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Países árabes ampliam compras de carne de frango

Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque integram lista dos dez principais importadores de carne de frango do Brasil, afirma ABPA. Segundo a instituição, setor atingirá recorde de produção e exportações neste ano.

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Foto: Divulgação/IDR

Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque ampliaram suas importações de carne de frango do Brasil e encerraram o ano entre os dez principais clientes do produto no exterior. De acordo com balanço de 2024 e perspectivas para 2025 divulgados na última quinta-feira (12) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em entrevista coletiva em São Paulo, o setor também deverá registrar neste ano recorde na produção e exportação de carne de aves.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Você tem uma Arábia que cresce 1,1%, os Emirados com crescimentos de 7%, são crescimentos consistentes e que se repetem também em alguns outros países árabes. Então, vejo este consumo mantido” – Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que os países que consomem proteína halal, método em que os produtos são feitos de acordo com as normas do Islã, são antigos compradores do Brasil e têm registrado aumento consistente de compras de carne de frango brasileira. “Você tem uma Arábia que cresce 1,1%, os Emirados com crescimentos de 7%, são crescimentos consistentes e que se repetem também em alguns outros países árabes. Então, vejo este consumo mantido”, afirmou Santin.

Conforme os dados da ABPA, a China foi o principal comprador de carne de frango do Brasil neste ano. O país asiático importou 508,7 mil toneladas entre janeiro e novembro, com queda de 19,5% em comparação com o mesmo período de 2023.

Ovos: exportação consolidada vai encerrar o ano em queda, mas Emirados Árabes Unidos e Catar ampliaram importações do Brasil

Foto: Rodrigo Felix Leal

Os Emirados foram o segundo principal destino: compraram 424,7 mil toneladas, em alta de 7,2% sobre janeiro a novembro do ano passado. A Arábia Saudita foi o quarto principal destino, atrás do Japão. O país do Golfo importou 341,1 mil toneladas de carne de frango até novembro, com expansão de 1,1% sobre a mesma comparação de 2023. O Iraque, 9º destino das exportações, comprou 166,3 mil toneladas, em alta de 20,9% sobre o ano anterior. Juntos, esses três países foram responsáveis por 20% das exportações brasileiras de carne de frango.

Santin afirmou que, no caso do Iraque, o crescimento é atribuído a uma queda nas exportações da vizinha Turquia. Já o crescimento menor da Arábia Saudita, avaliou o presidente da ABPA, é resultado de uma estratégia do governo local.

“É aumento da produção própria. A gente conhece a decisão da Visão 2030 da Arábia Saudita [de diversificar sua economia para além do petróleo], de fazer 80% de produção local e 20% de importação. É uma decisão que eles tomaram dentro da sua autonomia, não vejo outros fornecedores, mas, muito mais, a produção crescendo e o Brasil complementando naquilo que é possível”, afirmou Santin, que destacou o fato de que empresas brasileiras têm produção de carne de frango dentro da Arábia Saudita. Elas operam também dentro de outros países árabes.

A produção e a exportação de carne de frango atingirão recorde neste ano, que já deverá ser superado em 2025 devido às previsões da ABPA. A instituição classificou 2024 como um ano “positivo”, apesar de desafios. Entre eles estão as inundações no Rio Grande do Sul e os casos de gripe aviária em animais silvestres, além da Doença de Newcastle, registrada também no Rio Grande do Sul.

Este ano deverá ser encerrado com uma produção de 15 milhões de toneladas de carne de frango, em expansão de até 1,1% sobre 2023. As exportações deverão somar 5,3 milhões de toneladas, até 3,1% maiores do que o registrado no ano passado. Para 2025, as projeções são de crescimento de 2,7% na produção e de 1,9% nas exportações sobre o desempenho deste ano. Em 2024, o Brasil foi o segundo maior produtor mundial de carne de frango, atrás apenas dos Estados Unidos, e responsável por 14,3% da produção global. Foi o maior exportador do mundo, com participação de 38% das vendas ao exterior.

Exportação de ovos aos países árabes

Outro segmento que registrou crescimento em 2024 foram as exportações de ovos produzidos Brasil para Emirados Árabes Unidos e Catar, mesmo com uma queda nas vendas internacionais gerais do produto. De acordo com dados da ABPA, no total foram vendidas ao exterior 16,4 mil toneladas de ovos até novembro, com retração de 32,9% em relação ao mesmo período de 2023. A receita com essas exportações foi de US$ 34,9 milhões, em queda de 42,4% na mesma base de comparação. Neste ano, avaliou Santin, não se observou um evento registrado em 2023, ocasião em que Taiwan importou uma grande quantidade de ovos do Brasil.

Entre os árabes, os Emirados, 3º principal comprador, importaram 1,9 mil toneladas de ovos entre janeiro e novembro, em alta de 123,5% em comparação com o mesmo período de 2023. O Catar, quinto principal destino dessas vendas, importaram 1,02 mil toneladas, em expansão de 7,7% até novembro deste ano sobre o mesmo período de 2023. Chile (1º), Estados Unidos (2º), Japão (4º), Uruguai (6º), Cuba (7º), México (8º), Panamá (9º) e União Europeia (10º) completam a lista dos principais destinos de ovos produzidos no Brasil.

Fonte: Agência ANBA

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Avicultura de postura começa 2026 sob pressão dos custos

Poder de compra do produtor cai pelo sétimo mês seguido frente ao farelo de soja.

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Foto: Shutterstock

O poder de compra do avicultor de postura em relação aos principais insumos da atividade – milho e farelo de soja – segue em trajetória de queda em janeiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o Centro de Pesquisas, a relação de troca entre os ovos e o milho recua de forma contínua desde setembro de 2025, atingindo em janeiro o menor patamar real desde março de 2022.

Em relação ao farelo de soja, a perda de poder de compra é ainda mais prolongada: o movimento de baixa já se estende por sete meses consecutivos, com o indicador alcançando, neste início de ano, o nível mais baixo em termos reais desde fevereiro de 2023.

Mesmo com alguma reação nos preços dos ovos ao final da primeira quinzena de janeiro, os dados do Cepea indicam que a média mensal permanece inferior à registrada em dezembro. No mesmo intervalo, o milho apresentou desvalorização menos intensa, enquanto o farelo de soja acumulou alta.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Declaração de biosseguridade avícola deve ser enviada até 31 de janeiro em Goiás

Agrodefesa reforça que o documento é obrigatório e integra as ações de prevenção à influenza aviária no estado.

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Foto: Shutterstock

Produtores rurais e responsáveis técnicos por estabelecimentos comerciais avícolas devem estar atentos ao prazo para envio da Declaração de Biosseguridade à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A data-limite para o cumprimento da obrigação é 31 de janeiro. O documento deve ser preenchido e inserido no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). A medida faz parte de um conjunto de ações adotadas para prevenção e mitigação de risco da influenza aviária de alta patogenicidade (gripe aviária).

Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a cooperação entre o setor produtivo e o serviço oficial é fundamental para preservar o status sanitário de Goiás no momento em que a doença avança na Europa, com 42 surtos confirmados em 14 dias, e que o estado de Mato Grosso trabalha na contenção de um foco detectado em aves de subsistência. “Manter Goiás livre da influenza aviária e da doença de Newcastle requer trabalho conjunto. A exigência da Declaração de Biosseguridade reforça as ações preventivas e assegura que as granjas avícolas estejam alinhadas às normas da Agrodefesa e às diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”, destaca.

(Foto: Leonardo Wen)

A declaração é obrigatória e deve ser elaborada pelo médico-veterinário responsável técnico (RT) do estabelecimento, que responde pela execução dos controles higiênico-sanitários dos plantéis. O não cumprimento dessa exigência pode acarretar sanções aos RT´s por falta ética, conforme prevê o Código de Ética do Médico-Veterinário, estabelecido por meio da Resolução 1.138/2016 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM). Já os estabelecimentos podem sofrer bloqueio no registro cadastral, resultando na proibição da emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA).

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Agrodefesa, Silvânia Andrade Reis, a biosseguridade é a adoção de um conjunto de medidas e procedimentos operacionais para prevenir, controlar e limitar a exposição das aves contidas em um sistema produtivo a agentes causadores de doenças. “O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) do Mapa possui normas técnicas para registro, fiscalização e controle dos estabelecimentos avícolas comerciais. A Agrodefesa busca assegurar o cumprimento da legislação brasileira e prevenir a entrada de doenças nos plantéis goianos e prejuízos à economia do estado”, explica.

Como realizar

O modelo da Declaração de Biosseguridade está disponível no site da Agrodefesa, na página do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa). O documento deve ser preenchido pelo médico-veterinário responsável técnico e inserido no Sidago até 31 de janeiro de 2026. Além da declaração, é necessário inserir o Registro de Estabelecimentos Comerciais Avícolas.

Entre as exigências a serem cumpridas pelos estabelecimentos avícolas goianos estão: telas com malha até 2,54cm; cercas no mínimo a 5 metros do galpão; arco de desinfecção presente; controle de visitas com livro e placas de restrição; limpeza de área ao redor da granja; plano de capacitação de pessoal em execução; movimentação acobertada por GTA; presença apenas de uma espécie e aptidão (carne/ovo); ausência de árvores frutíferas ao redor dos núcleos/galpões; e plano de contingência para emergência sanitária, que pode estar no memorial descritivo.

Fonte: Assessoria Agrodefesa
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Trabalho sanitário no Rio Grande do Sul garante retomada das exportações de frango para a China

Ações do Programa Estadual de Sanidade Avícola incluíram 1.846 fiscalizações em 2025, vigilância ativa e rápida contenção de focos de influenza aviária, reforçando a confiança internacional no status sanitário do Estado.

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Foto: Divulgação/Seapi

O anúncio recente de que a China reabriu o mercado à carne do frango no Rio Grande do Sul é reflexo de um intensivo trabalho conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola. Em 2025, a pasta realizou 1.846 fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas do estado, além de conter focos de influenza aviária (H5N1) identificados em Montenegro e Sapucaia do Sul.

“Desde o registro dos primeiros casos de influenza aviária na América do Sul em 2022, a Agricultura intensificou todas as ações direcionadas à prevenção e detecção precoce da doença, investindo na preparação para o enfrentamento em caso de ocorrência de focos”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski.

Em 2025, foram realizados 138 atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves, dos quais 51 tiveram amostras coletadas, por terem sido enquadrados como casos prováveis. Foram detectados os três focos de influenza aviária registrados em 2025: numa granja avícola de reprodução em Montenegro, no Zoológico de Sapucaia do Sul e em ave silvestre em Montenegro.

“A pronta atuação na contingência do foco de Montenegro, primeiro caso no Brasil de influenza aviária em granja avícola, com a rápida retomada da condição sanitária do país, são reflexos de toda a preparação feita pela Secretaria. Isso foi destacado pelas missões internacionais que auditaram o Rio Grande do Sul”, pontua a coordenadora.

Ao longo do ano, também foram realizadas coletas de amostras para vigilância ativa de influenza aviária e doença de Newcastle, tanto em granjas avícolas como em criações de aves de fundo de quintal. Foram coletadas 5.655 amostras de aves comerciais e 513 amostras de aves de substência, analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul e em Campinas, São Paulo. Não houve detecção de influenza aviária nem de doença de Newcastle.

“A vigilância ativa é um dos componentes do Plano de Vigilância para influenza aviária e doença de Newcastle do Ministério da Agricultura, sendo conduzida em ciclos, anualmente, pelos órgãos executores de sanidade agropecuária, como a Seapi”, explica Ananda.

Para este ano, as ações de fiscalização de biosseguridade e de vigilância seguem sendo prioridade. O novo ciclo de vigilância ativa em avicultura industrial e em aves de subsitência, que está sendo executado desde novembro de 2025, tem previsão para conclusão em junho de 2026.

Fonte: Assessoria Seapi
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