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Os benefícios da inclusão de ácidos graxos essenciais na dieta de bovinos
Inclusão dos ácidos graxos essenciais na dieta dos animais tem sido vista como uma opção promissora e vantajosa para o produtor

Artigo escrito por Luis Eduardo Ferreira, biomédico, doutor em Biotecnologia e analista de Pesquisa e Desenvolvimento na Premix
A oferta de uma dieta balanceada aos bovinos é fundamental para suprir as necessidades nutricionais do rebanho. Tal condição se torna importante para a manutenção da integridade fisiológica e bioquímica dos animais, além do fortalecimento do sistema imunológico (defesa) do organismo, preservando assim a saúde e o bem-estar de todo o plantel. Por esse motivo, a nutrição é um dos principais fatores para a maximização do desempenho metabólico dos animais, favorecendo não apenas o aumento da produção de leite, carne e acabamento de carcaça no período da engorda, mas também um auxílio ao sistema reprodutivo das matrizes na fase de cria e, principalmente, no crescimento na fase de recria.
Antigamente, a nutrição dos animais era vista de uma forma mais ampla, conduzida de maneira genérica com manejo subsistente e sem importância produtiva. Porém, na atualidade, os avanços nos estudos em zootecnia estão mais direcionados para a manutenção da saúde intestinal, associada a modernas práticas de manejo, contribuindo para uma pecuária mais segura, eficiente e produtiva.
Nesse contexto, os estudos em biotecnologia aplicados à nutrição animal tem possibilitado que este segmento evolua para uma era mais avançada no desenvolvimento de novos ingredientes e suplementos minerais, com melhores taxas de absorção e efeitos biológicos nos animais. Além disso, uma nova geração de aditivos naturais, mais modernos e seguros, está disponível no mercado para oferecer ao pecuarista aumentos nas taxas de produtividade e sustentabilidade. Sendo assim, diversos estudos em Química, Biologia Molecular, Nanotecnologia e outras áreas prometem não apenas enxergar o animal como um todo, mas também tornar o segmento de nutrição ainda mais específico e eficiente, suprindo todas as necessidades fisiológicas, especialmente no nível bioquímico celular.
Na procura por novos ingredientes e aditivos, os ácidos graxos essenciais têm ganhado destaque, estando cada vez mais presentes na composição da dieta dos animais. Sabemos que o nosso organismo, assim como o dos animais, é capaz de sintetizar uma parte das gorduras necessárias para o metabolismo. No entanto, alguns ácidos graxos, embora sejam importantes para o organismo, não são produzidos naturalmente, devendo então ser acrescentados à dieta dos animais.
Em linhas gerais, os ácidos graxos são gorduras obtidas a partir do processamento de matérias-primas naturais, na maioria das vezes de origem vegetal, como são os casos dos óleos de girassol, canola, linhaça, algodão, soja, milho, mamona e castanhas, entre outros. Esses compostos também podem ter origem animal, quando obtidos a partir de peixes e de alguns frutos do mar. Dentre os principais ácidos graxos, podemos citar os ácidos linoleico (ômega-3), linoleico (ômega-6), oleico (ômega-9), palmítico e esteárico, além de muitos outros que integram a constituição biológica dos óleos vegetais e animais citados.
As vantagens da inclusão destes compostos na dieta dos animais têm sido consideradas essenciais, pois geralmente, quando associados a outras gorduras, os ácidos graxos são utilizados para aumentar a densidade energética da dieta e suprir as necessidades nutricionais dos animais em todas as fases produtivas, como cria, recria e engorda. Além disso, a presença dos ácidos graxos pode interferir no equilíbrio da flora microbiana e, assim, manipular a fermentação no rúmem e aumentar as proporções dos ácidos graxos de cadeia curta, produtos resultantes do metabolismo ruminal.
Trabalhos científicos mostram que alguns microrganismos são mais sensíveis à presença dos ácidos graxos como, por exemplo, algumas espécies de bactérias e de protozoários. Por este motivo, diferentes efeitos sobre o metabolismo ruminal podem ser verificados após o fornecimento destes compostos à dieta dos ruminantes. Isso acontece devido ao fato de, no rúmem, os ácidos graxos aderirem à superfície da partícula do alimento, podendo inibir o contato direto das células e enzimas microbianas com o substrato. No entanto, vale ressaltar que nem todas as espécies microbianas no rúmem são sensíveis a essa condição. Ao mesmo tempo, é possível constatar que o crescimento de outras espécies mais relacionadas à digestão de fibras é favorecido.
Algumas hipóteses apontam que os ácidos graxos, quando combinados quimicamente a outros coadjuvantes tecnológicos, podem apresentar ação antimicrobiana e se comportar como um aditivo zootécnico, modulando positivamente a flora ruminal e melhorando as condições da fermentação, permitindo a obtenção de bons resultados no desempenho metabólico dos animais. Estudos já realizados mostram que a ação biológica dos compostos consiste em causar alterações na permeabilidade da membrana celular até destruir, por hidrólise, a parede celular de microrganismos, principalmente os metanogênicos. Nesse sentido, os ácidos graxos podem também reduzir a produção de metano no rúmem e a liberação desse gás para o meio ambiente, minimizando os danos causados pelo aquecimento global.
Outra hipótese, na qual os ácidos graxos inibem a produção de gás metano (CH4) durante a fermentação no rúmem, é viabilizada por meio de um processo chamado de “biohidrogenação”. Sabemos que um dos subprodutos do metabolismo ruminal é o gás hidrogênio (H2), sendo que os microrganismos metanogênicos são responsáveis por metabolizar este subproduto e liberá-lo para o meio ambiente na forma de gás metano. Neste caso, a reação de biohidrogenação se torna importante, pois ao invés do gás H2 ser utilizado na síntese de metano via metanogênese, este será transferido e incorporado à estrutura da molécula do ácido graxo insaturado. Dessa forma, ocorrerá a redução do gás H2 disponível no rúmem para a síntese na forma de gás metano.
No nível bioquímico, os ácidos graxos já citados (ômega-3, ômega-6, e ômega-9) são essenciais, pois também constituem a base precursora para a formação das células responsáveis pela síntese de prostaglandina, tromboxanos e leucotrienos, mantendo a integridade e a fluidez da membrana plasmática de cada uma destas células. A importância deste grupo de células no organismo se verifica por este fazer parte das reações plaquetárias para coagulação sanguínea, reação inflamatória e imunologia, influenciando profundamente nas funções leucocitárias e acelerando o processo das reações de defesa contra diversos patógenos.
Recentemente, alguns trabalhos têm mostrado que a suplementação dessas gorduras na dieta dos animais pode, inclusive, reduzir as infestações por carrapatos (Rhipicephalus ssp). Tais estudos concluíram que os organismos dos animais suplementados com estes compostos foram capazes de inibir a evolução das fêmeas do ectoparasita, mostrando eficácia acima de 50% na redução das contagens de parasitas, comparados com um grupo de controle. Os resultados sugerem que a inclusão desses compostos na dieta dos animais pode fortalecer o sistema imunológico e aumentar os mecanismos naturais de resistência dos animais em relação a estes ectoparasitas. Sendo assim, esta prática tende a se tornar o manejo mais sustentável por reduzir a demanda por aplicação de agentes carrapaticidas nos animais (minimizando riscos de intoxicação por estes agentes químicos) e permitir a evolução da resistência ao longo do tempo.
Uma vantagem adicional conferida pelos ácidos graxos está relacionada ao fato de que estes compostos são considerados seguros e confiáveis. Além disso, estão perfeitamente alinhados às novas tendências de mercado por associarem produtividade, rentabilidade e sustentabilidade à preservação do meio ambiente. Outro fator que incentiva a suplementação da dieta ora proposta é a facilidade de extração desses ácidos a partir de matérias-primas 100% cultivadas em território nacional. Na condição de um recurso renovável extraído da natureza, torna-se autossustentável por ter baixos custos de obtenção e produção, sendo ainda de fácil processamento industrial.
Portanto, considerando-se todos esses aspectos, a inclusão dos ácidos graxos essenciais na dieta dos animais tem sido vista como uma opção promissora e vantajosa para o produtor, deixando a pecuária cada vez mais sustentável e eficiente. Quando combinadas a outras tecnologias, tais como probióticos, prebióticos e outros minerais orgânicos (a exemplo do Fator P), podemos incluir este produto na mesma linha dos novos conceitos de aditivos naturais. De fato, temos visto inúmeras vantagens na aplicação dessas novas tecnologias, tanto na melhoria da saúde e do bem-estar de todo o plantel quanto, em especial, no desempenho produtivo dos animais, com um manejo de baixo investimento, o que tende a ampliar a rentabilidade do pecuarista.

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Novo status sanitário do Brasil fortalece exportações paranaenses para a China
Setor pecuário do Estado espera ganhos em competitividade, demanda por proteínas e valorização da cadeia bovina.

O reconhecimento do território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação pela China terá impacto positivo para a pecuária do Paraná, conforme análise do Sistema Faep. A medida tem potencial de ampliar oportunidades comerciais para o Estado, já reconhecido como área livre da doença desde 2021. A decisão do governo chinês ocorre após mais de duas décadas de negociações e elimina restrições sanitárias que ainda limitavam parte das exportações brasileiras de produtos da pecuária.

Foto: Shutterstock
O anúncio ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de um processo de décadas envolvendo produtores rurais, serviços veterinários oficiais e governos estaduais.
“O elevado status sanitário paranaense e a organização da cadeia pecuária colocam o Estado em posição favorável para aproveitar o novo cenário comercial. O principal reflexo esperado é o fortalecimento da competitividade das nossas proteínas, ainda mais para um mercado consumidor com alta demanda, como a China”, avalia o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Na prática, a decisão pode resultar em aumento da demanda chinesa por proteínas animais produzidas no Brasil, mais oportunidades para frigoríficos exportadores instalados no Paraná, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em caso de crescimento das exportações e efeitos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.

Foto: Thais Rodrigues de Sousa
Segundo o técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Fábio Peixoto Mezzadri, os números já demonstram a relevância do mercado chinês para a pecuária de corte bovino paranaense. “Em 2025, o Paraná exportou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para China, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado pelo Estado”, explica.
Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. “O reconhecimento sanitário reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e fortalece a parceria estratégica entre os dois países, ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de expansão para produtores e exportadores brasileiros e, especialmente, os paranaenses”, conclui Mezzadri.
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Pecuária impulsiona alta de 4% nas vendas de suplementos minerais
Exportações aquecidas, valorização da cria e período seco sustentam crescimento do mercado.

As vendas de suplementos minerais para pecuária começaram 2026 em ritmo de crescimento. Entre janeiro e abril, as indústrias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) comercializaram 764,8 mil toneladas de produtos, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas em abril, as vendas alcançaram 210,4 mil toneladas, alta de 4,9%.
Os números foram apresentados durante o Painel de Mercado da entidade, realizado em São Paulo, e refletem um cenário favorável para a pecuária brasileira, impulsionado pela valorização dos animais, pelo avanço das exportações e pela necessidade de suplementação durante o período seco.

O aumento no volume comercializado foi acompanhado por uma expansão ainda mais expressiva do número de animais atendidos. Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, pesquisador da FGV Agro, a quantidade de bovinos suplementados cresceu 8% no primeiro quadrimestre, alcançando 68 milhões de cabeças.
O crescimento foi puxado principalmente pelos produtos das categorias Núcleos e Pronto para Uso. “A tendência é que os bons resultados continuem durante o período seco de outono-inverno, impulsionados pela necessidade de suplementação nutricional, pela valorização da cria e pelo bom momento da pecuária brasileira. Apesar dos desafios internos e externos, a economia brasileira deve seguir crescendo e a carne bovina continuará forte em produção, exportações, abates e consumo interno”, afirmou Serigati.
Exportações sustentam otimismo na pecuária

Foto: Gisele Rosso
Durante o encontro, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves destacou o fortalecimento das cadeias de proteína animal como um dos principais motores da economia brasileira. “Estamos assistindo a uma verdadeira ‘carnificação’ da economia brasileira, fortalecendo o interior do país e integrando cadeias produtivas como DDG, farelo de soja, biogás, biometano e biodiesel. O agro brasileiro está construindo um modelo cada vez mais eficiente e sustentável”, enfatizou.
Segundo o profissional, o mercado internacional segue favorecendo a pecuária brasileira. Ele destacou o aumento das compras pelos Estados Unidos e a manutenção da demanda chinesa pela carne bovina nacional. “Os Estados Unidos estão comprando muito e a China segue demandando carne brasileira, inclusive por caminhos alternativos. Hoje, exportamos cerca de 4 milhões de toneladas por ano e podemos chegar a 5 milhões até 2035”, frisou.
Economia cresce, mas desafios permanecem
A avaliação dos participantes do painel é que o Brasil continua apresentando crescimento econômico em 2026, apesar do ambiente marcado por inflação elevada, juros altos e aumento do custo dos alimentos.
A projeção apresentada por Serigati aponta expansão de aproximadamente 1,9% do PIB neste ano, sustentada pelo consumo das famílias, aumento da renda e desempenho das exportações, especialmente do agronegócio. “O Brasil possui petróleo para exportar e está menos vulnerável do que outras economias globais. Porém, o crescimento atual ocorre sem sustentação fiscal, os juros devem cair lentamente e o endividamento das famílias continua elevado”, ponderou.
Cenário internacional exige atenção
As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã também entraram na pauta do evento. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz tem provocado volatilidade nos mercados de energia e insumos.
Mesmo assim, a avaliação dos especialistas é que o Brasil permanece em posição relativamente favorável por sua condição de exportador de alimentos e energia.
Para Fava Neves, as oportunidades para o agronegócio continuam robustas, mas exigem gestão profissional dentro das propriedades. “O mundo está turbulento, mas continuará precisando de alimentos. O Brasil é a cozinha do planeta e terá papel fundamental no abastecimento global diante da urbanização, do aumento da renda e do crescimento do consumo de proteína animal”, ressaltou.
Ele acrescentou que fatores como clima, custos de produção, sanidade, mão de obra e endividamento devem permanecer no radar dos produtores.
Logística reversa preocupa empresas
Além das questões de mercado, o encontro abordou temas regulatórios que preocupam o setor. Um deles é a logística reversa das embalagens, assunto que ainda não possui regulamentação definitiva para a cadeia de suplementos minerais.
Segundo a Asbram, empresas vêm sendo autuadas em estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo, apesar da ausência de obrigatoriedade formal para implantação do sistema. A recomendação da entidade é que as companhias apresentem recursos administrativos enquanto o tema continua em discussão.
Asbram prepara livro sobre 30 anos de atuação
A associação também anunciou o lançamento de um livro comemorativo aos seus 30 anos, previsto para ser apresentado durante o simpósio da entidade em 2027. A publicação reunirá a trajetória da Asbram e das cerca de 100 empresas associadas, registrando três décadas de atuação na nutrição do rebanho bovino brasileiro. “Vamos registrar nossa história, nossas ações, eventos, campanhas, debates e o trabalho técnico desenvolvido ao longo dessas três décadas. 2026 é um ano desafiador, mas acreditamos que, nos próximos dez anos, a pecuária será o maior setor do agronegócio brasileiro”, salientou Elizabeth Chagas.
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Carne bovina está entre os cinco produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos
Levantamento da Comex Stat mostra que siderurgia, petróleo, proteína animal e setor aeronáutico lideram as vendas brasileiras ao mercado norte-americano.

A carne bovina ocupa a terceira posição entre os produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos, segundo dados da Comex Stat. O produto respondeu por US$ 814,6 milhões em embarques e representou 7,5% do valor total exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano no período analisado.

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O ranking evidencia a importância do agronegócio na pauta comercial entre os dois países, mas também mostra o peso de setores como siderurgia, petróleo e indústria aeronáutica nas exportações brasileiras.
Na liderança aparecem os produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, com vendas de US$ 1 bilhão, equivalentes a 9,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Em segundo lugar estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, que somaram US$ 857,5 milhões e participação de 7,9%.
Além da carne bovina, a lista dos cinco principais produtos exportados inclui aeronaves e outros equipamentos,

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incluindo peças e componentes, com US$ 768,3 milhões e participação de 7% nas vendas externas. Fechando o ranking aparece o ferro-gusa, ferro-esponja, grânulos, pó de ferro ou aço e ferro-ligas, que movimentaram US$ 594,1 milhões, o equivalente a 5,4% do total exportado.
Agro ganha relevância em meio ao debate tarifário
Os números ganham relevância em um momento de atenção do setor exportador às medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. A carne bovina é um dos produtos mais relevantes do agronegócio brasileiro no mercado americano e figura entre os itens estratégicos da pauta bilateral.

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O levantamento também mostra que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por uma diversificação de produtos, envolvendo commodities agrícolas, minerais, petróleo e bens industrializados de maior valor agregado.
Cinco produtos representam mais de um terço das exportações
Somados, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos representam cerca de 37% do valor total embarcado ao país, demonstrando forte concentração em alguns segmentos específicos da economia.
A presença simultânea de produtos do agronegócio, mineração, energia e indústria reforça a importância do mercado norte-americano para diferentes cadeias produtivas brasileiras e ajuda a explicar a preocupação de exportadores diante de possíveis mudanças nas regras comerciais entre os dois países.



