Bovinos / Grãos / Máquinas
Palestra aborda papel dos tamponantes na saúde ruminal e produtividade
Dr. Marcos Neves Pereira vai destacar impactos nutricionais e produtivos na bovinocultura de leite em Chapecó (SC).

Intitulada “Além do efeito ruminal: o papel dos tamponantes e alcalinizantes”, a palestra abrirá a programação científica do último dia do 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL). A apresentação será conduzida pelo doutor Marcos Neves Pereira, às 8h do dia 16 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) em parceria com a Epagri, ocorrerá entre os dias 14, 15 e 16.
Marcos Neves irá explorar como os tamponantes e alcalinizantes influenciam a estabilidade do pH ruminal, a digestibilidade da dieta e a saúde metabólica das vacas. “O tema também trará evidências científicas e exemplos práticos de como o uso adequado dessas substâncias pode resultar em melhor aproveitamento dos nutrientes, redução de problemas digestivos e aumento da produtividade”, destaca o presidente do Nucleovet, Tiago Mores.
Ao trazer um olhar que vai além do efeito imediato no rúmen, Marcos Neves reforça a importância de formular dietas que minimizem o desafio ruminal, uma vez que distúrbios como a acidose não se restringe ao rúmen: ela também compromete o metabolismo como um todo. “Para o público do SBSBL, a palestra será uma oportunidade de compreender como ajustes nutricionais podem transformar o dia a dia das fazendas em resultados sólidos, unindo bem-estar animal, eficiência produtiva e sustentabilidade”, enfatiza o presidente da comissão científica, Claiton André Zotti.
Especialista

Doutor Marcos Neves Pereira ministrará a palestra “Além do efeito ruminal o papel dos tamponantes e alcalinizantes” – Foto: Divulgação/Nucleovet
Formado em Medicina Veterinária, Marcos Neves é mestre em Produção Animal e PhD em Dairy Science (Nutrição) pela University of Wisconsin–Madison (EUA), uma das principais instituições mundiais em ciências do leite.
Atualmente é professor titular de bovinocultura de leite da Universidade Federal de Lavras (UFLA), pesquisador Bolsista do CNPq e membro do Conselho Consultivo Científico da Raça Holandesa. Além da carreira acadêmica, atua como consultor em nutrição de gado leiteiro e é também produtor de leite, o que lhe confere uma visão completa que une teoria, pesquisa e prática no campo.
Como participar?
Para assistir à explanação de Marcos e aos demais pesquisadores é necessária inscrição no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, que está no 3º lote. Os investimentos são de R$ 590,00 para profissionais e de R$ 480,00 para estudantes. Com esse ingresso o participante tem acesso total ao evento – 14º SBSBL, 9ª Brasil Sul Milk Fair, 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e 2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto. Há também a possibilidade de participar somente do 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e da 9ª Milk Fair. Os valores para essa modalidade são de R$ 220,00.
Para participar somente da 9ª Brasil Sul Milk Fair e conferir novas tecnologias e soluções expostas por empresas do setor as inscrições podem ser feitas pelo valor de R$ 100,00.Na compra de pacotes a partir de dez inscrições para o SBSBL serão concedidos códigos-convites bonificados. Profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos de universidades têm condições diferenciadas.
As inscrições podem ser realizadas clicando aqui. Associados do Nucleovet devem fazer a inscrição por meio da secretaria da entidade. Contato (49) 9 9806-9548 ou pelo e-mail [email protected].
Programação Geral
14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite
9º Brasil Sul Milk Fair
4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte
2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto
Terça-feira (14)
8h20 – Abertura da Programação Científica 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte
8h30 – Premissas para Programa Reprodutivo Eficiente de Novilhas e Vacas
Palestrantes: Dr. Gilson Pessoa
9h20 – o Potencial do Beef On Dairy para Fazendas Brasileiras
Palestrante: Dr. Brad Gilchrist
10h10 – Milk Break
10h50 – o Que Funciona na Suplementação de Bovinos de Corte a Pasto?
Palestrante: Dr. Edenio Detmann
11h40 – Mesa-redonda
12h10 – Encerramento
13h45 – Abertura da Programação Científica 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite
Painel Bem-estar Animal
14h00 – Como Conciliar Produção de Leite e Sustentabilidade?
Palestrante: Dr. Ralf Loges
15h00 – Pontos Críticos e Práticos de Bem-estar Animal na Atividade Leiteira
Palestrante: Dra. Rosângela Poletto
16h00 – Milk Break
16h30 – do Clima Ao Conforto: Como a Ambiência Impacta Vacas e Produtividade
Palestrante: Prof. Dr. Frederico Márcio Corrêa Vieira
17h30 – Mesa-redonda
18h00 – Abertura Oficial
18h30 – Palestra de Abertura do Sbsbl – Mais Tempo, Mais Resultados: Como a Ia Pode Apoiar a Rotina do Atendimento Técnico
Palestrante: Alexandre Weimer
19h40 – Coquetel de Abertura na Milk Fair
Quarta-feira (15)
Painel Rebanho Saudável e Produtivo
8h00 – Gestão Eficiente da Diarreia Neonatal
Palestrante: Dra. Viviane Gomes
9h00 – Prevenção das Doenças Reprodutivas: Nosso Calendário Sanitário Está Adequado Aos Desafios do Campo?
Palestrante: Dr. Álvaro Menin
10h00 – Milk Break
10h40 – da Mistura à Boca da Vaca: Qualidade da Tmr Sem Desperdício
Palestrante: Dr. João Ricardo Pereira
11h40 – Mesa-redonda
12h10 – Almoço
Painel Eficiência no Campo
14h00 – Como Ser Eficiente na Atividade Leiteira?
Palestrante: Dr. Wagner Beskow
15h00 – Mercado de Lácteos
Palestrante: Dr. Glauco Carvalho
16h10 – Milk Break
16h40 – Maximizando o Aproveitamento da Proteína: da Dieta à Produção
Palestrante: Dra. Marina Danés
18h00 – Happy Hour na Milk Fair
Quinta-feira (16)
Painel Aditivos
8h00 – Além do Efeito Ruminal: o Papel dos Tamponantes e Alcalinizantes
Palestrante: Dr. Marcos Neves
9h00 – Ionóforos e Sua Contribuição na Dieta de Vacas Em Lactação
Palestrante: Euler Rabelo
10h10 – Milk Break
10h40 – Uso de Eubióticos na Pecuária Leiteira: Performance e Saúde Animal
Palestrante: Jill Davidson
11h40 – Mesa-redonda
12h10 – Encerramento e Sorteio de Brindes

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho
Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.
O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).
Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.
Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa
Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.
Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.
“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas
Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.
“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.
Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.
“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses
Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).
“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná
Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.
“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.
O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.
“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.
Temas prioritários
Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor
“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.
Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.
Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.




