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Avicultura Glicerídeos de ácido butírico

Os benefícios da tributirina e da monobutirina

O uso de fontes de ácido butírico como aditivo alimentar na produção de aves e suínos, e mais ainda, na forma dos glicerídeos tributirina e monobutirina, são estratégias inovadoras que contribuem na produção de animais saudáveis e sistemas de produção mais eficientes.

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Entre os aditivos utilizados na produção animal, a tecnologia do ácido butírico já é consenso entre os principais produtores de aves e suínos, visto as inúmeras vantagens que este promove sobre o desempenho dos animais, principalmente os relacionados à saúde intestinal.

O ácido butírico possui uma ação específica de estimular o crescimento e desenvolvimento das células epiteliais, responsáveis pela absorção dos nutrientes, pois é utilizada como fonte de energia rápida e prontamente disponível para os enterócitos, favorecendo sua multiplicação e/ou recuperação. Assim, disponibilizar quantidades maiores de ácido butírico a partir do intestino tem efeito direto sobre melhora na digestibilidade e aumento na absorção dos nutrientes, com reflexos positivos sobre o aumento no ganho de peso e melhora na conversão alimentar.

Entre as diferentes fontes de ácido butírico existentes no mercado, a tecnologia dos glicerídeos, como os mono, di e triglicerídeos de ácido butírico, se destacam pela eficiência, estabilidade e resultados que proporcionam na produção animal. Sendo estes ácidos ligados ao glicerol através de uma ligação covalente que não sofrem influência do pH, e portanto, não são solubilizadas no pH ácido estomacal, são liberadas somente a partir do intestino, de forma lenta e gradual, ao longo de todo o trato gastrointestinal.

Além disso, atributos como a ausência de odor característico do ácido butírico, e resistência as altas temperaturas, possibilitando o uso em rações peletizadas e extrusadas, reforçam as vantagens no uso desta tecnologia.

A tributirina, um triglicerídeo de com três moléculas de ácido butírico, ganha vantagem em comparação com produtos revestidos convencionais, pois permite que mais moléculas desse ácido sejam entregues diretamente no intestino delgado, já que a técnica de esterificação aumenta as concentrações deste ácido em até duas a três vezes. Esse ácido butírico auxilia na reparação das vilosidades intestinais, aumenta a integridade das membranas e inibe o crescimento de bactérias prejudiciais, promovendo a saúde intestinal dos animais.

Artigo escrito pelo zootecnista, doutor em Nutrição de Aves e Suínos e gerente técnico da Feedis, Silvano Bünzen – Foto: Divulgação/Feedis

Estudos

Vários autores têm apontado o efeito positivo da suplementação de tributirina sobre o desempenho e saúde intestinal em aves e suínos. A tributirina promove o aumento da taxa de sobrevivência e o ganho de peso diário, principalmente em animais jovens, por atuar diretamente sobre o crescimento das células intestinais, melhorando a digestibilidade e absorção de nutrientes.

Já os α-monoglicerídeos como a α-monobutirina tem sido considerada pela sua alta atividade antimicrobiana, principalmente sobre as bactérias gram-negativas, e por isso mesmo pode ser utilizada como uma estratégia importante para as fases de crescimento e final, fases estas com maior pressão sanitária e contaminação. Vários trabalhos descritos na literatura mostram efeito positivo da monobutirina sobre o desempenho e na recuperação de animais criados em condições com alto desafio para infecções intestinais.

O efeito promissor dos monoglicerídeos se destaca como estratégia de melhorar a saúde e a produtividade através da redução de patógenos em humanos e animais, buscando-se alternativas para redução no uso de antibióticos. Sua ação imonomuduladora e capacidade de modulação da microbiota tem sido relatada por diferentes pesquisadores.

Eficiência

Assim, o uso de fontes de ácido butírico como aditivo alimentar na produção de aves e suínos, e mais ainda, na forma dos glicerídeos tributirina e monobutirina, são estratégias inovadoras que contribuem na produção de animais saudáveis e sistemas de produção mais eficientes. Sua capacidade de fornecer ácido butírico diretamente ao intestino delgado faz dela uma escolha valiosa para produtores preocupados com a saúde e o crescimento de seus animais.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: silvano.bunzen@feedis.com.br.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura

Fonte: Por Silvano Bünzen, zootecnista, doutor em Nutrição de Aves e Suínos e gerente técnico da Feedis

Avicultura

Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

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O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.

Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.

Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.

Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.

Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano

Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

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Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.

No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.

As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.

Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval

Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

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O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.

Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.

A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.

No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.

Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.

De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.

Fonte: Assessoria Cepea
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