Bovinos / Grãos / Máquinas
Ovinos e equídeos são os animais com maior número de inscritos na Expointer

Os ovinos são a maioria na Expointer 2023. São 980 animais de 15 raças, um aumento de 9,87% em relação a 2022, quando a feira teve 892 animais inscritos. “Muitas raças têm destaque nesta feira: o Texel e o Texel Colorido em primeiro lugar, com maior número de animais, mas tem também o Dorper e White Dorper, que aumentou sua participação neste ano e a Romney Marsh”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Edemundo Gressler. Ele afirma que estes números retratam o bom momento das exposições deste ano de 2023.
Cássio Miolo, da cabana Fortaleza do Herval, de Candiota, participa da feira desde 2001. Neste ano vai estar com 12 animais da raça Texel. “Tudo indica que será uma feira maravilhosa em negócios e o Texel hoje é a vitrine da ovinocultura”, avalia Cássio. Entre os ovinos, a raça Texel e Texel Colorida está em maior número, com 235 e 110 animais inscritos, respectivamente, neste ano.
Outras raças que são destaque na feira, com aumento significativo na participação são a Dorper e a White Dorper. A Dorper teve um aumento de 123,68%, passando de 38 animais em 2022 para 85 nesta feira. E a White Dorper aumentou ainda mais, 500%, passando de um inscrito no ano passado para seis animais neste ano.
“Nós acreditamos que este aumento na participação ocorreu porque nós organizamos junto com a Associação Brasileira de Criadores de Dorper e White Dorper (ABC DORPER) uma etapa ranqueada do julgamento do Dorper, o que atraiu criadores do Paraná, que estão vindo participar da feira em Esteio”, avalia o criador Marco Aurélio Sanchotene, da Dorper Obelisco de Dom Pedrito. Para a Expointer deste ano estão inscritos quatro animais. “O Dorper tem crescido no Rio Grande do Sul em função da produção de carne, o pessoal está buscando uma melhor qualidade de carcaça, um melhor rendimento de carcaça”, afirma Sanchotene.
A única nova raça ovina presente na feira é a Merino Australiano Naturalmente Colorido, com um exemplar de um criador de Glorinha. Esta raça se destaca na produção de lã fina, com qualidade, sedosidade e suavidade.
O presidente da Arco destaca que a participação na Expointer é sempre um momento de mostrar o que a ovinocultura tem de melhor. “Nós vamos mostrar o que o criador vem fazendo, a qualidade dos seus animais, os investimentos em genética, e também o trabalho desenvolvido pelas associações, que representam a força do coletivo”.
A participação dos equídeos
Os equídeos vêm logo depois dos ovinos e tem 819 animais inscritos de 11 raças, registrando um aumento de 1,24%. A maior representação é dos cavalos crioulos, que registraram um aumento de 23%, passando de 391 em 2022 para 431 neste ano.
“Nós teremos em torno de 700 animais dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, entre a morfologia, o 42º Freio de Ouro, a 2ª Supercopa Freio do Proprietário e a 1ª Supercopa Paleteadas, além dos leilões”, destaca Eduardo Azevedo, executivo técnico da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo (ABCCC).
Segundo ele, foram feitas muitas melhorias no parque, como a pista coberta, o aumento do pavilhão com mais 100 cocheiras para o Freio de Ouro e novos banheiros no camping. “Nós estamos fazendo de tudo para receber da melhor forma os nossos expositores e associados. E a nossa expectativa é de uma grande Expointer”. Entre os equídeos, uma nova raça volta ao Parque depois de 34 anos. É o jumento Pêga, com 10 animais inscritos. Os maiores criadores desta raça estão concentrados em São Paulo e Minas Gerais.
Os bovinos de corte
Depois de ovinos e equídeos, os bovinos de corte estão em terceiro lugar em número de inscritos, com 15 raças e 617 animais, 38 animais a menos do que em 2022.
A raça com maior participação é a Braford, que conta com 94 animais, um a mais do que em 2022 e é uma cruza de Hereford com Zebu. Ela se caracteriza pela rusticidade, alta fertilidade, bom temperamento e carne de alta qualidade.

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock
A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

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alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.



