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Países árabes ampliam compras do Brasil

Exportações ao Oriente Médio e Norte da África somam US$ 17,7 bilhões até setembro, em alta de 25% sobre o mesmo período do ano passado. Desempenho caminha para novo recorde.

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Foto: Claudio Neves

As exportações do Brasil para os países árabes somam US$ 17,7 bilhões entre janeiro e setembro, em alta de 25,6% sobre o mesmo período de 2023, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) detalhados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. As importações registram pequena queda, para US$ 7,9 bilhões. O superávit é de US$ 9,8 bilhões e a corrente de comércio, de US$ 25,6 bilhões. Se o ritmo se mantiver, o Brasil deverá renovar o recorde nas trocas comerciais com os árabes alcançado em 2023.

Gerente de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe, Marcus Vinicius destaca exportações recordes de açúcar e milho em setembro. Foram embarcados US$ 681,9 milhões em açúcar, tendo Argélia e Egito como principais importadores, e US$ 338,6 milhões em milho, principalmente para o Egito.

No ano, as exportações de açúcares aos países árabes somam US$ 4,98 bilhões, em expansão de 47,8% sobre os US$ 3,37 bilhões exportados até setembro de 2023. Em segundo lugar, estão as exportações de carnes e derivados, com um total de US$ 4,2 bilhões, em alta de 28,2%; seguidas pelas vendas de minérios, escórias e cinzas, com um total de US$ 2,4 bilhões (+18,8%) e sementes e oleaginosas, com um total de US$ 1,07 bilhão (-23,47%).

Os principais destinos das exportações brasileiras foram: Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Argélia e Iraque. Juntos, os 22 países da Liga Árabe representam o terceiro principal destino das exportações brasileiras, atrás de China e Estados Unidos. Entre as importações, os principais fornecedores do Brasil até setembro são Arábia Saudita, Marrocos, Argélia, Emirados Árabes Unidos e Egito. Juntos, os países árabes formam o sexto principal fornecedor do Brasil.

Brasil tem queda nas importações dos árabes

As importações, por sua vez, registram uma pequena queda. Mesmo com ela, as compras de alguns itens também foi recorde em setembro. As importações do Brasil somaram US$ 7,9 bilhões até setembro, valor 0,53% menor do que os US$ 8,02 bilhões do mesmo período de 2023.

O principal produto que o Brasil importou dos países árabes até setembro foram petróleo e derivados, com um total de US$ 4,1 bilhões, em queda de 5,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em seguida estão fertilizantes, com um total de US$2,4 bilhões, em retração de 4,6%, e plásticos, com um total de US$ 353,8 milhões, em alta de 82,9%.

“Mesmo com a queda mencionada, o mês de setembro apresentou recordes históricos nas importações brasileiras dos árabes em fertilizantes fosfatados com US$ 119,2 milhões, principalmente do Marrocos e Egito, polímeros de propileno com US$ 22,68 milhões, principalmente da Arábia Saudita, e, finalmente, barras de ferro ou aço com US$ 12,23 milhões, principalmente do Egito”, diz Vinicius.

“No ritmo que se encontram as relações comerciais entre Brasil e Países Árabes, acredita-se que o ano de 2024 será um novo recorde histórico para as relações de exportações e corrente comercial do Brasil com as nações árabes”, afirma Vinicius.

Fonte: Assessoria ANBA

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Balança comercial tem superávit de US$ 2 bilhões na segunda semana de janeiro

Exportações cresceram 43,8% na comparação anual, puxadas pelo avanço da agropecuária, da indústria extrativa e da indústria de transformação, segundo dados da Secex.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Abalança comercial registrou, na 2 ª semana de janeiro de 2026, superávit de US$ 2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 10 bilhões e as importações, US$ 5,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,7 bi) com a de janeiro/2025 (US$ 1,154 bi), houve crescimento de 43,8%. Em relação às importações houve queda de 7,0% na comparação entre as médias até a 2ª semana de janeiro/2026 (US$ 974,86 milhões) com a do mês de janeiro/2025 (US$ 1 bi).

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Assim, até a 2ª semana de janeiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.635 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 685,61 milhões. Comparando-se este período com a média de janeiro/2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês –  2º Semana de jezembro/2026

Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/2026).

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de janeiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 55,96 milhões (32,5%) em Agropecuária; de US$ 274,11 milhões (82,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 173,41 milhões (27,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de janeiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 7,32 milhões (26,2%) em Agropecuária; de US$ 17,37 milhões (34,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 44,64 milhões (4,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Assessoria MDIC
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Produção, consumo e exportações de frango, suínos e ovos mantêm trajetória de crescimento em 2026, aponta ABPA

As projeções indicam recordes em praticamente todos os indicadores, consolidando o ano como um marco para o setor e estabelecendo bases de crescimento para 2026.

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Foto: Shutterstock

As cadeias brasileiras de carne de frango, carne suína e ovos encerraram 2025 com desempenho histórico em produção, consumo interno e exportações. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam recordes em praticamente todos os indicadores, consolidando o ano como um marco para o setor e estabelecendo bases de crescimento para 2026. Mesmo diante de desafios logísticos pontuais ao longo do ano passado, o presidente da entidade, Ricardo Santin, avaliou que a resiliência produtiva e a competitividade internacional sustentaram os resultados.

A produção brasileira de carne de frango em 2025 deve totalizar 15,320 milhões de toneladas, crescimento de 2,2% em relação a 2024, quando foram produzidas 14,972 milhões de toneladas. Para 2026, a ABPA projeta nova expansão, com volume podendo alcançar até 15,600 milhões de toneladas, alta de 2%.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Nossa expectativa é de manutenção do desempenho positivo alcançado no ano passado ao longo de 2026, sustentado por um ambiente de custos adequados e por uma demanda firme por proteínas animais, tanto no mercado doméstico quanto no comércio internacional” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR

No comércio exterior, após embarcar 5,295 milhões de toneladas em 2024, o setor caminhou para exportar até 5,32 milhões de toneladas em 2025, com estimativas de ampliar para 5,5 milhões de toneladas neste ano. “O crescimento previsto é de 0,5%, acelerando para 3,4% em 2026, reflexo da demanda internacional aquecida e da competitividade brasileira”, ressaltou Santin.

Apesar da projeção positiva, os dados acumulados entre janeiro e novembro de 2025 mostraram leve retração nos embarques, que somaram 4,813 milhões de toneladas, 0,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. A receita acumulada até novembro atingiu US$ 8,842 bilhões, recuo de 2,5% frente aos US$ 9,071 bilhões do ano anterior. “Parte da oscilação observada no fim do ano esteve relacionada a entraves operacionais em determinados portos brasileiros”, justificou.

Entre os destinos, os Emirados Árabes Unidos lideraram as compras em 2025, com 433,8 mil toneladas embarcadas até novembro, crescimento de 2,1%. Na sequência apareceram Japão, com 367,4 mil toneladas, Arábia Saudita, com 362,6 mil toneladas, África do Sul, com 288,6 mil toneladas, e México, com 238,2 mil toneladas. No recorte por estados, o Paraná manteve a liderança como principal exportador, com 1,915 milhão de toneladas, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.

Mercado interno aquecido

A disponibilidade interna de carne de frango avançou em 2025, passando de 9,678 milhões de toneladas para até 9,98 milhões de toneladas, variação de 3,1%. Para 2026, a projeção aponta para um aumento de 1,2%, podendo chegar a 10,1 milhões de toneladas. “Esse crescimento deve refletir diretamente no aumento do consumo nacional”, frisou Santin.

O consumo per capita acompanhou essa trajetória, subindo de 45,5 quilos por habitante em 2024 para 46,8 quilos em 2025, com expectativa de atingir aproximadamente 47,3 quilos em 2026. “O crescimento do consumo interno reforça a importância da carne de frango como proteína acessível para o consumidor brasileiro, especialmente em cenários econômicos desafiadores”, enfatizou o presidente da ABPA.

Santin ainda destaca que os números refletem a resiliência da cadeia produtiva, que vem investindo em eficiência, tecnologia e bem-estar animal para atender tanto ao mercado interno quanto às exigências internacionais. “O frango continuará sendo protagonista na mesa dos brasileiros e peça estratégica das exportações agropecuárias nos próximos anos”, evidenciou.

Avicultura de postura

A produção brasileira de ovos deve atingir até 62,250 bilhões de unidades em 2025, alta de 7,9% em relação às 57,683 bilhões de unidades produzidas em 2024. Para 2026, a expectativa é de nova expansão, com produção podendo alcançar até 66,5 bilhões de unidades, aumento de 6,8% sobre o ano anterior. “Estamos vendo um setor que cresce sobre bases sólidas. A modernização das granjas, o avanço tecnológico e a profissionalização do manejo estão impulsionando sua expansão sustentável”, afirmou Santin.

As exportações do setor devem alcançar até 40 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 116,6% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para o ano passado. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, os embarques já somavam 38.637 toneladas, alta de 135,4% frente ao mesmo período do ano anterior, com receita de US$ 92,130 milhões, saldo 163,5% maior em relação aos onze primeiros meses de 2024, com US$ 34,965 milhões. “O mundo está descobrindo o ovo brasileiro. Temos escala, qualidade sanitária e competitividade. É um mercado que tende a crescer e no qual o Brasil tem vantagem”, enfatizou.

Entre os principais destinos estiveram Estados Unidos, Japão, Chile, México, Angola, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Serra Leoa, Equador e União Europeia. “Volumes exportados de ovos seguem em ritmo elevado frente ao praticado nos anos anteriores, agora, com novos destinos de alto valor agregado, o que vem favorecendo a rentabilidade dos embarques”, avalia o presidente da ABPA.

Entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos

Foto: Giovanna Curado

Já o consumo per capita deve passar de 269 unidades por habitante alcançados em 2024 para 287 unidades em 2025, alta de 6,7%. Para este ano, a projeção aponta para 307 unidades por habitante, número 7% superior ao registrado no ano passado. “O ovo se consolidou como uma proteína nutritiva, acessível e presente no prato das famílias brasileiras. Esse reconhecimento se reflete no aumento do consumo ano após ano. Caso as projeções se confirmem, o Brasil deverá encerrar 2025, pela primeira vez, entre os dez maiores consumidores per capita de ovos do mundo”, salientou Santin.

Com produção ampliada, exportações mais que dobradas e forte avanço no consumo interno, 2025 se desenha como um ano-chave para a consolidação do setor no Brasil. E, diferentemente de outras cadeias que enfrentam oscilações cíclicas, o segmento de ovos deve manter o ritmo também em 2026. “O setor está preparado para um ciclo prolongado de expansão. Estamos entregando mais, exportando mais e abastecendo melhor o país. A tendência é que 2026 reafirme essa curva de crescimento”, reforçou o presidente da ABPA.

Carne suína entra em novo ciclo de expansão

A cadeia de carne suína também apresentou resultados expressivos em 2025, iniciando um novo ciclo de expansão que deve se estender para 2026. A ABPA aponta para um aumento contínuo da relevância do país no mercado global e para a consolidação da proteína como componente estratégico da indústria de alimentos no Brasil.

A produção nacional deve alcançar até 5,55 milhões de toneladas, alta de 4,6% sobre 2024. Para este ano, a ABPA estima um crescimento de 2,7%, podendo chegar a 5,7 milhões de toneladas. E a expansão do setor também tem forte impulso das vendas internacionais. A ABPA estima encerrar 2025 com 1,49 milhão de toneladas e projeta novo avanço para até 1,55 milhão de toneladas em 2026. “Se a projeção para 2025 se confirmar, o Brasil poderá assumir o 3º lugar entre os países maiores exportadores de carne suína no mundo”, adiantou Santin.

Entre os principais destinos da carne suína brasileira no ano passado estiveram Filipinas, China, Chile, Japão, Hong Kong, Singapura, México, Vietnã, Uruguai e Argentina. A ABPA indica que a demanda internacional deve seguir aquecida, mantendo o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne suína, especialmente para mercados asiáticos e latino-americanos. “A combinação de competitividade da cadeia, custos cada vez mais estáveis e abertura de mercados vem fortalecendo o Brasil como um dos principais players globais da proteína suína”, mencionou Santin.

Já entre os principais estados exportadores, Santa Catarina mantém a liderança, seguido por Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso.

Disponibilidade interna

Mesmo com o forte apetite do mercado externo, a disponibilidade de carne suína no mercado doméstico também deve crescer. O volume disponível ao consumidor brasileiro deve fechar o ano com alta de 2,7%, o que representa 4,06 milhões de toneladas em 2025. Para este ano, a ABPA estima crescimento de 2,2%, podendo chegar a 4,15 milhões de toneladas. “Estas projeções reforçam que a oferta interna continuará ampliada sem comprometer o equilíbrio com as exportações”, salientou Santin.

Consumo chega a 19 kg/habitante/ano

O consumo per capita também segue essa tendência de crescimento, chegando a 19 quilos em 2025, alta de 2,3% sobre o ano anterior. E para 2026, as projeções indicam que o consumo deve alcançar até 19,5 quilos, crescimento de 2,5%, reflexo de preços mais competitivos, maior variedade de cortes e do avanço da carne suína em canais de varejo e food service.

Cenário positivo

O presidente da ABPA avalia que o desafio para o país será manter produtividade, sanidade e eficiência logística para acompanhar o ritmo de expansão previsto e sustentar a capacidade de abastecer simultaneamente o mercado interno e externo. “Após um período marcado por fortes turbulências, a cadeia brasileira de proteínas animais demonstrou capacidade de adaptação e encerrou 2025 com avanço consistente nos indicadores de produção, exportações e consumo per capita de carne de frango, carne suína e ovos. A expectativa é de manutenção desse desempenho positivo ao longo de 2026, sustentado por um ambiente de custos adequados e por uma demanda firme por proteínas animais, tanto no mercado doméstico quanto no comércio internacional”, avaliou o presidente da ABPA.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para o agro do Paraná

Levantamento do Sistema Faep aponta potencial de crescimento das exportações paranaenses, com isenção de tarifas, maior competitividade internacional e desafios ligados às exigências ambientais e sanitárias.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

Por conta da sua base produtiva diversificada e competitiva, a agropecuária do Paraná tem potencial para ampliar o acesso a mercados internacionais com a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. De acordo com levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, os produtos paranaenses, por conta da isenção de tarifas e cotas preferenciais, devem fortalecer a presença internacional.

Confira a Nota Técnica sobre o acordo Mercosul–União Europeia para o agro paranaense

Em 2025, somente em produtos agropecuários, o Paraná exportou 4,2 milhões de toneladas para a União Europeia, o que rendeu mais de US$ 2 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Entre os principais produtos da relação comercial do Paraná com a União Europeia estão o complexo soja, milho e derivados; carnes (aves, suínos e bovinos); café (em grãos e solúvel); frutas, hortaliças, produtos agroindustriais, além de itens de maior valor agregado, como sucos, processados e alimentos industrializados. A expectativa é ampliar essa quantidade nos próximos anos.

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

“Esse acordo vai permitir a continuidade do crescimento do agro do Paraná, impulsionando ainda mais o desenvolvimento do setor nos próximos anos. Isso deve resultar em aumento das exportações e, consequentemente, mais recursos circulando na economia estadual, com geração de renda, empregos e investimentos nas cadeias produtivas paranaenses”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “O Paraná está em posição estratégica para aproveitar oportunidades no mercado europeu, principalmente em função da capacidade e da qualidade dos nossos produtores rurais”, complementa.

Entre os principais impactos para o setor agropecuário paranaense está a ampliação do acesso ao mercado europeu, especialmente com a redução dos custos de exportação de produtos do complexo soja (grãos e farelo), produtos florestais, carnes, café, açúcar e etanol.

Outro efeito envolve o ganho de competitividade no longo prazo. Com tarifas reduzidas, os produtos tendem a ampliar a participação no mercado europeu, concorrendo em melhores condições com outros grandes exportadores, como os Estados Unidos. De forma progressiva, o bloco europeu deve retirar as taxas sobre 92% das exportações do Mercosul.

Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL

Por outro lado, o acordo impõe desafios, segundo o Sistema Faep. A necessidade de conformidade com regras fitossanitárias e ambientais europeias exige o fortalecimento de práticas de rastreabilidade, certificação e sustentabilidade.

Embora essas exigências possam elevar os custos de produção, a adequação tende a agregar valor às exportações brasileiras. “A nossa agropecuária já apresenta ganhos de escala, eficiência produtiva e elevados padrões sanitários. Ou seja, esse perfil coloca o Paraná em posição estratégica para aproveitar as novas oportunidades decorrentes do acordo comercial, que amplia o acesso a mercados de maior renda”, afirma Meneguette.

Em um cenário de concentração das exportações paranaenses para a Ásia, especialmente a China, o acesso ampliado ao mercado europeu representa uma oportunidade estratégica para diversificar mercados, principalmente com alto poder de compra, e reduzir futuros riscos comerciais.

Exigências impõem cautela

Apesar das oportunidades, o Sistema Faep alerta que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia exige cautela. A ampliação do acesso ao mercado europeu depende do cumprimento de normas fitossanitárias e ambientais, especialmente no que se refere à rastreabilidade e comprovação de não associação ao desmatamento. “O produtor rural vai precisar de políticas públicas que ajudem a diluir os custos futuros para adequação. Vamos trabalhar junto aos governos estadual e federal para desenvolver mecanismos que auxiliem os nossos produtores rurais”, destaca Meneguette.

Ainda, o Sistema Faep ressalta que os benefícios não serão automáticos. A concretização dos ganhos dependerá da capacidade de produtores e agroindústrias atenderem às exigências previstas no acordo. Paralelamente, o Paraná e o Brasil vão precisar investir em instrumentos adequados de crédito rural, seguro rural e infraestrutura logística.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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