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Notícias Clima

Outono terá influência de fraca intensidade do fenômeno El Niño

Além de excessos de chuvas na Região Sul, boletim do Inmet prevê aumento moderado na temperatura na parte central do país

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O Outono, que começa nesta quarta-feira (20), deverá ter influência de fraca intensidade do fenômeno El Niño, como excessos de chuvas sobre a Região Sul e diminuição sobre parte do Norte e Nordeste, além de tendência de aumento moderado das temperaturas médias na parte central do país. De acordo com previsões do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a probabilidade de ocorrência do El Niño (diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico) é de cerca de 70% no início da estação.

Durante esta estação, observam-se as primeiras formações de fenômenos adversos, tais como: nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul; e friagem no sul da Região Norte e nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até mesmo no sul de Goiás.

Região Norte 

Este período na região Norte é marcado por chuvas frequentes e intensas, acarretando na subida das águas de rios e igarapés e consequente alagamento em áreas próximas a mananciais. Denominado popularmente por inverno amazônico, estende-se até meados de maio, quando a instabilidade migra para o noroeste do Brasil.

A previsão indica que as chuvas deverão permanecer de normal a acima da climatologia em grande parte da região, exceto em uma pequena porção que abrange o sul de Roraima, noroeste do Pará e nordeste do Amazonas, onde as precipitações ocorrerão ligeiramente abaixo da média. As temperaturas deverão ficar dentro da normal a ligeiramente acima da média em toda a região. Entretanto, conforme o boletim do instituto, existe a possibilidade de ocorrência dos primeiros episódios de friagem no sudoeste da Região Norte, devido à entrada de massas de ar de origem polar.

Nordeste 

A previsão indica chuvas de normal a abaixo da média em grande parte da Região Nordeste, sendo que até meados de abril as chuvas devem persistir sobre a parte norte desta área. A diminuição da temperatura das águas próximas à costa pode reduzir as chances de chuvas até o fim do outono. No leste da região, normalmente, existe um aumento gradativo das chuvas entre as estações de outono e inverno, devido à evolução de Distúrbios Ondulatórios de Leste. As temperaturas deverão ficar acima da média em toda região, principalmente no semiárido.

Centro-Oeste 

A previsão do Inmet indica probabilidade das chuvas ocorrerem dentro da normalidade a ligeiramente acima da média em grande parte da região, exceto no noroeste de Goiás, onde existe a possibilidade das chuvas serem mais fracas. A partir de maio, tem início o período seco na parte central do país. As temperaturas deverão ficar acima da média em toda a região, principalmente no leste de Mato Grosso e Goiás. Não está descartada a possibilidade da ocorrência das primeiras geadas e friagens sobre o Mato Grosso do Sul e sul de Goiás.

Sudeste 

Normalmente, existe uma redução das chuvas sobre o Sudeste à medida em que se aproxima o outono, dando início ao período seco. A previsão indica que devem permanecer áreas com chuvas dentro da faixa normal ou ligeiramente acima nos próximos três meses. E é esperado que as massas de ar frio passem com maior frequência pela região somente a partir de maio, porém a previsão é de temperaturas acima da média.

Sul

O prognóstico indica que as chuvas ficarão acima da média em toda a Região Sul, principalmente sobre a parte oeste. Existe um aquecimento da área oceânica próxima à costa da Argentina e mais acentuada no sudeste do Brasil, que favorece as condições de instabilidade atmosférica e, consequente, precipitação nesta área. Além disso, o aquecimento do Oceano Pacífico, caracterizando um El Niño de fraca intensidade, pode acentuar as temperaturas na região nos próximos meses, concordando com a previsão de temperaturas acima da média no outono. Mas essa previsão não elimina a possibilidade, segundo o boletim, de ocorrência de geadas, principalmente em áreas serranas, à medida que se aproxima do inverno.

Fonte: MAPA
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Notícias Mercado Interno

Mercado de milho é sustentado por alta do dólar e preços reagem

Alta do dólar e a subida em Chicago elevam as cotações nos portos para as exportações

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O mercado brasileiro de milho teve uma semana de melhora nas referências de preço, interrompendo o ciclo de baixas. O mercado vinha bem pressionado por boa oferta e expectativa com a chegada da safrinha. Segue a pressão com a colheita adiante da safrinha, mas a alta do dólar na semana, e o avanço também visto na Bolsa de Chicago para o milho, garantiram sustentação e levaram ao aumento das cotações.

A alta do dólar e a subida em Chicago elevam as cotações nos portos para as exportações. Pouco a pouco, isso também vai passando para o mercado disponível, com produtores dosando a oferta e com os preços reagindo. Tudo isso acaba sendo limitado pela chegada da safrinha adiante, que traz um viés de baixa para as cotações.

No balanço da semana, a cotação em Campinas/CIF subiu de R$ 33,50 para R$ 36 a saca de 60 quilos na base de venda. Já na mogiana paulista, o preço avançou de R$ 31,50 para R$ 32,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou no comparativo semanal de R$ 30 para R$ 31 a saca na venda. Já no Rio Grande do Sul, o preço se manteve em R$ 34 a saca.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 44,7 milhões em maio, até o dia 12, com média diária de US$ 6,4 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 253,2 mil toneladas, com média de 36,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 176,40.

Na comparação com a média diária de abril, houve uma elevação de 69,1% no valor médio exportado, uma alta de 78,3% na quantidade média diária e perda de 5,2% no preço médio. Na comparação com maio de 2018, houve ganho de 1.319% no valor médio diário exportado, elevação de 1.235% na quantidade média diária de volume e valorização de 6,3% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Demanda mais fraca volta a pressionar mercado de frango

Movimento é bastante natural, uma vez que a reposição é mais lenta em um período com menor apelo ao consumo

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Arquivo/OP Rural

A avicultura de corte apresentou alguma queda das indicações de preços para os cortes negociados no atacado e na reposição ao longo da semana, bem como para os preços do frango vivo em algumas praças do país. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, esse movimento é bastante natural, uma vez que a reposição é mais lenta em um período com menor apelo ao consumo.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 5,90 para R$ 5,70, o quilo da coxa de R$ 4,95 para R$ 4,90 e o quilo da asa de R$ 7,30 para R$ 7,20. Na distribuição, o quilo do peito retrocedeu de R$ 5,95 para R$ 5,80, o quilo da coxa de R$ 5,05 para R$ 5 e o quilo da asa de R$ 7,50 para R$ 7,40.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito passou de R$ 6 para R$ 5,80, o quilo da coxa de R$ 5,07 para R$ 5,02 e o quilo da asa de R$ 7,38 para R$ 7,28. Na distribuição, o preço do quilo do peito baixou de R$ 6,05 para R$ 5,90, o quilo da coxa de R$ 5,17 para R$ 5,12 e o quilo da asa de R$ 7,58 para R$ 7,48.

Iglesias comenta que o mercado ainda carrega otimismo em torno das exportações destinadas à China, tanto que já é perceptível um aumento do alojamento de pintos de corte para atender esse adicional de consumo. “Os custos de produção são mais amenos, observando o comportamento dos preços do milho durante as últimas semanas”, afirma.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo baixou de R$ 3,55 para R$ 3,50. Em São Paulo o quilo vivo seguiu em R$ 3,60.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,56. No oeste do Paraná o preço continuou em R$ 3,25 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo permaneceu em R$ 3,20.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango cedeu em R$ 3,50 para R$ 3,45. Em Goiás o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,50 para R$ 3,45. No Distrito Federal o quilo vivo caiu de R$ 3,55 para R$ 3,50.

Em Pernambuco, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,55. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,55 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,65.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de Inverno

Plantio do trigo avança no PR e clima atrapalha preparos no RS

Liquidez tende a permanecer lenta até o ingresso da nova safra, devido à maior disponibilidade do produto

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O mercado brasileiro de trigo acompanha o plantio no Paraná e os preparos no Rio Grande do Sul. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a liquidez tende a permanecer lenta até o ingresso da nova safra, devido à maior disponibilidade do produto, atualmente escasso nas principais praças de comercialização do país.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2018/19 do estado atinge 46% da área prevista de 1,023 milhão de hectares, deve cair 6% frente aos 1,101 milhão de hectares cultivados em 2018.

Segundo o Deral, 97% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento e 3% condições médias, na fase de germinação (43%) e crescimento vegetativo (57%).

Rio Grande do Sul

A semana apresentou clima chuvoso e úmido no Rio Grande do Sul, não dando condições para o início do plantio de trigo nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, onde se aguarda clima seco para iniciar a implantação da safra. Assim, se o tempo firmar e a umidade do solo permitir, deverá ser iniciado o plantio de trigo da safra 2019 nessas regiões.

Continua a busca de crédito para custeio das lavouras junto aos agentes financeiros, com encaminhamento de documentos (atualização da Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP) e a coleta das amostras de solo para análise. Recursos de custeio para compra de insumos para as lavouras de trigo foram liberados para alguns produtores.

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do trigo é em média R$ 40,98/sc. no Rio Grande do Sul, leve queda em relação à semana anterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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