Conectado com

Notícias Safra de inverno

Outubro tem avanço da colheita de trigo e preços em alta no Brasil

Mercado brasileiro permanece com as cotações em alta, apesar das recentes quedas nos preços internacionais

Publicado em

em

Divulgação

O mercado brasileiro permanece com as cotações em alta, apesar das recentes quedas nos preços internacionais00. O mês de outubro foi de avanço dos trabalhos de colheita nos principais estados produtores do Brasil e na Argentina. Após várias semanas, o déficit hídrico foi aliviado no país vizinho.

No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realizou, no último dia 22, a primeira audiência pública para a discussão sobre uma eventual aprovação, ou não, do uso comercial do trigo transgênico no Brasil. Alguns participantes também trataram da possibilidade de cultivo da tecnologia no país.

O debate foi iniciado após a aprovação, na Argentina, do uso comercial da variedade geneticamente modificada HB4, da Bioceres, condicionada, porém, ao aceite do Brasil em importar o produto do país vizinho. Segundo o presidente da CTNBio, Paulo Barroso, a audiência é apenas o primeiro passo de uma longa discussão e serve para a coleta de informações para deliberar com base nas atribuições da Comissão, que são: avaliação de riscos fitossanitários, riscos à saúde humana e ao meio ambientes.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020 de trigo no Paraná atinge 90% da área cultivada de 1,114 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 8%. A ceifa está mais rápida em relação ao mesmo período do ano passado, quando atingia 87% da área. Na semana passada a colheita estava em 84%.

Conforme o Deral, 82% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 17% em situação média e 1% em condições ruins. Na semana passada, 79% das lavouras cultivadas no estado estavam em condições boas de desenvolvimento, 19% em situação média e 2% apresentavam um quadro ruim. No mesmo período em 2019, 78% das lavouras apresentavam boas condições, 20% médias e 2% ruins. As lavouras se dividem entre as fases de frutificação (26%) e maturação (74%).

Em relatório mensal de outubro, o Deral indicou a produção em 3,127 milhões de toneladas, 46% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A área cultivada deve ficar em 1,117 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 9%. A produtividade média é estimada em 2.798 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

A colheita do trigo atinge 60% da área no Rio Grande do Sul. O avanço semanal foi de 29 pontos percentuais. Em igual período do ano passado, os trabalhos chegavam a 42%. A média dos últimos cinco anos é de 46%. A ausência de chuvas durante mais uma semana favoreceu a colheita que, em números absolutos, chegou a 550 mil hectares. Além disso, a falta de chuvas também acelerou o ciclo da cultura. Até o momento, 30% das lavouras estão em maturação e 10% em enchimento de grãos.

Argentina

A colheita de trigo atinge 6,1% da área na Argentina. Segundo boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 3,1 pontos percentuais na semana e estão 2,6 pontos adiantados em relação ao ano passado. A Bolsa projeta a produção em 16,8 milhões de toneladas. Na última semana, caiu o percentual de lavouras em déficit hídrico e em más condições.

Conforme o documento, 41% das lavouras estão em situação de regular a ruim. Na semana passada, eram 50%. Em igual período do ano passado, 23% da área estava nessa situação. As lavouras com condição de excelente a boa passaram de 10 para 14%. Nesta semana, 37% das lavouras estão em situação de déficit hídrico. Na semana passada, eram 53% e, no ano passado, 35%. A área fica em 6,5 milhões de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS

Notícias

Mercoagro Talks abre programação de 2026 com debate sobre comunicação no agronegócio

Evento on-line ocorre no dia 22 de janeiro, às 19 horas, com o especialista José Luiz Tejon.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Com o objetivo de abordar “A importância da comunicação no mercado da proteína animal” ocorre no dia 22 de janeiro, às 19 horas, a primeira edição do Mercoagro Talks de 2026. A palestra será ministrada por um dos principais nomes do agronegócio no Brasil, o professor José Luiz Tejon Megido. A transmissão será ao vivo pelo canal oficial da feira no YouTube.

Tejon é doutor e mestre em Educação, jornalista e publicitário. Possui especialização internacional em instituições como Harvard, MIT, INSEAD e Pace University, além de atuar como coordenador acadêmico na Audencia Business School, na França, e no Agribusiness Center da FECAP. Também é professor convidado na FIA/USP e no Insper.

A iniciativa integra a programação paralela da Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (Mercoagro), considerada a maior feira da proteína animal da América Latina. A 14ª edição ocorrerá entre os dias 17 e 20 de março de 2026, no Parque de Exposições Dr. Valmor Ernesto Lunardi, em Chapecó (SC).

Gratuito e aberto ao público, a Mercoagro Talks tem como objetivo antecipar debates relevantes para o setor, reunindo especialistas e promovendo a difusão de conhecimento técnico, científico e estratégico. A proposta é fortalecer a competitividade do segmento industrial da carne por meio da inovação e da informação de qualidade.

A feira conta com parceria da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, BRDE, Unimed Chapecó e Sicoob, além do apoio institucional do Nucleovet, Chapecó Convention & Visitors Bureau, Fiesc / Senai, Sebrae/SC, SESI, Unochapecó e Pollen Parque. O credenciamento e a informações comerciais estão disponíveis no site oficial www.mercoagro.com.br.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias No Oeste do Paraná

Agroshow Copagril 2026 começa com foco em inovação e negócios

Evento segue até sexta-feira (16), reunindo cerca de 200 expositores, expectativa de 15 mil visitantes e novidades em tecnologia, suinocultura e soluções digitais para o campo.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Copagril

O Agroshow Copagril 2026 teve início nesta quarta-feira (14) e segue até sexta-feira (16), na Estação Experimental da Copagril, em Marechal Cândido Rondon (PR), reunindo inovação, tecnologia, negócios e conhecimento técnico em um dos maiores eventos do agronegócio da região Oeste do Paraná.

A cerimônia de abertura contou com a presença de diversas autoridades e lideranças, entre elas o Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, além de representantes da diretoria da Copagril, lideranças políticas, entidades parceiras, expositores e produtores rurais. A participação reforça a importância do Agroshow como vitrine de inovação e desenvolvimento para o setor agropecuário.

Com cerca de quase 200 expositores confirmados, a expectativa da organização é receber aproximadamente 15 mil visitantes ao longo dos três dias de programação. O público encontra uma ampla estrutura voltada à geração de negócios, troca de experiências e acesso às mais modernas soluções tecnológicas para o campo.

Entre os principais atrativos está a Trilha Tecnológica, que apresenta demonstrações práticas de cultivos, além de palestras técnicas direcionadas a suinocultores e produtores de grãos. A programação inclui ainda a exposição de maquinários agrícolas, tecnologias de ponta e drones de pulverização, evidenciando avanços voltados à produtividade e à sustentabilidade.

Nesta edição, o Agroshow Copagril apresenta importantes novidades. O Salão AgroInova e Suinocultura Copagril foi ampliado e passa a contar com expositores, fortalecendo o espaço dedicado à inovação, tecnologia e à cadeia produtiva da suinocultura. Outro destaque é o lançamento do novo aplicativo Copagril para produtores, que permitirá, entre outras funcionalidades, a emissão de notas, facilitando a rotina no campo. A cooperativa também celebra uma nova parceria estratégica, passando a revender tratores da marca Agrale.

O público poderá acompanhar ainda demonstrações com animais, incluindo bovinos, utilizados na apresentação de um robô de alimentação, evidenciando soluções automatizadas para a pecuária. Como iniciativa inédita, o evento realiza o 1º Ideathon Copagril, uma ação baseada em metodologia de inovação, com foco na geração de ideias e soluções para desafios sociais e comunitários.

No aspecto comercial, o Agroshow Copagril 2026 conta com uma campanha especial de Show de Prêmios, que prevê o sorteio de um carro e três motocicletas para produtores que realizarem negócios durante o evento, conforme regulamento. Também estão disponíveis promoções exclusivas voltadas aos pecuaristas.

O evento acontece diariamente das 8 horas às 18 horas, com encerramento às 17 horas na sexta-feira.

O Agroshow Copagril reafirma seu papel como um espaço estratégico para o fortalecimento do agronegócio, conectando produtores, empresas e tecnologias que impulsionam o futuro do campo.

Fonte: Assessoria Copagril
Continue Lendo

Notícias Comércio exterior

Incertezas geopolíticas cercam mercado de ureia e podem impactar fluxo para o Brasil

Dependência de importações, cortes na produção iraniana e risco de tarifas dos EUA redesenham o mercado global do fertilizante nitrogenado.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/SAA SP

O Brasil importou 7,7 milhões de toneladas de ureia em 2025, consolidando o fertilizante nitrogenado como um dos principais insumos da pauta de importações do agronegócio. Nigéria, Rússia e Omã figuraram como os maiores fornecedores ao longo do ano, segundo dados de comércio exterior. No entanto, parte dos volumes atribuídos a Omã pode, na prática, ter origem no Irã, o que adiciona um componente de incerteza à leitura dos fluxos globais.

Foto: Claudio Neves

O Irã está entre os maiores produtores mundiais de ureia, com capacidade instalada estimada em cerca de 9 milhões de toneladas por ano. Desde meados de dezembro, porém, a produção iraniana opera de forma parcial em razão de cortes no fornecimento de gás natural, uma prática recorrente no inverno do país, quando a prioridade é o abastecimento residencial para aquecimento. Entre os principais destinos da ureia iraniana estão Turquia, Brasil e África do Sul.

Esse cenário ocorre em meio a dúvidas no mercado internacional sobre os efeitos de uma eventual tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra países que mantêm relações comerciais com o Irã. As consequências ainda são incertas tanto para agentes que fornecem ureia ao mercado norte-americano e, ao mesmo tempo, negociam com o Irã, caso da Rússia, quanto para importadores relevantes, como o Brasil.

Fornecedores da Rússia e do Oriente Médio relatam falta de clareza sobre possíveis custos adicionais nas entregas aos Estados Unidos. Produtores e tradings aguardam um posicionamento oficial do governo norte-americano a respeito da aplicação de tarifas sobre fertilizantes, e a avaliação predominante é de que ainda é cedo para mensurar impactos concretos a partir das declarações do ex-presidente Donald Trump.

Foto: Claudio Neves

A ameaça é considerada especialmente sensível para os fertilizantes nitrogenados de origem russa, em particular a ureia e o nitrato de amônio e ureia (UAN), produtos que atualmente entram no mercado dos Estados Unidos sem incidência de tarifas. Um eventual aumento de custos para a ureia russa destinada aos EUA pode alterar o fluxo global do produto.

Nesse contexto, analistas avaliam que cargas originalmente direcionadas ao mercado norte-americano poderiam ser redirecionadas para outros grandes compradores globais, entre eles o Brasil. O movimento, caso se confirme, tende a influenciar tanto a disponibilidade quanto a formação de preços do fertilizante no mercado brasileiro, em um momento em que o país segue fortemente dependente de importações para suprir sua demanda agrícola.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.