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Os atrasos no plantio da soja e seus reflexos para 2025

Tecnologia, denominada Antecipe, exige planejamento. Demanda conhecimento sobre as culturas, uma semeadora-adubadora múltipla e ajustes no maquinário, pois o conjunto trator-semeadora faz o plantio nas entrelinhas da soja, sem danos às plantas.

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Foto: Sandra Brito

O plantio de soja nos principais estados brasileiros caminha para o final. Embora a maioria das regiões tenha iniciado de forma lenta, aguardando melhores condições climáticas, o ritmo de plantio seguiu bem nas semanas seguintes. Com uma capacidade inigualável de resiliência, o produtor brasileiro, mais uma vez, conseguiu esperar o momento certo de plantar, fazendo o dever de casa bem feito. Agora, é contar com a ajuda dos céus para que nenhum susto ocorra.

A pergunta que fica é: mesmo terminando bem o plantio, esse atraso terá algum impacto para o produtor? No caso da soja, não. Esperar o momento ideal garante melhor estabelecimento da lavoura e, associado a um bom manejo, é garantia de estande de plantas almejado. Por outro lado, pensando em segunda safra, o problema se torna evidente.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Não parece muito, mas um atraso de cinco dias no plantio da soja pode ser o diferencial para produzir satisfatoriamente na segunda safra. Isso mesmo, cinco dias. Como se espera colher a soja para depois semear a cultura seguinte, mesmo que o produtor plante com alto rendimento operacional, ele depende da colheita. E assim, qualquer problema, seja operacional ou climático, pode transformar um atraso de dias na soja em prejuízo na cultura seguinte.

Por essa razão, fica difícil prever, neste momento, como será a safrinha de milho, por exemplo. Mesmo que finalizado o plantio, é preciso acompanhar de perto o desenvolvimento da soja para, só depois, verificar qual será a expectativa para a área plantada de safrinha.

Nesse cenário, quais seriam as opções? Existem soluções tecnológicas desenvolvidas no País que estão acessíveis aos produtores, buscando reduzir esses riscos da segunda safra. Os cultivos intercalares antecipados nas entrelinhas da soja antes de sua colheita permitem, sem causar danos às plantas, semear a segunda cultura, que pode ser milho, sorgo, milheto, gergelim ou pastagens, de acordo com a região e o negócio da propriedade. Assim, em melhores condições, a garantia de segunda safra pode ampliar o retorno econômico. Isso pode acontecer na produção de grãos, silagem ou, em casos onde o produtor adota a ILPF, ganho de peso na pecuária de carne e/ou leite, pois o pasto semeado nas entrelinhas da soja permite a entrada do gado mais cedo na área. Tudo isso em plantio direto, garantindo uma pegada de carbono ainda mais efetiva e colocando o Brasil, ainda mais, na vanguarda da produção de alimentos para o mundo.

A tecnologia, denominada Antecipe, exige planejamento. Demanda conhecimento sobre as culturas, uma semeadora-adubadora múltipla e ajustes no maquinário, pois o conjunto trator-semeadora faz o plantio nas entrelinhas da soja, sem danos às plantas. Essa operação pode ser feita até 20 dias antes da colheita da soja, a depender do ano agrícola, da região e da área a ser semeada. Mesmo com a passagem da máquina colhendo a soja e reduzindo a área foliar da segunda cultura (que já está em desenvolvimento), as plantas conseguem continuar seu desenvolvimento. Caso tenha que esperar a soja para plantar o milho, se a região estiver em condições climáticas ruins, a produtividade será muito menor comparada àquela com o Antecipe.

Em regiões onde o Antecipe tem sido implementado, o ganho de produtividade no milho safrinha atingiu 1,5 saca por hectare para cada dia de antecipação da semeadura intercalar. Em trabalhos com pastagens, a semeadura da braquiária 20 dias antes da colheita da soja proporcionou maior produtividade de forragem, o que possibilita sua utilização para pastejo aos animais no período mais crítico do ano (outono/primavera) e, após o pastejo, ser utilizada como cobertura vegetal para o sistema plantio direto.

Como explicitado, o Sistema Antecipe é uma estratégia de redução de riscos às atividades agropecuárias e não tem pretensão de alterar o atual sistema produtivo brasileiro. O objetivo do Antecipe é possibilitar ganho de produtividade em partes da propriedade onde, em função da capacidade operacional, a segunda espécie é limitada por condições climáticas desfavoráveis. Pode ser utilizado por produtores de diferentes escalas, com várias culturas, em diferentes regiões. É uma tecnologia que permite cultivar simultaneamente duas ou mais espécies para múltiplas finalidades, otimizando o uso de recursos naturais, reduzindo custos e diversificando a atividade agropecuária.

O Antecipe exige ser programado com antecedência, iniciando antes da semeadura da cultura de verão. Depende de uma semeadora-adubadora específica, que pode ser utilizada para semeadura de todas as culturas, independentemente da época do ano. Suas configurações atendem produtores de diferentes proporções, para diferentes finalidades, tornando essa tecnologia acessível a todos.

Além dos resultados em diferentes regiões, no Portal encontram-se disponíveis gratuitamente links com perguntas e respostas frequentes (FAQs), publicações, palestras e cursos que detalham sobre o cultivo intercalar. Como estratégia de transferência de tecnologia, a Embrapa realiza treinamentos e capacitações técnicas com parceiros (cooperativas e técnicos de assistência técnica pública e privada), implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) e apoio a instituições públicas e privadas através de cooperações técnicas, para que o Antecipe seja disponibilizado aos produtores com mais rapidez e assertividade.

Fonte: Assessoria Embrapa

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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