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Oswaldo Pereira é reeleito presidente da Acrimat; veja como fica a nova diretoria
Atual presidente da Acrimat foi reconduzido, nesta sexta-feira (11), para mais três anos à frente da entidade.

Os afiliados da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) elegeram nesta sexta-feira (11) a nova diretoria da entidade para o triênio 2023-2025. O médico, pecuarista e atual diretor-presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, foi reeleito e segue no comando da entidade. Ele toma posse no novo mandato em janeiro de 2023.
Oswaldo Pereira encabeçou a chapa “Por uma pecuária rentável”, composta ainda por outros 39 pecuaristas nos cargos de diretoria executiva, conselho fiscal e conselho de representantes regionais, com seus respectivos suplentes. A chapa foi a única a concorrer nas eleições, que foram realizadas em Cuiabá e nas outras 12 regionais da Acrimat.
De acordo com o Oswaldo Pereira sua reeleição foi trabalhada junto à atual diretoria e associados, de modo a possibilitar um alinhamento entre as necessidades da entidade e os interesses do setor da pecuária. A Acrimat é uma entidade representativa, sem fins lucrativos, que atua em todo Mato Grosso há 52 anos em defesa da atividade da pecuária de corte.
“Para nós é um prazer muito grande dar continuidade ao trabalho que estamos realizando nesses três últimos anos, com nossa diretoria e equipe muito aguerridas. Entendemos que houve somente o registro de uma única chapa como uma demonstração de união do setor. Mostra que a pecuária está unida em torno de defender seus interesses e superar os desafios através do trabalho que vem sendo realizado pela Acrimat”, afirmou.
Ainda segundo Oswaldo, a missão agora é de aprimorar e expandir os trabalhos já realizados na entidade a fim de fortalecer, cada vez mais, a pecuária de corte de Mato Grosso que cresce a cada dia. Hoje Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do país, com aproximadamente 32 milhões de cabeças de gado, e é referência em produção e comercialização de carne bovina no mundo.
“Para mim, como presidente reeleito, é muito gratificante este momento. A responsabilidade aumenta cada vez mais e me comprometo a trabalhar continuamente e arduamente junto aos nossos diretores e colaboradores e todo grupo da pecuária mato-grossense em prol de um objetivo comum: melhorar as condições de vida do produtor e pecuaristas mato-grossense e brasileiro”, afirmou o presidente reeleito.
Veja como fica a composição da nova diretoria:
Diretoria executiva
Presidente: Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior
1º vice-presidente: Luis Fernando Amado Conte
2º vice-presidente: Agenor Vieira de Andrade
1º diretor tesoureiro: José João Bernandes
2º diretor tesoureiro: Marcelo Vendrame
1º diretor secretário: Marcos Antônio Dias Jacinto
2º diretor secretário: Maria Ester Tiziani Fava
Diretor de Relações Institucionais: João Oliveira Gouveia Neto
Conselho fiscal
Conselheiros titulares: Gilberto de Paula e Silva, José Flávio Andriolli e Ricardo Figueiredo de Arruda.
Conselheiros suplentes: André Luiz Zanini Sverzut, Arno Schneider e Lucas Gaiva e Silva
Representantes regionais
Regional Sul:
Conselheiro titular: Marco Túlio Duarte Soares
Conselheiro suplente: Ricardo Lima de Carvalho
Regional Sudeste:
Conselheiro titular: Eduardo Minoru Sako
Conselheiro suplente: Thiago Fabris
Regional Médio Araguaia:
Conselheiro titular: Fábio José Marsango
Conselheiro suplente: Geraldo Antônio Delai
Regional Norte Araguaia:
Conselheiro titular: Anisio Vilela Junqueira Neto
Conselheiro suplente: Otalécio Januário de Sá
Regional Vale do Cuiabá:
Conselheiro titular: Júlio Cezar Ferraz Rocha
Conselheiro suplente: Olímpio Risso Brito
Regional Vale do Paraguai:
Conselheiro titular: Amarildo Merotti
Conselheiro suplente: Ida Beatriz Machado de Miranda e Sá
Regional Alto do Paraguai:
Conselheiro titular: Jean Aparecido Kerkhoff
Conselheiro suplente: Jesus José Cassol
Regional Vale do Guaporé:
Conselheiro titular: Nilmar Freitas Miotto
Conselheiro suplente: José Teixeira
Regional Médio Norte:
Conselheiro titular: Invaldo Weis
Conselheiro suplente: Fernando Pereti Porcel
Regional Vale do Arinos:
Conselheiro titular: Jorge Mariano de Souza
Conselheiro suplente: Esly Sebastião Piovezan Moreira de Souza
Regional Vale do Juruena:
Conselheiro titular: Jorge Basilio
Conselheiro suplente: Raphael Schaffer Nogueira
Regional Vale do Peixoto:
Conselheiro titular: Wilson Antônio Martinelli
Conselheiro suplente: Daniel Pereira Wolf
Regional Vale do Teles Pires:
Conselheiro titular: Nério Humberto Nunes de Assis
Conselheiro suplente: Nelson Youti Obuti

Colunistas
Avanço dos javalis ameaça produção agropecuária de Santa Catarina
Espécie invasora provoca prejuízos às lavouras, coloca em risco a sanidade animal e avança em cerca de 80% dos municípios catarinenses.

A proliferação descontrolada dos javalis tornou-se uma das mais graves pragas do agronegócio catarinense e de vários Estados da federação. Desde os primeiros anos deste século os javalis destroem patrimônios, atingem ativos biológicos, ameaçam a fauna nativa e expõem trabalhadores a risco de morte. São frequentes os relatos de pessoas acuadas ou perseguidas e de cães mortos durante ações de controle. Machos adultos podem alcançar 200 quilos e investem com ferocidade quando ameaçados.

Foto: Divulgação
Estima-se que mais de 200 mil javalis estejam espalhados por 236 municípios, cerca de 80% do total catarinense. A incidência é maior na Serra, no Meio-Oeste e no Oeste, com forte presença em Lages, Campos Novos, Capão Alto, São Joaquim, Campo Belo do Sul, Água Doce, Bom Jardim da Serra e no entorno do Parque Nacional das Araucárias, entre Ponte Serrada e Passos Maia. Com a escassez de alimento nas matas, varas de até 50 animais avançam sobre propriedades, cidades e rodovias.
Os danos atingem lavouras de milho, feijão, soja, trigo, pastagens, hortaliças e criatórios de aves e suínos. Em uma noite, vários hectares podem ser arrasados. A reprodução acelerada piora o quadro: as fêmeas têm, em média, duas ninhadas anuais, com cerca de oito filhotes cada. Sem predadores naturais e com elevada capacidade de adaptação, essa espécie exótica invasora também cruza com porcos domésticos e forma os chamados javaporcos, o que dificulta ainda mais o controle.

Foto: Divulgação
A ameaça sanitária exige atenção máxima. Javalis podem disseminar peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. Santa Catarina ocupa apenas 1,12% do território nacional, mas lidera a produção e a exportação brasileira de carne suína, é o segundo maior produtor de frangos e o terceiro de leite.
Desde 2007, possui reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação e também é livre de peste suína clássica. Uma contaminação dos plantéis comerciais causaria perdas incalculáveis aos produtores, às agroindústrias e à economia estadual.
Entre 2019 e 2024, mais de 120 mil javalis foram abatidos em Santa Catarina, sem redução suficiente da população estimada. O manejo é legal e indispensável, mas depende de controladores registrados, equipes preparadas e regras exequíveis. A escassez de profissionais, a burocracia e o perigo das operações afastam muitos produtores, que recorrem à Polícia Militar Ambiental.
O Instituto do Meio Ambiente mantém ações nos parques estaduais Fritz Plaumann e das Araucárias. Associações, produtores, Governo do Estado e Assembleia Legislativa também debatem o aperfeiçoamento dos procedimentos, enquanto o Ibama e o Ministério da Agricultura conduzem pesquisas e monitoramentos nacionais.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A Lei estadual nº 18.817/2023, sancionada pelo governador Jorginho Mello, autorizou o controle populacional e o manejo sustentável do Sus scrofa e de seus híbridos. Santa Catarina deu um passo necessário. Cabe agora à Câmara dos Deputados avançar em normas gerais que reconheçam a gravidade da praga e permitam aos estados adotar medidas compatíveis com suas realidades. A União deve fixar diretrizes, sem impedir respostas locais rápidas e eficazes.
A Faesc defende a desburocratização responsável do manejo, o fortalecimento das equipes autorizadas e a união entre os poderes públicos e o setor produtivo. Esta não é uma questão restrita ao agronegócio. Trata-se de proteger vidas, patrimônio, biodiversidade, saúde pública, segurança sanitária e estabilidade econômica. O problema se aproxima do limite do controle e exige decisão imediata.
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Brasil volta a contestar tarifas dos EUA sobre produtos nacionais
Governo considera medidas “injustas”, mantém negociações diplomáticas e aguarda decisão dos Estados Unidos, que pode afetar US$ 15 bilhões em exportações brasileiras.
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Dependência externa expõe mercado de fertilizantes à alta de custos e riscos de desabastecimento
Escassez de enxofre, aumento da demanda da indústria de baterias e pressão logística elevam a volatilidade dos insumos e reforçam a necessidade de planejamento nas compras.

A combinação entre instabilidade no mercado internacional de insumos, dependência das importações e pressão sobre matérias-primas estratégicas já afeta a cadeia de fertilizantes e tende a aumentar os custos da produção agrícola no Brasil. A avaliação é de Marcelo Soto, bacharel em Administração com especialização em Gestão Estratégica e Planejamento.

Marcelo Soto, bacharel em Administração com especialização em Gestão Estratégica e Planejamento: “A dependência externa agrava o cenário”
Segundo ele, a elevada dependência externa amplia a exposição do país às oscilações do mercado global. “A dependência externa agrava o cenário. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes consumidos, o que torna o país altamente vulnerável às oscilações internacionais, sejam elas provocadas por questões geopolíticas, logísticas ou de oferta”, afirma.
Entre os produtos que mais pressionam a cadeia estão o enxofre e o ácido sulfúrico, matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes fosfatados. De acordo com Soto, o aumento da demanda global por enxofre, impulsionado principalmente pela indústria de baterias para veículos elétricos, reduziu a oferta disponível e elevou os preços do insumo. “Esse movimento afeta toda a cadeia de distribuição, provocando aumentos expressivos nos preços e ampliando os riscos de desabastecimento, especialmente para empresas que não planejam o acesso ao mercado e dependem de compras spot“, ressalta.
Os efeitos já chegam ao campo. Como os fertilizantes representam uma parcela importante dos custos de produção, a valorização dos insumos reduz as margens dos produtores. Segundo Soto, em alguns casos os preços chegaram a dobrar, pressionando o planejamento financeiro das propriedades.
Logística e planejamento ganham importância

Foto: Claudio Neves
Além do aumento dos custos, o setor pode enfrentar dificuldades operacionais nos próximos meses. O segundo semestre concentra o período de maior movimentação de fertilizantes no país, coincidindo com a formação de estoques para a próxima safra. “Há risco de gargalos nos portos, no transporte rodoviário e também nas fábricas. Isso pode comprometer prazos de entrega e elevar ainda mais os custos operacionais”, alerta.
Nesse cenário, produtores e empresas começam a rever suas estratégias de compra. Segundo Soto, a redução do consumo diante da alta dos preços, fenômeno conhecido no mercado como “destruição de demanda”, pode influenciar a dinâmica de preços ao longo da cadeia.
Para reduzir a exposição à volatilidade, ele recomenda antecipar negociações e buscar contratos de maior prazo. “Em períodos de baixa oferta, o mercado spot tende a incorporar prêmios elevados e maior risco. Por isso, planejamento e previsibilidade fazem toda a diferença”, menciona.
Inteligência de suprimentos

Foto: Divulgação
Na avaliação de Soto, a gestão de fertilizantes deixou de ser uma atividade operacional e passou a exigir monitoramento permanente do mercado internacional, análise de fornecedores e planejamento das aquisições.
Segundo ele, o acesso a informações qualificadas permite identificar oportunidades de compra, reduzir riscos e estruturar estratégias de abastecimento mais eficientes. “As compras de fertilizantes e químicos industriais precisam ser tratadas cada vez mais de forma estratégica dentro das empresas. O Brasil ainda depende fortemente de fornecedores externos, enquanto a produção nacional enfrenta desafios de custo e competitividade. Isso reforça a necessidade de planejamento e de uma gestão mais profissionalizada dos insumos”, salienta.







