão, Paloma afirma que pretende manter a articulação da cadeia do trigo, buscando integração entre produtores, indústrias e consumidores. Um dos principais temas da pauta, segundo ela, será o impacto da reforma tributária sobre o setor. “Nosso objetivo é oferecer informação e suporte técnico para que as empresas atravessem esse processo de forma organizada e saudável”, diz.

A dirigente também defende maior investimento em modernização e competitividade, de modo a preservar a relevância dos moinhos paranaenses no cenário nacional.

Conexão com pesquisa

Paralelamente às funções no Sinditrigo e no Moinho Globo, Paloma  passou a integrar o Comitê Assessor Externo da Embrapa Trigo, grupo consultivo formado por representantes da cadeia produtiva. A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das demandas do setor. “É uma oportunidade de diálogo importante com uma instituição de referência, que contribui diretamente para o avanço da triticultura brasileira”, afirma.

Participação na Embrapa Trigo

Além de estar à frente do Moinho Globo e do Sinditrigo, Paloma Venturelli também aceitou o convite para integrar o Comitê Assessor Externo (CAE) da Embrapa Trigo, que está em formação e tem caráter consultivo. O comitê reúne membros com vínculo ao setor produtivo agropecuário. “Tivemos a primeira reunião e foi uma oportunidade valiosa para trocar ideias e colaborar com uma instituição de referência no Brasil”, comentou a empresária sobre sua participação no comitê.

Fonte: Assessoria Sinditrigo

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Dia de Campo de Verão 2026 reúne tecnologia, mercado e inovação

Evento da Cooperativa Agroindustrial Tradição acontece nesta semana em Pato Branco (PR), com palestras, mais de 80 expositores, arena de drones e lançamentos para a safra.

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A Cooperativa Agroindustrial Tradição promove nesta semana, entre quarta (25) e quinta-feira (26), o Tradição em Campo – Dia de Campo de Verão 2026, um dos principais encontros técnicos do calendário agro regional. A programação acontece das 08 às 17 horas, no Centro de Tecnologia e Inovação Tradição (CITT), em Pato Branco (PR), reunindo cooperados, parceiros e produtores em dois dias dedicados à difusão de tecnologia, atualização de mercado e apresentação de lançamentos para a nova safra.

As inscrições são gratuitas e obrigatórias, mediante cadastro no site da cooperativa.

Nesta edição, o evento amplia a grade de conteúdo com três palestras centrais. No dia 25, às 14h30, o biólogo Richard Rasmussen abordará os desafios contemporâneos do agronegócio. No dia 26, o consultor Carlos Cogo apresentará análise do cenário agrícola global e brasileiro, com foco em tendências de mercado. À tarde, Maria Iraclézia tratará de gestão, liderança e empreendedorismo no setor.

Além das palestras, o Dia de Campo trará estações técnicas sobre soja, milho e feijão, além de apresentar novidades em máquinas, pecuária, TRR e cooperativismo. Mais de 80 expositores estarão presentes com soluções voltadas à produtividade e à eficiência no campo. “Estamos finalizando todos os preparativos para receber as famílias dos cooperados”, afirma o gerente técnico comercial da cooperativa, Carlos Francisco Marquezi.

Entre as novidades está a criação de um espaço kids com monitores, permitindo que as famílias participem do evento com maior conforto. “Será um espaço planejado para acolher as crianças, permitindo que os pais visitem a feira com tranquilidade”, reforça Marquezi.

A programação inclui ainda uma arena exclusiva para demonstrações de drones agrícolas, ampliando o acesso a tecnologias de agricultura de precisão. O setor de máquinas contará com pista para test drive de quadriciclos, proporcionando experiência prática aos visitantes.

Como atração especial, cooperados que visitarem os estandes parceiros e completarem o mapa da feira poderão concorrer ao sorteio de um quadriciclo, mediante cumprimento das regras estabelecidas pela organização.

Outra estrutura inédita será o bar suspenso, oferecendo visão panorâmica de unidades estratégicas da cooperativa, como a nova Indústria de Óleo e Farelo de Soja, a Unidade de Beneficiamento de Sementes e a Unidade de Grãos.

Com foco em inovação, integração e desenvolvimento sustentável, o Tradição em Campo consolida-se como vitrine tecnológica e espaço de relacionamento estratégico para o agronegócio regional.

Fonte: O Presente Rural
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Presidente da Copagril reforça protagonismo do cooperativismo paranaense em reunião estratégica do Sistema Ocepar

Eloi Darci Podkowa participou do encontro em Curitiba em que foi aprovado o balanço de 2025, definido metas para 2026 e debatido o cenário econômico, climático e agenda internacional do setor.

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Foto: Divulgação

As diretorias da Ocepar e da Fecoopar realizaram na última quarta-feira (19), em Curitiba, a primeira reunião presencial de 2026. A Copagril foi representada pelo diretor-presidente, Eloi Darci Podkowa.

O encontro foi dedicado à avaliação dos resultados de 2025 e à definição das diretrizes estratégicas para o cooperativismo paranaense em 2026. Entre os itens da pauta esteve a apresentação e deliberação do Balanço Patrimonial do Sistema Ocepar, formado por Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR, referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. Após a aprovação da ata anterior, também foi validado o Plano de Trabalho para 2026, com a definição de metas e prioridades de atendimento às cooperativas.

Durante a reunião, a diretoria analisou ainda o Projeto 27 do Plano Paraná Cooperativo (PRC300), voltado à formação de alianças estratégicas entre cooperativas, com foco na ampliação da competitividade e da eficiência operacional no mercado global.

Temas internacionais também estiveram em discussão, como os desdobramentos do acordo entre Mercosul e União Europeia e os reflexos para o agronegócio. Foi apresentado, ainda, um balanço da participação paranaense na feira Gulfood, realizada em Dubai.

A reunião contou com a participação da presidente-executiva da OCB, Tânia Zanella, que apresentou as principais frentes de atuação e prioridades do cooperativismo brasileiro para 2026.

A presença da Copagril no encontro integra as discussões estratégicas do sistema cooperativista estadual e acompanha as definições que orientarão o setor ao longo do ano.

Fonte: Assessoria Copagril
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Soja sobe no mercado interno com demanda externa aquecida e clima irregular no Sul

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada aponta prêmios de exportação mais atrativos e postura cautelosa de produtores diante da estiagem.

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Foto: Jaelson Lucas

Os preços internos da soja subiram na semana passada. Pesquisadores do Cepea apontam que esse movimento se deve à aquecida demanda externa, em decorrência da maior atratividade dos prêmios de exportação no Brasil, e à postura cautelosa de produtores brasileiros, especialmente os do Sul, diante das incertezas relacionadas à irregularidade das chuvas.

No campo, colaboradores consultados pelo Cepea relatam redução de produtividade em áreas afetadas pela estiagem. Por outro lado, as chuvas recentes favoreceram lavouras ainda em desenvolvimento no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Conab, até 14 de fevereiro, a colheita nacional de soja atingia 24,7% da área, abaixo dos 25,5% registrados no mesmo período do ano passado e dos 27,1% da média dos últimos cinco anos.

Fonte: Assessoria Cepea
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