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Os pilares que sustentaram a pecuária até agora não são os que a levarão para o futuro

A pecuária se reinventa com novos pilares de sustentação e o que se resumia a um ‘tripé’, cresceu e uniu a sanidade, o diagnóstico, a reprodução/genética, o bem-estar animal, a sustentabilidade e gestão para evolução do setor.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Os pilares que sustentaram a pecuária até agora não são os que a levarão para o futuro. Até bem pouco tempo falávamos na tríade “sanidade, genética e nutrição”. Por muito tempo esta foi a base da pecuária. Porém, o setor mudou e a indústria veterinária tem um papel fundamental de levar tecnologia e inovação ao campo, com o que há de mais moderno e tecnológico.

O resultado da conexão entre a pesquisa e o setor produtivo foi a ‘semente’ de uma nova linha de atuação no campo, com o desenvolvimento de uma base de trabalho. Este resultado foi fruto de investimentos em pessoas, produtos, serviços, soluções e novos programas que ajudaram a posicionar a marca e, principalmente, criaram a credibilidade da Biogénesis Bagó junto à cadeia produtiva da carne e leite, ajudando o produtor a produzir mais e melhor.

Se pararmos para pensar no tamanho de nossa responsabilidade, é algo que nos enche de orgulho e satisfação. Em 2017, quando iniciamos esta jornada com o desenvolvimento do conceito “Boi Azul”, dentro de um processo de georreferenciamento, vimos que a Biogénesis Bagó estava presente em menos de 300 municípios. Nosso objetivo era ‘pintar o Brasil de azul’. Hoje, em 2022, estamos presentes em mais de 3.800 municípios, ou seja, 70% dos municípios brasileiros contam com os produtos e o suporte da Biogénesis Bagó.

A confiança gerada com o treinamento, capacitação e os resultados a campo refletiu no alto nível de credibilidade, com a nossa presença junto aos distribuidores e aos produtores.  A inovação e a diferenciação fizeram com que cobríssemos o Brasil de fora a fora e atingíssemos uma marca histórica: este foi o primeiro projeto do agronegócio brasileiro que atravessou a Transamazônica. Atribuo este sucesso ao trabalho de todos os profissionais.

Este desenvolvimento somente foi possível pelos motivos certos: o desenvolvimento dos seis pilares que compõe a nova pecuária: sanidade, diagnóstico, reprodução/genética, bem-estar animal, sustentabilidade e gestão. Este são os seis pilares de sustentação da nova pecuária que estão conectados para produzir o ‘Boi Azul’.

A sanidade animal ampliou o foco da saúde e tem seu trabalho na base do aprimoramento de diagnósticos, sendo estes feitos de forma precoce, no controle e na prevenção de doenças, na garantia de um rebanho saudável. No conceito de reprodução, é a melhoria e a rapidez na forma de identificação da prenhez das vacas, com a base e o suporte aos médicos-veterinários.

A análise sobre o bem-estar é primordial. Sem ele é impossível que o setor obtenha índices adequados de produção. Na pecuária do futuro toda a atenção será pouca e o desenvolvimento de um ambiente equilibrado e saudável para que os animais apresentem seus melhores índices zootécnicos é um princípio básico.

Apesar de a sustentabilidade ser um dos maiores desafios da pecuária, ela reflete um compromisso com a humanidade. Sempre podemos aprender com erros do passado e mudarmos para a nossa evolução como indivíduos e profissionais.  A emissão de gases de efeito estufa pode ser minimizada com a mudança na dieta do rebanho, uso de novas tecnologias, um manejo correto de pastagens e com o melhoramento genético. Assim, a pecuária do futuro poderá caminhar para ser cada vez mais sustentável.

É preciso que a sustentabilidade faça parte de toda a cadeia produtiva, como princípio básico, desde a genética até o consumidor. Todos possuem sua responsabilidade e é preciso agir dentro de práticas sustentáveis do ponto de vista social, econômico e ambiental.

E fechando, trago o conceito da gestão. Quais relações mantenho com meus colaboradores? De respeito e confiança? Que tipo de crescimento profissional eu proponho – e garanto – a eles e como eles se sentem em minha empresa? Que visão de futuro eu ofereço a eles? São questões que, para quem quiser atuar na pecuária deve se fazer.

O projeto ‘Boi Azul’ foi baseado em algumas projeções. Até 2050, o mundo terá 35% a mais de pessoas. A produção de carne deverá aumentar em 7%, segundo estimativas da FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Os países da América Latina têm recursos naturais, profissionais e tecnológicos suficientes para abastecer grande parte da demanda mundial de proteína animal. Para conseguir isto, os produtores deverão intensificar seus sistemas e elevar os índices de produção de carne e leite.

E ainda, o que nos motiva é saber que 18% da produção de proteína animal do mundo está na América Latina. 31% do que se exporta de proteína animal é de origem da América Latina e 10% da produção de leite mundial vem da América Latina. E mais! De cada 5 pratos de comida no mundo, 1 é produzido pelo Brasil. É daí que vem nossa responsabilidade. O Brasil alimenta 800 milhões de pessoas pelo mundo e esse número tende a crescer e, por isso, precisamos evoluir na maneira de produzir.

Produzir mais, para produzir melhor. Este é somente um ensaio para o mundo, transformando a Biogénesis Bagó em uma empresa de referência quando se fala em produtividade. Nossa meta é ter a certeza da obtenção da marca ‘1 bezerro por vaca por ano’. A tecnologia para fazer isso já temos. O que estamos avançando é na forma de comunicar ao produtor as melhores maneiras para trabalhar dentro dos seis pilares acima citados. Com todos eles alinhados, o que queremos é levar a gestão, a inovação e como é possível produzir um bezerro por ano por vaca de forma sustentável.

Nossa missão é aproximar o produtor das ferramentas que vão traduzi-las em resultados, no campo e na balança comercial, dentro de um conceito de produção, em uma estrutura que resulta em produtividade e desencadeia processos sustentáveis, fazendo a pecuária crescer, cada vez melhor, levando ao produtor brasileiro a importância da gestão, do conhecimento, da inovação e da tecnologia. Somente assim, seu boi será cada vez mais ‘azul’.  Nossa pecuária jamais estará no vermelho! O boi tem que ser azul!

Fonte: Por Marcelo Bulman, diretor comercial Centro & Norte LATAM - Biogénesis Bagó

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena

Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.

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Fotos: Divulgação

A Master Agroindustrial S.A., empresa brasileira do setor de carne suína, concluiu a aquisição de 38% das ações do Grupo Coexca S.A., do Chile. A operação envolve a compra de participações de diferentes sócios, entre eles o fundo de investimento dinamarquês Impact Fund Denmark (IFU).

Com o negócio, as duas companhias passam a estruturar uma parceria voltada à geração de sinergias nas áreas produtiva, industrial, comercial e de inovação. A transação marca a entrada mais forte da Master no mercado internacional, ampliando sua atuação para além do Brasil.

De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.

A Master atua no mercado brasileiro de proteína suína com a marca Sulita. A empresa registra faturamento anual de US$ 250 milhões, conta com mais de 2.000 funcionários, 350 produtores integrados e produção superior a 100 mil toneladas de carne por ano. São 42 mil matrizes reprodutoras e cerca de 1,2 milhão de suínos produzidos anualmente, sendo 70% destinados ao processamento e 30% comercializados vivos. A companhia projeta dobrar o faturamento até 2030.

O CEO da Coexca S.A., Guillermo García, destacou que a entrada da Master na empresa abre uma nova etapa de crescimento, apoiada na experiência do grupo brasileiro e do Grupo Vall Companys.

Com sede na região do Maule, no Chile, a Coexca atua na produção e exportação de carne suína em modelo verticalizado. A empresa registra vendas de US$ 165 milhões, exporta para mais de 30 mercados e gera mais de 1.000 empregos. Possui 14 mil matrizes e abate mais de 470 mil suínos por ano, com volume superior a 56 mil toneladas de carne processada.

O responsável internacional do Grupo Vall Companys, Tomás Blasco, afirmou que a parceria deve reforçar a presença do grupo no mercado latino-americano. O conglomerado espanhol, com sede em Lleida, atua em cadeia produtiva integrada e registra faturamento superior a 4 bilhões de euros, com mais de 15 mil funcionários.

Fonte: Assessoria
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness

Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

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Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

Granja Canal, de Itá (SC), também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)

O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.

Evolução e reconhecimento

O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.

A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.

“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos

Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

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Foto: Divulgação/Agroceres PIC

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.

A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.

Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.

Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria Agroceres PIC
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