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Bovinos / Grãos / Máquinas Em Marechal Cândido Rondon

Palestra sobre avanços e atual cenário do mercado de lácteos encerra programação do Dia Leite

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, no município de Marechal Cândido Rondon (PR), o evento acontece na próxima quarta-feira (1º) no formato híbrido, com participação presencial e transmissão ao vivo pelos canais do O Presente Rural no Facebook e no YouTube.

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Foto: Ari Dias/AEN

Reflexões sobre o mercado do leite encerra o ciclo de palestras da primeira edição do Dia do Leite, evento que será realizado na próxima quarta-feira (1º) pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, no município de Marechal Cândido Rondon (PR). Promovido no formato híbrido, haverá participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelos canais do O Presente Rural no Facebook e no YouTube.

Engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural, e atual coordenador da Câmara Setorial do Leite, Vicente Nogueira Netto: “A retomada da atividade econômica é ainda a melhor oportunidade para o setor” – Foto: Berrante Comunicação

A palestra de encerramento inicia às 13h30 e será ministrada pelo engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural, e atual coordenador da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (CSLEI/Mapa) pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Vicente Nogueira Netto, que vai trazer informações relevantes sobre a cadeia leiteira para estimular a reflexão dos participantes com relação ao atual cenário do mercado de lácteos.

De acordo com Netto, todos os elos da cadeia produtiva acompanham diariamente diversas informações e indicadores para entender o comportamento do mercado de lácteos e assim identificar as melhores oportunidades do setor, tanto para as cooperativas como para seus cooperados. De encontro a isso, vai abordar em sua palestra como ocorreu a evolução nacional da cadeia leiteira, os desafios existentes no setor, os avanços da produção de leite na região Sul do país, especialmente no Paraná, que hoje é segundo maior produtor nacional, a importância socioeconômica da cadeia leiteira para o desenvolvimento da agropecuária, sua capacidade de gerar emprego e renda, além do atual cenário de preços e custos de produção.

“O momento atual certamente é muito desafiador para todas as cadeias produtivas de proteína animal, especialmente para o mercado de leite que é ainda muito dependente do mercado interno. Assim, em um cenário macroeconômico de estagnação, o mercado de lácteos tende a sentir os efeitos da perda do poder de compra do consumidor. Além disso, há ainda o forte aumento do custo de produção ocorrido nos últimos dois anos e que tende a persistir até o final de 2022”, ressalta Netto.

No entanto, mesmo com todos os desafios, a cadeia produtiva de lácteos tem passado por grandes transformações, otimizando processos e buscando se consolidar no mercado com a adoção de tecnologias e melhor aproveitamento dos insumos e uso mais eficiente dos recursos de produção. “A retomada da atividade econômica é ainda a melhor oportunidade para o setor, por isso toda a atenção aos indicadores macroeconômicos é importante para identificar a retomada e, em sequência, a melhora no consumo por conta do fortalecimento do consumidor. Esse é um cenário que pode trazer muitas oportunidades para as cooperativas, na exploração de novas tendências de consumo, adoção de novas tecnologias para atendimento aos cooperados, na união para fortalecer e otimizar operações e no posicionamento de mercado”, analisa Netto.

De acordo com ele, ainda há incertezas quanto a retomada da economia, especialmente por se tratar de um ano de eleições. Mesmo assim a economia está começando a dar sinais de retomada, o que tende a ser a maior oportunidade para o setor. “Além disso, a valorização das commodities lácteas ao redor do mundo, devido ao aumento da demanda, abriu oportunidades para exportações, que também tende a ser uma oportunidade a ser explorada pelas cooperativas”, enfatizou.

Com uma vasta experiência no setor lácteo nacional, Netto foi chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação Pan-Americana de Leite (Fepale), e atualmente é sócio-diretor da Tropical Genética de Embriões.

Ciclo de palestras

A programação engloba três palestras, que vão trazer um panorama geral do cenário atual da bovinocultura leiteira. O credenciamento inicia às 09 horas, em seguida, às 09h30, haverá a abertura com o presidente da Frimesa, Valter Vanzella.

O ciclo de palestras inicia às 10 horas, com o secretário de Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná (Seab), Norberto Anacleto Ortigara, que vai tratar sobre a “Importância do status sanitário das propriedades leiteiras no Paraná”. Com uma vasta experiência no âmbito da agricultura, Ortigara é técnico agrícola e economista, com especialização em Economia Rural e Segurança Alimentar, e desde 1978 é servidor público da Seab.

Em seguida, às 11 horas, o economista doutor em Economia Aplicada e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, abordará o tema “Leite 4.0: desafios e oportunidades”. Professor nos cursos de MBA e mestrado em Administração da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Martins se dedica a estudar a competitividade do setor leiteiro e foi idealizador do Ideas For Milk, o primeiro ecossistema de inovação criado no agronegócio brasileiro.

O encerramento da programação do Dia do Leite está previsto para as 15 horas.

Quem faz acontecer

O Dia do Leite é uma realização do Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa. O evento tem patrocínio ouro da Sicredi; prata da Biochem, Imeve e Prado Saúde Animal; e bronze da AB Vista, Anpario e Syntec. E conta ainda com o apoio do Sistema Ocepar, Câmara do Leite, Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa e da Associação Brasileira do Produtores de Leite.

Fonte: O Presente Rural

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026

Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

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Foto: Fernando Kluwe Dias

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E.  Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.

Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.

Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça

Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

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Fotos: Divulgação/CooperAliança

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.

Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.

Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.

Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”

Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”

Fonte: Assessoria CooperAliança
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina

Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

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Foto: Divulgação/Angus

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock

A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.

Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock

alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados.  “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o  gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.

Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.

Fonte: Assessoria Minerva Foods
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