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Pacote genético de alto rendimento
A empresa internacional de genética suína, TOPIGS, desenvolveu o pacote genético TALENT x TOPIGS20, considerado ideal para a cadeia de produção de suínos do Brasil. O produto terminado do cruzamento deste pacote resulta em um suíno de alto rendimento e de baixo custo de produção.
Os suinocultores sempre estão atrás do melhor material genético para suas granjas. Segundo o Geneticista da TOPIGS do Brasil, André Costa, o resultado do pacote genético TALENT x TOPIGS20 é de um animal que possui alto desempenho, tanto na fase de creche, quanto na fase de terminação. Junto com uma excelente conversão alimentar, os animais apresentam ótimo ganho de peso diário, menor espessura de toucinho, melhor qualidade de carne e menor mortalidade (cerca de um ponto percentual menor), quando comparado com outros pacotes genéticos do mercado brasileiro, explicou. Ele esclareceu ainda, que o impacto econômico dentro das granjas ocorre devido ao maior número de animais entregues/fêmea/ano, menor consumo de ração e maior receita ao abate devido ao melhor rendimento para o frigorífico.
Em números, as fêmeas TOPIGS20 apresentam um número de leitões nascidos cerca de 0,7 leitões a mais por parto que as fêmeas TOPIGS40, que era até então a fêmea mais prolífica do mercado brasileiro. Hoje, existem granjas com TALENT x TOPIGS20 que estão com mais de 32 leitões desmamados/fêmea/ano. Estes leitões na terminação alcançam conversão alimentar aos 100 kg de 2,15, com ganho de peso diário acima de 900 g/dia. São animais de excelente qualidade de carcaça, mesmo abatidos com pesos mais elevados (acima de 120 kg), apresentando espessura de toucinho cerca de um milímetro menor que outros produtos no mesmo peso., conta o André.
Um diferencial da genética TOPIGS é a maior robustez dos animais. No caso da fêmea TOPIGS20, isso representa menor taxa de reposição da fêmea, permitindo com que um percentual maior de fêmea atinja o pico de produção, e menor mortalidade de animais em todas as fases de produção, o que resulta em um menor custo de produção para o produtor.
Transição da fêmea
A mudança da fêmea TOPIGS40 para a fêmea TOPISG20 representa um salto tecnológico para a cadeia de suínos. A fêmea TOPISG20 é ainda melhor que a fêmea TOPIGS40 em termos de produtividade, além de apresentar uma maior produção de leite, fazendo com que seus leitões sejam desmamados com maior peso. Além disso, o desempenho na terminação dos leitões filhos de fêmeas TOPIGS20 é melhor que o de filhos de fêmeas TOPIGS40, principalmente em termos de conversão alimentar e qualidade de carcaça., concluiu o Geneticista André Costa.
O melhoramento genético
No Brasil o melhoramento genético da TOPIGS é feito em conjunto com as demais granjas núcleos TOPIGS ao redor do mundo. Todas as granjas estão conectadas a uma única base de dados chamada PIGBASE, mantida pela empresa na Holanda. Atualmente, esta base apresenta mais de 300.000 matrizes ativas em produção e cerca de 26 milhões de animais com dados avaliados, o que garante a confiabilidade dos resultados gerados. Os valores genéticos dos animais são gerados através desta base, sendo que hoje os computadores da TOPIGS geram mais de 7.000 valores genéticos/segundo. Além disso, os plantéis estão conectados aos plantéis das demais granjas núcleos da TOPIGS, por meio da importação regular que fazemos de sêmen congelado dos melhores machos de cada linha. Hoje importamos sêmen congelado do Canadá e Espanha e em 2013 faremos a primeira importação da Holanda, explica o Geneticista.
A TOPIGS possui granja experimental em Holambra e na Universidade Federal de Viçosa. Nessas granjas é avaliado o desempenho dos produtos do nascimento até o frigorífico e desenvolvido protocolos de manejo e nutrição.
Hoje, a TOPIGS20 representa mais de 50% do plantel TOPIGS no Brasil.
A TOPIGS
Líder na Europa e presente em mais de 50 países, a TOPIGS é uma das maiores empresas de melhoramento genético de suínos do mundo. São mais de 60 anos a serviço da suinocultura mundial e 18 anos de grandes conquistas no mercado brasileiro. O objetivo da TOPIGS não é simplesmente produzir o melhor suíno, mas o melhor suíno que ofereça também o menor custo de produção.
Fonte: Ass. de Imprensa TOPIGS

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Lar Credi realiza assembleias e projeta continuidade do crescimento em 2026
Cooperativa apresenta resultados positivos, amplia base de associados e fortalece atuação no agro.

A Lar Credi realizou, na última sexta-feira (20), as Assembleias Gerais Ordinária (AGO) e Extraordinária (AGE), reunindo associados no Lar Centro de Eventos. O encontro apresentou os resultados de 2025, definiu o planejamento para 2026 e deliberou sobre mudanças no estatuto da cooperativa.
Durante a AGO, foram apresentadas as contas do exercício de 2025. Já na AGE, os associados analisaram e aprovaram a proposta de reforma estatutária, que inclui a alteração do endereço da sede administrativa, ampliação das áreas de atuação e ajustes em artigos regimentais. Todos os itens da pauta foram aprovados por unanimidade.
Segundo o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues, a cooperativa tem apresentado crescimento acima das expectativas desde a sua criação. Ele destacou que a atuação da instituição está voltada ao atendimento personalizado e ao apoio financeiro dos associados, especialmente no agronegócio.
Os números de 2025 mostram avanço em diferentes indicadores. Os ativos totais chegaram a R$ 383,7 milhões, alta de 42% em relação ao ano anterior. Os depósitos à vista e a prazo somaram R$ 307,8 milhões, crescimento de 41%, enquanto a carteira de crédito ultrapassou R$ 205,5 milhões, com aumento de 32%.
O patrimônio líquido atingiu R$ 72 milhões, avanço de 50%, reforçando a estrutura financeira da cooperativa. Já o resultado líquido foi de R$ 7,5 milhões, crescimento de 25%, valor que inclui a correção do capital social e retorno aos cooperados.
A base de associados também cresceu, chegando a 11.263 cooperados, alta de 16%. Para atender essa demanda, a cooperativa conta com 37 postos de atendimento em 32 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além de uma equipe de 93 colaboradores.
Outro destaque foi o desempenho da Lar Coop Corretora de Seguros, que registrou crescimento de 56% no volume de operações em 2025. Entre as iniciativas, estão o Seguro Integração, voltado às cadeias de aves e suínos, e o Seguro Paramétrico para soja e milho, que amplia a proteção financeira do produtor rural.
Ao final do encontro, a diretoria reforçou a expectativa de continuidade no crescimento da cooperativa, com foco na segurança financeira e no atendimento aos associados.
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Formação ou Exercício Profissional na Agronomia: O que vem primeiro?
Número elevado de vagas, sobretudo no EAD, levanta questionamentos sobre a formação diante das exigências da profissão.

A expansão dos cursos de Agronomia no Brasil levanta um alerta: estamos formando profissionais na mesma qualidade que o agro exige?
A qualidade da formação está diretamente ligada ao exercício profissional. No caso do engenheiro agrônomo, cuja atuação é ampla, sistêmica e integrada, essa relação se torna ainda mais decisiva, especialmente em um cenário de crescente internacionalização das relações econômicas.
O Decreto 23.196, de 1933, estabelece com clareza as atribuições da profissão, abrangendo áreas como fitotecnia, zootecnia, economia e administração rural, cooperativismo, engenharia e paisagismo. Trata-se de uma base sólida, que já contempla a natureza dinâmica da atividade e permite a incorporação de inovações tecnológicas e gerenciais ao longo do tempo.
O desafio, portanto, não está na legislação, mas na formação. Os cursos de Agronomia precisam estar alinhados a essa amplitude de atuação. No entanto, a expansão de graduações, especialmente na modalidade 100% a distância, e a adoção de projetos pedagógicos fragmentados acendem um sinal de alerta sobre a qualidade do ensino.

Artigo escrito por Kleber Santos, engenheiro agrônomo, membro da ABCA Distribuído pelo Conselho Científico Agro Sustentável.
Esse ponto se torna ainda mais sensível diante do avanço da inserção internacional do agro brasileiro. Acordos comerciais, como o firmado entre Mercosul e União Europeia, exigem profissionais com visão integrada dos sistemas produtivos, capazes de atuar da produção à gestão. Nesse contexto, o engenheiro agrônomo se destaca justamente por sua formação abrangente, desde que ela seja, de fato, garantida.
A sustentabilidade também amplia essa demanda. O enfrentamento das mudanças climáticas, a preservação da biodiversidade e a redução da poluição exigem conhecimento técnico aliado à capacidade de gestão e inovação. São desafios que reforçam a importância de uma formação sólida e prática.
Apesar disso, os números preocupam. Dados do Sistema e-MEC (2024) apontam a existência de quase 600 cursos de Agronomia autorizados no Brasil, com mais de 112 mil vagas. Desse total, 54,2% estão na modalidade a distância e 45,8% no formato presencial. A maior parte das vagas está concentrada no ensino privado, e apenas quatro instituições detêm mais de 70% das vagas em cursos EAD.
Diante desse cenário, a presencialidade segue como elemento essencial na formação agronômica. O uso de tecnologias, como internet e inteligência artificial, é bem-vindo, mas não substitui a vivência prática, o contato com o campo e a integração entre teoria e realidade produtiva.
Ao mesmo tempo, iniciativas de qualificação e acompanhamento da formação ganham relevância. Entidades como a Academia Brasileira de Ciência Agronômica, a CONFAEAB e o Sistema CONFEA/CREAs têm papel importante nesse processo, assim como estudos voltados à evasão, retenção e demanda de estudantes.
Outro ponto estratégico é a integração entre ensino e prática, por meio da extensão universitária e de programas de mobilidade acadêmica e profissional, tanto no Brasil quanto no exterior. Essas experiências contribuem para alinhar a formação às exigências do mercado.
O crescimento no número de cursos não é, por si só, um problema. O desafio está em garantir qualidade. Em um setor cada vez mais profissionalizado e inserido no mercado global, a formação do engenheiro agrônomo precisa acompanhar essa evolução.
No fim, a resposta é direta: antes de discutir o exercício profissional, é preciso garantir uma formação à altura das atribuições da profissão.
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36ª Reunião Anual do CBNA recebe inscrições de trabalhos científicos até quarta-feira
Todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, da Fealq, ampliando o alcance das pesquisas.

A produção científica voltada à nutrição animal no Brasil vem buscando maior integração com as demandas da indústria e mais visibilidade no cenário internacional. Esse movimento se reflete na 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que está com inscrições abertas para submissão de trabalhos científicos até quarta-feira (25).

O professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria”.
Neste ano, todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, periódico científico editado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e publicado de forma ininterrupta desde 1926. Essa mudança amplia o alcance das pesquisas, que antes eram divulgadas no ambiente digital do evento, anuncia o professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz, responsável pelos trabalhos científicos do encontro.
A iniciativa ocorre em um contexto de maior pressão por eficiência produtiva e otimização de custos na cadeia de proteína animal, o que tem aproximado empresas e centros de pesquisas na busca por soluções aplicadas. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria. Ao adotar o inglês e um formato mais objetivo, o CBNA também facilita o acesso de pesquisadores e profissionais de outros países ao conteúdo gerado no Brasil”, afirma Ruiz.
Outra mudança nesta edição é o formato dos resumos, que passam a ser submetidos exclusivamente em inglês e em versão simples, substituindo o modelo anterior de resumo expandido. A proposta é facilitar a leitura e ampliar a circulação internacional dos estudos. Ao todo, 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral, quatro em cada uma das áreas (aves, suínos e bovinos), enquanto os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster. Todos os trabalhos aprovados terão espaço na publicação científica. No ano passado, foram mais de 60 trabalhos selecionados. Os interessados, devem fazer inscrição no site do evento e depois inscrever seus trabalhos clicando aqui.
Eventos
A 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos vai reunir pesquisadores, profissionais da indústria e especialistas da cadeia produtiva para discutir avanços técnicos, desafios e tendências da nutrição animal no Brasil e no mundo. Além da Reunião Anual, o CBNA vai promover outros dois eventos técnicos no mesmo local. Um deles é o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e outro é o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.
36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos
9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos
