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Operação de Barter dinamiza o agronegócio em regiões brasileiras

Hoje, o termo “barter” é amplamente utilizado internacionalmente para se referir a transações comerciais que envolvem a troca direta de bens ou serviços.

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Foto: Arquivo/OP Rural

No dinâmico mundo dos negócios, ter instrumentos jurídicos eficazes para impulsionar as transações comerciais faz toda a diferença, especialmente no setor do agronegócio – um dos principais pilares da economia brasileira. Por isso, não é surpresa o aumento da utilização da operação ou contrato de Barter. É importante ressaltar que grandes empresas do setor de distribuição de insumos agrícolas, como a Lavoro, estão lançando campanhas exclusivas de Barter, visando viabilizar negócios de até R$ 700 milhões com produtores rurais na safra 2023/2024. Esses números divulgados pela Reuters representam um crescimento de R$ 150 milhões em relação a 2022, refletindo o interesse na rentabilidade que esse instrumento proporciona. Empresas como Bayer e até mesmo a Mitsubishi, juntamente com outras empresas do ramo, também têm programas especiais voltados para esse propósito.

A palavra “barter”, em inglês, significa “trocar” ou “negociar” na tradução para o português e tem sido utilizada há alguns séculos para descrever a prática de troca direta de bens ou serviços entre as partes envolvidas, sem o uso de dinheiro. Essa forma de comércio era comum em sociedades antigas, onde as pessoas trocavam mercadorias com base em suas necessidades e na avaliação relativa de valor.

Embora o termo “barter” seja de origem inglesa, a prática de troca direta existe em diversas culturas ao redor do mundo. Em diferentes regiões e períodos históricos, foram utilizadas expressões locais para descrever esse tipo de transação comercial baseada na troca de bens.

Hoje, o termo “barter” é amplamente utilizado internacionalmente para se referir a transações comerciais que envolvem a troca direta de bens ou serviços.

Já no contexto do agronegócio, o contrato ou operação de Barter consiste na aquisição de insumos por meio da troca de um determinado volume de produtos agrícolas (commodities).
Nesse tipo de operação, os produtores rurais podem usar parte da sua produção agrícola como meio de pagamento para adquirir os insumos necessários, a exemplo de sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, maquinários ou serviços especializados.

Imagine a seguinte situação: um produtor de soja pode firmar um contrato de Barter com uma empresa de insumos agrícolas. O produtor concorda em fornecer uma quantidade específica de soja para a empresa em troca dos insumos necessários para o plantio e cultivo da próxima safra.

Essa troca direta de produtos agrícolas por insumos agrícolas é, justamente, uma forma de viabilizar a produção dos agricultores, permitindo que eles obtenham os recursos necessários para suas atividades sem a necessidade de usar dinheiro.

O contrato de Barter, geralmente, especifica a quantidade e qualidade dos produtos agrícolas a serem fornecidos, os insumos a serem recebidos, as condições de entrega, prazos e outras cláusulas pertinentes à transação.

Operação ganha importância em estados brasileiros agrícolas

Estados como Rondônia, por exemplo, têm seu principal pilar econômico no agronegócio por possuir vastas áreas de terras propícias para a agricultura e pecuária, o que atrai investimentos nesses setores.

Em razão das características do mercado agro, a operação de Barter possibilita aos produtores rurais o fornecimento de insumos agrícolas ou recursos financeiros e viabiliza, assim, sua produção, da qual parte será utilizada como meio de pagamento ao referido fornecimento. Portanto, eles são amparados e financiados sem terem, necessariamente, o custo para iniciarem a produção.

Mas, diante disso, qual as vantagens desse tipo de contrato?

Os envolvidos no contrato de Barter podem ter vantagens, sendo as principais:

  • Acesso a recursos sem uso de dinheiro: o barter permite que as partes troquem bens ou serviços sem a necessidade de utilizar dinheiro como forma de pagamento. Isso é especialmente benéfico em situações em que um dos envolvidos não possui recursos financeiros imediatos, mas possui outros ativos ou capacidades que podem ser utilizados na negociação.
  • Financiamento e liquidez: ao fornecer aos produtores rurais acesso a insumos agrícolas e recursos financeiros para impulsionar sua produção, o instrumento os capacita para iniciar ou manter suas operações mesmo quando enfrentam restrições financeiras.
  • Redução de custos: outra vantagem é a possibilidade de reduzir os custos associados à transação, como taxas de câmbio, taxas bancárias e outras despesas monetárias. A troca direta de bens ou serviços pode eliminar a necessidade de intermediários e trazer economia.
  • Utilização de capacidades ociosas: a utilização de capacidades ociosas, como estoques não vendidos, recursos não usados ou habilidades disponíveis pode ser aproveitada e otimizada pelas partes para obter algo de valor em troca. Assim, recursos que poderiam estar ociosos são colocados em produtividade, trazendo benefícios para os envolvidos.
  • Flexibilidade e diversificação: há flexibilidade diante da possibilidade de escolha dos bens ou serviços a serem trocados, o que permite a diversificação das transações comerciais. Para as empresas, isso é útil na diversificação de suas fontes de suprimentos, exploração de novos mercados ou estabelecimento de parcerias estratégicas.

Com essas opções, os produtores podem impulsionar a sua produção e melhorar a rentabilidade de suas operações. Há, ainda, a redução de riscos, custos e volatilidade financeira, que traz estabilidade e sustentabilidade ao agronegócio.

Como se estabelece um tipo de parceria entre as partes, o contrato de Barter fortalece a cooperação entre produtores rurais e empresas de insumos, promovendo a troca de conhecimentos, tecnologias e recursos. A colaboração impulsiona movimentos inovadores, com eficiência produtiva e desenvolvimento sustentável.

Outro braço da sustentabilidade está na questão ambiental também envolvida. A troca de insumos por commodities incentiva práticas agrícolas responsáveis, como o uso adequado de defensivo e fertilizantes, a adoção de técnicas de conservação do solo e a proteção dos recursos naturais. É notável, em conclusão, que estamos falando de uma estratégia eficaz para fortalecer o setor agrícola, promover a economia rural e garantir segurança alimentar, o que beneficia produtores e empresas de insumos.

Fonte: Por Rodrigo Totino, advogado especialista em Direito Tributário e Empresarial e Ediene Alencar, advogada especialista em Direito Tributário.

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Exportações do agro aos EUA recuam até 41% após escalada tarifária

Café, carne bovina, madeira, frutas e sucos perderam espaço com o aumento das barreiras comerciais impostas por Estados Unidos.

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Foto: Claudio Neves

O ano de 2025 foi marcado pelo redimensionamento das tarifas de importação norte-americanas com relação aos seus parceiros internacionais, o que ficou conhecido como “tarifaço”, e o Brasil, claro, não ficou de fora. No início, o País apareceu na parte debaixo da tabela de taxas, com seus produtos sofrendo uma porcentagem adicional para entrada no mercado norte-americano de 10%. Mas, como a maioria dos nossos competidores nesse mercado sofreram taxação maior, os produtos brasileiros ganharam competitividade lá.

Artigo escrito por Andréia Adami, pesquisadora da área de Macroeconomia do Cepea.

No entanto, o alívio durou pouco, pois, em junho, adicionou-se às disputas comerciais também ruídos e disputas políticas, para então, o governo norte-americano anunciar a elevação dessa taxa adicional aos produtos brasileiros para 50%, um novo golpe aos exportadores brasileiros, inclusive os do agronegócio.

Como resultado desse novo cenário mais adverso da política comercial norte-americana, o valor total das exportações brasileiras para o País em outubro de 2025 ficou 40% abaixo do de julho de 2025. No caso do agronegócio, a receita em dólar caiu 35% e o volume exportado reduziu 41%, na mesma comparação. Produtos importantes da nossa pauta de exportação como café, madeira, carne bovina, frutas e sucos foram duramente atingidos.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que as compras norte-americanas do café brasileiro caíram 50% entre agosto e novembro de 2025, quando comparadas com o mesmo período de 2024. O cenário não foi muito diferente para os exportadores de madeira, carne bovina, frutas e suco de laranja; além de pescados e produtos como mel, que, apesar de ter pequena representação em termos de valor, tinham forte dependência do mercado norte-americano.

O governo brasileiro correu para apoiar os setores afetados, principalmente na forma de disponibilização de crédito, para que estes pudessem ter tempo de armazenar seus produtos enquanto buscavam novos mercados, com o apoio das instituições brasileiras como o Ministério da Agricultura e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Diante das ações protecionistas do governo norte-americano, não só o Brasil, mas todos os países afetados por sua nova política comercial tiveram que aplicar uma estratégia de negociação há muito utilizada nos mercados financeiros, a de que “não se deve colocar todos os ovos numa mesma cesta”, ou seja, utilizar a diversificação de destinos como estratégia de redução de riscos, agora na área comercial.

A busca por abertura de novos mercados e acordos de livre comércio com o México, Canadá, Índia, Japão e principalmente com a União Europeia passou a ser visto como mais que essencial para preencher a lacuna deixada pelo mercado norte-americano.

No caso do agronegócio, o resultado desse esforço para conquistar novos mercado pode ser verificado no crescimento das vendas externas do setor no ano de 2025, que foi de 11% para a China, 9% para a União Europeia, 7% para o México, 13% para o Reino Unido e 38% para a Argentina; enquanto caíram 6% para os Estados Unidos.

E, a despeito da “química” entre nossos governantes e da recente derrubada do tarifaço pela Suprema Corte norte-americana, o mais importante é que o aumento das relações comerciais entre os países pode ser um elemento-chave para impulsionar o crescimento das suas economias, levando a mais demanda, principalmente por alimentos.

Fonte: Artigo escrito por Andréia Adami, pesquisadora da área de Macroeconomia do Cepea.
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Nelore, o boi que samba

Enredo histórico levou o Nelore ao Sambódromo do Anhembi como símbolo produtivo nacional, colocando a raça no centro da narrativa cultural do país e destacando sua importância para o agronegócio brasileiro.

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Foto: Divulgação/ACNB

Há 20 anos, em 28 de fevereiro de 2006, o icônico locutor da apuração do desfile de carnaval de São Paulo, anunciava: a Império de Casa Verde era bicampeã da folia paulistana. A vitória veio com um enredo que se tornou histórico para o agronegócio brasileiro, ao colocar o Nelore no centro da narrativa cultural do país e levá-lo ao Sambódromo do Anhembi como símbolo produtivo nacional.

A presença do Nelore naquela passarela não foi um gesto episódico nem ornamental. Foi a afirmação pública de uma trajetória construída no campo e, já naquela época, profundamente conectada ao desenvolvimento econômico e social do Brasil. Ao ocupar o carnaval, a raça mais representativa da pecuária nacional passou a dialogar diretamente com a sociedade, em um espaço onde o país se reconhece e se expressa culturalmente.

Artigo escrito por Victor Paulo Silva Miranda, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil – Foto Foto: Divulgação/ACNB

Falar do Nelore é falar da base da pecuária de corte. A raça responde por aproximadamente 80% do rebanho nacional com essa aptidão, sustentando um modelo produtivo adaptado às condições tropicais, baseado majoritariamente em pastagens e responsável por garantir escala, eficiência e regularidade à produção de carne. Trata-se de um estrutural, que sustenta toda a cadeia, mas que muitas vezes foi silencioso. Há mais de 70 anos, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) tem dado “voz” a esses animais, que passaram a “cantar” a partir dos versos da Império, compostos por Rafael, Junior Marques e Carlos Jr.

Ao ganhar visibilidade no carnaval, esse protagonismo deixou de ser restrito ao ambiente técnico e passou a integrar o imaginário coletivo. O Nelore foi apresentado como elo entre passado e presente, entre tradição e ciência, entre cultura e produção. A avenida funcionou como espaço de tradução, permitindo que a pecuária fosse compreendida para além dos números e indicadores. Afinal, “Com o boi Nelore/ A pecuária e a ciência evoluiu/ E hoje é um orgulho nacional/ É saboroso, é divinal, pode aplaudir”.

A imagem do “boi que come capim” sintetiza esse modelo. Longe de ser simplificação, ela expressa um sistema produtivo eficiente, tropical e competitivo, construído com base em seleção genética, adaptação ambiental e trabalho contínuo dos criadores. É esse modelo que permitiu ao Brasil se consolidar como potência na produção de carne bovina, com identidade própria e vantagens comparativas claras.

À época, a equipe da ACNB participou diretamente daquele processo e pôde acompanhar como a linguagem cultural ampliou o alcance dessa história. Em vez de explicações técnicas, o Nelore foi apresentado por meio de símbolos, ritmo e imagem. As gravações estão disponíveis na internet para quem quiser conferir. Nelas, a ciência e o melhoramento genético apareceram traduzidos em narrativa acessível, aproximando o campo da cidade e gerando reconhecimento sobre o papel da pecuária na vida nacional.

Duas décadas depois, em 2026, o significado daquela presença permanece atual. O Nelore segue sendo o alicerce da pecuária brasileira – hoje líder em produção e em exportação –, acompanhando avanços tecnológicos, ganhos de produtividade e novos desafios ligados à sustentabilidade e à comunicação. O que se consolidou foi a consciência de que produzir bem também exige capacidade de diálogo com a sociedade.

O Nelore no carnaval simbolizou essa maturidade. Um boi que sustenta a pecuária nacional, que responde pela maior parte do rebanho de corte brasileiro e que também ocupa o espaço da cultura. Naquela avenida, ficou claro que o Nelore não é apenas base produtiva. É identidade, história e parte viva do Brasil. E, quando preciso, também samba.

Fonte: Artigo escrito por Victor Paulo Silva Miranda, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).
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Acordo Mercosul-UE reacende debate sobre competitividade da indústria brasileira

Tratado amplia acesso a mercado que representa 25% do PIB mundial, mas setor alerta para risco de desindustrialização sem reformas internas.

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Foto: Divulgação/Pixabay

Após duas décadas de negociações, a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é apresentada ao público como uma conquista histórica. Contudo, para quem vive o cotidiano da indústria de transformação, o sentimento é de um alerta urgente combinado a uma expectativa cautelosa: a integração de um mercado que representa 25% do PIB mundial não é uma oportunidade automática; sem a correção das assimetrias competitivas brasileiras, ela é um risco de desindustrialização, mas, se bem conduzida, pode ser o passaporte para o Brasil se tornar um hub global de tecnologia sustentável.

Historicamente, o Brasil optou por um modelo que pune quem produz. Enquanto o fabricante europeu, especialmente na Alemanha e na

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Itália, opera em um ambiente de juros civilizados, logística de ponta e desoneração completa de investimentos, o industrial brasileiro carrega o “Custo Brasil” como uma âncora. Assinar um tratado de livre comércio nos obriga a fazer a “lição de casa”, ou seja, melhorar nossa competitividade.

O risco central reside na assimetria estrutural. Se o cronograma de redução tarifária avançar mais rápido do que as reformas internas, assistiremos à substituição da produção nacional por bens importados. Todavia, há um lado positivo que não pode ser ignorado: o acordo impõe uma “agenda de eficiência” obrigatória.

O acesso facilitado a componentes e tecnologias de ponta europeias poderá acelerar a modernização do parque fabril brasileiro, reduzindo custos de produção a médio prazo e elevando o padrão de qualidade da nossa engenharia.

Não se trata de temor à concorrência, mas de necessidade de isonomia. A reforma tributária sobre o consumo é um passo fundamental,

Foto: Divulgação

mas sua eficácia depende de uma implementação que garanta o crédito financeiro pleno e imediato. Com a isonomia garantida, o cenário muda de figura. O Brasil tem uma oportunidade ímpar de se destacar na Neoindustrialização Verde.

A indústria brasileira de máquinas já é uma das mais limpas do mundo e, com o selo do acordo, ganha um canal direto para fornecer soluções em energias renováveis, biocombustíveis e hidrogênio verde para uma Europa ávida por descarbonização.

Além do peso fiscal, a disparidade do custo de capital é alarmante. A modernização para a Manufatura 4.0 exige investimentos. Sem uma política de crédito competitiva, a “janela de oportunidade” do acordo será apenas uma vitrine para produtos estrangeiros. Mas, se o Estado Brasileiro oferecer os instrumentos financeiros adequados, o setor de bens de capital pode dar um salto qualitativo, integrando-se definitivamente às cadeias globais de valor e deixando de ser apenas um fornecedor local para ser um player internacional.

Artigo escrito por José Velloso, engenheiro mecânico, administrador de empresas e presidente executivo da Abimaq – Foto: Divulgação/Abimaq

O potencial de mercado é vasto. Exportamos atualmente apenas US$ 1 bilhão para a Europa, uma cifra irrisória perto da nossa capacidade. O acesso a esse mercado consumidor de alto poder aquisitivo é a grande promessa positiva deste tratado. Ele pode abrir portas para que a criatividade e a resiliência da engenharia brasileira conquistem nichos de alta tecnologia que antes eram inviabilizados por barreiras burocráticas e tarifárias.

O acordo Mercosul-União Europeia impõe ao Brasil um desafio inadiável. Ele pode ser o motor da nossa integração global, transformando a pressão da concorrência em incentivo para a inovação. A abertura comercial é um instrumento de desenvolvimento, mas o seu êxito depende de arrumarmos a nossa própria casa. Se fizermos o dever de casa, o Brasil não apenas sobreviverá à abertura, mas poderá emergir como um dos grandes fornecedores de soluções tecnológicas para os desafios do século XXI.

Fonte: Artigo escrito por José Velloso, engenheiro mecânico, administrador de empresas e presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
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