Avicultura
Ovos RS reforça fiscalização e eleva padrão de qualidade do setor
Programa capacita profissionais, atualiza checklist e aumenta exigência para uso do selo de referência.

Na quinta-feira (16), o Programa Ovos RS, iniciativa da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), promoveu um treinamento voltado à apresentação das atualizações do checklist de avaliação. O encontro reuniu responsáveis técnicos, técnicos agrícolas, consultores e profissionais da indústria e produção de ovos, com o objetivo de alinhar os novos itens e categorias que serão considerados durante as auditorias do Programa.
O evento, realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves (RS), contou com a participação da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), representada por parte da Dra. Alessandra Krein, do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), que apresentou os principais pontos de atenção durante fiscalizações em granjas de postura comercial, reforçando os aspectos legais e sanitários que orientam a atuação dos serviços oficiais.
Durante o treinamento, os participantes também acompanharam a palestra de Éder Barbosa Oliveira, da MSD Saúde Animal, com o tema “Ácaros na Avicultura: Gestão Eficaz para Segurança e Alta Performance”. A apresentação trouxe uma abordagem prática sobre o controle de ácaros e piolhos, destacando a importância do manejo e da relação direta com o bem-estar das aves.
A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Dra. Caroline Freitas, conduziu as apresentações sobre o novo checklist, abrangendo os módulos de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) e Boas Práticas de Fabricação (BPF). Ela destacou os avanços, adequações e padronizações implementadas para atender às legislações vigentes e aprimorar os processos internos das empresas avaliadas.
“O novo checklist do Programa Ovos RS reúne 170 itens de verificação, distribuídos entre BPA e BPF. O instrumento foi desenvolvido para oferecer uma avaliação completa das condições sanitárias e operacionais do setor. Nas BPA, são avaliados 56 itens divididos em cinco categorias, que incluem desde a estrutura interna e externa dos alojamentos das aves até o controle de vacinas, medicamentos e documentações. Já nas BPF, são analisados 114 itens em 13 categorias, contemplando aspectos como higiene, transporte, programas de autocontrole e industrialização”, destacou Dra. Caroline Freitas.
O presidente executivo da ASGAV, José Eduardo dos Santos, salientou que as mudanças reforçam o compromisso do Programa com a transparência e a melhoria contínua: “Outra novidade é que, para ser considerado apto ao uso do Selo de Referência Ovos RS nas embalagens, o estabelecimento precisa atingir no mínimo 80% de conformidade. O objetivo é aumentar o rigor nas avaliações, em alinhamento com os órgãos fiscalizadores. O Programa Ovos RS é uma ferramenta estratégica para o setor, voltada ao trabalho preventivo e orientativo, fomentando avanços, padronização, inovação e qualidade dos alimentos, fortalecendo a confiança do consumidor”.
No turno da tarde, a equipe técnica de auditoras do Programa Ovos RS participou de atividades conduzidas por Caroline Freitas, que reforçou as regras de auditoria e biosseguridade, seguidas de uma aplicação teórica do checklist, consolidando o aprendizado e a uniformização dos critérios técnicos.
A equipe técnica do Programa Ovos RS 2025 é composta por cinco auditoras das áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia, provenientes de instituições como UFRGS, UFSM e FSG Centro Universitário. São elas: Isabela Cristina Carvalho, Giselle Rios, Isabela Maraschin, Isabella Agostini e Iasmin Maria Madeira. Essas profissionais aplicarão o novo checklist nos estabelecimentos participantes do Programa, refletindo o compromisso do Programa Ovos RS em capacitar profissionais, fortalecendo a base técnica e promovendo a integração entre academia e o setor produtivo.
O treinamento foi encerrado com a assinatura do termo de cooperação técnica e um momento de confraternização entre os participantes, simbolizando mais um passo importante no fortalecimento da equipe técnica e no aprimoramento das ações do Programa Ovos RS, que desde 2012 atua incentivando a qualidade dos ovos gaúchos, o fortalecimento da indústria e produção de ovos e a confiança do consumidor.

Avicultura Editorial
Nordeste fortalece presença na avicultura brasileira com novos investimentos e expansão da produção
Região amplia participação em indicadores do setor e consolida operações que vão da genética à produção de ovos e frangos.

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



