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Organização Avícola do Rio Grande do Sul reforça educação sanitária para fortalecer a prevenção à Influenza aviária

A Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav e Sipargs) reforça a educação sanitária e prevenção à Influenza aviária por meio da comunicação e da parceria com outras importantes entidades do agronegócio gaúcho.
Recentemente, a entidade que representa a avicultura gaúcha produziu cartilhas sobre a biosseguridade para pequenas produções de aves, além de cartazes com destaques dinâmicos dos procedimentos nas propriedades avícolas. Ao todo, foram 15 mil exemplares elaborados, somando as duas peças.
Com o objetivo de fazer todo o material chegar às diversas regiões do RS, e também ao conhecimento daqueles que possuem alguma atividade avícola ou atuam no agro, seja comercial ou de subsistência, a Asgav contou com a parceria e atenção das seguintes entidades: Fetag, Farsul, Emater, Famurs, além do apoio dos órgãos oficiais SFA-Mapa/RS e Seapi/RS.
“Estamos dando continuidade a um conjunto de ações intensivas de comunicação, pois a cada esclarecimento sobre o conceito de biosseguridade maior é a redução do risco de propagar equívocos relacionados ao tema. As entidades citadas anteriormente demonstraram-se solidárias e parceiras com as atividades que visam a defesa de nossa avicultura”, disse o presidente executivo da O.A/RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos.
As ações de prevenção se intensificam a cada dia e na sexta-feira passada, a entidade se reuniu com SFA-Mapa/RS e Coordenação do Vigiagro em Brasília para solicitar ações de fiscalização sanitária mais rigorosas nas fronteiras com Argentina e Uruguai.
As indústrias do setor também vêm atuando fortemente junto aos seus produtores integrados com ações de orientação e apoio nas medidas de biosseguridade nas granjas avícolas.
Acesse as cartilhas e cartazes no modo digital no site e, caso haja interesse em exemplares impressos, solicite por meio do e-mail [email protected].

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Zoneamento do milho passa a considerar nova metodologia de análise climática
Atualização publicada pelo governo revisa a classificação dos solos e amplia a base de dados meteorológicos utilizada no Zarc.
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (10).
A atualização inclui mudanças na classificação dos solos com base na capacidade de água disponível e a revisão das séries históricas utilizadas para análise das condições climáticas. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, as alterações consideram a maior variabilidade do clima e a frequência de eventos extremos registrados nos últimos anos, como períodos de seca e excesso de chuvas.
Para o cálculo do risco climático, o Zarc utiliza séries históricas de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. O estudo também leva em conta parâmetros relacionados ao desenvolvimento da cultura e às características dos solos.
Nova classificação dos solos
Uma das principais mudanças é a adoção de seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1, com menor capacidade de retenção de água, a AD6, com maior capacidade de armazenamento. O novo modelo substitui a classificação anterior, que dividia os solos em três grupos.
De acordo com pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a nova metodologia permite caracterizar com maior precisão as condições dos diferentes ambientes de produção, já que a capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo, e não apenas de sua textura.
Atualização da base climática
O estudo também passa a utilizar uma base climática atualizada, com novos dados de chuva e temperatura obtidos a partir de um número maior de estações meteorológicas.
Essas informações são utilizadas para definir as épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura do milho, considerando as condições registradas nas diferentes regiões produtoras do Brasil.
Notícias Aliado da produtividade agrícola
Os 36 bilhões de toneladas que podem definir o futuro da agricultura brasileira
Estoque de carbono nos solos do país reforça o potencial das práticas regenerativas para elevar a produtividade e aumentar a resiliência das lavouras.

Por muito tempo, o carbono no solo foi tratado principalmente como um tema ligado às mudanças climáticas e ao mercado de créditos de carbono. Hoje, a discussão avança para outro campo: o da produtividade agrícola. Pesquisas mostram que o aumento do carbono orgânico no solo está diretamente relacionado à maior retenção de água, ao melhor aproveitamento de nutrientes e à redução das perdas causadas por eventos climáticos extremos.
Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), indicam que os solos brasileiros armazenam cerca de 36 bilhões de toneladas de carbono orgânico, o equivalente a aproximadamente 5% do estoque mundial.
Esse potencial tem impulsionado estudos sobre saúde do solo, agricultura de baixo carbono e sistemas de manejo regenerativo. A premissa é que solos com maior teor de matéria orgânica apresentam melhor estrutura física, maior atividade biológica e maior capacidade de armazenar água, fatores que contribuem para a estabilidade da produção em períodos de seca ou de chuvas intensas.
De acordo com o professor emérito da Universidade Federal de Lavras (UFLA), pesquisador em Ciências do Solo e integrante do comitê de governança do projeto Regenera Cerrado, José Siqueira, o manejo adotado nas propriedades é determinante para que o solo atue como emissor ou sequestrador de carbono. “O solo pode funcionar como fonte de gases de efeito estufa ou como dreno de carbono da atmosfera, ou seja, depende do manejo que se aplica. Quando aumentamos o teor de matéria orgânica, o sistema passa a reter mais carbono e isso influencia diretamente a qualidade, a produtividade e a sustentabilidade das lavouras”, afirma.
A matéria orgânica é considerada um dos principais indicadores da qualidade do solo por influenciar suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Além de favorecer a ciclagem de nutrientes, ela melhora a infiltração e o armazenamento de água, reduz processos erosivos e contribui para o desenvolvimento das raízes.
Nesse contexto, iniciativas como o projeto Regenera Cerrado reforçam que práticas regenerativas não se limitam aos benefícios ambientais. A adoção de sistemas capazes de elevar os estoques de carbono no solo também pode gerar ganhos agronômicos e econômicos, ao aumentar a eficiência produtiva e reduzir a vulnerabilidade das lavouras às oscilações climáticas.
Matéria orgânica fortalece lavouras contra seca e calor
O aumento do teor de matéria orgânica no solo tem efeitos que vão além da fertilidade. Um dos principais benefícios é a maior capacidade de retenção de água, característica que contribui para reduzir os impactos de períodos de estiagem e de temperaturas elevadas sobre as lavouras.
Segundo Siqueira, a matéria orgânica funciona como uma reserva hídrica para as plantas, favorecendo o desenvolvimento das culturas em condições climáticas adversas. “Para cada 1% de aumento no teor de matéria orgânica, o solo pode armazenar até 150 mil litros de água por hectare. Isso tem impacto direto sobre a resiliência das lavouras, porque regula o estado hídrico das plantas e reduz os efeitos da falta de chuva e do calor excessivo”, explica.
O pesquisador destaca que o acúmulo de carbono no solo depende diretamente do manejo adotado nas propriedades. Entre as práticas que favorecem esse processo estão o plantio direto, a manutenção da palhada sobre a superfície, a rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura e a redução do revolvimento do solo. Essas estratégias ajudam a preservar a matéria orgânica, reduzir sua degradação e aumentar os estoques de carbono nas áreas agrícolas.
Além dos ganhos ambientais, Siqueira ressalta que a adoção dessas práticas pode trazer benefícios econômicos ao produtor. Com um solo mais equilibrado e biologicamente ativo, há maior eficiência no aproveitamento de água e nutrientes, o que pode reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos e tornar o sistema produtivo mais estável ao longo do tempo. “Produtividade e práticas regenerativas andam juntas. Em muitos casos, o produtor reduz a necessidade de fertilizantes e defensivos químicos, diminui custos e constrói um sistema mais estável ao longo do tempo”, afirma.
Projeto Regenera Cerrado
Idealizado pelo Instituto Fórum do Futuro em 2022, o Regenera Cerrado tem como propósito disseminar práticas de agricultura regenerativa validadas cientificamente, oferecendo um modelo escalável de produção de soja e milho para o Brasil e o mundo.
Na segunda fase de trabalho, o projeto segue com o patrocínio da Cargill, conta com a coordenação técnico-científica da Embrapa e execução operacional do Instituto BioSistêmico (IBS), além da parceria de sete instituições nacionais e 8 fazendas localizadas na região de Rio Verde, no sudoeste goiano.
As instituições parceiras são: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano (GAPES), Instituto Federal Goiano, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de Brasília (UnB).
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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.








