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 Palestra magistral do 21º Congresso de Ovos APA vai tratar sobre desafios da eficiência na produção agropecuária brasileira 

Congressistas terão a oportunidade de acompanhar a visão e toda experiência de uma das maiores autoridades do mundo da área,

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Professor, pesquisador, escritor e consultor referência internacional Evaristo Eduardo de Miranda - Foto: Divulgação/APA

Professor, pesquisador, escritor e consultor referência internacional Evaristo Eduardo de Miranda foi o nome eleito pela Comissão Organizadora do 21º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos 2024, evento que vai acontecer de 11 a 14 de março no Centro de Exposições de Ribeirão Preto (SP), para a palestra magistral deste ano.

Miranda possui mestrado e doutorado em Ecologia pela Universidade de Montpellier (França), é autor da obra “A geografia da pele – um brasileiro imerso na África profunda” e ingressou na Embrapa em 1980, permanecendo como pesquisador até 2023.

Ao longo da sua trajetória somam mais de 1.400 artigos publicados no Brasil e exterior e 56 livros contribuindo em diversas áreas, tais como: humanidade, ecologia, agricultura e sustentabilidade. Além disso manteve participações em programas de televisão e colaborações com diversas publicações renomadas.

Confira a programação completa do 21º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos:

11 de março

– Pré-Congresso Ceva Saúde Animal

16h às 18h: A inovação promovendo a sanidade, Produtividade e eficiência na granja de postura!

18h – Happy hour

12 de março

08h às 08h20: Credenciamento e abertura

Painel Genética

08h20 às 09h10: Avanços na evolução genética de poedeiras comerciais / Matthias Schmutz (Lohmann Breeders GmbH)

09h10 às 09h50: Exigências Nutricionais de Poedeiras / Diogo Ito (Hendrix Genetics)

09h50 às 10h20: EGG break

10h20 às 11h: Você realmente conhece a água de sua granja? / Josênio Cerbaro (Trown Nutrition)

11h às 11h40: Práticas de manejo para agregar valor na produção de ovos / Marcelo Checco

11h40 às 12h: Debate

12h às 14h: Almoço

14h às 14h40: Tecnologia de criação de poedeiras: vale a pena investir em novos equipamentos para minha granja? / Orlando Peruzzo (Artabas)

14h40 às 15h20: Uso de minerais na nutrição de poedeiras / Edegar Oviedo da Universidade da Carolina do Norte (Novus)

15h20 às 15h35: Debate

15h35 às 16h05: Debate EGG break

16h05 às 16h55: Da teoria à prática: Como medidas de bem-estar podem maximizar a produção de ovos? / Midian Nascimento dos Santos (Maple Lodge Farms, Canadá)

16h55 às  17h45: Atualização sobre o uso de aditivos alternativos na dieta de poedeiras comerciais / Anne Moddel (Eckel Animal Nutrition, Ilender – Alemanha)

17h45 às 18h: Debate

18h às 19h: Palestra magistral – Produção Agropecuária e Sustentabilidade: os desafios da eficiência / Evaristo Eduardo de Miranda

19h: Abertura oficial

20h: Coquetel

13 de março

08h às 08h15: Premiação Melhor Trabalho “Outras áreas”

08h15 às 08h30: Premiação Melhor Trabalho “Sanidade”

08h30 às 09h10: Avanços na produção de codornas / Fernando Perazzo (UFPB , G. Fujikura)

09h10 às 10h: A importância da melhoria da eficácia óssea para promover aumento da qualidade de casca e consequentemente elevação da longevidade de produção / Julián Melo (Universidade Nacional de Luján, Argentina – Uniquímica)

10h às 10h30: EGG break

10h30 às 11h10: Análise de dados produtivos como ferramenta de tomada de decisão na produção de ovos / Ricardo Ito (Vaccinar)

11h10 às 11h20: Debate

11h20 às 12h20: Espaço Empresarial – Vaxxinova: “O impacto da vacinação de coccidiose na produção de ovos.”

12h20 às 14h10: Almoço

14h10 às 14h50: Desafios e oportunidades da vacina autógena / José Renato Branco (Consultor Inata)

14h50 às 15h30: Uso do conceito de nutrição de precisão para redução da pegada de carbono / José Francisco Miranda (DSM)

15h30 às 16h: EGG break

16h às 17h: Espaço Empresarial – MSD

17h às 17h40: Como prevenir/controlar desafios entéricos de poedeiras com aditivos eubióticos/ Sandra Bonaspetti (Phibro)

17h40 às 18h: Debate

18h às 20h: Happy hour

20h às 22h: Jantar

14 de março

08h às 08h15: Premiação Melhor Trabalho “Manejo”

08h15 às 08h30: Premiação Melhor Trabalho “Nutrição”

Painel Influenza aviária

08h30 às 09h10: Medidas preventivas para controle da IAAP para aves de postura comercial / Dra. Eliana Icochea (Universidade Nacional Mayor San Marcos, Vaxxinova)

09h10 às 09h50: Situação atual da IAAP no Brasil e o papel do Ministério no controle e prevenção/ Dr. Eduardo de Azevedo Pedrosa Cunha (Diretor do Departamento de Sanidade Animal – MAPA)

09h50 às 10h20: EGG break

10h20 às 11h: Papel da biosseguridade na prevenção da influenza aviária / Paulo Raffi (Consultor)

Mesa redonda: vacinas para Influenza aviária

11h às 12h30:

·        Ceva Saúde Animal

·        Boehringer Ingelheim

·        MSD Saúde Animal

·        Vaxxinova

·        Dra. Daniela de Queiroz Baptista (Diretora Mapa)

·        Mediação: Sula Alves (ABPA)

12h30 às 14h: Almoço

Painel Inspeção

14h às 14h40: A embalagem e a apresentação determinam a preferência de compra pelo consumidor? / Paulo Pompilio (Grupo Pão de Açúcar)

14h40 às 15h20: Embalagem e rotulagem de ovos / Nilbea Regina Silva (Mapa)

15h20 às 15h40: EGG break

15h40 às 16h20: Qual a importância na manutenção da qualidade dos ovos? / Larissa Nozela (Engenheira de Alimentos)

16h20 às 17h: Fatores que afetam a qualidade do ovo in natura: Do galpão ao consumidor / Daniela Duarte Oliveira

17h às 17h20: Debate

17h20: Encerramento

Fonte: Assessoria APA

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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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Embrapa recebe missões de 14 países interessadas em pecuária sustentável brasileira

Delegações internacionais visitaram centro de pesquisa em São Carlos em 2025 para conhecer tecnologias de baixo carbono, como recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta.

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Visitantes internacionais no sistema integrado com árvores - Foto: Gisele Rosso

A produção pecuária sustentável e a mitigação dos impactos ambientais foram foco de 19 missões internacionais à Embrapa Pecuária Sudeste em 2025. No total, foram 55 visitantes estrangeiros de 14 países, dos cinco continentes.

As missões de organizações internacionais, principalmente da Europa (37,5%) e da África (25%), visitaram o centro de pesquisa para conhecer as inovações brasileiras no setor agropecuário.

De acordo com o articulador internacional, Alberto Bernardi, as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Pecuária Sudeste, apresentadas durante as visitas das delegações internacionais, contribuem para mostrar que o setor pecuário pode fazer parte da solução climática ao melhorar o desempenho em harmonia com o meio ambiente, com uso de tecnologias sustentáveis, como a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a recuperação de pastagens e a pecuária de precisão. “A recuperação de pastagens degradadas é, talvez, o elemento mais estratégico, pois não só pode reverter a degradação ambiental (um dos principais emissores de gases de efeito estufa (GEE), como transformar essas áreas em eficientes reservatórios de carbono”, explica Bernardi.

O interesse dos visitantes internacionais concentrou-se em linhas de pesquisa voltadas à otimização e à redução do impacto ambiental da atividade pecuária. Os principais temas buscados incluíram eficiência, baixo carbono na produção de carne e leite, Pecuária de Precisão e recuperação de pastagens.

Para o pesquisador Sérgio Medeiros, as visitas são oportunidades para celebrar parcerias em projetos de pesquisa estratégica para o país, principalmente na área de mudanças climáticas, atualmente uma prioridade global.

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste também participaram de missões a países estrangeiros, realizando visitas técnicas e participando de eventos técnico-científicos na Argentina, Áustria, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Paraguai, Quênia e Uruguai.

Os países que estiveram representados nas missões ao centro de pesquisa de São Carlos foram França, Itália, Reino Unido, Rússia, Suécia, Egito, Gana, Marrocos, Zimbábue, China, Japão, Colômbia, Estados Unidos e Austrália.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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ASBRAM empossa nova diretoria em fevereiro e projeta ciclo positivo para pecuária até 2028

Entidade que reúne a indústria de suplementos minerais aposta em continuidade de gestão, vê cenário favorável para o setor e alerta para desafios como juros elevados e reforma tributária.

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Fotos: Divulgação/ASBRAM

Manter as sucessões programadas das diretorias para fomentar um trabalho mais próximo com todos os parceiros de negócios, preparar-se ainda mais para atender os clientes no ciclo virtuoso da Pecuária até 2028 e comemorar a coesão e o entrosamento entre as equipes das cem corporações que compõem o quadro da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM). Esse foi o objetivo cumprido pelos executivos e profissionais das empresas do segmento nesta passagem de ano, ratificado durante a última reunião promovida pela entidade no fim de 2025.

O encontro marcou a eleição dos novos membros do Conselho de Administração da Associação para o biênio 2026 – 2027. O executivo Rodrigo Miguel assume a presidência no lugar de Fernando Cardoso Penteado Neto, com Leonardo Matsuda como vice-presidente. Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A nova diretoria toma posse no próximo dia 25 de fevereiro. “Confio demais na pecuária brasileira. Basta ver o que conseguimos fazer em 2025, quase empatando nossas vendas com 2024, que teve um segundo semestre histórico. Tenho certeza de que em 2026 não vai ser diferente. E tenho orgulho em apontar a ASBRAM como uma entidade sadia financeiramente e estruturada para permanecer atuando forte”, analisou Fernando Penteado.

“Chego muito otimista e com energia para atuarmos em nome de nossas empresas, do nosso mercado e para atender cada vez melhor e mais de perto os pecuaristas de todos os estados produtores brasileiros”, acrescentou o novo presidente, que mandou sua mensagem pela web, direto da Holanda.

Foram quase 90 pessoas presentes no encontro realizado na Capital paulista e outras 200 acompanhando pela internet, atentos a quatro palestras, aos debates e à apresentação dos números de comercialização de suplementos minerais no Brasil neste ano. “Estamos muitos felizes, as palestras foram ótimas, todos os convidados muito entrosados e felizes. Nesta casa, todos se dão bem. Todos conversam e eu até pareço a mãe deles. 2025 não foi um período fácil. Teve tarifaço dos EUA, impostos, insegurança, mas fizemos um ano com um resultado positivo face ao que passamos. Também porque a base de comparação, principalmente com o segundo semestre do ano passado, que foi ‘fora da curva’. Trabalhei muito tempo com fertilizantes e sonhava com a soja na ponta das exportações. E conseguimos. E agora é a carne bovina, liderando o mundo em produção e exportação. Estamos no caminho certo, ajudando o Brasil a consolidar-se como o maior fornecedor e embarcador da nossa proteína no planeta”, comentou Beth Chagas.

O encontro destacou a dimensão ambiental do agro brasileiro, com a preservação de 66% da vegetação original do país e a economia de 164 milhões de hectares cultivados, resultado do avanço da produtividade agrícola, além de quase 400 milhões de hectares destinados à pecuária. A adoção de práticas como agricultura de baixo carbono, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, uso de bioinsumos e recuperação de áreas degradadas tem sustentado esse desempenho.

Com esse modelo, o Brasil alcançou a quarta posição mundial em produção e exportações agropecuárias e responde por cerca de metade do superávit da balança comercial, próximo de US$ 150 bilhões. “O país consolida sua presença como uma potência agroambiental tropical, com clima, terras, água e recursos humanos para avançar ainda mais. Esses resultados também se traduziram em alimentos mais baratos para os brasileiros”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo José Otávio Menten.

Cenário favorável

O encontro da ASBRAM traçou um cenário favorável para a pecuária, com expectativa de bons preços para o boi gordo e consumo interno estável, mesmo diante de uma desaceleração da economia nos próximos anos.

Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, da Fundação Getúlio Vargas, o ambiente positivo convive com desafios estruturais que exigem atenção dos produtores, como a reposição do rebanho, a incerteza política, os custos de produção, os preços de venda e a gestão do caixa das propriedades.

Para Serigati, 2025 passou sem grandes impactos econômicos internos, e 2026 deve registrar crescimento mais moderado, ainda em terreno positivo. A inflação, afirma, tende a seguir em queda, impulsionada principalmente pelos alimentos, enquanto o principal fator de risco permanece sendo a trajetória dos gastos públicos do governo federal.

Fatores que pressionam o setor

A trajetória dos gastos públicos também pressiona a pecuária por meio da manutenção de juros elevados, usados como instrumento de controle da inflação.

Esse cenário tem levado produtores a vender vacas mesmo com a valorização dos bezerros, a racionalizar o uso da nutrição e a comprometer parte das margens para honrar financiamentos oficiais contratados em 2024, sem acesso a novas linhas de crédito. “O agro segue batendo recordes no mercado interno e externo e ajudando a conter os preços nas gôndolas dos supermercados. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relevantes que precisam ser equacionados. Por isso, 2026 deve exigir foco total na gestão do negócio. Considerando o desempenho de 2025, será um bom resultado se o segmento de suplementos minerais encerrar o ano com vendas em torno de 2,5 milhões de toneladas”, avaliou Serigati.

Outro ponto de atenção destacado no encontro foi a nova legislação tributária, que entra em fase de transição e testes a partir de janeiro. “A reforma é uma realidade, e produtores rurais precisarão estruturar e capacitar equipes para escolher as melhores alternativas em cada fazenda, sistema produtivo e modalidade de comercialização. As mudanças atingem todas as empresas, em um ambiente cada vez mais digital, que transfere ao contribuinte a responsabilidade pelo correto recolhimento dos tributos”, afirmou o advogado e contador Lincoln Diones Martins.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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