Conectado com

Notícias

Os efeitos do escore de condição corporal nas vacas

Uma ferramenta eficiente para avaliação do status nutricional é o escore de condição corporal

Publicado em

em

Artigo escrito por Marcos Vinicius Biehl, médico veterinário, doutor em Ciências e gestor Nacional de Cria da Premix

Atualmente, a pecuária nacional passa por diversas modificações, muitas delas influenciadas pela necessidade do aumento da produtividade, por alterações no manejo nutricional e reprodutivo, bem como com a implementação de novas tecnologias, que têm auxiliado a tornar o sistema sustentável, obtendo índices zootécnicos adequados que influenciam diretamente na taxa de desfrute e, consequentemente, no retorno econômico da propriedade.

Bovinos de corte, principalmente as vacas de cria, são frequentemente produzidos em sistemas nos quais a disponibilidade de alimento pode ser limitante, tanto na quantidade como na qualidade, principalmente durante o período de estacionalidade da produção forrageira, sendo necessária a utilização de um correto manejo de pastagens e suplementar, visando atender as exigências nutricionais das diferentes categorias da propriedade e manutenção de um status nutricional otimizado.

Uma ferramenta eficiente para avaliação do status nutricional é o escore de condição corporal (ECC), que é realizado através da classificação dos animais em função da cobertura muscular e da quantidade de gordura subcutânea, através de uma escala de 5 pontos, sendo o ECC 1 uma vaca magra, enquanto o ECC 5 é uma vaca extremamente gorda. As metas de ECC são diferentes para as categorias de fêmeas. Vacas multíparas devem possuir um ECC 3. Já as vacas primíparas deverão possuir um ECC 3,5 no pré-parto, por ainda estarem em crescimento. O ECC no pré-parto deve ser mantido até o pós-parto, através da utilização de pastagens com melhor qualidade e um programa suplementar adequado, principalmente no que diz respeito aos teores de proteína bruta.

O escore de condição corporal no pré-parto possui um grande efeito sobre o retorno à ciclicidade. Para se obter um intervalo entre partos de 12 meses, deve-se realizar a concepção das vacas por até 83 dias pós-parto. Normalmente, vacas com escore de condição corporal reduzido dificilmente retornam à ciclicidade antes dos 80 dias. No entanto, que vacas que venham a parir com um ECC de 3 normalmente retornam à ciclicidade em torno de 50 dias. Assim, a manutenção do escore corporal é fundamental para atingir o objetivo de intervalo entre partos de 12 meses.

O escore de condição no pré-parto possui ainda efeitos diretos sobre a taxa de reconcepção à IATF (Inseminação Artificial por Tempo Fixo) e monta natural. Vacas multíparas submetidas à inseminação artificial com ECC 2 tendem a apresentar 35% de prenhez, enquanto que as que apresentam ECC 3 normalmente atingem índices superiores à 55% de taxa de prenhez. O ECC é mais impactante na prenhez de vacas primíparas porque as fêmeas possuem uma exigência nutricional maior quando comparadas às multíparas, sendo que a taxa de prenhez pode variar em mais de 30%.

Os efeitos de escore de condição reduzido no pré-parto vão além dos índices reprodutivos, atingindo diretamente a prole, tanto no âmbito do crescimento do feto como nos processos pós-parto, já que vacas com escore reduzido acabam parindo bezerros menos vigorosos e com níveis reduzidos de imunoglobulinas, reflexo da produção reduzida de colostro por parte das vacas.

Uma forma de controlar o escore de condição corporal no pré-parto é através da otimização do manejo nutricional, oferecendo para as vacas as melhores pastagens da propriedade, tendo em vista a estacionalidade. É recomendada a utilização de suplementos minerais ureados ou proteicos, sendo estes últimos os mais indicados, pois fornecem uma fonte de proteína verdadeira, que possui ação direta na programação fetal. O teor de proteína do suplemento mineral poderá variar de 40% a 50% para um consumo diário que varia de 250 gramas a 350 gramas, de acordo com o teor de inclusão de cloreto de sódio e ureia (NNP). Além dos níveis de proteína verdadeira e NNP do suplemento mineral, não se deve esquecer dos níveis de micro minerais, dando especial atenção ao Zinco, Selênio, Cobre, Cobalto e Iodo, que possuem ação direta sobre os processos reprodutivos.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo

Notícias

Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo

Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

Publicado em

em

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.

Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou

O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.

O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.

Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.

Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade

Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

Publicado em

em

Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.

As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.

Preparado

Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.

Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.

Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.

Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

Publicado em

em

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.