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Painel sobre cadeias produtivas e inovação reúne lideranças do setor no 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio

Executivos avaliarão a importância para a competitividade do setor, das novas tecnologias e de processos disruptivos em diferentes cadeias produtivas, e apontarão os benefícios de se investir em inovação para redução de custos e aumento da produtividade.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Investimentos em inovação em cadeias produtivas contribuem para agregar valor ao agronegócio brasileiro, ao permitir aumento de produtividade aliado à agenda de preservação ambiental. Nesse contexto, o 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e da B3, a bolsa do Brasil, contará com o painel Cadeias Produtivas e Inovação, com a participação de Davide Ceper, CEO da Varda; Luiz Lourenço, presidente da Cocamar; Malu Nachreiner, CEO da Bayer Brasil; Ricardo Scheffer de Figueiredo, CEO do Grupo Sonda Brasil.

Durante o debate, moderado por Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, os executivos avaliarão a importância, para a competitividade do setor, das novas tecnologias e de processos disruptivos em diferentes cadeias produtivas, e apontarão os benefícios de se investir em inovação para redução de custos e aumento da produtividade. Eles ponderarão ainda como o agro pode ressignificar seu futuro por meio da inovação.

A inovação é um dos pilares para a manutenção do agronegócio brasileiro como protagonista no aumento da produção e da oferta de alimentos, fibras e energia renovável em âmbito global. O setor possui destacada participação no desenvolvimento socioeconômico nacional. No primeiro trimestre deste ano, o PIB agropecuário cresceu 21,6% em relação ao último trimestre de 2022, auxiliando na elevação de 1,9% do PIB brasileiro no período. Os dados são do IBGE.

Inscrições

O 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio acontecerá no dia 07 de agosto, em formato híbrido, com o tema central Brasil Agro: Inovação e Governança.

As inscrições estão abertas, e podem ser feitas clicando aqui.

O tradicional e renomado evento contará ainda com mais três painéis: Inovação e Mercados; Governança e Perspectivas; Geopolítica e Governança.

Em 2022, o Congresso Brasileiro do Agronegócio contou com mais de 700 pessoas e 170 jornalistas de todo o país, presencialmente, e mais de seis mil acessos ao longo do evento.

O público participante foi composto por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, parlamentares, além de profissionais ligados ao agro.

Fonte: Assessoria

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Novo programa da Copel promete mais agilidade no atendimento a produtores rurais

Copel Agro terá linha direta exclusiva, equipes especializadas e projetos voltados a propriedades com alta dependência de energia.

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Foto: Leonardo Tadra Pruner

A Copel anunciou na quarta-feira (11), em Medianeira, no Oeste, a criação do Copel Agro, programa dedicado a produtores rurais da cadeia de proteína animal e setores com alto grau de eletrodependência, além de uma nova linha direta e exclusiva de atendimento por teleatendentes: 0800 6434 222.

O Copel Agro contará com equipes de teleatendentes operando 24 horas por dia, sete dias por semana, e também com o reforço de equipes técnicas e de campo dedicadas ao atendimento a demandas emergenciais, à realização de obras e o desenvolvimento de projetos e ações de atenção aos produtores rurais de todas as regiões do Estado. Cerca de 60 mil produtores que se dedicam a estas culturas eletrointensivas no Paraná estão cadastrados junto à Copel. Destes, aproximadamente 50% têm propriedades nas regiões Oeste e Sudoeste.

Daniel Slaviero, presidente da Copel, destacou que são prioridades do programa reforçar o primeiro atendimento, maior agilidade no restabelecimento de energia, redução de interrupções temporárias e ocorrências de desligamentos pelo efeito de carga ou geração distribuída à revelia e criação de opções de redundância em instalações críticas com financiamento de um plano de instalação de baterias.

“Temos plena consciência da nossa responsabilidade diante dos desafios do setor elétrico e das demandas crescentes do campo e da produção paranaense. Por isso, a Copel vem lançando uma série de medidas estruturantes para enfrentar esse cenário e garantir energia de qualidade para o desenvolvimento do nosso Estado”, destacou. O anúncio foi feito a lideranças do setor cooperativista da região durante reunião regional do Sistema Ocepar na sede da Cooperativa Lar.

“Quando investimos em energia, estamos investindo em crescimento, competitividade e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou o presidente.

O presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, destacou que o forte crescimento econômico da região tem aumentado a demanda por energia elétrica. Segundo ele, esse cenário já foi levado à direção da Copel, especialmente à área de distribuição, que tem se mostrado aberta ao diálogo com cooperativas e lideranças do setor produtivo. “A Copel veio ouvir os produtores, está mais próxima e abriu um canal chamado Copel Agro, que vai estabelecer uma conexão para ouvir, para agir mais rápido”, afirmou.

“A energia elétrica é um fator essencial para o desenvolvimento do agronegócio e para a competitividade das cooperativas paranaenses. O diálogo permanente entre a Copel e o cooperativismo é fundamental para alinhar demandas e buscar soluções conjuntas. Essa parceria contribui diretamente para o crescimento do agronegócio, para o fortalecimento das cooperativas e para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, completou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Copel Agro

Pelo número 0800 6434 222, com início de operação previsto para o mês de abril, uma equipe de teleatendentes irá receber as demandas dos produtores rurais e direcionar o atendimento com agilidade. Por esta estrutura, em casos de interrupções de energia, o cliente rural receberá informações da previsão do tempo de religamento.

Para o fortalecimento do primeiro atendimento haverá o reforço do efetivo de eletricistas, com 50 equipes próprias atuando em sete bases estratégicas. O programa ainda contará com uma célula de monitoramento junto ao Centro de Controle da Copel com vistas a garantir agilidade no restabelecimento da energia em casos de interrupções.

Como parte do Copel Agro, será colocado em operação um Plano de Manutenção de estruturas com priorização de obras de melhorias de curto prazo integrado a mutirões de poda e prevenção do contato da vegetação com a rede elétrica, que hoje responde por 40% dos casos de desligamentos.

Para reduzir os efeitos de desligamentos temporários decorrentes de instalações de carga e geração distribuída irregulares, equipes da Copel farão um censo e levantamento de campo em áreas de consumo. As ações preveem visitas orientativas para a adequação de carga e geração distribuída (GD); e parcerias com cooperativas e sindicatos para o repasse de informações técnicas e treinamentos.

O Copel Agro prevê ainda o reforço no incentivo à conexão à nova rede trifásica, por intermédio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e a definição de iniciativas de suporte ao produtor com subsídios à substituição de motores e à aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel.

Fonte: AEN-PR
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Crédito presumido será decisivo para manter produtor rural pessoa física no novo sistema tributário

Percentual ainda indefinido do mecanismo previsto na reforma tributária será decisivo para manter competitividade de produtores fora do IBS e da CBS.

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Foto: Jonathan Campos

A permanência do produtor rural pessoa física fora do novo sistema de tributação sobre o consumo dependerá de um fator que ainda não foi definido. Previsto na reforma tributária, o chamado crédito presumido poderá determinar se o modelo atual continuará viável economicamente para grande parte dos produtores brasileiros.

A possibilidade de o produtor rural pessoa física não ser contribuinte do IBS e da CBS foi mantida na regulamentação do novo sistema, estabelecida pela Lei Complementar nº 214 de 2025. No entanto, a escolha entre permanecer fora ou migrar para o regime de contribuinte dependerá da forma como será regulamentado o percentual do crédito presumido concedido aos compradores da produção rural.

Advogado tributarista Marcelo Saciotto: “Um crédito presumido mal calibrado pode acelerar a empresarialização do campo, ampliando a diferença entre produtores mais estruturados e aqueles que operam com margens mais estreitas” – Foto: Divulgação/b/luz

Esse mecanismo foi criado para evitar a cumulatividade de tributos e preservar a neutralidade econômica da reforma. Na prática, ele permite que cooperativas, agroindústrias, cerealistas e tradings se creditem de um valor calculado sobre as compras realizadas de produtores que não recolhem os novos tributos.

O ponto central é que esse crédito não pertence ao produtor rural. Segundo a advogada tributarista Fernanda Ferreira, o benefício nasce exclusivamente no elo seguinte da cadeia produtiva. “O crédito presumido não é do produtor, mas de quem compra dele. A permanência do produtor fora do IBS e da CBS só faz sentido se esse mecanismo for suficiente para preservar sua competitividade no mercado”, explica.

Benefício indireto

Como o produtor pessoa física que opta por permanecer fora do novo regime não gera débito tributário, também não possui direito a créditos fiscais. O crédito presumido funciona, portanto, como uma redução indireta no custo de aquisição da produção por parte do comprador.

Em tese, parte desse benefício poderia ser refletida no preço pago ao produtor. Na prática, porém, esse repasse não é automático. “O produtor só tende a se beneficiar de forma indireta se houver espaço para negociação, contratos bem estruturados ou inserção em cadeias de comercialização mais organizadas”, afirma Fernanda.

A situação gera incerteza no setor porque o percentual do crédito presumido ainda será definido em regulamentação futura. Dependendo do índice estabelecido, o impacto econômico pode alterar a formação de preços, as margens da cadeia e a competitividade entre diferentes perfis de produtores.

Regulamentação será decisiva

Advogada tributarista Fernanda Ferreira: “O produtor só tende a se beneficiar de forma indireta se houver espaço para negociação, contratos bem estruturados ou inserção em cadeias de comercialização mais organizadas” – Foto: Divulgação/b/luz

Para especialistas, a calibragem desse percentual será determinante para o futuro do modelo produtivo no campo. Um crédito presumido mais elevado poderia compensar a ausência de créditos fiscais para o produtor pessoa física, mantendo o equilíbrio econômico da operação.

Por outro lado, um percentual considerado insuficiente pode gerar pressão para que produtores passem a operar como pessoas jurídicas.

De acordo com o advogado tributarista Marcelo Saciotto, essa eventual mudança vai além de uma decisão tributária. “A regulamentação será determinante para o desenho do setor. Um crédito presumido mal calibrado pode acelerar a empresarialização do campo, ampliando a diferença entre produtores mais estruturados e aqueles que operam com margens mais estreitas”, avalia.

A migração para pessoa jurídica implica novas exigências administrativas, como contabilidade formal, aumento de obrigações acessórias, custos adicionais de compliance e maior exposição à fiscalização.

Diferenças regionais

Outro ponto de atenção é o impacto regional da eventual mudança de modelo. Em regiões onde a formalização empresarial já faz parte da rotina do setor agropecuário, a transição tende a ocorrer com menos dificuldades.

Em áreas onde predominam estruturas produtivas menores, entretanto, os custos administrativos e operacionais da formalização podem ser significativamente mais elevados, criando assimetrias competitivas dentro do próprio setor.

Mesmo em cadeias organizadas, com participação relevante de cooperativas e empresas integradoras, especialistas apontam que o fator determinante continuará sendo a calibragem econômica do crédito presumido.

Concebido como instrumento para garantir neutralidade no novo sistema tributário, o mecanismo permanece, por enquanto, como a principal variável de decisão para o produtor rural. A depender do percentual que vier a ser definido na regulamentação, ele poderá assegurar a continuidade do modelo atual ou desencadear uma reorganização jurídica relevante no campo brasileiro.

Fonte: Assessoria b/luz
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Setor produtivo defende transição gradual na discussão sobre jornada de trabalho

Manifesto entregue ao Congresso por mais de 100 entidades alerta para impactos sobre emprego, custos e competitividade da economia.

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Foto: Shutterstock

Entidades representativas do setor produtivo brasileiro iniciaram uma mobilização para participar do debate sobre a modernização da jornada de trabalho no país. Um manifesto assinado por 102 organizações foi apresentado a parlamentares como contribuição às discussões que avançam no Congresso Nacional.

O documento foi entregue durante reunião-almoço promovida pela Frente Parlamentar da Agropecuária, com a participação da presidente-executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras e presidente do Instituto Pensar Agro, Tania Zanella. A iniciativa busca reunir diferentes segmentos empresariais em torno de uma posição comum sobre o tema.

Segundo Tania, o manifesto é resultado de meses de diálogo entre entidades do setor produtivo e tem como objetivo contribuir com o debate de forma estruturada. “A questão aqui é fazer uma discussão racional, estruturante e sustentável para o país. Estamos dizendo que queremos participar da construção, ocupar os espaços e buscar as melhores alternativas”, afirmou.

Debate sobre mudanças na jornada

No documento, as entidades reconhecem que a modernização da jornada de trabalho é uma pauta legítima e pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. No entanto, destacam que os efeitos da mudança dependem diretamente da forma como ela será implementada.

Para o setor produtivo, uma transição feita de forma abrupta, sem base técnica ou sem considerar as especificidades de cada atividade econômica, pode gerar efeitos negativos. Entre os riscos apontados estão o aumento dos custos de produção, impactos sobre o emprego formal e perda de competitividade.

Ao apresentar o manifesto aos parlamentares, Tania Zanella reforçou que a intenção das entidades é colaborar com a construção de soluções equilibradas. “Estamos juntos para amadurecer esse debate. É um passo importante, mas que precisa ser dado com maturidade e coerência”, disse.

Preocupação no cooperativismo

No cooperativismo, a discussão ganha contornos específicos, especialmente nos ramos agropecuário e de saúde, que concentram grande número de trabalhadores e operam em atividades contínuas ou com forte sazonalidade.

Estudos citados pelas entidades indicam que uma eventual redução da jornada sem diminuição salarial pode gerar impactos relevantes na folha de pagamento e exigir novas contratações para manter os níveis atuais de atendimento e produtividade.

Para Tania Zanella, o debate precisa considerar essas diferenças estruturais entre setores da economia. “Esse manifesto é exatamente para isso: colocar o setor à disposição para essa grande discussão e reforçar que queremos avançar juntos, com responsabilidade e visão de longo prazo”, ressaltou.

Fonte: Assessoria Sistema OCB
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