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Operação Safra vai garantir escoamento seguro da produção no Estado
As ações serão executadas em todo o Paraná até o final de abril. Serão mais de 90 postos de fiscalização, onde os órgãos vão atuar, de forma integrada, a fim de reduzir mortes e acidentes de trânsito, por meio das ações preventivas. O Paraná vai produzir 24,7 milhões de toneladas de grãos neste ano.

Para reforçar as orientações nas rodovias do Paraná durante o escoamento da produção agrícola, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), em conjunto com demais órgãos do Governo do Estado e da União, deu início à Operação Safra Segura nesta terça-feira (07). A ação reúne as polícias Civil, Militar e Científica, o Corpo de Bombeiros Militar, a Secretaria de Estado da Saúde, Defesa Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento de Trânsito do Paraná, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e o DER/PR.
Essa operação tem o objetivo de melhorar as condições de trabalho e saúde dos caminhoneiros, a segurança nas rodovias, e levará orientações e fiscalizações aos condutores dos veículos de carga. A ideia é diminuir e prevenir acidentes durante o escoamento da safra de grãos em direção ao Porto de Paranaguá.
As ações serão executadas em todo o Paraná até o final de abril. Serão mais de 90 postos de fiscalização, onde os órgãos vão atuar, de forma integrada, a fim de reduzir mortes e acidentes de trânsito, por meio das ações preventivas.
Somente na terça-feira (07), a ação aconteceu nas cidades de Guaíra, Alto Paraíso, Palotina, Alto Piquiri, Ibiporã, Goioerê, Cruzeiro do Oeste, Pérola, Campina Grande do Sul, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Almirante Tamandaré, Pontal do Paraná, Matinhos, Guaratuba, Ponta Grossa e Balsa Nova (São Luiz do Purunã).

Secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira: “Serão feitas blitz nas rodovias, nos postos fixos, onde os caminhões serão abordados”
De acordo com o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, a ação, que é educativa e preventiva, reforça a integração das das forças de segurança. “O objetivo é o acolhimento ao caminhoneiro, verificando suas condições de saúde, com a realização de exames e verificação se a carga horária está compatível com a legislação. Serão feitas blitz nas rodovias, nos postos fixos, onde os caminhões serão abordados”, explicou.
A Secretaria de Estado da Saúde realizará atividades voltadas à educação em saúde com oferta de serviços de vacinação, aferição de pressão arterial e glicemia capilar, além da distribuição de preservativos e materiais educativos. “O grande objetivo é a prevenção de acidentes. A Saúde, em conjunto com outros órgãos, vai promover várias atividades e ações, como a vacinação pendente, distribuição dos testes rápidos, aferição de pressão arterial, etc. Além de tudo, vamos oferecer orientações sobre as condições de saúde para que eles possam entender que devem conduzir seus veículos de forma segura”, disse a coordenadora de promoção da Saúde, Elaine Vieira.
O Detran-PR vai ajudar a trabalhar com educação no trânsito. “É um trabalho importante de união de todos os órgãos. Nesse período é necessário que os motoristas estejam com a documentação adequada e que dirijam com prudência, o que garante a segurança de todos”, disse o diretor do Detran-PR, Adriano Furtado.
A atuação da PRF, responsável pela fiscalização das rodovias federais, terá como foco identificar problemas mecânicos que podem causar acidentes. “Neste período
de safra, com o aumento do volume de caminhões nas rodovias, identificamos problemas nos sistemas de freio, pneus carecas ou muito desgastados. É uma ação preventiva”, explicou o superintendente regional substituto da PRF-PR, Davi Rogerio Artigas.
A operação também conta com o apoio do DER-PR, que vai atuar com as balanças veiculares para diminuir danos ao pavimento causados por veículos com excesso de carga; Polícia Militar, que fará fiscalização das vias estaduais e vai contar com radares móveis; Corpo de Bombeiros Militar, com a distribuição de materiais educativos nos postos fixos; e Adapar, para controle da entrada e saída de grãos e animais, uma garantia das condições sanitárias do Estado.
O Paraná vai produzir 24,7 milhões de toneladas de grãos neste ano, segundo a última estimativa da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento. São 20,7 milhões de toneladas de soja e 3,7 milhões de toneladas de milho (primeira safra).
Presenças
O lançamento da operação contou com a presença do delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach; do comandante geral da Polícia Militar, coronel Sérgio Almir Teixeira; do diretor-geral da Polícia Científica, Luiz Rodrigo Grochocki; do subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Gelson Marcelo Janhke; do coordenador Estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Raimundo Schuning, da diretora da 2ª Regional de Saúde, Irani Aparecida dos Santos; do diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Manoel Luiz de Azevedo, além de outros representantes.

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Seapi abre inscrições para Salão de Iniciação Científica com foco em bioinsumos e inovação no agro
Evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro e receberá trabalhos de estudantes, pesquisadores e servidores nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural.

Estão abertas as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (Sicit), promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). O evento será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, em formato totalmente online, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.
A programação inclui também o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Durante os dois dias serão apresentados resultados de estudos nas áreas de produção animal, produção vegetal e desenvolvimento rural. A abertura do evento terá como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.

Foto: Matheus Flalanga
As inscrições são gratuitas. Podem submeter trabalhos bolsistas regularmente matriculados em instituições de ensino superior que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica. Os participantes deverão encaminhar um resumo e realizar apresentação oral, gravada previamente, conforme as vagas disponíveis.
Os resumos devem ser enviados pela plataforma Even3 até 24 de agosto, seguindo o modelo previsto no edital. A divulgação dos trabalhos aprovados está prevista para 08 de setembro, enquanto o prazo para envio dos vídeos das apresentações encerra em 13 de setembro. Serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais de pesquisas.
O evento também é aberto ao público interessado. As inscrições para ouvintes permanecem disponíveis até 22 de setembro, véspera do início da programação.

Foto: Divulgação
Segundo a Seapi, o Salão de Iniciação Científica, o Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa têm como objetivo ampliar o espaço para apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.
A iniciativa também busca estimular o interesse pela pesquisa científica, incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores e promover a geração e a transferência de conhecimento e de novas tecnologias para a agropecuária gaúcha.
Para mais informações, incrições e edital clique aqui.
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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027
Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock
Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.
A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.
A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.
O que é a PGPM?
A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.
As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
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Colheita de milho fica abaixo da média de 5 safras
Cepea aponta baixa liquidez no mercado spot e compradores aguardam maior oferta da segunda safra.

As cotações do milho continuam firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado spot segue com baixa liquidez, influenciado pelo ritmo das negociações entre vendedores e compradores.
De acordo com o Cepea, muitos produtores priorizam os trabalhos de campo neste período, enquanto os compradores permanecem cautelosos e aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta do cereal. As altas registradas nas cotações internacionais também contribuem para sustentar os preços no mercado interno.

O Centro de Pesquisas informa que, embora fossem esperadas quedas nas cotações durante o período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta de milho. A colheita da segunda safra segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, mas permanece abaixo da média das últimas cinco safras.
Outro fator apontado pelo Cepea é a valorização da soja, que levou parte dos produtores a priorizar a comercialização da oleaginosa, adiando as vendas de milho à espera de melhores oportunidades de mercado.
Para as próximas semanas, o Cepea destaca que a previsão de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão avaliar com maior precisão a produtividade da segunda safra, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso.






