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Os desafios com a Reovirose e os impactos no abatedouro

Para frangos de corte medidas de biosseguridade e altos níveis de anticorpos maternais são fundamentais para proteger as aves nas primeiras semanas de vida

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Artigo escrito por Josias Rodrigo Vogt – Assistente Técnico | Zoetis – Aves

O Reovírus aviário pertence à família Reoviridae e ao gênero Orthoreovirus. O vírus possui RNA de fita dupla e não possui envelope, o que confere maior resistência aos desinfetantes em geral. O vírus pode ser rapidamente disseminado em todo o ambiente de criação. A maioria das cepas encontradas no campo não são virulentas. Porém, pelas características próprias dos vírus RNA, as cepas podem sofrer alterações ou mutações, tornando-se virulentas. (Martins, 2000).

Algumas cepas podem ser transmitidas verticalmente, porém a transmissão horizontal é a mais frequente na produção avícola. O vírus pode infectar as aves tanto pelo trato respiratório, digestivo ou por lesões na pele. Nenhum tecido é considerado alvo específico, entretanto, o Reovírus possui maior tropismo para replicação no intestino, articulações, fígado e pâncreas. O Reovírus pode ficar latente por longos períodos, principalmente nas tonsilas cecais e articulações. A idade da ave é um fator importante para a manifestação dos sinais clínicos, sabe-se que quanto mais jovem a ave se infecta, mais graves serão as lesões clínicas. (Martins & Resende, 2009).

Os quadros mais comuns associados à infecção de Reovírus nas aves são: artrite/tenossinovite, síndrome da má absorção e imunossupressão. As lesões articulares têm severidade aumentada nas aves pesadas, devido ao maior esforço articular. As aves doentes têm dificuldade locomotora e andar claudicante em consequência do edema e dor articular. O processo inflamatório articular (edema) pode impedir o trabalho dos tendões que travam e não deslizam pelas bainhas tendinosas. O travamento dos tendões, já fragilizados pelo edema, pode resultar na sua completa ruptura. Essas alterações conferem um quadro popularmente conhecido como “joelho verde” gerando um aspecto repugnante nas carcaças para consumo. (Sellers, 2017).

Lesões clínicas de frangos de corte com 14 dias de idade com artrite/tenossinovite (A); ruptura do tendão flexor digital em frango de corte com 32 dias (B); lesão observada no frigorífico conhecida como “joelho verde” em ave com 42 dias (C). Fonte: Adaptado de Sellers, 2017.

Nos últimos anos, no Brasil, em frangos de corte, observou-se um aumento significativo de condenas nos frigoríficos por artrite/tenossinovite com a presença de edema unilateral ou bilateral na região da articulação tibiometatársica. Alguns autores consideram a artrite como como a 4ª maior causa de condenações parciais no Brasil.

A presença de aves com artrite/tenossinovite ocasionadas ou não por Reovirose, obrigatoriamente exige a condenação parcial ou total, dependendo do comprometimento do estado da carcaça (RIISPOA, 2017). O corte deve ser realizado na articulação acima da área afetada, influenciando significativamente na tonelagem condenada e tornando-se um grande problema principalmente para empresas que produzem frango inteiro do tipo griller (devido ao baixo aproveitamento de carcaças). Em consequência, observa-se redução da velocidade de abate devido a necessidade de retirada das carcaças afetadas da linha para direcioná-las à linha do DIF (Departamento de Inspeção Final).

Nos últimos anos algumas empresas optaram pela não utilização das vacinas de Reovírus nas matrizes e visualizaram aumento nos percentuais de condenas por artrite/tenossinovite no frango de corte associado ao aumento nos diagnósticos de Reovirose, tornando necessário reavaliar tal ação. Portanto, o olhar integrado entre os veterinários de matrizes e frango de corte é fundamental para o controle da enfermidade, considerando que os pintos dependem dos anticorpos maternais para se protegerem na fase mais suscetível contra o desafio horizontal. Além disso, os impactos já mencionados no frigorífico precisam ser quantificados e demonstram viabilizar a utilização constante dos programas de imunização.

Diagnóstico

Fechar o diagnóstico de Reovírus não é tarefa fácil. Tanto a sorologia positiva como seu isolamento são indicativos de sua presença e a existência de atividade viral, nada mais. Portanto, o diagnóstico presuntivo da artrite viral é baseado principalmente nos sinais clínicos e lesões macroscópicas. O exame histopatológico é fundamental para assegurar que a lesão é compatível com infecção viral. Os órgãos de eleição para essa análise são tendões e articulações, coração e intestinos. Os métodos moleculares (RT-PCR) também podem ser utilizados para a detecção de Reovírus em tecidos infectados. Porém, a metodologia de sequenciamento do genoma está sendo mais utilizada com objetivo epidemiológico do que diagnóstico, permitindo a classificação filogenética dos isolados de Reovírus de uma determinada empresa. (Cardoso, 2020; Nicholds & Sellers, 2020).

Prevenção

Para frangos de corte medidas de biosseguridade e altos níveis de anticorpos maternais são fundamentais para proteger as aves nas primeiras semanas de vida contra a reovirose. Nas matrizes os principais objetivos da vacinação são: prevenir a transmissão vertical, transmitir anticorpos para a progênie e prevenir a doença clínica. As cepas mais comuns presentes nas vacinas são: S1133 tanto em vacinas vivas como inativadas; 1733, 2177 e 2408 ambas em vacinas inativadas. As cepas foram isoladas de diferentes quadros de tenossinovite e síndrome de má absorção. (Jones, 2000; Palomino-Tapia et al., 2018). Os programas de vacinação variam, podendo ser utilizadas vacinas inativadas (1 ou 2 doses), apenas vacinas vivas, ou a combinação de ambas. Regiões de alto desafio podem utilizar a estratégia de hiper-imunização das matrizes, com duas doses da vacina inativada, para produzir e transferir altos níveis de anticorpos à progênie.

Portanto, o conhecimento do agente etiológico, métodos assertivos para realização do diagnóstico e ferramentas de prevenção são essenciais para manter os desafios de Reovirose sob controle e reduzir os impactos da doença nas plantas frigoríficas.

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Fonte: O Presente com Zoetis

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Sanidade e desempenho: pilares da produtividade na avicultura e suinocultura modernas

A integração entre biosseguridade, terapêutica e suporte nutricional é um dos principais caminhos para melhorar indicadores zootécnicos e promover a uniformidade dos lotes.

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Divulgação Vansil

Na avicultura e na suinocultura atual, a sanidade se consolida como um pilar estratégico. O manejo sanitário adequado, é decisivo para garantir resultados produtivos consistentes em um cenário cada vez mais competitivo.

Com mais de 30 anos de atuação, a Vansil Saúde Animal iniciou sua trajetória produzindo soluções para este setor. A qualidade e os resultados obtidos ao longo do tempo sustentaram sua expansão e consolidaram sua presença no mercado.

Nesse contexto, a empresa conta com um portfólio amplo voltado às necessidades do setor. O Vancid 50 se destaca na higienização de instalações e equipamentos, enquanto o Glutasil 50 amplia o controle microbiológico em ambientes de maior desafio sanitário.

Na área terapêutica, o uso responsável de antimicrobianos continua sendo uma ferramenta essencial. Para o controle de infecções a Vansil dispõe de uma linha de soluções terapêuticas como:  Ampicil, Aurotrim, Enro Flec, Neocolin, ST-Mix e a linha de injetáveis como Agrosil PPU, Fortlozin e Enro Flec. Já o Avecox é utilizado no controle estratégico da coccidiose.

A Ivermectina Premix, é um endectocida com amplo espectro de ação, podendo ser usado em todas as fases da criação, muito eficaz no tratamento e controle das principais parasitoses dos suínos.

Estas soluções no manejo sanitário fazem com que a Vansil esteja sempre alinhada com o objetivo de promover maior produtividade e garantir a saúde dos animais.

Além disso, o suporte metabólico em fases críticas contribui para manter o equilíbrio fisiológico dos plantéis, potencializando o desempenho. Para atender a essa demanda, a Vansil oferece a linha de suplementos Vitasil.

Atualmente, a sanidade integrada deixa de ser apenas uma prática recomendada e passa a se consolidar como um diferencial competitivo indispensável na produção animal.

Para acompanhar mais conteúdos e novidades, siga a Vansil Saúde Animal nas redes sociais: Instagram, Facebook e LinkedIn, e acesse o site para aprofundar seu conhecimento sobre nossas soluções: www.vansilsaudeanimal.com

Fonte: Ass. de Imprensa
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Alivira reforça atuação na América Latina com novo Gerente Técnico Comercial

Com mais de 25 anos de experiência em nutrição de monogástricos, Jorge Pacheco chega para fortalecer a estratégia técnica e comercial da companhia na região

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Jorge Pacheco / Divulgação / Foto: Alivira

A Alivira anuncia a chegada de Jorge Pacheco como seu novo Gerente Técnico Comercial para a América Latina, reforçando sua estratégia de crescimento e proximidade com o mercado na região.

Médico-veterinário de formação, o executivo construiu uma sólida trajetória de 26 anos na área de nutrição de monogástricos, acumulando experiência em desenvolvimento de negócios e liderança técnica. Ao longo de sua carreira, atuou em empresas de referência do setor, como Agroceres Nutrição (Multimix), Guabi, In Vivo, Sumitomo Chemical e Agrifirm.

A chegada de Pacheco está alinhada ao movimento da Alivira de ampliar sua presença na América Latina, agregando expertise técnica e visão estratégica para atender às demandas do mercado de proteína animal.

Empresa global de saúde e nutrição animal, a Alivira integra o grupo Sequent Scientific e está entre as principais companhias do setor no mundo, com operações em mais de 100 países e unidades produtivas em diferentes continentes.

No Brasil, a empresa atua desde 2016 com foco na fabricação e distribuição de medicamentos veterinários e soluções nutricionais para animais de produção e companhia, incluindo antimicrobianos, anticoccidianos, antiparasitários, aditivos e suplementos.

Com estratégia multiespecializada e forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a companhia busca oferecer soluções que promovam saúde, bem-estar e produtividade animal, atendendo às necessidades de veterinários, produtores e indústria.

A contratação de Jorge Pacheco reforça o compromisso da Alivira com a excelência técnica, a inovação e o fortalecimento de parcerias no mercado latino-americano.

Fonte: Comunicação Alivira
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Frísia anuncia entreposto em Pium (TO) e projeta investimento de cerca de R$ 100 milhões

Nova unidade vai ampliar capacidade de recepção e beneficiamento de grãos na região e gerar cerca de 20 empregos diretos, além de mais de 200 postos durante as obras

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Há uma década no Tocantins, Frísia conta com entrepostos em Paraíso (foto) e Dois Irmãos, além de escritório administrativo em Palmas. Crédito da imagem: Cooperativa Frísia.

No ano em que comemora dez anos no Tocantins, a Frísia Cooperativa Agroindustrial anuncia a construção de um novo entreposto no estado, no município de Pium, como parte de sua estratégia de expansão e fortalecimento da atuação no estado. O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 100 milhões e geração de cerca de 20 empregos diretos após o início das operações, além de mobilizar mais de 200 trabalhadores durante o período de obras.

A construção da unidade está prevista para começar em junho de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A estrutura foi planejada para atender o crescimento da produção agrícola na região e ampliar o suporte aos cooperados.

A decisão de investir no novo entreposto foi resultado de um processo de análise estratégica e da expansão da atividade agrícola na região. “Mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa segue crescendo no Tocantins. A região de Pium é uma das que mais têm se desenvolvido nos últimos anos e, após três anos de estudos aprofundados, decidimos realizar esse investimento para atender às necessidades dos cooperados”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob.

O novo entreposto tem capacidade operacional prevista de recepção de até 600 toneladas por hora, linha de beneficiamento de 240 toneladas por hora e armazenagem total de 42 mil toneladas de grãos. A unidade também terá um armazém para insumos.

Segundo o gerente-executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a escolha de Pium como sede da nova unidade levou em conta o potencial produtivo da região e a presença crescente de cooperados. “Trata-se de uma região bastante próspera, com alto potencial agrícola e uma área já consolidada de produção de nossos cooperados”, explica.

Crescimento

O investimento também está alinhado ao planejamento estratégico da cooperativa para os próximos anos. “Dentro do nosso ciclo de planejamento estratégico, que vai de 2025 a 2030, temos como meta crescer no Tocantins de forma sustentável e agregar valor ao negócio dos cooperados. Esse entreposto vai ao encontro desse objetivo”, destaca o gerente-executivo.

Para os produtores, a nova estrutura vai trazer ganhos logísticos e operacionais importantes. “Na prática, o cooperado terá maior agilidade na recepção e no beneficiamento de grãos, economia com fretes e mais proximidade no acesso a insumos, além de segurança no abastecimento”, completa Cavazotti.

A área cultivada de soja no Tocantins saltou de 14,7 mil hectares da safra 2020/2021 para 40,4 mil hectares na de 2024/2025, com produtividade média de 3.771 kg/ha na última safra, acima das 3.057 kg/ha de 20/21.

A Frísia está presente no Tocantins desde 2016, completando, em 2026, uma década de atuação no estado. Atualmente, a cooperativa conta com 110 cooperados e 60 colaboradores na região, com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, além de um escritório administrativo em Palmas.

Nos últimos anos, a cooperativa vem realizando diversos investimentos em suas unidades, com o objetivo de acompanhar o crescimento da produção agrícola na região.

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