Conectado com

Notícias Aquicultura

Palestrantes internacionais apresentam no IFC Brasil o melhor da produção de pescados mundial

Ao todo, o evento reúne mais de 60 conferencistas do Brasil e mais 14 países

Publicado em

em

Arquivo / OP Rural

A programação científica do 4º International Fish Congress & Fish Expo Brasil apresenta uma seleção de palestrantes internacionais. O time de especialistas dará uma visão global da produção de pescados. Ao todo, o evento reúne mais de 60 conferencistas do Brasil e mais 14 países. O evento será realizado na próxima semana, nos dias 31 de agosto, 01 e 02 de setembro, no Maestra Convention Center do Resort Recanto Cataratas, em Foz do Iguaçu, Paraná.

A quarta edição do IFC Brasil presenteia os congressistas com uma programação rica em assuntos importantes para o setor de pescados. Para isso, apresenta um time de conferencistas que são expoentes em suas áreas no país e a nível internacional. “Com os pés no presente e os olhos focados no Futuro”, afirma Altemir Gregolin, ex-ministro da pesca e presidente do IFC Brasil.

O que há de melhor em genética da tilápia 

No dia 02 de setembro, a palestra Desenvolvimento genético recente para o melhoramento de tilápias e suas implicações para a produção sustentável, será ministrada pela especialista da Colombia, Marcela Salazar, M.D – Diretor Científico Benchmark Genetics Colombia. O Benchmark Genetics integra o Benchmark Group, a principal companhia de biotecnologia para a aquacultura com extensiva atividade em genética aquícola, nutrição avançada e saúde animal ao redor do mundo.

Marcela Salazar, é MD pela Pontificia Universidad Javeriana na Colômbia, especializada em Imunogenética no laboratório Dr Edmond Yunis na Harvard Medical School. A especialista estuda a genética da resposta imune contra infecções virais e bacterianas em humanos, camarões e linhagens de camundongos há mais de 20 anos. Desde 2001 ela trabalha como Diretora Científica do Centro de Pesquisa em Aquicultura no CENIACUA, e desde 2016 ocupa o mesmo cargo agora para Benchmarrk Genetics Colombia. Seu principal campo de pesquisa é a resposta imune de P vannamei contra infecções virais usando o vírus da síndrome da mancha branca como modelo, bem como na criação seletiva de P vannamei. Ela é ainda membro do conselho da Corporacion CorpoGen, uma organização de pesquisa em biotecnologia sem fins lucrativos na Colômbia. Marcela é autora e coautora de mais de 50 publicações científicas e três capítulos de livros.

No dia 02 de setembro, o IFC Brasil recebe um dos maiores especialistas em desenvolvimento de novas linhagens de tilápia. O Dr. Rajesh Joshi – Pesquisador Sênior da GenoMar Genetics – Noruega, para a palestra: Inovação na criação seletiva para uma indústria rentável de tilápia do Nilo.

O Dr. Rajesh Joshi atua como Pesquisador Sênior na GenoMar Genetics e trabalha no departamento de P&D da empresa localizada em Ås, Noruega. Como Pesquisador Sênior da empresa, Dr. Joshi é responsável pelo planejamento e implementação de diferentes atividades no núcleo de criação de tilápia do Nilo nas Filipinas e no Brasil (com as marcas Genomar, Aquabel e AquaAmerica). O Dr. Joshi também é responsável pelo planejamento de produtos e implementação de diferentes atividades de benchmarking e documentação em vários países da Ásia e da América Latina.

Além disso, o Dr. Joshi também é co-supervisor de alunos de mestrado e doutorado na Noruega e é autor de vários artigos técnicos revisados por pares em genética de tilápias, genômica e resistência a várias doenças. Além disso, ele também está trabalha como professor associado visitante na faculdade HICAST, no Nepal.

Dr. Joshi é bacharel em medicina veterinária e mestre em melhoramento animal e genética. O Dr. Joshi é PhD pela Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (NMBU) em Ciência Animal e Aquacultural, onde esteve envolvido no desenvolvimento do primeiro conjunto de chips SNP para a Tilápia.

Produção sustentável será destaque no IFC 

No dia 01 de setembro, a palestra Produção em Sistema de Recirculação – RAS, com Simon Dureijka – Diretor de Produção da empresa Infinite Sea – Alemanha e Marcelo Shei – Sócio fundador da Altamar Sistemas Aquático, Doutor em Aquicultura pela FURG. O painel reúne ainda Yedod Snir – Fundador e Ceo da MAP Aqua, Bacharel em Aquicultura e líder em design RAS – Estados Unidos

O Painel sobre a Produção na Aquicultura em RAS atende a uma demanda do setor na busca de alternativas de reuso d’água e uma produção cada vez mais sustentável do ponto de vista ambiental e sanitária. As apresentações trarão a evolução do sistema com a rica experiência da Alemanha e um apanhado do que tem de melhor sendo desenvolvido no Brasil.

Saúde e Biosseguridade dos Peixes será o foco da palestra do Dr Terje Tingbø – Chefe de desenvolvimento comercial de tilápia, APAC e América Latina – PHARMAQ/Zoetis – Noruega.

Terje, que reside em Oslo, na Noruega, é um biólogo, apaixonado pela saúde dos peixes. É mestre em imunologia e desenvolvimento de vacinas para peixes pela Arctic University of Norway. Terje trabalha para a PHARMAQ há quinze anos, com funções em pesquisa clínica, gerenciamento de projetos de P&D, vendas e desenvolvimento comercial. Tem experiência com espécies de águas frias e quentes, como salmonídeos, bacalhau, robalo, pangasius e tilápia. Desde 2019, Terje é responsável pelo desenvolvimento de estratégias para os investimentos da PHARMAQ em tilápia, motivado pela necessidade de crescimento saudável e sustentável da indústria global de aquicultura.

Nutrição avançada e sanidade 

No dia 02 de setembro, a palestra Dieta Funcional para consolidar o sucesso da vacinação em peixes, com o Dr. François Jégou – Especialista em Pesquisa e Desenvolvimento da ADM – França.

O Dr. François Jegou passou a infância no Japão, perto de Kobe. Concluiu o ensino médio e os estudos veterinários na França. Sua pesquisa de doutorado se concentrou na sincronização da reprodução da vieira Pecten maximus no IFREMER Research Institute, Brest. Após a graduação, trabalhou como médico veterinário na pecuária, principalmente na produção de suínos e gado leiteiro. Após isso, passou a atuar na aquicultura, que tem sido o foco de seu trabalho por mais de 20 anos.

Em sua função na ADM, François compartilha sua experiência em melhoria de desempenho e prevenção de doenças. Concentra-se em soluções de saúde e gerenciamento de estresse para a nutrição da aquicultura, como um suporte sinérgico ao desempenho e sustentabilidade da fazenda.

Keith Morris M.Sc, Global Marketing Manager da Phibro Aquua ministrará palestra no International Fish Congress no dia 01 de setembro. Morris fala sobre a “Mitigação do estresse na aquicultura para elevar a produtividade e a sanidade dos animais”.

A aquicultura é o setor da produção animal que mais cresce nas últimas quatro décadas a nível mundial e sua importância para garantir a segurança alimentar global no futuro é reconhecida mundialmente. Melhorar os resultados, com qualidade e bem estar-animal  é estratégico. A palestra será dedicada a revisar os diferentes tipos de estresse, sua influência na produtividade aquícola, resistência a doenças e as ações que podem ser tomadas para mitigá-los

Keith Morris M.Sc. é mestre em Ciências Marinhas e de Aquicultura. Por mais de 20 anos, atuou no setor de saúde animal, concentrando-se no setor de aquicultura. Inicialmente em P&D, desenvolvendo vacinas contra salmonídeos e tilápias. Passou para o negócio comercial, gerenciando os negócios de salmonídeos da UE para a Merck Co. Recentemente, foi responsável pelas atividades de marketing estratégico nos mercados global de salmonídeos, Marines europeus e tilápia global. Atualmente, na Phibro Aqua, gerencia o Marketing Global e a direção estratégica do negócio.

O que o Brasil pode aprender com o Equador na produção de camarão? 

No dia 31 de agosto, o IFC Brasil recebe a Dra. Yahira Piedrahita – Diretora Executiva da Câmara Nacional de Aquicultura do Equador. Ela ministra a palestra: Produção de Camarão – O Equador como um Case de sucesso em produção e exportações. Quais ações do setor público e privado explicam os resultados conquistados?

A Dra. Yahira Piedrahita é engenheira de aquicultura, possui especialização em economia de pescados, é mestre em manejo e desenvolvimento sustentável de recursos bio aquáticos. Possui ainda Certificado de Profissionais de Aquicultura pela Universidade de Auburn.

Possui 30 nos de experiência na indústria do camarão sendo 20 destes como produção de camarão como responsável pela patogenidade, qualidade da água, técnica e gerente de produção. Possui cinco anos de experiência em posições governamentais, como Diretora Geral do Instituto Nacional de Pescados no Equador.

Apoio e patrocínio ao IFC Brasil 2022 

O 4º International Fish Congress tem coorganização da Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação (FUNDEP) e da Unioeste. Patrocinam o IFC Brasil 2022: Itaipu Binacional, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fomento Paraná, Companhia Paranaense de Energia (COPEL), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Confederação Nacional da Agricultua (CNA, Federações e Sindicatos, Tilabrás, Cooperativa Copacol, Sistema FAEP/SENAR-PR e Cooperativa C.Vale. O IFC Brasil tem o apoio da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), Associação das Indústrias de Pesca (Abipesca), Associação de Produtores de Peixes do Brasil (Peixe BR), Club de Innovación Aquícola do Chile, Organização das Cooperativas do Paraná (OCEPAR), Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI), Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Como parceiro o evento tem a Caixa Econômica Federal, que lançou recentemente linhas de crédito exclusivas para o agronegócio.

Fonte: Assessoria

Notícias

Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo

Notícias

Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

Publicado em

em

Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.