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Empresas SBSA

Palestrantes da Cobb-Vantress abordam critérios de condenação e o frango do futuro no SBSA 2019

Mike Casto, Mark Cooper e Philip Hammond participaram do evento a convite da companhia e dividiram as experiências obtidas em diferentes mercados

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Dr Mark Cooper, diretor de produto da companhia - Foto: Divulgação

Os especialistas convidados pela Cobb-Vantress, Inc., uma das principais fornecedoras de matrizes de frangos de corte e serviços técnicos para o setor avícola, para o 20º Simpósio Brasil Sul de Avicultura – SBSA, em Chapecó (SC), compartilharam relevantes experiências e conhecimentos com os mais de 1.500 participantes do evento. No dia 03 de abril, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, os especialistas Mike Casto e Philip Hammond, abordaram critérios de condenação, enquanto Mark Cooper trouxe insights sobre as características mais visadas no desenvolvimento do frango do futuro.

O primeiro palestrante foi  Mike Casto, que apresentou “Critérios de Condenação – Visão Americana”. O especialista mundial da Cobb abordou como funciona o processo de inspeção e condenação nos Estados Unidos, incluindo todo o procedimento interno das principais empresas no que diz respeito a lavagens, desinfecções e limpezas de carcaças na etapa final da produção.  Casto também demonstrou todo o cuidado necessário no processo para identificação de Salmonella e o trabalho realizado para identificação e controle da enfermidade. Para o palestrante, desde que o programa de tolerância zero para Salmonella foi implementado, em 2003, o mercado americano vem registrando reduções consideráveis em contaminações pela doença, com queda significativa nos índices, passando de 10%, em 2006, para menos de 2%, em 2015.

Casto detalhou o trabalho de inspeção interna realizado pelas empresas produtoras e o esforço do governo americano para certificar e aprovar o processo, garantindo a segurança alimentar. O especialista abordou o chamado NPIS (New Poultry Inspection System), em que as empresas mantém funcionários nas plantas utilizando as mesmas especificações do governo, inclusive com os mesmos programas de treinamento.

Pelo sistema, a agência reguladora norte-americana realiza o que definiu como uma abordagem offline, verificando a inspeção realizada internamente pelos funcionários. O governo mantém apenas um inspetor de carcaça no final da linha de processamento, antes das etapas de desinfecção e resfriamento. À agência, cabe verificar os processos, os controles e as amostras, interferindo quando houver problemas persistentes, com planos de ações e melhorias a serem contemplados pela empresa.

O palestrante também abordou os critérios que levam à condenção e o reprocessamento e a lavagem de carcaças como alternativa para melhor aproveitamento das aves, sempre com o objetivo de ter um produto de alta qualidade oferecido ao consumidor. “Nos Estados Unidos pesamos todas as condenações, sejam elas parciais ou totais. Esta é a única forma de sermos precisos quanto a elas, reavaliando procedimentos internos que possam ter maior sucesso”, explicou. “Nosso procedimento registra poucas contaminações como motivadores de condençação por que na maioria dos casos é possível reprocessar as aves, corrigindo falhas”, completou.

Na sequência, o médico veterinário Philip Paul Hammond, do núcleo de saúde aviária da BVetmedPGCert, ministrou palestra sobre “Critérios de Condenação – Visão Europeia”. Segundo ele, as inspeções de higiene acontecem a cargo de fiscais do governo ou contratados pela indústria. Estes profissionais atuam após o depenamento, reportando anormalidades à agência de padrões alimentares. O foco total do trabalho é para a segurança alimentar, com especial atenção para o controle de Salmonella e o monitoramento do bem-estar animal.

De acordo com Hammond, se as especificações de bem-estar não são seguidas e há registro de altas taxas de mortalidade, pobres condições de criação e enfermidades, a empresa pode ser penalizada severamente. O especialista explicou os dois limiares considerados na avaliação dos números relacionados à produção, com automatização total de dados, e testes de Salmonella antes do processamento das aves.

Segundo o palestrante, consumidores e varejistas acompanham de perto os produtores no Reino Unido, o que pode gerar um enorme impacto comercial. “As condenações dependem muito do país em que se está, em virtude dos critérios e tecnologias disponíveis, com diferentes interpretações sobre treinamento e conformidade. Mas o objetivo deve ser sempre produzir carcaças de alta qualidade e seguras para se alimentar, mantendo o bem-estar das aves”, finalizou.

Encerrando as participações da Cobb no evento, o dr Mark Cooper, diretor de produto da companhia, demonstrou o “Frango de Corte do Futuro”. O palestrante iniciou sua apresentação comentando a pirâmide de produção para desenvolvimento de novas linhas, com a necessidade de até 15 anos para que uma linhagem totalmente nova chegue ao consumidor.  Por este motivo, em sua avaliação, as empresas de melhoramento genético devem focar hoje no que o mercado poderá ter interesse em 15 anos.

Cooper explicou o trabalho anterior realizado pela Cobb com um produto de múltiplo uso, o Cobb500, e a tendência atual para a diversificação de produtos oferecidos, no sentido de atender às necessidades específicas de cada mercado. “Ouvimos o cliente para saber o que compram e porque é importante que a ave seja daquela forma, assim como ouvimos os varejistas, os integradores, e as empresas produtoras, e olhamos tendências de curto e longo prazo”, afirmou.

O especialista abordou também a retirada dos antibióticos da produção de pedigrees da Cobb, na década de 90, o que levou ao oferecimento de matrizes sem antibiótico a partir de 2016, e os ajustes que o mercado precisou realizar para manter os bons resultados na produção antibiotic free.

Atualmente, Cooper destacou o foco no bem-estar das aves como uma das principais tendências da indústria, citando que, das mais de 60 características avaliadas na seleção genética, quase a metade está relacionada à saúde e bem-estar dos planteis. Para o futuro, Mark Cooper destacou a tendência de abate de aves cada vez mais pesadas por parte de alguns mercados e o aumento do foco na qualidade da carne. “Nossa responsabilidade no desenvolvimento de matrizes é muito grande, por isso, temos sempre que trabalhar em conjunto com o cliente, ouvindo e entendendo suas necessidades”, finalizou.

O Simpósio Brasil Sul de Avicultura é um dos mais importantes eventos nacionais para o mercado avícola e acontece anualmente. A Cobb foi patrocinadora do evento e comemorou, em 2019, 18 anos de participação nas edições do simpósio.

Fonte: Assessoria
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Empresas Peixes

Evonik realiza curso de Produção de Tilápia em parceria com a Unioeste

O objetivo foi agregar conhecimento e trazer temas importantes da cadeia para técnicos de psicultura da região, que é a maior processadora de carne de tilápia do Brasil

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Foto: Divulgação

Diante da demanda de algumas cooperativas e produtores de ração do oeste do Paraná, a Evonik organizou o curso “Produção de Tilápia” em parceria com a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), no campus de Toledo (PR).

O objetivo foi agregar conhecimento e trazer temas importantes da cadeia para técnicos de psicultura da região, que é a maior processadora de carne de tilápia do Brasil.

O curso, de 12 módulos, foi ministrado com a colaboração de professores do curso de Engenharia de Pesca da Unioeste e por professores convidados de diferentes universidades do Brasil e especialistas de áreas específicas.

Com temas relativos a toda a cadeia produtiva de Tilápia, o curso teve início em dezembro de 2017 e foi concluído no último mês de outubro, com uma apresentação do Prof. Dr. Wilson Furuya, sobre aditivos para ração de tilápia.

“Foi nossa primeira iniciativa nesta área, pois já realizamos outros eventos para clientes, mas com menor duração e assuntos ligados à nutrição de aminoácidos para produtores de frangos de corte. Ficamos muito satisfeitos com os resultados na área de Tilapicultura e com a participação de colaboradores das empresas Algomix, Anhambi, Copacol e Cvale”, destaca Nerilson Nerilo, gerente de negócios da área de Nutrição Animal da Evonik.

 

 

Fonte: Assessoria da Evonik
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Empresas Bovinos

Felipe Zanforlin: Bom manejo é pilar para sucesso e sustentabilidade da cadeia produtiva do leite

Veterinário mineiro observa melhoria do bem-estar de vacas com o uso do Velactis, o facilitador de secagem do leite da Ceva

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Foto: Divulgação

Um casal de dentistas de Belo Horizonte gerou, em 1986, um menino que mudaria a tradição odontológica da família: Felipe Zanforlin Freitas. “Quando pequeno, menino da capital mineira, nunca havia pensado em trabalhar em fazenda. Meu contato com o meio rural era muito restrito. Foi só quando chegou a época de decidir a profissão que tentei descobrir algo que fosse próximo ao meu perfil, mais jovem e em busca da versatilidade. Então, conheci a medicina veterinária e, encantado, me apaixonei”, conta Felipe.

Depois de formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Felipe Zanforlin atuou em fazendas de Lagoa Grande e Curvelo, em Minas Gerais, e também em Goiás e Espírito Santo, antes de se fixar em Patos de Minas (MG). Lá, tornou-se referência em qualidade do leite e comanda uma equipe multidisciplinar que cuida, principalmente, do úbere das vacas leiteiras, realiza experimentos clínicos e testa produtos para saúde animal.

“Tenho atuado especialmente em Minas Gerais. As regiões do Alto Paranaíba e do Triângulo Mineiro têm desenvolvido uma pecuária bem intensiva. Em consequência, estão surgindo desafios sanitários e também metabólicos. Como as vacas estão produzindo cada vez mais, é preciso realizar um manejo impecável da secagem do leite”, afirma o especialista.

Felipe explica que o momento da secagem do leite é “altamente desafiador” porque é na pós-secagem que acontece o enchimento excessivo das glândulas mamárias, processo que causa dor e, consequentemente, muito estresse, diminuindo a saúde e a qualidade de vida das vacas. Segundo ele, métodos antigos – como induzir a diminuição da produção de leite por meio de dieta diferenciada – já não têm apresentado bons resultados nas fazendas.

“A tecnologia passou a ser uma aliada dos veterinários – e especialmente dos produtores de leite. Muitas fazendas optaram pelo uso do facilitador de secagem Velactis, e observam excelentes resultados, inclusive no próprio comportamento do animal, que deixa de sentir desconforto e mugir de dor, algo que não acontecida sem o uso do medicamento”, detalha.

Izabela Borges, vendedora técnica de campo da Ceva que atende a região do Alto Paranaíba, ressalta o quanto é importante ter veterinários capacitados dentro das fazendas “O Felipe é um super parceiro. Profissionais como ele – interessados, curiosos e pragmáticos – nos ajudam a traduzir questões técnicas mais complexas, facilitando a comunicação com o produtor para uma melhor tomada de decisão.”

Velactis, da Ceva Saúde Animal, é o primeiro e único facilitador de secagem do leite do mercado brasileiro. Contribuindo para o bem-estar das vacas, contribui também para a qualidade do leite e para a saúde do úbere, áreas nas quais Felipe é especialista. “O bom manejo é um pilar importante para o sucesso e a sustentabilidade da cadeia produtiva do leite. O Brasil tem um grande potencial nessa atividade, auxiliando o desenvolvimento econômico e social do país”, finaliza Felipe Zanforlin.

Fonte: Assessoria da Ceva
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Empresas Avicultura

Biovet Vaxxinova realiza reunião de alinhamento estratégico

Unidade de Negócios Avicultura da empresa realizou reunião de alinhamento estratégico visando crescimento sustentável para os próximos 5 anos.

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A Unidade de Negócios Avicultura do Biovet Vaxxinova realizou reunião de alinhamento estratégico da empresa visando crescimento sustentável para os próximos 5 anos. O encontro ocorreu na matriz da empresa em Vargem Grande Paulista (SP) esta semana (4 e 5 de novembro) e contou com a participação da equipe técnica, comercial, industrial e diretoria.

Além do repasse das informações mais importantes sobre todas as operações do Biovet Vaxxinova (indicadores de produtividade, qualidade, supply chain e novos investimentos na ampliação da planta de fabricação de vacinas de Coccidiose), o encontro também foi utilizado para valorizar e reconhecer os talentos internos e facilitar a troca de conhecimentos entre os colaboradores da empresa.

“Todos os integrantes da nossa unidade de negócios, distribuidores e representantes comerciais tiveram, desse modo, uma visão geral de tudo que está em andamento e de que forma vamos trabalhar para alcançar os nossos objetivos comuns”, descreve o Diretor de Negócios Avicultura Jeovane Pereira.

Atenção especial foi dedicada às soluções para controle integrado da Coccidiose Aviária e aos benefícios da associação de probióticos na melhora da integridade intestinal, em associação à família de produtos Bio-Coccivet.

“Alternativas customizadas e associações de produtos com compatibilidade e sinergismo comprovado a campo, que proporcionam mais saúde às aves e menos utilização de antibióticos, é um movimento natural da indústria avícola de produção de alimentos”, conclui o Gerente de Produtos Mauro Prata.

Fonte: Assessoria da Biovet
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