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Notícias Senar

Os avanços e desafios da profissionalização das propriedades rurais de SC

Cada vez mais, propriedades destacam-se pela qualidade, organização, produtividade, tecnologia e gestão eficiente

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Divulgação/Embrapa

A inovação está transformando os negócios no meio rural. E isso não é privilégio somente dos grandes empreendimentos do agro. Cada vez mais, pequenas e médias propriedades destacam-se pela qualidade, organização, produtividade, tecnologia e gestão eficiente. Isso acontece porque a profissionalização no campo foi intensificada nos últimos anos e o produtor está ciente de que precisa acompanhar a evolução do mercado.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), é um dos grandes incentivadores da profissionalização do meio rural. Somente no ano passado, a entidade atendeu quase 58 mil produtores rurais em treinamentos e programas voltados a melhorar a vida das famílias rurais catarinenses.

“Trabalhamos para que o produtor rural fortaleça seu negócio diante um mercado tão exigente e competitivo. Por isso, é fundamental que esteja atualizado sobre as técnicas mais avançadas de manejo e desenvolva habilidades para uma gestão eficiente e para a identificação de oportunidades de mercado”, observa o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi.

Segundo Zanluchi, o Senar/SC trabalha com diversos treinamentos em várias áreas de prestação de serviços, gestão e apoio na agricultura e pecuária, visando segurança e o sucesso na oferta de matéria-prima para as agroindústrias em quantidade, com qualidade e regularidade. “No aspecto econômico, com muitas variações nos preços de insumos, estamos iniciando uma nova era dos grandes desafios que teremos que enfrentar na inovação. Tivemos o momento da automação, seguido pela mecanização e, agora, a informatização. Hoje não basta apenas produzir. É necessário produzir, gerenciar e atender as demandas tão necessárias do dia a dia. Para isso, temos que contar com a informatização como instrumento de trabalho. O nosso grande pleito é fazer com que a internet esteja disponível a todos os estabelecimentos rurais para otimizar tempo e economizar recursos”, salienta Zanluchi.

O superintendente do Senar/SC reforça, ainda, que todos os estabelecimentos agropecuários devem ter visão empreendedora porque precisam estar de olho na legislação vigente, nos âmbitos trabalhista, previdenciário e ambiental. “Enfim, de todas as instruções normativas que versam sobre os sistemas produtivos. Por isso, o sistema Faesc/Senar vem trabalhando fortemente com apoio nas atividades como assistência técnica e gerencial ministradas por zootecnistas, veterinários e agrônomos”.

Para o presidente do sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a qualificação é o melhor caminho para o desenvolvimento em todos os setores da economia do agronegócio. “Manter produtores e trabalhadores rurais qualificados é um desafio, frente às novas tecnologias e à constante inovação no campo. Nos últimos anos, não somente o Senar/SC como também outras entidades, órgãos e instituições, vêm fortalecendo cada vez mais as ações de profissionalização no meio rural. Isso é muito significativo porque conquistamos grandes avanços, tanto que temos excelentes cases de sucesso no Estado”.

Pedrozo cita algumas atividades bem-sucedidas como, por exemplo, a melhoria no aspecto genético da bovinocultura de corte com incentivo na inseminação e no IATF (processo de inseminação por tempo fixo) que obteve notórios resultados de animais padronizados e comercializados em feiras agropecuárias, bem como a melhoria das pastagens e os cuidados nos aspectos sanitários dos rebanhos. “Também houve um trabalho de destaque na bovinocultura de leite, especialmente no aumento da produtividade e na qualidade do leite, entre outros. Atualizar os produtores rurais é essencial porque melhora não apenas a produtividade, mas a renda e a qualidade de vida de toda a família”, afirma.

Adaptações em tempos de pandemia

Desde o ano passado algumas ações do Senar foram temporariamente trabalhadas de forma remota. “Hoje voltamos a atuar com a maioria das ações presenciais, porém seguindo todas os decretos e normas de prevenção à saúde do Estado e dos Municípios. Além de reduzir o número de participantes nos cursos para garantir o distanciamento, confeccionamos e distribuímos máscaras, ofereceremos álcool gel e folders orientativos a todos os participantes das ações e atividades realizadas pelo sistema Faesc/Senar Santa Catarina. Com isso, é possível oferecer capacitações que incluem atividades práticas de forma segura”.

Sobre as ações do sistema, Zanluchi comenta que o Senar/SC teve grande êxito na educação a distância com o curso técnico em Agronegócio e aulas online do Programa Jovem Aprendiz Cotista. O presidente Pedrozo complementa que os grandes destaques junto aos parceiros foram as feiras e leilões realizados virtualmente. “Nós do sistema Faesc/Senar somos grandes apoiadores destes eventos que, em tempos de pandemia, passaram a ser realizados de forma online com excelentes resultados”.

Pedrozo realça, ainda, que as propriedades hoje são reconhecidas como empresas rurais. “Seguimos atendendo as demandas com todos os cuidados, tanto que há um aumento de demanda nas opções de treinamentos de formação profissional rural e promoção social (PS). Hoje, há necessidade de profissionalismo e eficiência no setor produtivo, pois as margens de rentabilidade são baixas. Muitas vezes, o ganho está na escala de produção. O novo normal, principalmente na agricultura e pecuária, requer redobrado cuidado sanitário”, conclui.

Conheça alguns números

Em 2020 foram promovidas pelo Senar/SC 2.636 ações que totalizaram 215.794 horas com participação efetiva de 57.175 pessoas em todas as microrregiões do Estado. O Senar/SC priorizou o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em oito cadeias produtivas proporcionando aumento da produção, evolução na produtividade e no nível de gestão, além do incremento da renda líquida em propriedades rurais de Santa Catarina. Em 2020, foram formadas 180 turmas, atendidos 5.136 produtores rurais.

O curso de técnico em agronegócio foi outro importante passo nessa direção, com quatro turmas e 154 participantes.

A formação profissional rural (FPR) continuou sendo a primeira linha de ação do Senar/SC em face de sua capilaridade e abrangência: 1.910 turmas e 21.823 participantes. Na esfera das atividades de promoção social (PS), os trabalhadores, produtores rurais e suas famílias tiveram acesso a 515 ações, totalizando 5.446 participantes.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Com seca e safra próxima do auge, oferta de boi gordo aumenta e preços caem

Mercado físico de boi registrou preços mais baixos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi registrou preços mais baixos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, consequência do avanço da oferta de boiadas em grande parte do Centro-Sul. “A estiagem prolongada é um fator importante a ser considerado nesse processo, pois acelera o processo de degradação das pastagens reduz a capacidade de retenção entre os pecuaristas”, disse ele.

A safra de boi gordo está cada vez mais próxima do seu auge. “Então, nada mais natural que os preços assumam tendência de queda”, assinalou.

O volume de animais ofertados aumentou de maneira consistente no decorrer da semana, permitindo que os frigoríficos consigam uma posição bastante confortável em suas escalas de abate, que agora atendem entre cinco e sete dias úteis de consumo.

Mesmo a demanda de carne bovina aquecida durante o período do Dia das Mães parece insuficiente para mudar de maneira contundente a curva de preços. A exceção é o Rio Grande do Sul, estado em que o volume ofertado é menor.

“Para a entressafra a dinâmica de mercado tende a mudar completamente, avaliando a provável redução do confinamento de primeiro giro resultando em um ambiente pautado pela restrição de oferta. Ou seja, haverá espaço para retomada do movimento de alta”, apontou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 06 de maio:

  • São Paulo (Capital) – R$ 307,00 a arroba, contra R$ 312,00 a arroba na comparação com 29 de abril (-1,62%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 300,00 a arroba, ante R$ 305,00 (-1,64%).
  • Goiânia (Goiás) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 295,00 (-1,69%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 295,00 a arroba, contra R$ 300,00, caindo 1,67%.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 308,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (-0,65%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 595,981 milhões em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 29,899 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 125,474 mil toneladas, com média diária de 6,273 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.765,80.

Em relação a abril de 2020, houve ganho de 17,61% no valor médio diário da exportação, alta de 7,89% na quantidade média diária exportada e valorização de 9,01% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Comercialização de soja perde ritmo no mercado brasileiro

Produtor segue retraído, aguardando por referenciais ainda melhores e centrando atenções no final da colheita no Brasil

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Apesar da alta nos preços, o mercado brasileiro de soja teve mais uma semana de poucos negócios nas principais praças do país. O produtor segue retraído, aguardando por referenciais ainda melhores e centrando atenções no final da colheita no Brasil.

A comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 71,4% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de maio. No relatório anterior, com dados de 9 de abril, o número era de 67,4%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 85,2% e a média para o período é de 64%. Levando-se em conta uma safra estimada em 134,09 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 95,8 milhões de toneladas.

No período, a comercialização evoluiu pouco e, com isso, o total negociado da safra 20/21 ficou abaixo do percentual de igual período do ano passado. Mas seguem acima da média para o período, devido à elevação consistente dos preços.

As vendas antecipadas da safra 2021/22 estão atrasadas na comparação com o ano passado e com a média do período. Levando-se em conta uma safra hipotética mínima para a temporada – igual a do ano anterior -, SAFRAS estima uma comercialização antecipada de 16,7%, envolvendo 22,36 milhões de toneladas.

Em igual período do ano passado, o número era de 32% e a média dos últimos cinco anos é de 20%. A primeira estimativa para a safra brasileira 2021/22 será divulgada em julho por SAFRAS & Mercado.

Chicago

A semana foi de forte recuperação nos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Na manhã da sexta, 7, os contratos com vencimento em julho bateram na casa de US$ 15,80 por bushel, o melhor patamar desde outubro de 2021. Na semana, a posição acumula valorização de cerca de 3%.

O mercado encontra sustentação em fatores fundamentais e técnicos. O aperto nos estoques globais encontra uma demanda aquecida nos Estados Unidos. O ótimo desempenho dos subprodutos – farelo e óleo – impulsiona o grão.

Os analistas seguem atentos ao clima nos Estados Unidos, com previsões de poucas chuvas e temperaturas elevadas, o que poderia prejudicar a evolução inicial das lavouras. Na semana que vem, atenções especiais para o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quarta, 12.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Suinocultura

Ambiente de negócios no mercado suíno se mostra mais truncado no Brasil

Houve dificuldade para avanços mais efetivos nas cotações, em meio a um ambiente de negócios mais truncado

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O mercado brasileiro de suínos apresentou pequenas variações de preços ao longo dos últimos dias, tanto no vivo como os cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado Allan Maia, houve dificuldade para avanços mais efetivos nas cotações, em meio a um ambiente de negócios mais truncado.

Maia ressalta que o escoamento da carne evoluiu aquém do esperado neste início de mês, fator que levou os frigoríficos a atuarem com cautela na aquisição de animais para abate. “A busca pelos cortes tende a apresentar alguma melhora no curto prazo devido ao Dia das Mães e à entrada da massa salarial na economia”, pontua.

Além disso, Maia comenta que os produtores seguem na busca por reajustes nos preços, avaliando o custo de produção com tendência de alta. “Contudo, a demanda interna precisa avançar para ajudar o ambiente de negócios”, alerta.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil caiu 1,54% ao longo de abril, de R$ 6,89 para R$ 6,79. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado recuou 0,45% ao longo da semana, de R$ 12,63 para R$ 12,57. A carcaça registrou um valor médio de R$ 11,11, recuo de 1,28% frente à semana passada, quando era cotada a R$ 11,25.

O analista destaca ainda que a exportação brasileira de carne suína foi forte em abril. “Com os dados do industrializado, que deve ser divulgado nos próximos dias, o volume deve ficar entre 95 e 100 mil toneladas”, sinaliza.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 217,457 milhões em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 10,872 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 87,314 mil toneladas, com média diária de 4,365 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.490,50.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 41,24% no valor médio diário da exportação, ganho de 38,81% na quantidade média diária exportada e valorização de 1,75% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 160,00 para R$ 145,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 5,65 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 7,40 para R$ 7,30.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração subiu de R$ 5,80 para R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação caiu de R$ 7,40 para R$ 7,30. No Paraná o quilo vivo teve baixa de R$ 7,70 para R$ 7,30 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 6,20 para R$ 6,10, enquanto na integração o preço subiu de R$ 5,60 para R$ 5,70. Em Goiânia, o preço passou de R$ 7,70 para R$ 7,60. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno continuou em R$ 7,90. No mercado independente mineiro, o preço permaneceu em R$ 8,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis retrocedeu de R$ 6,10 para R$ 5,95. Já na integração do estado o quilo vivo mudou de R$ 5,60 para R$ 5,70.

Fonte: Agência SAFRAS
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