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Orientações sobre uso de produtos veterinários em São Paulo viram referência para o Mato Grosso
Campanha lançada por entidades do agro foi inspirada em livro da Comissão de Educação Sanitária do Ministério da Agricultura em São Paulo.

O Estado de Mato Grosso acaba de lançar uma campanha para orientar produtores e técnicos a utilizar produtos veterinários de forma adequada. As recomendações ajudam a eliminar resíduos em carnes, leite, ovos, mel e pescados, além de prevenir um dos problemas críticos do setor de saúde: a resistência ao uso de antibióticos.
A campanha foi inspirada no livro “Diálogos para as boas práticas no uso de produtos veterinários na produção animal”, lançado em 2021 pela Comissão de Educação Sanitária (CES) da Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA-SP), que representa o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no estado.
O livro, na verdade, é um arranjo multimídia que reúne mensagens de texto, infográficos, mensagens de voz, cartazes e posts para WhatsApp e Telegram. Todo esse material didático deve ser utilizado na relação educador-educando, como forma de sensibilizar o público sobre os riscos associados e os cuidados que os produtos veterinários exigem.
Redes sociais e podcast
De acordo a auditora fiscal federal agropecuária Juliana do Amaral Moreira, que coordena a Comissão de Educação Sanitária, o conteúdo do livro também vem sendo veiculado no podcast do Mapa, com o título “Minuto Saúde para todos no campo”. Além disso, todas as quartas-feiras algum conteúdo do material é divulgado no Instagram da Enagro (Escola Nacional de Gestão Agropecuária).
Integração
Segundo a superintendente federal de Agricultura de São Paulo, Andréa Figueiredo Procópio de Moura, para que as ações e os programas de defesa agropecuária sejam efetivos no país, é preciso a compreensão clara dos papéis e responsabilidades inerentes a cada ator desse processo. Os produtores rurais possuem um papel fundamental na proteção da produção agrícola e da pecuária brasileira.
“A adoção de boas práticas e o manejo adequado de insumos, como os produtos de uso veterinário, possuem impactos diretos na proteção da saúde humana, animal e no meio ambiente”, afirmou. Para ela, o livro é um instrumento útil para que as demais unidades da federação possam coordenar campanhas de uso responsável dos produtos veterinários, como vem sendo feito pela SFA-MT. “A disseminação da informação clara e acessível, numa linguagem direta e de fácil compreensão, é uma ferramenta poderosa dentro desse processo.”
José de Assis Guaresqui, superintendente da SFA-MT, disse que a campanha lançada em Mato Grosso é um trabalho de excelência com informações que precisam chegar ao produtor. “O foco é na produção do alimento seguro com mensagens simples e diretas, para permitir que diversos produtores tenham acesso ao conhecimento”, afirmou.
O material da CES, segundo ele, vem sendo colocado em prática pelo Mato Grosso. “Essa interação entre os Estados é de suma importância para o desenvolvimento sustentável da produção agropecuária, além de promover uma padronização na aplicação de conceitos relacionados ao tema, não havendo barreiras entre os diferentes Estados e suas distintas realidades”, concluiu.
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) elaborou um Plano de Educação Sanitária e Comunicação Social que tem como fundamento Saúde e Bem-Estar Únicos. “A partir desta decisão, a autarquia tem se empenhado em identificar iniciativas convergentes, a exemplo do livro que está sendo utilizado em MT para uma ampla campanha estadual”, explicou o fiscal do Indea e médico veterinário Heitor David Medeiros, que está à frente da campanha.
Participam da iniciativa no MT a Federação de Agricultura do Estado de Mato Grosso (Famato); Associação de Criadores de MT (Acrimat); Superintendência Federal da Agricultura em MT (SFA-MT); Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer); Conselho Regional de Medicina Veterinária de MT (CRMV-MT); e a própria Comissão de Educação Sanitária da Superintendência de São Paulo.
Palestras em São Paulo
Nesta sexta-feira (04), às 18 horas, o conteúdo do livro será levado a produtores rurais de Itapetininga, no interior de São Paulo. A reunião sobre saúde única no campo: a importância da adoção das boas práticas é organizada pelo Sindicato Rural de Itapetininga, com participação da Comissão de Educação Sanitária. O evento acontece no salão social do sindicato, na rua Campos Sales, 219.

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Show Rural evidencia parceria entre governo e setor produtivo, afirma Ratinho Júnior
Lideranças destacam obras estratégicas, crescimento do PIB estadual e consolidação do Paraná como potência na produção de alimentos.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, visitou na manhã desta segunda-feira (09), o 38º Show Rural Coopavel, reforçando a relevância do evento para o agronegócio brasileiro e destacando as transformações estruturais e econômicas vividas pelo Estado nos últimos anos. Em seu último ano de mandato, o governador afirmou que retornar ao evento com o mesmo entusiasmo da primeira participação simboliza o avanço contínuo do Show Rural e do próprio Paraná.
Ratinho ressaltou que o crescimento da feira acompanha o fortalecimento do setor produtivo e o planejamento adotado pelo governo estadual. Segundo ele, compromissos assumidos no início da gestão foram entregues, entre eles obras de infraestrutura como o Trevo Cataratas, duplicações rodoviárias, melhorias no aeroporto de Cascavel (hoje considerado o melhor do interior do País) e investimentos que ampliam a competitividade do agronegócio.
Alimentos

Foto: Divulgação/Coopavel
O governador também enfatizou o papel do Paraná como potência na produção de alimentos e na industrialização, destacando que o Estado se consolida como “o supermercado do mundo”. Outro ponto abordado foi a sustentabilidade: atualmente, cerca de 98% da energia paranaense é gerada por fontes renováveis, posicionando o Paraná como referência em energia limpa.
Ratinho ainda citou avanços na educação, com destaque para os colégios agrícolas e programas de intercâmbio, além da expansão da rede trifásica no meio rural e dos investimentos logísticos, como o Moegão, no Porto de Paranaguá, que deve ampliar significativamente a capacidade de escoamento da produção. “Enquanto o mundo briga, o Paraná trabalha. Esse é o segredo”, afirmou, ao celebrar o momento econômico do Estado e a parceria com o setor produtivo.
Força dos produtores
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, deu boas-vindas ao governador e ao secretariado, classificando o Show Rural como o maior evento do agronegócio brasileiro e fruto da força dos produtores rurais. Ele destacou a relação de diálogo entre o governo e o campo, lembrando que Ratinho Júnior também é empreendedor e pecuarista, o que facilita a compreensão das demandas do setor. Dilvo manifestou gratidão pelo trabalho realizado e desejou coragem ao governador para enfrentar os desafios futuros.
O prefeito de Cascavel, Renato Silva, ressaltou a importância da parceria institucional para o desenvolvimento regional e a ligação cada vez mais forte entre a cidade moderna e suas áreas de expansão. O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, afirmou que o Paraná deve encerrar o período com um PIB duas vezes maior do que o registrado oito anos atrás, resultado de um ambiente de estabilidade que favorece investimentos e gera prosperidade. Ele destacou que o agronegócio representa cerca de 35% das riquezas do Estado e que a combinação entre infraestrutura e qualificação da mão de obra sustenta o crescimento.
Já o secretário de Estado do Turismo e ex-prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, convidou o público a refletir sobre a velocidade das mudanças recentes. Ele lembrou que, há poucos anos, a cidade enfrentava dificuldades de acesso aéreo e rodoviário, realidade transformada por obras como a duplicação do Trevo Cataratas e a ampliação do aeroporto, que hoje conta com vários voos diários e conexão rápida a destinos internacionais. Paranhos também destacou o alcance do turismo paranaense, que se estende do litoral aos 399 municípios, gerando oportunidades e desenvolvimento.
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Tecnologias da Embrapa mostram como soja ampliou produção poupando área agrícola
Demonstração no Show Rural evidencia avanço da produtividade e impacto do conceito Poupa-Terra ao longo das últimas décadas.

Para demonstrar o impacto da ciência na produção de soja, ao longo das décadas, a Embrapa irá demonstrar didaticamente o efeito Poupa-Terra – conjunto de tecnologias capazes de elevar a produção sem a necessidade de ampliar a área cultivada – no Show Rural Coopavel, a ser realizado em Cascavel (PR), de 9 a 13 de fevereiro.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na década de 1970, por exemplo, a produtividade média da soja era de 1,487 quilos por hectare. A produtividade média da soja, em 1975, exigia 1 hectare para produzir 2 mil quilos. Na década de 1980, graças ao avanço tecnológico, a mesma quantidade passou a ser produzida em aproximadamente 0,86 hectare. Nos anos 1990, a área necessária caiu para 0,68 hectare. Já nos anos 2000, bastava menos de meio hectare, e na década de 2020, apenas 0,44 ha.
“Se considerarmos a produção atual de soja no Brasil ao redor de 170 milhões de toneladas, caso fosse mantida a produtividade média da década de 1970, seria necessária uma área de produção em torno de 115 milhões de hectares. Na safra passada, a área nacional de soja foi de 47,6 milhões de ha. Ou seja, cerca de 67 milhões de hectares foram poupados para se obter a mesma produção”, destaca o analista Rogério Borges, da Embrapa Soja.
Além de demonstrar a redução da área necessária para produzir os mesmos volumes, a Embrapa também irá apresentar a evolução da produtividade ao longo do tempo. “Para alcançar hoje a produtividade média da década de 1970, é necessário menos da metade da área utilizada naquele período”, ressalta Borges. A proposta da demonstração é reforçar a importância da tecnologia no crescimento sustentável da agricultura brasileira”, conclui.
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Público do Show Rural pode conferir inovações para o agro criadas por pesquisadores
Lixeira inteligente, sanitizante natural, colágeno a partir de resíduos da piscicultura e fertilizante biológico estão entre a série de inovações apresentadas pela secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no estande da Unioeste.

Os visitantes do Show Rural 2026 podem conferir de perto como a ciência está desenvolvendo ferramentas para os desafios do campo e como a tecnologia transforma a rotina nas propriedades rurais. No estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) apresenta uma série de inovações desenvolvidas por pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior, com o apoio de programas estratégicos do Governo do Estado. No mesmo estande, a Fundação Araucária, também tem atividades para difundir a ciência e inovações aplicadas ao agronegócio e à sustentabilidade.
O objetivo da mostra é demonstrar o forte investimento em pesquisa aplicada para fortalecer a competitividade empresarial e a sustentabilidade do agronegócio paranaense. O Show Rural 2026, que começou nesta segunda-feira e segue até sexta (13), já se tornou referência na difusão de soluções inovadoras.

Foto: SETI
A maior parte dos projetos são finalistas do programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), iniciativa coordenada da Seti que seleciona e financia, com aportes de R$ 200 mil, pesquisas acadêmicas com potencial para se tornarem produtos, serviços e negócios. No local, os participantes do evento podem interagir diretamente com os pesquisadores, ver os protótipos em exposição e entender detalhadamente como cada solução inovadora foi concebida.
Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, o destaque desses projetos no principal evento do agronegócio do Sul do Brasil confirma a estratégia do governo em posicionar a área de ciência e tecnologia como alicerces do desenvolvimento. “Ao conectar laboratórios universitários às necessidades do setor produtivo, o Paraná acelera a inovação e, ao mesmo tempo, gera novos negócios, aproveita recursos de forma mais inteligente e constrói caminhos para uma produção rural mais sustentável”, afirma.
Resíduos e nutrição
Um dos projetos em destaque no estande é uma lixeira inteligente desenvolvida pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no câmpus de Apucarana, no Vale do Ivaí. O equipamento automatizado converte resíduos orgânicos domésticos e comerciais em adubo sólido e fertilizante líquido em poucos minutos, eliminando os odores. A solução busca reduzir o volume de lixo em aterros e oferecer um insumo sustentável para o solo.
Outro exemplo de inovação é um sanitizante natural, desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Norte do Estado. Disponível nas formas líquida e em spray, o produto é destinado à higienização de carnes, frutas e verduras. A fórmula combina um óleo essencial com um ácido orgânico, sendo capaz de eliminar 99,9% de bactérias como a Salmonella em apenas dez minutos sem resíduos e odor, diferente dos sanitizantes convencionais.
Doutor em Genética e Biologia Molecular, o professor Gerson Nakazato, do Departamento de Microbiologia da UEL, destacou o evento como um ponto de encontro estratégico entre a academia e o setor produtivo. “Muitos profissionais do agronegócio buscam no Show Rural inovações tecnológicas para atender demandas ou otimizar a produção, o que torna o evento uma oportunidade para demonstrar como a ciência e a universidade são importantes para os principais desafios do campo”, diz o docente.
Biotecnologia aplicada
No estande da Unioeste, os visitantes do Show Rural também terão a oportunidade de conhecer pesquisas na área de biotecnologia apoiadas por meio do programa Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável ( Ageuni ). Coordenado pela Seti, esse programa estimula a integração entre universidades, empresas, governos e sociedade para financiar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que aliam ciência ao setor produtivo e promovem o desenvolvimento socioeconômico.
Entre os projetos estão dois estudos desenvolvidos pela Unioeste nos câmpus de Toledo e Cascavel. O primeiro propõe um processo industrial para converter resíduos da piscicultura, como pele e escamas de peixe, em colágeno de alto valor agregado para as indústrias alimentícia e de suplementos.
O segundo, focado no setor agrícola, trabalha no aprimoramento de um fertilizante biológico do mercado, buscando ampliar a vida útil desse produto para até um ano sem refrigeração, uma solução mais durável e acessível para os produtores rurais.



